I want to be much more than your friend.
36 Bônus- Memories
Notas iniciais
OIEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE PESSOASSSSSSS LINDASSSSSSSSSSSSSS
Desculpa a demora. Eu meio que tava sem nenhuma inspiração. Meio que tinha desanimado para tudo. Tipo TUDO. Masssssss não sei viver sem escrever, e como essa fic é a mozao..... AQUI ESTAMOS !!!!!
Hey, sei que haverá algumas palavras repetidas, tipo na mesma frase, ou perto o bastante. E sei quanto ler cap com palavras muito repetitivas é horrível. Eu mesma evito muito isso. Mas nesse caso é de propósito.
Sobre o Hic durante boa parte desse cap..... ele tem essas recordações. Meio que foi um trauma que ele não consegue distanciar, e tem dias dele que são dessa forma.
Não sei se tem mais coisa pra falar..... provável que sim, massss.
Cap não revisado, sorry.
Espero que gostem !!
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Quando finalmente paro, logo procuro ao redor, o que não sabia ser ainda. Não entendia muita coisa do que estava acontecendo, já que era muito confuso. Só sabia que estava ofegante, cansado e que meus pensamentos se encontravam em uma completa bagunça.Não conseguia enxergar muita coisa. Estava tudo muito embaçado, estranho. Todavia, eu me esforçava para encaixar as formas ao redor, tentando formar algo com algum sentido. Mas nada mudava. Era o mesmo breu, as mesmas formas esquisitas e que não conseguia saber o que eram, a mesma sensação de solidão, o mesmo sentimento de alerta, de preocupação, o mesmo clima de frieza, com o vento, que não sabia como era sentido, passando pelo ar.Eu só conseguia enxergar perfeitamente duas coisas. O céu, com a lua cheia e uma constelação da qual eu tinha conhecimento, todavia, seu nome me era fora de alcance, o que me deixou confuso. E a outra coisa, era o caminho bem em minha frente, o qual era clareado por luzes amarelas ao longe. Me perguntei o porque não conseguia distinguir os outros caminhos ao meu lado, e sim somente o que estava à frente, mas não tive sucesso para com a resposta.Minha respiração ainda se encontrava desregular, mesmo eu estando parado por alguns minutos. Não conseguia torná-la normal, assim que notei a mesma dessa forma estranha. Minhas pernas também doíam, e cheguei a conclusão que era porque estava correndo antes de parar, mesmo não lembrado de tal fato. Eu me sentia cansado o suficiente, para cair ali mesmo desmaiado. Todavia, algo demasiadamente perto me fez esquecer de qualquer coisa, ou distração.As luzes amarelas aumentavam, me permitindo enxergar mais coisa do caminho à frente. Então, percebi formas se movendo. Eram pessoas... Bastante pessoas, melhor dizendo. Na hora, não reconheci ninguém. Na hora, não reconheci o lugar. Na hora, não recordei da situação. Na hora, não entendi o que estava acontecendo.Mas... Assim que observei por mais segundos, lembrei dos homens e de suas tochas acesas. Lembrei da situação. Lembrei o que estava fazendo e o meu objetivo. E logo que sabia o porque que estava ali, o vi, sendo protegido pela mulher.Eu rapidamente quis me mover, chegar mais perto e tentar ajudá-los. Sabia que faria de tudo para alcançar meu objetivo. Porém, meus pés pareciam estar grudados no chão, se afundando à neve, me deixando imensamente inválido.Olhei para baixo, encarando minhas botas. Eu estava em pé; normal. Não estava preso à neve. Mas... não conseguia me mover.Já podia me sentir entrando em desespero, ao cogitar ficar preso ali, assim que olhei para cima novamente e senti minha respiração se tornando mais descompassada que antes. Ela fazia barulho, e de minha boca saia vapor branco, devido à temperatura em que me encontrava ser totalmente o oposto de meu corpo.Os que estão mais à frente de mim, conversam com os dois no centro, o qual estão no chão. Não escuto suas palavras. Parecem sussurros, mesmo eu sabendo que não são realmente isso.Não consigo me concentrar o bastante para saber o que falam, por ainda tentar me mover, e correr até onde se encontram.Eu grito, o mais alto que posso:–Jack! Jack! Jack! J-Jack! Jack...Todavia, eles não me escutam. O grisalho nem desvia sua atenção à mim.Sinto as lágrimas quentes em minhas bochechas, e as mesmas atrapalham minha visão, ao que olho para o chão, a fim de novamente tentar me mover. É quando escuto o grito.Rapidamente, desvio meu olhar para o lugar de onde ele veio, e então enxergo com dificuldade o grisalho ainda em pé, com uma lança atravessando seu estômago.Eu não respiro mais, entrando em estado de choque no exato momento em que noto o que aconteceu. Continuo estático, e mesmo se ainda quisesse andar, não conseguiria.Observo quando ele é vencido, e cai à neve. A mulher rapidamente vai de encontro ao seu corpo, e escuto seus lamentos altos.Depois de alguns segundos, me permito piscar e assim que o faço, é o estopim para que meu choro lento finalmente venha, deixando meu corpo fraco. As lágrimas vêm num ritmo devagar, já que ainda engulo aquele momento. Todavia, não quero engolir. Não quero estar ali. Não queria ver isso...Não sei o exato momento, mas não me sentia mais preso ao chão, quando finalmente dei um passo à frente inconscientemente. E assim que estava livre, soube que o que me sustentava, era eu estar preso daquela forma, já que no segundo que andei, cambaleei um pouco para o lado, tendo que me sustentar colocando as mãos nos joelhos para não cair.Eu me sentia totalmente inválido e vazio. Meu peito estava vazio, como se tivessem penetrado os dedos ali, e arrancado meu coração. E por mais que eu tentasse, não conseguia respirar direito, ainda por causa das lágrimas insistentes.Ainda encarava o grupo ao longe, não tendo forças para desviar a atenção. Foi quando percebi seus olhares subindo até onde me encontrava, me fazendo falhar uma batida, ao que fiquei um pouco surpreso.
Foi quando me senti flutuar para fora dali, como se não pertencesse àquele corpo.As sensações que me preenchia há pouco, não mais estavam presentes. Eu respirava normalmente. Não estava cansado. Mas sim, me encontrava bastante confuso, ao que finalmente olhei para os lados, vendo eu mesmo a alguns metros.De imediato, arregalei os olhos, dando passos para trás. Não sabia o que estava acontecendo, pelo menos, até olhar para outro lugar, onde as tochas e os homens estavam parados.Então, eu sabia que novamente estava preso a um pesadelo. Estava novamente sendo testemunha da morte de Jack, não podendo fazer nada para mudar a mesma, a não ser contemplar.Eu fechei os olhos, tapando os ouvidos, num ato que sempre fazia quando era obrigado a relembrar daquela época. Tentava desesperadamente sair daquele cenário horrível, mas inconscientemente, abri os olhos. Como sempre, não havia como escapar.–Há mais um ali!Finalmente escutei, e vi quando meu "outro eu" caiu no chão, e a confusão começou novamente.Vi exatamente quando arrancaram parte de minha perna, e que depois disso, meu pai chegou e me levou para longe da multidão sedenta por sangue.Eu sabia que aquele pesadelo estava para acabar, e não deixei de dar uma última olhada no corpo de Jack no chão, ao qual permiti uma lágrima cair.–O que você acha de ovelhas voarem?- perguntou, uma vez que saímos do campo de treinamento.–Seria bom.- respondi, ao que não me importei nem com a resposta, muito menos com a pergunta que a outra me fez.–Hiccup, você sabe do que estamos falando?- disse, e não demorei para sentir o seu puxão, me trazendo para trás. Imediatamente, encarei seus olhos azuis atribulados, e logo após ela soltou meu cotovelo, se distanciando um pouco de mim.- Nossa, ele sabe olhar para as pessoas, quando elas estão falando!- fingiu surpresa, e o que disse me fez rodar os olhos, ao que encarei o chão com neve.- É a primeira vez que me encara nos olhos hoje, chefe... Por que não experimenta prestar atenção em nossas conversas também? É importante.Voltei a encará-la nos olhos, tentando de todas as formas me concentrar nela, e apenas nela. Mas hoje o dia não era um dos melhores para mim, uma vez que me sinto cheio de perturbações do passado, que infelizmente não consigo afastar e que não possuem botão de desligar.Então, mesmo se quisesse muito, não conseguiria prestar atenção no que ela tinha para me dizer. Não desejava fazer isso.Por fim, tentei soar o mais educado possível, ao dizer:–Astrid, você possui muita inteligência. Então, por que não faz uso dela, e resolve o que tem de resolver por conta própria?- meu tom não saiu como queria; ao contrário. Estava longe quando ditei, e o fiz de uma forma hostil. Mordi o lábio inferior, ao que vi seus olhos arregalados e levemente brilhantes. Ela ia chorar. Ou algo perto.Isso me fez abaixar os ombros, desmanchando a pose que assumi há segundos, e franzir o cenho, dando um curto passo em sua direção. Levei a mão até a bochecha rosada da loira, parando o ato no meio do caminho. Então conclui, mais calmo:–Você não precisa de mim. Sei disso.Então a deixei sozinha, não literalmente, já que haviam muitos vikings ao nosso redor, se dispensando da grande arena.Sabia que minha atitude tinha sido errada, e muito errada. Eu sou o chefe da vila. Tinha que ajudar e saber dos problemas da aldeia. Porém, hoje eu simplesmente não consigo.Andei sem rumo, esbarrando sem querer em algumas pessoas e dispensando muitas delas. Parece que tiraram o dia para falarem comigo...Demorei um pouco para conseguir chegar na grande casa, mas suspirei assim que bati a porta com força, e logo estava subindo os degraus com pressa. Me joguei na cama no momento que já estava no quarto, escondendo o rosto no travesseiro, fazendo questão de tapar meus ouvidos também.No momento que parei para deitar, os pensamentos logo se encheram, e... eu odiava. Odiava os dias em que era obrigado a lembrar, mas não era somente lembrar. Era lembrar dele, daquele jeito morto. Odiava os sonhos que tinha sobre o mesmo dia, sobre a mesma situação.Então, outra vez me via preso em outro pesadelo, só que dessa vez eu estava acordado.Me encontrava bem do lado do corpo no chão, este mesmo que possuía os olhos fechados e a expressão calma, embora me fosse outro Jack, um do tipo desanimado. Eu chorava, ao que era obrigado a encarar seu rosto, já que não conseguia olhar muito para o lado oposto. Muitos homens o chutavam, quando corriam em disparada para lutar contra o exército de meu pai. Eles passavam por cima de seu corpo sem qualquer remorso, sem qualquer traço de interesse. Em algum momento, arrancaram a lança que o atravessava, para logo depois correr, e usar a mesma como arma.E eu o encarei, até que me senti ser afastado por braços fortes. Eu sabia que era meu pai. Sempre era ele que me tirava daquele cenário, já que em todos os sonhos, acontecia a mesma coisa: eu não pertencia a meu corpo, estava em segundo plano. Era obrigado a observar os homens lutando, ou Jack. Então, cortavam parte de minha perna, e aparecia meu pai para me tirar dali, assim como ocorreu na realidade. E eu, que estou fora de meu corpo, observando a tudo, vou junto ao "outro eu", aquele de anos atrás.E aí, voltava para o mundo, no qual sempre me encontro o chamando baixinho.–Jack... Jack... Jack...Virei de bruços, ao que joguei o travesseiro no chão. Fechei os olhos lentamente, sentindo as lágrimas acumuladas desmoronando, também num ritmo lento.Poderia dizer que não pensei mais em nada. Que apenas fiquei ali, de olhos fechados e com a respiração calma. Que até tentei dormir, mesmo com a falta de sono.Mas não foi isso que aconteceu. Eu continuei revivendo os momentos daquela época, quando ainda o tinha em meus braços. Quando ainda podia beijar seus lábios, e tocar seu rosto. Quando me perdia na cor de seus olhos, assim que ele me encarava por muito tempo, e que mesmo que quisesse muito desviar a atenção, nunca conseguia.Continuei ali, completamente perdido em minha mente. Mordo minha bochecha interna, assim que permito meus olhos saírem de seu rosto, para logo depois percorrer seu corpo seminu em minha frente. Há um lençol cobrindo suas coxas, mas observar seu peito descendo e subindo, ou até mesmo seu abdômen é o suficiente para mim.Ele respira calmamente, como se não tivesse consciente. Mas me provou ser o contrário, ao que percebi quando abriu demasiadamente os olhos, levando a atenção para baixo, tendo que levantar um pouco a cabeça para fazer isso. Abaixou o braço dobrado que estava encostado ao travesseiro que usava, e então, assim que achou o que eu sabia que estava procurando, não demorei para vê-lo colocar sua mão em cima da minha.Ele olhou para mim de relance, dando um sorriso de lado, ao que já tinha fechado os olhos novamente. Se mexeu um pouco, parecendo ficar mais confortável, todavia continuou de barriga pra cima e de olhos fechados. Sua respiração ainda era totalmente calma e despreocupada.Eu virei mais de lado, procurando entrelaçar nossos dedos, e voltei a atenção para seu rosto, observando sua expressão serena, e até mesmo o admirando. A forma como sua pele estava na luz que vinha da janela me fazia ficar fascinado com a combinação. Seus lábios estavam um pouco ressecados, e eu sabia que era por causa da noite passada, devido aos vários beijos que trocamos. Um pouco de seus fios rebeldes estavam em sua testa, o tornando diferente com aquele estilo, mas confesso ter gostado.O vi dobrar a perna direita, enquanto a outra continuava esticada no colchão, ao que virava um pouco de lado, mas mantinha os olhos fechados e uma das mãos estava detrás da cabeça. Respirou fundo e lento quando me espiou rapidamente.–Eu estou cansado...- disse arrastado e vagamente, quase num lamento.–Idem.- respondi, e era verdade.Bom, nós não havíamos dormido direito durante a noite...Ele apenas sorriu de lado, ao que em seguida mordeu o lábio inferior. Então logo depois apertou demasiadamente minha mão, me levando a encarar nossos dedos entrelaçados, e novamente voltar minha atenção ao grisalho, uma vez que eu disse:–Sabe, acho que você vai ter que sair pela janela...- ri anasalado, o vendo franzir o cenho.- Meu pai não sabe que está aqui, então...Ele soltou uma risada rápida, sorrindo de lado assim que a findou.–Será mesmo que ele não sabe?- perguntou, fazendo questão de me olhar de relance.Eu sabia que ele estava se referindo à noite passada, o que me levou a desviar o olhar, ao que ele ainda me encarava com seu sorriso sacana.
Por fim, suspirou, me fazendo voltar a encarar o seu rosto.–A gente podia não ir para o treino. Aí seu pai não ia saber mesmo que eu estou aqui.- a última frase ele disse com tom de ironia, o que me levou a rodar os olhos.–Os dois faltarem no mesmo dia? Alcis com certeza ia aceitar sem questionar, ou sem nos dar um castigo pior do que todos que já nos deu.- o respondi, mesmo não sendo necessário. Ele sabia das consequências e de como seria estranho os dois faltarem.Então, o grisalho abriu um dos olhos, me encarando por alguns segundos de canto. Então, voltou a ficar de olhos fechados, ao que reclamou:–Anão, Hic...- soltou minha mão, e fiquei surpreso, ao que ele não avisou antes de rolar seu corpo pra cima do meu. Ele estava de mau jeito, ao que minhas pernas atrapalhava de certo modo. Então, empurrei seu abdômen um pouco, a fim de me ajeitar em baixo dele, tendo que o acolher no meio das pernas.Ele apoiou seu queixo perto do meu, se aproximando um pouco mais.–Eu não quero ir para o treino.- continuou com a reclamação, quando senti seus dedos passeando em minhas coxas, num ato que pareceu ser completamente inocente.Eu me distanciei, indo mais para cima, a fim de usar mais o travesseiro. Mas confesso que não era apenas aquilo que queria fazer, quando me distanciei.Jack imediatamente apertou minhas coxas, me impedindo de sair mais de perto dele, e continuou com sua expressão de reclamação, ao ainda me encarar.–Vai aonde?- ele então sorriu de lado, desfazendo sua pose de "não quero ir ao treino", sussurrando ao subir mais em cima de meu corpo, querendo compensar o pouco que saí de perto.Eu o encarei feio, o fazendo voltar com seu olhar inocente.–Err... Por que não quer ir ao treino, Jack? Nós temos que ir.- eu disse simples, procurando um lugar para minhas mãos repousarem. Sem sucesso.–Porque eu quero fazer isso...- então ele sorriu, levantando o tronco, ao que percebi querer alcançar meus lábios com os seus.Tentei protestar, todavia não demorei para sentir sua língua na minha, me fazendo render ao beijo. Acho que não teria nenhuma opção de qualquer forma, já que para mim é quase impossível não render à Jack.Eu o puxei para mais perto de meu corpo, e sentir o calor de ambos se misturando era apenas delicioso demais. Nossas peles em contato me fazia arrepiar de leve com a delicadeza que se tocavam.O grisalho comandava o beijo num ritmo lento, do tipo que me faz não querer pensar nunca mais, ao que somente prefiro ter seus lábios nos meus, e sua língua explorando minha boca. Era maravilhoso o sentimento que ele passava por aquele ato e, eu podia sentir o que o outro queria transmitir.Eu então senti suas mãos saírem de minha cintura, para se direcionarem até minhas coxas, subindo um pouco o lençol que me livrava da nudez. Seu ato me fez morder seu lábio inferior forte, o fazendo se distanciar, quando também já estávamos sem ar.–Doeu.- ele disse com a respiração descompassada, ao que a mesma caía sobre meu rosto, enquanto elevou um pouco a cabeça, me encarando com um sorriso divertido nos lábios.–Ah, é? Desculpe, mas é que sua boca é muito deliciosa.- eu o respondi irônico, alcançando novamente seus lábios, ao que outra vez mordi o inferior e soltei lentamente.–Cala a boca, vai.Não segurei o riso, rodeando seus ombros com os braços, o fazendo sorrir minimamente. Ele se aproximou novamente, e eu podia sentir nossos lábios se encostando. Não evitei lhe dar um pequeno selinho, o que de novo resultou em sua fuga para longe de mim, me levando a rodar os olhos. Ele riu, chegando perto, mas em menor quantidade que antes.–Agora eu vou te beijar, e não quero você me mordendo.- sussurrou, e seus olhos já estavam em minha boca.–Não garanto nada.- respondi indiferente, sorrindo ao que ele fez o mesmo, logo tomando minha boca novamente.Pedi passagem, e a mesma foi concedida devagar, como se ele estivesse curtindo comigo. E quando arranhei suas costas com uma das mãos, e tive sua reclamação, não deixei de sorrir durante o beijo.Nossas línguas se entrelaçavam num ritmo intenso demais, longe do primeiro, e Jack só aumentava ainda mais a intensidade, me deixando sem ar mais rápido do que eu queria.Foi quando senti seu quadril se mexer lento contra meu membro, que sabia que não demoraria muito para me distanciar de sua boca, sedento por oxigênio.Ele continuava com os movimentos, investindo cada vez mais forte, me fazendo sentir meu membro um pouco dolorido e pulsando. Me sentia endurecer toda vez que o grisalho ia e vinha.Virei minha cabeça um pouco para o lado, assim que não conseguia ficar mais sem respirar. Puxava o oxigênio para os pulmões de um forma até desesperada.Jack ainda se movimentava contra meu membro coberto pelo lençol, e logo senti seus beijos em meu pescoço, todavia não conseguia prestar atenção naquilo. Eu com certeza precisava de mais, mesmo que aquilo me levasse à loucura.Eu precisava de Jack dentro de mim.Mordi o lábio inferior, ao que movimentei minha cintura contra o corpo de Jack, o fazendo gemer perto de meu ouvido.Ele continuava a se mover contra mim, e a beijar meu pescoço, deixando algumas mordidas pelo mesmo. Todavia, eu não estava aguentando mais aquela enrolação toda, o que me levou a sussurrar falho para o outro:–Jack... V-vai.Ele demorou um pouco para mostrar reação à minha fala, ao que parou depois de alguns segundos com os movimentos, apalpando lentamente minhas coxas. Mordi o lábio inferior, a fim de impedir um gemido, assim que senti seus dedos em meu membro, ao que uma de suas mãos entraram de vez em minhas coxas. A outra se importava em tirar o lençol que nos cobria, e depois de um tempo, finalmente estávamos despidos.Na hora, não nos importamos tampouco com preparação, ou com qualquer coisa perto disso. Eu não importava com mais nada.Jack forçou minha entrada, enquanto acariciava meu membro, a fim de me fazer esquecer da leve dor que se apossava de meu corpo. Mesmo que doesse, seus movimentos estavam funcionando, enquanto o mesmo continuava a abrir espaço dentro de mim.Rodeei sua cintura com as pernas, o fazendo ir mais fundo, e minha atitude pareceu o deixar um pouco surpreso, ao que gemeu fraco, fechando os olhos e abaixando a cabeça.O grisalho então, começou a se movimentar depois que já havia entrado por completo, continuando a me masturbar com uma das mãos.Ele manteve seu rosto próximo à lateral do meu, soltando gemidos baixos em alguns momentos. Sabia que estava se segurando para não ir mais rápido, já que eu ainda sentia dor, e ele tinha noção disso. Mas no momento em que a agonia desapareceu, não hesitei em o puxar mais para mim.Fechei os olhos, sentindo o prazer aumentar a cada segundo que passava, me fazendo ter bastante dificuldade para respirar direito.Fazia de tudo para não gemer muito alto, todavia suas investidas precisas eram boas demais. Mesmo com a respiração descompassada, sentia certa necessidade dos lábios do grisalho. Eu precisava muito beijá-lo e mostrar o quanto ele tem efeito sobre mim.Isso foi o que me fez tirar meus braços de seus ombros, e puxar seu rosto para ficar de frente com o meu.Imediatamente encarei sua boca vermelha ao que o mesmo estava mordendo, todavia parou quando me retribuiu o olhar. Então, alcancei seus lábios, já pedindo passagem para entrar, o qual foi concedida com a mesma velocidade. Eu o beijava visceralmente, o que de certa forma me fazia estar no comando do ósculo. Jack apenas seguia meus movimentos, enquanto continuava com as investidas demasiadas rápidas.Uma de suas mãos ainda me masturbava, fazendo o prazer triplicar, e não evitei os gemidos durante o beijo. E assim que estávamos bastante sem ar, distanciamos nossas bocas, ao que depois disso encarei seus olhos azuis. Então li os lábios do grisalho, na seguinte frase: Eu te amo.Sorri largo, o fazendo retribuir e me dar um selinho, descendo os beijos para meu pescoço.–Também te amo, Jack.- sussurrei, fechando os olhos por um momento.- Você é maravilhoso.Mordi o lábio inferior, impedindo um gemido assim que o senti acertar minha próstata, ao que também aumentou seu ritmo. Acabei por o puxar mais para mim, — se era possível — o incentivando a continuar com os movimentos, o que não o hesitou em o estar fazendo.O prazer já era grande demais, tanto que sentia que iria morrer. Já não mais impedia meus gemidos. Queria mostrar o que Jack fazia comigo; mostrar que só ele pode me dar essas sensações; mostrar que tanto agora, como antes, eu sou completamente dele... mais do que tudo.Com suas investidas, e com o outro acertando constantemente minha próstata, não demorei para chegar ao orgasmo, ao que ele o fez pouco depois.Eu sorri, enquanto recuperava a respiração e não hesitei rodear seu pescoço com meus braços, enterrando seu rosto em meu peito.Acabei por, depois de estar respirando normalmente, encarar o teto em cima de nós, ao que passava minhas mãos pelas costas do grisalho num ritmo lento. Ele parecia não querer sair daquela posição, e tenho certeza que eu também não deixaria.Queria poder passar o resto da minha vida com ele em meus braços, e me sentia mais apaixonado por Jack a cada dia que passava. Na verdade, era um pouco difícil de explicar meus sentimentos. Eu... Só sabia que eles estavam lá.–Hic, eu tenho uma pergunta.- ele sussurrou, depois de um tempo que ficamos em total silêncio. Sua voz me dizia que estava pensativo, mas também reconheci o divertimento na mesma.–Faça, Jack.- o respondi.Ele se distanciou um pouco, para assim ficar de frente comigo. Então, sorriu antes de continuar.–Tem certeza agora que não podemos faltar o treino?Sorri, ao que rodei os olhos e logo depois escutei o seu riso.–Quero só ver a desculpa que você vai dar para Alcis.- finalmente digo, o que fez o grisalho comemorar.Então, ele se aproximou para um beijo. Beijo esse que foi longo, e que infelizmente em um momento, tivemos que nos separar. Eu abri o olhos, e não sei explicar a decepção que tive, ao perceber que estava sozinho em meu quarto, que já abrigava a noite junto do vento gélido característico.Ainda estava deitado de bruços no colchão, ao que encarei por um momento o travesseiro amassado que joguei no chão.Eu desejava que minha mente não me atormentasse mais. Era o que mais almejava. Estava péssimo por causa das memórias que fui forçado a reviver. Precisava de um descanso.Acabei por chorar por longos minutos, ao que ainda tive alguns flashbacks. Mas em algum momento, meu cérebro pareceu cansar, pelo menos, por aquele dia.Ainda tinha lágrimas, mas elas caíam sem peso. Eu sabia que tinha acabado.Então, não tive tanto trabalho para adormecer, entregando o meu espírito exausto.[...]Foram dias longos e eu estava muito ocupado com os prejuízos de uma pôs guerra.Me sentia bem, de qualquer forma. Feliz por não me encontrar preso em pensamentos depois do dia que revivi todos os meus momentos com Jack, incluindo sua morte.Todavia, mesmo tendo que passar por esses intermináveis dias, como consequência de um trauma do tempo passado, sentia que jamais iria me acostumar. E eu não ia mesmo.Mas agradecia, que ainda que dessem ideia de que nunca iria se findar, o tempo que eu era obrigado a reviver, durava apenas horas ou no máximo um dia.De qualquer forma, estávamos em tempos festivos, agradecendo aos deuses por mais um exército inimigo vencido com grande sucesso.Os dias foram longos, com toda a certeza. E igualmente cansativos. Mas conseguimos vencê-los.A ilha ainda estava uma bagunça de armas e estragos, mas isso não nos impedia de estar em nossa fogueira, em clima de comemoração.Era o que criamos hábito de fazer, assim que ganhávamos de mais um inimigo. Alguns homens juntavam bastante lenha; carregávamos as mais grandes mesas para a rua principal; cozinhávamos as nossas especiarias; separávamos os melhores vinhos, e as melhores bebidas; arrumávamos o local que iria ser usado, então, esperávamos a noite chegar, enquanto preparávamos a comida que iríamos comer, a fogueira e nossas bebidas, para a grande festa um tanto que improvisada.Estava sentado à uma das várias mesas, apenas ouvindo o grande falatório, ou os cantos antigos que aprendi quando criança. Alguns vikings discutiam em roda, perto de onde eu estava, sendo bastante engraçado observar a forma como falavam ao mesmo tempo. Mas eu sabia que não daria em nada o destino da discórdia.Algumas mulheres dançavam no ritmo da música que os grandes homens cantavam, ao que formava um círculo em volta delas de mais pessoas que dançavam e também cantavam.Outros apenas procuravam se esquentar perto da fogueira contando histórias antigas, ou comentando sobre a guerra que acabamos de passar.
E o que eu fazia de mais? Apenas bebia de um copo de vinho, olhando para tudo ao mesmo tempo. Porém, o que mais me chamava atenção, era a loira em outra mesa, também sentada, ao que tinha uma cara de tacho.Ela cruzava o braço, toda vez que me pegava a encarando, e pelos deuses... Eu estava me divertindo muito ao vê-la tão irritada, e a maneira infantil que estava agindo.Astrid ainda se encontrava magoada pela forma que a tratei uma semana atrás, e como se não bastasse estar magoada, ainda teve que transformar esse sentimento em raiva. Ou seja, a garota estava furiosa comigo.Mas não tive culpa...Tomei mais um gole do vinho em meu copo, ao que acenei para a loira, quando a mesma direcionou sua atenção em minha direção. Ela agiu indiferente assim que desviou o olhar, me fazendo balançar a cabeça, enquanto terminava de engolir a bebida e sorria assim que o fiz.Algumas pessoas vinham conversar comigo no decorrer do evento em que estávamos. Sempre tão animados ao comentar sobre a guerra, por exemplo, ou apenas brincavam quanto alguma discussão que ocorreu. Mas logo se dispensavam para outro lugar, ou para suas conversas de antes.Eu ainda sorria ao observar as pessoas ao meu redor, tão feliz quanto elas. Sabia que nossa comemoração não acabaria tão cedo, mas não ligava para isso.Desviei meu olhar para a loira na outra mesa, sorrindo de lado ao observar seus braços cruzados ou sua expressão de que não estava feliz. Ela realmente parecia querer ficar daquela forma pela noite toda, e mesmo se quisesse mudar isso, a garota não iria me escutar e me mandaria embora que nem todas as vezes que tentei lhe dirigir a palavra.Então, só permaneci a encarando, rindo baixo quando a mesma também retribuía, mas não se permitia me olhar por muito segundos.Aquilo estava realmente divertido.–Sabe que tem que falar com ela, não é?- escutei acima de minha cabeça, me fazendo desviar a atenção rapidamente e de modo automático.Foi aí que vi o moreno se sentando na cadeira ao meu lado.Não deixei de ficar um tanto surpreso, já que não o via há tempos. O mesmo não aparecia mais na vila da mesma forma que fazia antes. Confesso que estranhei no começo, já que quase sempre tinha sua presença me tirando do sério. E do nada isso simplesmente parar, foi... inesperado. Mas simbolizava que eu voltava a ser normal. Pelo menos, era o que pensava. Talvez tudo isso seja efeito da bebida. Quer dizer, tenho certeza que o meu sorriso largo foi consequências daquele vinho. Assim como minha próxima fala:–Olha quem apareceu para dar notícias!- disse um pouco alterado, e mesmo que não quisesse agir assim, já tinha bebido muito a ponto de não ter controle sobre meus atos.O moreno ficou a me encarar, enquanto tinha suas sobrancelhas arqueadas.–São raras as vezes que vocês bebem, mas quando finalmente o fazem, hein...- ele disse, ao que olhou por poucos segundos para frente, voltando a atenção para meu rosto, quando apontou para meu copo.- Isso daí parece estar bom, huh?Eu olhei para a mesa, mais especificamente o vinho inacabado, logo o encarando de novo.–Hm, na verdade, o gosto é um pouco ruim. Mas estamos em uma situação especial.- o respondi sorrindo de lado, todavia, não demorei para desfazer aquilo.- Mas por que estou falando com você mesmo?Ele soltou uma risada um tanto boa de se ouvir, antes que pudesse me responder.–Você e a outra ali estão brigados... Tive que fazer companhia ao único humano que pode me ver.- respondeu um pouco indiferente, ao ainda ter um sorriso no rosto.- Aliás, já disse que você tem que falar com ela, não é? Dei de ombros, ao que fiz pouco caso do que ele disse.–Ela sabe que não agi daquele jeito porque quis; sabe que tenho esses momentos.- eu realmente não estava disposto a ir lá, pelo menos nessa noite, tentar falar com Astrid, quando sei que a mesma vai me ignorar.- Aliás.- tentei imitar sua voz, quando disse tal palavra.- Não preciso que você me faça companhia. Nem sequer sei seu nome. Quer dizer, nem sei se você existe realmente. Então... Pode sair.Ele riu com escárnio, ao que apoiou as mãos na base da espada, cujo a mesma estava com a ponta de encontro ao chão.–Não, obrigado. Prefiro aproveitar que hoje você não está tão mal, e com um péssimo humor.- pareceu pensar um pouco, quando olhou para o lado.- E o que te faz pensar que eu não existo? –Hmm...- fingi procurar por algo para lhe responder, ao que coloquei um dedo no queixo. Então, voltei a o encarar nos olhos, com uma expressão de tédio.- Será que é porquê só eu posso te ver? Isso não é normal... É coisa da minha cabeça, tenho certeza.Então, mais uma vez estava escutando sua risada alta, o que me fez franzir o cenho em confusão.–Do que está rindo?- perguntei, um pouco indignado.–Quer ver o que a "coisa da sua cabeça" aqui faz?- respondeu, assim que finalizou seu riso.Ele não deu tempo para que eu, pelo menos, reagisse ao seu questionamento. Apenas se aproximou de mim, ao que soprou em meu rosto ar gélido, assim que estava em uma distância mínima.Então, senti uma sensação estranha, essa que me fez sorrir largo, mais largo do que em qualquer dia da minha vida. Eu sentia... felicidade. E era em grande quantidade.E não era apenas isso. Também enxergava em frente de meus olhos alguns pontinhos cinzas brilhantes flutuando no ar. E eu sabia o que eram: flocos de neve.Não imaginava o porquê, mas naquele momento, sabia que aquele que havia acabado de soprar em meu rosto era real. Que não estava ficando louco, como pensava. Eu acreditava nele.–Como fez isso?- perguntei, voltando minha atenção para seu rosto, ao que o outro estava com um sorriso grande tomando de conta.–Isso o que? Deve ser coisa da sua cabeça, Hic.- respondeu, irônico demais para o meu gosto. Mas não deixei de rir, ao que desviei o olhar.Não deixei de perceber mais do que o normal o quanto seu sorriso era parecido com o de Jack. A única coisa que o impedia de ser exatamente como o dele, era que o do moreno tinha algo a mais. Demonstrava um ar de ironia bem maior, ou até sombrio. Correção: ele lembrava demasiadamente, bem, bem distante o sorriso de Jack.–Jack.- o outro disse repentinamente, quebrando tanto meus pensamentos sobre o grisalho, quanto o silêncio que havia reinado entre a gente.–Hã?!- não deixei de olhar para ele de maneira rápida, ao que arregalei um pouco os olhos.–Você havia dito que não sabia o meu nome...- então, sorriu de lado para mim.- Meu nome é Jack.˙˙˙˙
Notas finais
DESCULPA NAO DIFERENCIAR OS SONHOS OU RECORDAÇÕES DELE COM A REALIDADE..... TALVEZ EU EDITE ESSE CAP DEPOIS, E FAÇA A DIFERENCIAÇÃO.
Hey, foi mal se ficaram voando com a troca de situações, sério...... Ah, e todas as situações que ele reviveu aconteceram. Mesmo o pesadelo em que o Jack morre. Ele tinha desmaiado, mas coloquei o que ocorreu depois que ele caiu inconsciente, mas foi em forma de pesadelo hihi
Não posto se não tiver comentários, então comente pls.....
Kissus and see you soon ^ω^
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