I still walk
2 Capitulo 2
Como um foguete Rick, Glann e Meggie desapareceram e eu fui ate o portão após pegar minha faca, quando ele se abriu eu fui logo para dentro. Tão logo meus pés tocaram o solo de dentro, estava nos brações deles. Foi tão forte , tão familiar. Nem acreditava que aquele momento estava acontecendo. Ninguém falou nada, foram só lágrimas e palavras que eu não conseguia entender os significados, e logo estávamos andando em direção a algumas casas pintadas de cores claras com varandas brancas de madeira. Aquele lugar era incrível. Como os condomínios fechados que alguns amigos meus que moravam na parte mais rica da minha cidade. Da minha antiga vida. Grama cortada e tinha ate uma praça.
Eu não conseguia prestar muita atenção no que todos falavam, ou o que eu respondia, mas pelas expressões deles eu estava respondendo alguma coisa com coerência, não muita coisa, mas estava. Logo mais pessoas apareceram e me abrasaram. Carol, Michonne e Carl com uma bebê no colo que logo presumi que era Judith. Isso tudo era incrível.
Uma senhora loira se aproximou e muitas pessoas desconhecidas também, mas eu n tive medo porque aquelas pessoas que estavam ao meu redor eram meu porto seguro. Consegui me concentrar e falar com minha irmã que estava em minha frente chorando.
— Como Beth? Como?
— Eu tenho tanto o que te contar. Foi tão difícil.
— Eu vi você morta. Eu vi.- Dizia ela incrédula.
— Eu sei... Eu sei.
Glenn se aproximou com os olhos cheios de lágrimas e disse:
— Todos vimos Daryl carregar seu corpo sem vida, como você esta viva? E como nos encontrou?
Daryl... Ouvir aquele nome em voz alta partia meu coração. Ele não estava ali, não o tinha visto em nenhum lugar. Nem sinal dele.
Agora estávamos muito próximos a uma casa com varanda de onde Michonne e Carl saíram.
—Onde ele esta? Ele conseguiu, certo? Ele esta aqui?- Conseguia ouvir minha voz desafinar e falhar logo em seguida. Eu não pude esperar a resposta. Fiquei olhando para os lugares esperando que de alguma forma ele houvesse minha voz e viesse ate mim. Mas como um milagre ou delírio meu, comecei a escutar o ronco de uma moto. Me virei e vi o portão se abrir e ele entrou no condomínio. Meu anjo. Minhas pistas. Como se eu seguisse suas penas que foram deixadas nos campos de batalha. Eu o encontrei.
Vi seus olhos ficarem miúdos tentando focar na pouca luz , o sol já estava indo embora e o dia quase se despedia em um crepúsculo alaranjado e bonito. Os poucos raios de sol que ainda restavam se esforçando para atravessar as nuvens grossas e cinzentas. O vento ficava mais forte indicando que logo teríamos chuva, quem sabe algo mais forte como uma tempestade.
Daryl parou a moto bruscamente e desceu dela, mas não deu um passo se quer. Ficou paralisado ao lado da moto. Mas aquilo era demais para mim. E antes mesmo de soltar o ar preso entre meus lábios eu corri.
Fale com o autor