Notas iniciais
OIEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE PESSOAS MARAVILHOSASSSSSSSSSSSS Olha eu aquiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Voltei pra vocês, gente ......... Porra.......... cara, eu tenho muita coisa pra falar. E se eu lembrar metade, a nota ainda vai ser grande. Motivo pra ta fazendo isso: bom, foram os vários pedidos dos leitores aí. Eu não ia fazer....... sinceramente, ainda não acho que devo (????????? É, eu to com sono, e isso pode ter soado sem sentido, pq afinal, já postei, sorry people) Eu ia escrever tudo que tinha em mente (como se eu tivesse muita coisa em mente......) em um cap só , mas ia ficar muitoooo cansativo, principalmente pra mim. Então, essa é só a primeira parte desse bônus que decidi fazer. Eu ainda não sei quantas partes vão ser. E admito, não sei muita coisa para o que quero nesse bônus. Mas vou fazer dar certo, palavra de escoteiro. Algumas coisas sobre essa primeira parte que não expliquei muito, ou expliquei e não lembro: O pai do hic morreu pouco depois da cerimonia dele. Não vou explicar como, pq não. Quanto aos momentos em que ele menciona que está louco, ele realmente ta achando isso. Realmente realmente mesmo. Eles não se reconhecem, ok ? O hic tem um tipo de temor sim quanto ao Jack. Mas tem a ver com sua aparência, e quanto a pensar estar ficando louco. É o que expliquei nos agradecimentos. Jack não aparece a todo momento pro Hiccup. Ele realmente tem deveres, e o ruivo também não facilita. ....... tem mais coisa, eu sei. Masssss não lembro Lá em baixo eu falo com vocês, blz ? DESCULPA A NOTA GIGANTE, FOI MALLLL, ME PERDOAAAAA Ah, SENTI FALTA DE VOCÊS, SEUS MARAVILHOSOS. Sério gente, senti muita falta....... Enfim, revisado. Mas caralho, to com muito meda de vocês acharem um erro absurdo, ou do tipo: QUE PORRA É ESSA ?????? Foi mal se tiver realmente. Masss Espero que gostem !!

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Tomei a água com um gole só, respirando forte, assim que bati com o copo na mesa. Meu peito doeu levemente, por causa do vigor com que puxava o ar; razão dos muitos segundos que fiquei bebendo o líquido, mesmo que tratei de fazer aquilo o mais rápido possível.

Não deixei de colocar as mãos debaixo da torneira ligada, apanhando um punhado de água em minhas palmas, logo jogando em meu rosto, subindo até o cabelo.

Permaneci ali por mais alguns segundos, cuidando de recuperar minha respiração, e minha calma. Então, soltei um último suspiro, ao que finalmente abri os olhos.

Fechei a torneira, usando a outra mão para afastar os poucos fios molhados que grudavam em minha testa.

Mordi o lábio inferior um pouco fortemente, não me importando em secar meu cabelo, contando com o tempo para o fazer.

Eu sabia que não ia ficar ali mesmo, já que não demoraria para virem me encher. Então, tinha certeza que assim que saísse de casa, o vento trataria de secar meus fios.

Acabei por passar as mãos pelo rosto, soltando um suspiro um pouco barulhento.

Depois de alguns segundos, percebi que o que havia acabado de fazer, já surgia seus efeitos. Eu me sentia mais calmo, e as preocupações deram trégua em minha mente.

Fiquei feliz por não me sentir maluco em relação a tudo por pelo menos, cinco segundos. Mas era claro que algo tinha de atrapalhar, e confesso que fiquei aliviado ao não ser o que eu temia que fosse.

–Chefe, precisamos de você. Convocamos uma reunião sobre a respeito de tudo que está o ocorrendo na vila.- me virei, assim que escutei as palavras, olhando para a porta.- Eu sei que tínhamos que avisar antes, mas acabamos de decidir isso. Então, desculpe.

Odeio quando me comparam com o meu pai. Era ele que agiria com raiva por não consultá-lo em alguma situação. Era pra ele que esse cara teria que pedir desculpas, já que não vejo necessidades para isso. Mas acho que já estou acostumado.

Bufei, desviando o olhar para o chão.

–Já estou indo.- respondi, virando de costas para o homem.

Escutei a porta fechando, e passei minhas mãos por meus olhos. Então, arrumei a postura do corpo, e me afastei da pia da cozinha, andando até a porta da grande casa.

Antes de sair definitivamente, dei uma conferida em minhas roupas, passando as mãos pela calça primeiro e não demorei para estar subindo. Não percebi nada de muito estranho, então, logo me via fechando a porta e suspirando ao olhar para o ambiente ao redor.

Tudo parecia tranquilo. Os vikings andavam calmamente, indo para suas casas, ou seus afazeres. Mas eu sabia que não poderia ficar daquela forma, os observando.

Procurei com o olhar, o homem que estava conversando comigo há pouco, logo o achando perto de um punhado de outros homens, me fazendo pensar que era mesmo uma reunião decidida agora.

Limpei a garganta, começando a andar até eles.

–Perseverança, coragem, convicção, seriedade, compromisso, responsabilidade, fidelidade, habilidade.- sussurrei, assim como fazia todos os dias, lembrando de quando meu pai me disse essas palavras, em minha cerimônia. Era como eu tinha que agir, para ser um bom líder, e que aquilo era meio que seu lema. Ele queria que fosse assim que eu liderasse também. Então, passei a repeti-las todos os dias, antes de alguma tarefa ou decisão a ser tomada, mesmo depois que o homem morreu. Então, à medida que chegava, eu continuava.- Perseverança, coragem, convicção, seriedade, compr-

–Só conhece essas palavras?- escutei de repente, me fazendo parar de prontidão, olhando para os lados. Procurava o dono da voz, mesmo tendo conhecimento de quem se travava.

Meu coração batia rápido, e começava a ficar sem ar. Era assim, toda vez que conversava com ele. Eram essas sensações que o estranho me causava, mesmo eu evitando ao máximo sentir isso, ou até mesmo, tentando evitá-lo. Mas parecia inevitável.

Já havia tentado fingir que ele não estava lá, o que tinha como resultado eu ficar irritado com o m gritando em meu ouvido, ou o meu mais temor quanto à situação.

Aquilo me assustava. Não era normal o que estava acontecendo. Já bastava a aldeia para me tornar louco, e com isso, tenho certeza que estou insano. Fora de mim.

–Tenta atrás de você, aposto que consegue.- disse novamente a voz, num tom que eu não sabia descrever. Era como se tivesse sussurrando, e a forma como sussurrava era bastante assustador.

Meu coração bateu mais fortemente em excitação, ao que olhei para a neve no chão. Então, decidi andar mais rápido. Eu sabia que ele, ou o que fosse aquilo, saía quando eu estava falando com alguém. Então, ia usar o fato ao meu favor.

Mas não demorei para sentir o toque em meu ombro, o que me fez congelar no mesmo momento. Todavia, tentei transmitir tranquilidade. Eu não sabia se ele iria aproveitar que tenho medo do que está acontecendo, para poder usar contra mim, ou fazer algo pior.

–Que falta de educação, Hic.- disse, e sabia que estava bastante próximo a mim.

–Não me chama de Hic.- ralhei, apertando as mãos em punhos.

Então, juntei toda a coragem que possuía, para virar meu rosto e encarar o outro próximo de meu rosto.

Ele logo deu um de seus sorrisos aterrorizantes, ao que o mesmo demonstrava deboche e sarcasmo. Seus olhos azuis escuros, que de longe pareciam pretos, estavam brilhantes e divertidos.

Ficar tão perto era estranho, já que sempre "conversávamos" rapidamente e eu não lhe dava chance de chegar próximo de mim.

Ele riu anasalado, afastando sua mão de meu ombro.

–Por que? Combina mais com você do que Hiccup.- respondeu, sorrindo largo logo depois.

Eu só conseguia pensar em quanto seu jeito de agir me era familiar; não que eu não soubesse de quem pertencia.

–Não gosto desse apelido.- "não de quando vem de você", pensei.

–Oh, sinto muito, Hic.- respondeu, sorrindo de lado logo após.

Sua resposta me fez morder o lábio inferior forte, me segurando para não fazer outra coisa.

Ele só sorriu com mais deboche, ao que colocou sua grande espada encostada em seu ombro. Se afastou um pouco, olhando para o lado rapidamente.

–Está indo aonde, chefe?- perguntou, voltando a me encarar, dessa vez, com menos ironia em sua voz, mas ele não parou de sorrir.

Soltei um suspiro forte, desviando o olhar. Depois dei um passo em sua direção, ficando próximo novamente, o fazendo arquear as sobrancelhas. Logo encarava seus olhos profundos.

–Olha, eu não sei quem você é, nem o que está fazendo aqui. Não sei porque só eu posso te ver, mas posso imaginar o motivo. Talvez você esteja morto, ou seja uma assombração, ou fantasma, ou meu inconsciente te criou para me atormentar.- as palavras saíram rápido, o vendo ficar um pouco surpreso, mas escutei seu risinho quando precisei tomar um pouco de ar. Entretanto, aquilo me deixou com mais raiva, logo explodindo, ao que disse com mais convicção.- Só sei que não quero mais te ver, nem quero parecer louco, conversando com você. Porque para as pessoas, eu já percebi que você não existe. Não sei o que quer comigo, mas deixo claro que também não quero saber. A única coisa que eu quero que você faça, é me deixar em paz. Some, tudo bem?

Eu não fiquei para ver sua reação, nem olhei para trás. Eu não queria fazer isso, e provavelmente, encarar seu sorriso debochado. Não senti remorso. Ele realmente estava me assustando. Ter alguém que só você pode enxergar em seu pé, é assustador. Eu só precisava me livrar daquilo.

–Podemos ir.- disse, assim que cheguei perto dos homens.

[...]

Pulei em terra firme, ajeitando a postura rapidamente, ao afastar minha franja dos olhos e voltar a atenção para cima, logo observando todas as coisas que podia.

Acabei por morder o lábio inferior, tentando impedir de sorrir mais do que deveria. Respirei fundo o ar gélido, me permitindo fechar os olhos nostálgico.

Então, dei meu primeiro passo, ao que soltei os dois barris que segurava no chão, logo passando a mão em um dos braços, arrumando meu casaco. Meus olhos fixos nas grandes portas marrons, tendo eu um sorriso de lado.

Alguns vikings me cumprimentavam, falando ter sentido falta de mim, ou perguntando sobre a grande viagem. Eu os respondia sempre com um aceno, ou poucas palavras. Alguns me prendiam mais, o que me fazia ter que andar de costas. Porém, sorri largo ao ter o caminho livre depois de alguns segundos.

Os golpes já se eram escutados, e sorri ladino ao ter lembranças da minha vida de aprendiz, ou a voz de Alcis ecoando por toda a arena.

Não me esforcei tanto para encontrá-la, logo andando até à loira de costas, com as mãos na cintura. Ela observava os outros no centro do campo, pelo menos, era o que parecia aquilo.

Eu parei pouco atrás da garota, primeiro me encarregando de olhar para os aprendizes com suas armas, percebendo Melequento entre eles. Ele estava ensinando um golpe, e sorri ao que o reconheci. Era o de desarmar.

Mas não demorei mais naquilo, logo desviando a atenção para os fios pesados de Astrid, um pouco distante de onde eu parei. Então, cheguei mais perto, me inclinando perto de seu rosto.

–Sabe, eu não sei onde o chefe da vila estava com a cabeça, para colocar alguém como você para cuidar dos aprendizes. Porque... ensinar que é bom, ninguém por aqui quer.- dei uma pausa, ao que ela se mexeu, começando a se virar para mim. Mas logo continuei, ao coçar o queixo.- Que bom que Melequento se encarrega de fazer o trabalho, ao contrário de algumas pessoas.

Então, finalmente me permiti levar meus olhos aos da outra, sorrindo largo, ao que ela fazia o mesmo.

–Olá.- disse após alguns segundos, com um sorriso menor.

Ela ficou por um momento me encarando, o que me fez questionar quando que a garota iria me responder, ou comentar sobre outra coisa. Quando abri a boca para dizer algo, logo senti o aperto em meu pescoço.

Eu sorri, e não demorei mais para enterrar meu rosto em seu cabelo, contornando sua cintura fortemente com os braços, a trazendo para mais perto de mim. Eu não queria me distanciar, já que estava com muitas saudades da loira, o que logicamente me levou a sorrir mais largamente.

–Por Odin... pensei que você não ia voltar.- ela sussurrou em meu ouvido, e pude sentir sua voz trêmula, como se ela estivesse nervosa.- Senti sua falta.

–Eu também pensei que não ia voltar, já que fomos para muitas ilhas. Mas estou aqui agora.- respondi, me aconchegando mais no abraço, e sorri antes de continuar.- Também senti sua falta, Astrid. Muito. Mas ainda estou bravo por não ter ido comigo.

Escutei o risinho baixo dela, e sabia que a garota tinha rodado os olhos, o que também me levou a rir com a cena.

–Você sempre tem que estragar tudo?- perguntou, me apertando mais.

–Claro. Se não, não seria eu.- sorri de lado, escutando outro riso da parte da loira.- Hey, acho melhor eu te soltar. Melequento vai me dar uma surra se te ver assim comigo... seu ex-namorado.

–É. Você realmente tem que estragar tudo.- concluiu, e deixei escapar uma risada, ao que nos soltamos.- Ele não ia fazer isso e você sabe muito bem, chefe.

Eu ri, ao que tirei minhas mãos da cintura da garota, coçando a nuca assim que estávamos mais distantes.

–Eu sei.- respondi.

Ela rodou os olhos, e ri inocente antes de lhe dar um beijo na bochecha.

–Vai lutar?- perguntou depois de alguns segundos, no qual nos encaramos.

–Que? Acha mesmo?- respondi com o cenho franzido. Em minha voz tinha um tom exagerado de ironia, mas fiz parecer que eu estava falando sério.- Não tem ninguém aqui no meu nível.

Ela também franziu o cenho, fazendo questão de me olhar de cima a baixo. Depois, cruzou os braços, elevando o queixo.

–Você sabe que não vence de mim.- respondeu com um sorriso sacana.

–Você também sabe que eu que te deixo ganhar. É o que um homem de verdade faz, ao lutar com uma garota que nem você.- falei indiferente.

Ela arqueou as sobrancelhas, descruzando os braços, ao que pareceu procurar por algo atrás de mim, quando se inclinou um pouco para o lado.

Eu fiquei confuso, e já ia ver o que a garota estava procurando, mas ela voltou para a posição que estava antes.

–E cadê o homem?- riu assim que a olhei incrédulo.

–Cala a boca!- exclamei, empurrando um pouco a garota.- Mas sério, eu vou tomar um banho e quem sabe, se você tiver sorte, eu apareço por aqui mais tarde.

Ri debochado, ao que ela rodou os olhos, logo dando de ombros e saindo do campo de treinamento.

Outra vez me via cumprimentando aos vikings que passavam e como antes, alguns me prendiam mais que outros. Perguntavam o motivo da demora, ou falavam estarem preocupados com a equipe que foi. Mas eu sempre os alegrava.

Respiro fundo, ao colocar a mão na maçaneta. Demoro um pouco para me mover, mas de qualquer forma, acabo por entrar sem nem perceber.

Eu encosto à porta, mantendo as mãos para trás, ao que me inclino de leve para frente. Meus olhos estão fixos no chão marrom e sorrio quando decido voltar a atenção para cima. Eu me sinto cansado e suspiro longamente, enquanto observo toda a casa. Parece que tudo está ali.

Tudo é igual. A escuridão do local, a luz que vem da janela distante, os móveis em seus lugares... o silêncio. Mas há algo incomum. Então, percebo que quem mudou não foi o ambiente, e sim eu. É por isso que sinto como se a casa me fosse estranha. Como se tivesse faltando algo.

Talvez ainda tenho saudades de meu pai.

Eu permaneço com o sorriso no rosto, mesmo depois de "viajar" em pensamentos e lembranças, apesar de tudo. Sei que é inevitável estar ali, e não recordar das antigas situações. Mas de qualquer forma, não é o que eu quero por hora, logo balançando a cabeça levemente, numa tentativa de me distrair.

Ando até a cozinha, olhando ao redor por alguns segundos, não sabendo exatamente o que estava procurando. Após pensar um pouco, chego a conclusão de que não estava atrás de nada em especial. Talvez esteja me acostumando ainda com a ideia de me encontrar em casa, ou esperava que algo estivesse fora do lugar, e o fato de olhar para os lados me fizesse procurar por essa coisa. Porém, não achei nada de muito estranho, que pudesse ter sumido.

Rodei os olhos mentalmente, por agir assim desconfiado, ou apenas por estar agindo dessa forma. Era desnecessário, já que sempre tive viagens; embora nenhuma fora tão longa. Todavia, sempre tive a sensação de vazio assim que entrava pela porta, mesmo esta passando depois de alguns dias.

Enfim, caminhei até a pia da cozinha, lavando as mãos rapidamente. Não vi mais nada muito atrativo no cômodo onde estava; talvez eu tinha planos para fazer além de lavar as mãos, mas creio não ser tão importante, já que esqueci. Então não demorei para dar de ombros, dando um jeito de secar minhas mãos em minhas roupas, num hábito horrível que peguei.

A escuridão de cara me incomodou, o que me levou querer variar um pouco aquele ambiente.

Eu olhei para a janela, abaixando os ombros ao encará-la. Sempre achei que a mesma tinha que ser maior, mas meu pai nunca concordava. Entendo o porquê, de qualquer forma. O vento do inverno, ou o frio nunca entravam totalmente na casa, e isso era por causa do tamanho da janela. No final, agradecia por meu pai ter consciência e não me escutar.

Eu sorri de leve com os pensamentos e sem perceber meus atos, caminhei até a porta, a abrindo rapidamente. Então, olhei novamente para a sala, sorrindo mais largamente, ao que a mesma estava bastante iluminada.

–Bem melhor.- sussurrei para ninguém em particular, ao que finalmente tinha claridade ali.

Acho que fiz aquilo, muito mais porque ainda não me dei conta que era assim que eu vivia antes da viagem longa demais. Nela, os lugares onde fiquei não eram tão escuros...

Mas agir daquela forma me fez perceber ser bobagem da minha parte, afinal não tinha que me acostumar com os outros lugares que viajei, e sim achar normal tudo o que hoje estou estranhando. Só me irritei mais, ao que percebi ter ficado muito tempo longe, mesmo que não foi minha culpa, nem de ninguém. Mas não evitei sentir raiva, achando tudo isso ainda mais ridículo.

Rodei os olhos, balançando a cabeça de leve. Então, caminhei até a escada, subindo os degraus rapidamente.

O corredor estava escuro, quebrando o clima que dei início no andar de baixo. De qualquer forma, logo passei reto pelo antigo quarto de meu pai, não demorando mais para estar pegando na maçaneta da porta marrom tão conhecida.

Assim que entrei, logo encarava a bagunça feita em cima da cama. Lembro muito bem como a fiz, com pressa de embarcar logo. Eu estava atrasado...

Também lembrei de pensar que assim que chegasse, eu iria ficar irritado por causa da zona que ali estava. Porém, acabei por sorrir pequeno, andando até o banheiro. Antes de entrar definitivamente, não deixei de tirar minha bota do pé direito, ao que finalmente fechei a porta e me livrei das roupas pesadas.

Tratei de tentar banhar o mais rápido que conseguia, mas era difícil por causa da falta do suporte. Pelo mesmo motivo, meus banhos sempre eram demorados. Todavia, suspirei cansado, assim que terminei.

Praguejei um pouco, quando percebi que esqueci da toalha, porém apanhei minhas roupas, abrindo a porta para sair dali.

Reclamei de frio, quando me via livre do ambiente onde estava há segundos, e o vento se fez presente em meu quarto.

Joguei as roupas que usava em cima da cama, junto às outras bagunças e logo caminhei até o guarda roupa, a fim de pegar uma toalha e me secar o mais rápido que conseguia, já que estava bastante frio.

Meu corpo estava todo arrepiado, e tive vontade de xingar o vento que insistia em entrar pela janela e correr livremente por ali. Eu queria ir até o parapeito, e impedir que mais frio entrasse, mas quase não conseguia me mexer e a tarefa de me secar já estava demais para mim.

De qualquer forma e com muito esforço, consegui colocar uma calça.

Usava a toalha que servia para me secar há pouco, para tirar a umidade dos meus fios, já que meu cabelo ainda se encontrava muito molhado.

Acabei por pegar a primeira blusa que estava em meu caminho; uma preta, se assemelhando à calça escura. Então, segui até minha cama, apanhando minha bota do pé direito que estava no caminho. Sentei no colchão, deixando tanto a blusa preta, quanto a toalha ao meu lado direito.

Calcei a bota, logo virando de lado para pegar minha blusa. Acabei enxergando algo de relance, o que me levou por instinto a olhar para o local totalmente. Não evitei deixar a blusa escorregar por entre meus dedos, assim que o encarei de volta.

A figura estava encostada ao meu guarda roupa, do lado que fica perto da porta. Sua grande espada tinha a ponta afiada em contato com o chão, enquanto ele segurava a base, parecendo se apoiar de leve ali. Mas eu sabia que seu peso estava quase que totalmente sob o guarda roupa.

Não mudou nada.

Eu lembro do sorriso de lado, dos olhos penetrantes, do ar gélido... Assim como me recordo exatamente de como estar em sua presença me deixa. A maneira que fico, quando seus olhos pesam sobre mim. E eu odeio isso.

Não esbocei nenhuma reação, já que sabia que como todas as vezes em que ele invadiu o meu quarto, o mesmo sempre era o primeiro a falar. Então, só continuei na mesma posição, o retribuindo o olhar.

Os próximos segundos foram demorados, devido à passageira tensão que se formava por nada em particular. E assim que o tempo passado se findou, eu finalmente pude escutar alguma coisa vinda do outro. Ele riu baixo.

Franzi as sobrancelhas, ao que segui seu olhar, não literalmente. Numa hora o outro estava me encarando, e na outra sua atenção se desviou para baixo, onde minhas pernas estavam.

Não entendi o motivo da graça, e nem queria entender naquele momento. Todavia, seus olhos logo se voltaram aos meus.

–Você não sabia que é muito perigoso deixar a porta aberta?- perguntou, olhando para o lado, num ar dramático demais e com certeza fingido.- Alguém indesejado pode entrar!

Eu sabia de quem ele estava falando ao mencionar "indesejado", já que sempre deixei claro que não queria ele perto de mim. Mas me impressionava sempre que o moreno demonstrava não ligar, ou não se abater por minhas palavras. Eu tinha que encontrar outras maneiras para o afastar.

Esperava que com a viagem longa, ele me esquecesse. Não que eu acredite que isso realmente exista, já que desde o começo pensei ser coisa da minha cabeça, por estar cheia demais. Mas é óbvio que mesmo com a viagem, isso não ia simplesmente ir embora. Faz sentido o que está acontecendo só piorar, isso porque minha cabeça ainda está cheia.

Só espero ficar bem logo; não suporto mais essa maluquice.

Eu sei que provavelmente não irá funcionar, mas decidi ignorá-lo, ao que me abaixei um pouco para pegar minha blusa que deixei cair. Então, levantei da cama e agi naturalmente ao caminhar até o banheiro.

Imediatamente, me encostei à porta, assim que a fechei. Minha respiração estava um pouco pesada, ao que abaixei a cabeça, podendo sentir claramente meu coração batendo no peito.

Eu não queira usar o banheiro, mas achei que se ficasse ali, ele provavelmente fosse embora. Eu só precisava me acalmar.

–Hey, ele não existe...- fechei os olhos.- Só respira. Isso vai embora.

Tudo bem que eu estava mais louco quando falava sozinho, mas tinha que manter a calma apesar de tudo.

–De novo está fingindo que eu não existo?- me assustei de imediato, ao que a voz veio do outro lado da porta. Era como se ele também estivesse encostado contra à madeira.- Eu sei que você já me viu, Hiccup.- o meu nome foi dito com bastante ironia, o que me fez fechar os punhos sem perceber meus atos.

Eu me distanciei de onde estava apoiado, começando a andar. Passei as mãos no cabelo, sentindo ainda a umidade, num ato que representava nervosismo da minha parte. Não sabia o que estava fazendo, mas certeza que andava de um lado para o outro, pisando na blusa que caiu de minha mão em algum momento. Acabei por apanhá-la com certa raiva, averiguando a sujeira que estava.

Então, enquanto ainda olhava a roupa segura em uma de minhas mãos, escutei um barulho fora do cômodo onde estava.

Então, logo cheguei novamente à porta, não demorando mais para a abrir fortemente. Incrivelmente, meus olhos foram direto para onde ele estava.

Ele se encontrava perto da minha mesa, agachado, enquanto pegava meu elmo do chão. Mas pareceu se assustar, levantando rapidamente, ao que se virou e me olhou dando um sorriso sem graça.

–Desculpe.- falou, levantando os ombros e abaixando.

Eu mordi minha bochecha interna, limpando a garganta por um momento. Não evitei olhar para o chão rapidamente, logo voltando a encarar o outro.

Ele sorriu, dando de ombros para apenas deixar meu elmo na mesa novamente, então se virou em minha direção novamente, ao que mudou a espada de mão. Ele elevou as sobrancelhas, demonstrando saber que eu tinha algo a dizer, o que me surpreendeu um pouco, mas não deixei isso visível.

Então, não enrolei mais.

–O que está fazendo aqui?- perguntei dissimulado.

–Estou visitando o único humano que pode me ver.- abriu os braços, dizendo alegremente.

Eu ia o responder, falando que não queria ele em minha casa, mas me assustei de imediato, ao que a porta foi aberta repentinamente.

–Poderoso Thor! Que bagunça é essa?- suspirei, quando percebi ser Astrid.

Logo olhei para o moreno, que ainda estava no mesmo lugar, praticamente gritando com o olhar para que ele sumisse dali.

–Ela não pode me ver, bobão.- disse, e quase arregalei os olhos, logo desviando a atenção para a loira.

Mas a mesma não esboçou nenhuma reação com a fala do outro, só parecia ainda muito surpresa com a zona que estava meu quarto.

Mesmo ele dizendo que ela não o podia enxergar, ou escutar, ainda sim aquilo era surreal. Eu esperava que ela o visse, assim como eu, mas não era possível... Ele só existia pra mim; só eu que estava louco ali. Então, era óbvio que Astrid não o veria.

A menina demorou um pouco para me encarar, ao que eu também permaneci quieto. Mas assim que a mesma parou de observar minha cama nada arrumada, pareceu um pouco surpresa, ao que tampou os olhos e abriu a boca.

–Desculpa... Eu não sabia que estava trocando de roupa.- falou, virando de costas para mim e abaixando um pouco a cabeça. Eu sorri levemente por sua atitude, não alargando o ato porque a risada do moreno me distraiu.

Eu o fuzilei com os olhos novamente, o que o fez somente cessar a gargalhada. Mas o que eu queria era que ele saísse dali.

–Não tem problema. Eu sei que você não sabe bater na porta.- respondi, tentando parecer o mais natural do mundo e exatamente como eu agiria se estivéssemos sozinhos. Só não sei se foi convincente. Todavia, ela me mostrou parecer, assim que riu baixo.

–Cala a boca.- respondeu.

Eu ri e caminhei até minha gaveta, pegando outra blusa de lá, já que a que eu ia usar estava totalmente suja. Logo vesti.

–Pode olhar agora.- o moreno disse sarcástico.

–Merda, sai daqui.- eu sussurrei, notando só depois que foi um sussurro um pouco alto demais, o que chamou a atenção da loira.

–O que disse?- perguntou, se virando para mim.

–Disse para eu sair... Muita falta de educação, não é?- o outro falou, me levando a encará-lo com os olhos cerrados.

–Hiccup, você está bem?- a loira disse, também olhando para o outro um pouco distante, mas eu sabia que ela só via a mesa e mais nada.

–Hm, sim... ?- respondi, coçando a nuca.- Hey, por que você não me espera lá em baixo?

A garota pareceu confusa, ao que simplesmente saiu.

Eu andei rapidamente até a porta, a fechando com uma das mãos, então, me virei para o moreno que estava rindo.

–Sabe que ela não acreditou nesse seu "sim", não é? Ninguém acreditaria.- ele falou, ao que também me olhou.

–Não basta me atormentar, e ainda tem que fazer isso na frente das pessoas?!- eu disse sussurrando, só que não foi bem um sussurro. De qualquer forma, fiquei com medo de Astrid ainda estar no corredor.- Sai da minha casa, sai da minha vida, só sai! Quantas vezes vou ter que gritar isso?!

Eu me surpreendi de imediato quando o seu sorriso largo foi sumindo aos poucos, sendo substituído por uma expressão sombria. Ele então começou a andar em minha direção. Seus olhos fixos nos meus me davam arrepios e por mais que tivesse vontade de correr, eu não conseguiria. Ele só... estava me prendendo, mesmo ainda se encontrando demasiadamente longe.

Assim que chegou exatamente em minha frente, o outro fincou sua espada firmemente e fortemente no chão, e percebi que estava irritado. Ele estava irritado. Eu só não sabia a intensidade.

–Escuta aqui, você acha que estou gostando de estar aqui? Eu não estou; nem um pouco. Mas me convenceram. Falaram que você é importante. Eu só não sei porque. Onde viram importância em você, afinal?- ele parou por um segundo, me olhando de cima a baixo, então se aproximou ainda mais. Seu ar gélido caía sobre minha pele.- Você só é um chefe inútil. Queria acreditar que o Homem da Lua errou dessa vez, mas ele nunca erra. Então, eu vou continuar aqui, você querendo ou não. Vou; por ele.- o outro parou por alguns segundos. Ele... era outra pessoa. Tinha um ar maligno em suas palavras, mesmo elas não sendo grande coisa. Mas seu tom... Era como se tivesse mudado de personalidade. Ele baixou os olhos lentamente, suspirando fundo.- Ta, me desculpe. Eu já estou indo. Desculpa te incomodar, chefe.

Então, ele tirou com bastante facilidade sua espada, que estava quase que totalmente dentro do chão do quarto e então deu de ombros, andando até a janela.

Me assustei assim que percebi o que o moreno ia fazer. Ele ia mesmo pular?

Seus passos foram se distanciando e assim que pisou no parapeito, senti o vento forte invadindo o ambiente, me fazendo virar a cabeça de lado, quase ficando sem ar. E então vi quando ele foi levado.

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Notas finais
Jack é do tipo bipolar. Ele tem coisas que "herdou" do Breu. Tipo a ironia; com o vocês viram ele está muitooooo mais irônico. E agora, essa parte explosiva e do tipo fodac todo mundo. Ele tem uns surtos, ok ? Bommm, espero que tenham gostado dessa primeira parte....e como podem ver, a hora em que eles vão ficar de boa, pode demorar um pouco, isso pq descobri que não consigo mais fazer caps pequenos ah propósito, desculpa pelo cap grande, quem não gosta..... O próximo eu não tenho a mínima ideia de quando vou postar, mas não vai ser rapido, já avisando. Eeee, preciso do seu comment para postar o próximo, então contenta pls ❤❤❤❤ Kissus and love u there