I want to be much more than your friend.
22 Capítulo 21
Notas iniciais
Hey, tudo bem ??
Vim mais cedo, só porque eu demorei.
Nada a falar do capítulo, só que ele foi muito divertido de escrever.
Não revisado, sorry.
Espero que gostem !!
Escutei as palavras de Alcis, e não pude evitar o sorriso no rosto.
Jack continuou lá, e escutei um resmungo vindo de sua parte. Será que ele não queria passar o dia comigo? Quase entrei em pânico ao ter esse pensamento pairando em mente. Mas de qualquer forma, deixei de lado. Como eu estava atrás do grisalho, andei até que estivesse de frente com o garoto.—Parece que hoje você vai ter que me aturar.- comentei, dando um sorriso irônico, e não ligando para o fato de que ele não me via.—Animador.- respondeu, sorrindo e desfazendo o ato na mesma hora.- Eu queria tirar esse negócio. Pegou na lateral da venda, indicando o que ele queria tirar. Franzi o cenho, cruzando os braços na altura do peito.—Por que? Não é divertido?- perguntei sorrindo, mesmo sabendo que provavelmente não é tão legal assim.—Não. Eu queria te ver.- respondeu, também sorrindo, só que de lado. Graças a Odin, ele não podia ver a minha expressão. Eu estava sorrindo que nem um idiota, e queria me estapear por causa disso.—Hic? Você ainda está aí?- perguntou depois de alguns segundos. Sorri ainda mais com o apelido mencionado, e limpei a garganta antes de respondê-lo.—Estou.- falei. Peguei em sua mão, o guiando até os portões grandes de madeira. Não sabia se tinha realmente que auxiliá-lo daquela forma, mas eu só queria ter sua mão com a minha. O senti entrelaçar nossos dedos, e sorri chegando mais perto dele.—Nós vamos para onde?- perguntei, enquanto andávamos.—Não sei. Você escolhe.- respondeu. Eu realmente não queria ir para algum lugar que não tivesse uma cama hoje, já que estava um pouco cansado. Porém, eu também não queria ir para a minha casa. Isso porque, meu pai havia chegado de viajem, só que ele estava muito inquieto. Desde que o homem chegou, vive tendo reuniões na sala, e aposto que está rolando uma agora mesmo.—Podemos ir para a sua casa?- perguntei, um pouco encabulado. Me sentia um ridículo por ter essa reação, mas não pude evitar. Ele soltou um risinho, me fazendo franzir o cenho.—Que foi?- perguntei, o olhando.—Você está com vergonha?- respondeu, sorrindo largo. Desviei o olhar dele, olhando para frente.—Não.- falei.—Hiccup, eu posso perceber pelo seu tom de voz que você está com vergonha.- disse, apertando minha mão.- Mas vou fingir que acreditei em você.—Idiota.- sussurrei sorrindo. Ele gargalhou. —Enfim, vamos para a minha casa.- ele falou. Suspirei em alívio, e então o puxei para o caminho do lago. Nós já estávamos andando pela floresta, e ainda tínhamos nossas mãos entrelaçadas. O silêncio só não era total, por causa dos barulhos que nossos pés faziam. Estava agradável andar daquela forma com Jack. Por que eu não comecei a caminhar com ele de mãos dadas antes mesmo?—Eu posso tirar a venda?- o garoto ao meu lado perguntou, quebrando o vazio.—Não. Você não escutou Alcis?- respondi, sorrindo. A verdade, era que tudo naquele dia estava sendo mais legal, com Jack daquela forma. Era engraçada a forma como ele andava com os braços à frente do corpo, ou de como ele pedia a minha ajuda sempre. E melhor ainda, é ele não poder ver o sorriso que não consigo tirar do rosto.—E quando eu for tomar banho? Você vai junto comigo, para me ajudar?- perguntou irônico. Droga. Ele sabe como me provocar, e... também sabe que está me provocando.—Não sei. Você quer ajuda?- revidei, vendo sua expressão surpresa. Eu também sei brincar, Frost. Sorri de lado, ainda esperando por sua resposta.—Não sei. Você quer me ajudar?- disse finalmente. Não adianta, ele sempre terá respostas melhores do que as minhas. Soltei um riso, olhando para os meus pés. Eu não ia responder àquilo, apesar de querer sim tomar banho com ele. O que?! Não. Eu apenas não ia responder à sua provocação; nada da última parte. Olhei para cima novamente, vendo a sua casa. Ótimo. Eu já estava cansado.—Chegamos.- avisei. Jack não respondeu, apenas continuamos a andar, e logo estávamos à porta. Soltei a mão do garoto, e virei a maçaneta.—Vem.- peguei em seu ombro, e o guiei para dentro da casa. Depois que ele o fez, eu mesmo entrei, fechando a porta de madeira.—Cadê sua mãe?- perguntei, e andei até a lateral do garoto, para poder olhar seu rosto.—Não sei. Acho que ela deve estar lá em cima.- respondeu. Suspirei, olhando pela casa, à procura da mulher. Como não tinha nem sinal dela, pensei que provavelmente Jack estava certo.—Então, você quer alguma coisa da cozinha?- perguntei, depois de um tempo.—Só um copo de água.- falou.—Deixa que eu busco.- disse, e já estava andando até o cômodo à frente.—Até porque, eu não ia buscar mesmo.- Jack brincou. Rodei os olhos.—Engraçadinho.- respondi, continuando o caminho até o cômodo. Procurei por um copo, logo o achando em um dos armários. Então coloquei água gelada, e voltei para a sala.—Toma.- falei. Ele estendeu a mão, e eu aproximei o objeto, fazendo triscar em seu dedo. Jack logo conseguiu pegar o objeto. O grisalho tomou a água, e falou que eu podia deixar o copo na mesa de centro da sala mesmo.
Fiz o que ele falou, e logo estávamos um de frente para o outro novamente. Eu abria a boca, mas desistia de falar o que eu queria. Mesmo ele não podendo me ver, não conseguia olhar para seu rosto. Aquilo estava me matando, e eu não sabia o que ocorria comigo. O clima não estava o mesmo entre a gente, e tinha noção de que era por causa do que aconteceu no treino. Mas por que isso agora? Aquilo que ocorreu em seu quarto naquela noite, não nos deixou assim, então por que aquele simples ato no treino o está conseguindo fazer? Jack deu um sorriso, e não entendi o motivo.—Vai ficar me olhando mesmo?- perguntou. Desviei o olhar, sentindo o rubor em minhas bochechas. Que merda, hein...—Quê que você quer que eu faça?- sussurrei, sem querer realmente que ele ouça. Jack sorriu de lado, denunciando que havia escutado.—O que eu quero que você faça? Você vai fazer?- perguntou, e deu um passo em minha direção. Por impulso, eu recuei, mas achei aquilo particularmente ridículo, então parei o meu ato.—Depende.- respondi.—Bom, eu quero que você me deixe tirar essa venda.- falou, e deu um passo para trás, nos dando mais distância. Rodei os olhos, soltando um suspiro.—Tira, mas depois você se vira com Alcis.- cedi. Ele sorriu de lado, e levou as mãos para o rosto.—Quem disse que ele precisa saber?- perguntou, e então eu finalmente pude ver seus olhos.—Bem melhor agora.- ele falou, depois de um tempo me encarando. Ok. Acho que era melhor tê-lo deixado com a venda. O jeito como ele me olhava... Droga, eu já estava começando a ficar incomodado. Jack sorriu largo, e então se aproximou, depositando um beijo em minha bochecha. Deu de ombros, e logo caminhou até a escada. Sorri, e comecei a segui-lo. Subimos os degraus, e não demoramos para estar no andar de cima. Ele se virou para mim, sorrindo.—Pode ir para o quarto, eu só vou falar com minha mãe.- disse. Assenti, e andei até o seu quarto. Abri a porta, e sorri ao ver sua cama. Pelo deuses! Como eu estava precisando deitar. Logo me via me aconchegando no colchão macio, e fechando os olhos. Eu estava mesmo necessitando de um descanso. Suspirei lentamente, não demorando em sentir a respiração em meu rosto. Abri os olhos, logo tendo suas orbes me observando. Ele estava próximo, e não evitei olhar para a sua boca vermelha.—Cansado?- perguntou. Assenti, ainda olhando para a sua boca. Se ele continuasse daquela forma, não demoraria muito para eu o beijar. E quando ia puxar sua nuca para perto de mim, o garoto se distanciou, alegando que ia tomar banho. Quê que estava acontecendo com Jack? Levantei da cama, e não sei o que deu em mim. Apenas não controlei a próxima frase proferida por minha boca.—Eu vou com você. Ahn? Eu escutei aquilo mesmo?—O que?- disse lentamente, encarando o ruivo.—Você não perguntou se eu queria te ajudar? Eu quero.- ele respondeu, como se fosse a coisa mais normal do mundo.—Hiccup, nós não podemos tomar banho juntos.- falei, como se fosse óbvio. Ele riu por alguns segundos.—Qual é, Jack? Só vai ser dois amigos tomando banho juntos. Você nunca fez isso?- falou. Por Odin! O ruivo não sabe o que está falando. Eu não vou conseguir me controlar, uma vez que entrarmos naquele banheiro; e todo mundo sabe do meu plano sobre limites dentro de uma amizade.—Não. Você sabe que nunca tive outros amigos.- respondi, tentando mudar de assunto.—Vem. Vai ser só isso. Só um banho.- disse, chegando perto de mim. Eu sei que não vai ser só isso. Eu mesmo não conseguiria fazer com que seja só isso. O ruivo pegou em minha mão, e me olhou com uma expressão um tanto inocente, mas acho que ele não sabia que a mesma me provocava, e que para mim, não parecia tão inocente assim. E como se eu não tivesse pensando, e eu realmente não estava, cedi. O puxei até a porta, e ele entrou primeiro. Tranquei a fechadura, e dei de ombros, olhando para o ruivo parado. Que desconfortável... Encostei à porta, colocando as mãos no bolso da calça. Ta. Eu tenho certeza que aquele banho não ia rolar. Hiccup não terá coragem. Não mesmo. Mas minha boca ficou em formato de "o", quando o garoto deu os ombros e começou a tirar sua blusa. Ele se virou por alguns segundos, me olhando de cima a baixo.—Vai tomar banho com roupas?- perguntou irônico. O garoto deu os ombros novamente, e o assisti tirar as botas, e colocá-las em algum local seguro, para que não molhassem. Logo depois, observei o jeito como ele tirava a calça marrom claro.Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Era tudo que eu conseguia pensar. Tudo mesmo. E então o outro se virou, e como se eu tivesse acordado de um transe, me mexi. Tirei a blusa, a deixando no mesmo lugar que o ruivo deixou a sua. Como já tinha tirado as botas no quarto, só o que faltava era a calça. Que bom que o que me livra de ficar totalmente louco com toda aquela situação, é a cueca. Hiccup não tirou a sua. Também não vou tirar a minha. Nós nos encaramos por alguns segundos, e... que ridículo. Rodei os olhos, e andei até o chuveiro. Liguei, colocando as mãos para ver a temperatura. Gelado. Sorri, e logo estava debaixo da água. Passei as mãos no cabelo, desviando minha atenção para Hiccup.—Você não vem?- perguntei. O ruivo me olhou por alguns segundos, porém, logo estava se juntando à mim. Ele molhou uma das mãos, a afastando da água logo depois.—Está gelada.- reclamou, rodeando o próprio corpo.—Quê que tem?- respondi.—Quê que t...—Cala a boca, e vem logo.- nem o deixei responder, e puxei seu braço. Nossos corpos se chocaram, e sorri largo ao ver o ruivo ficar um pouco encabulado. Ele continuou ali parado, até se acostumar com a temperatura. Alguns fios de cabelo do garoto caiam em seus olhos, e sorri antes de afastar boa parte. Encarei seus olhos verdes, enquanto descia minha mão para sua bochecha Acariciei aquele local, tendo o pensamento passageiro de me aproximar. Mas, eu não podia. Então, dei um passo para trás, e para que não ficasse muito estranho, dei de ombros, fingindo lavar meu cabelo. A próxima coisa que senti, me fez ficar estático. Os dedos de Hiccup triscavam suavemente a minha costa. Ele descia e subia lentamente. Fechei meus olhos, engolindo o seco, e sentindo minha pele se arrepiar. E então, como se ele quisesse piorar a minha situação, senti os seus beijos em meus ombros. Ele estava fazendo de propósito?! Ele queria ferrar com a minha vida?—Hi-Hiccup.- sussurrei, colocando a mão na parede, e abaixando um pouco a cabeça. Tentei fazer o meu tom de autoritário, para que ele entendesse que não podíamos, mas não acho que havia conseguido ter sucesso.—Por favor.- ele sussurrou suplicante em meu ouvido.Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda.
Notas finais
Não posto se não tiver comentários.
Te amo...
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