I wanna sleep next to you

1 I wanna sleep next to you


Notas iniciais
"nossa mas você não cansa de escrever sobre solangelo?" EU NÃO TENHO CULPA SE ELES SÃO UM CAZALSÃO DA PORRA

então, eu acordei ontem meia noite com essa ideia e eu tive q levantar pra escrever. Claramente o orgulho da família. Enfim, é curtinho mas eu gostei demais e achei legal postar.

boa leitura, xuxus ♥

— Eu gosto do seu cabelo.

— Meu cabelo?

— É bonito. — Nico disse = Seus cachinhos.

Will sorriu.

— Bem, obrigado. Eu gosto do seu cabelo também.

— Quanto tempo demora para fazer efeito?

— Eu acho que já está fazendo, na verdade.

O copo de vidro na mão de Nico, ainda com um pouco de água, estava oscilando.

— É melhor você deitar. — Will sugeriu. Ele pegou delicadamente o copo da mão de Nico e o colocou no criado mudo, ao lado do abajur. — Como se sente?

— Estranho. — resmungou, deitando-se de barriga para cima. — Cansado.

Will sentou na beirada da cama, ao seu lado. Podia ver as olheiras do garoto, tão fortes e assustadoras. Torcia que, com os remédios, Nico passasse a dormir mais do que três horas por norte, que era o máximo que esteve conseguindo há semanas. Sabia que ele tinha pesadelos. Sobre o quê, exatamente, Nico ainda não disse, mas Will não estava pensando em pressiona-lo a falar sobre aquilo. Sabia que tinha algo a ver com sua mãe, Bianca e o Tártaro, mas Nico era quase sempre vago com assuntos íntimos, então não seria surpresa.

— Você pode dormir comigo? — Nico perguntou de repente.

— O que?

Nico engoliu em seco, desviando o olhar, então disse:

— Acho que essa coisa tá fazendo efeito. — e estava mesmo. Havia acabado de tomar uma pílula para dormir, estava completamente grogue. — Esqueça. Não consigo pensar direito.

— Eu não posso, você sabe. É proibido ficar fora do chalé depois do toque de recolher.

— Eu sei.

Will sentia que Nico gostaria de dizer algo, mas não tinha coragem para isso.

— Tudo bem. Vai pra lá.

Nico deitou mais para o lado, dando espaço para Will.

A boliche não era exatamente espaçosa, mas também não era como se quisessem ficar distantes. Podia sentir a respiração do outro.

— Eu estou com medo. — Nico sussurrou.

— De quê?

— De sonhar com aquelas coisas... De novo.

— Tudo bem ter medo. Eu vou estar aqui, ok? Vai dar tudo certo.

— Eu sonhei com você semana passada.

— Um pesadelo? Foi ruim?

Nico demorou alguns segundos para responder.

— Não. Esse não.

— Como foi?

Will sentiu Nico se aproximar ainda mais dele antes que voltasse a falar.

— Confuso. Eu não sei. Todos eles são confusos. Principalmente os com a minha mãe.

— Como são? — perguntou, sabendo que estava entrando em algo delicado. — Esses sobre sua mãe?

— Eu acho... — ele respondeu, tão baixinho que Will precisou fazer um esforço para entender. — Que ela me odiaria.

— O quê? Por quê?

— Porque eu sou... Gay.

— Como... Ela não te odiaria, Nico. Eu tenho certeza. Você está criando paranoias. Pensando demais. Sua mãe jamais te odiaria.

— Não tem como você garantir isso.

— Por que você pensa isso? É sobre isso seus pesadelos?

— Alguns.

— Você tem sérios problemas com rejeição, sabia? Eu tenho reparado.

— Hm. — Nico murmurou, soando exausto.

Sentiu os dedos de Nico se enrolarem na barra de sua blusa, a pele dele esbarrando com a pele de Will. Era sempre bom sentir aquilo.

Alguns instantes depois ele parou. A respiração soou cada vez mais leve. Will prestou atenção naquela cena: os olhos totalmente fechados, a boca levemente aberta, os cabelos bagunçados. Nico era lindo de todas as formas.

A sirene do toque de recolher soou, mas Will permaneceu onde estava.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!