I put a spell on you
10 Enemies of the heir, beware
Notas iniciais
O domingo finalmente havia chegado e Tom nesse momento já estava mais que ansioso, sequer havia dormido e encarava as paredes da Câmara Secreta madrugada adentro. Hoje receberia de Grindelwald a única peça que faltava para que pudesse gerar outra horcrux. Uma somente não era o suficiente para ele, visto que agora ele tinha a certeza, graças a Slughorn, que poderia criar várias. Era disso que ele precisava. Mesmo que seu corpo fosse destruído, os pedaços de sua alma estariam ocultos onde ele bem entendesse, e sem que ninguém pudesse dizer onde.
Riddle tinha em mente alguns objetos que utilizaria, ele agora encarava um deles, seu diário pessoal. O anel de Morfino Gaunt, seu tio por parte de mãe, havia sido sua primeira, e esse já estava bem escondido. Morfino, um homem desprezível, que tinha como única qualidade seu sangue puro, qualidade Salazar, e seu ódio por trouxas. Ah, como ele detestava ser da mesma família que esse homem. Se não fosse pela ligação direta com Salazar Slytherin, teria vergonha de pertencer a essa família. Sua mãe, uma fraca que se deixou morrer pois sequer teve forças para se salvar, o que, para uma bruxa, era uma vergonha sem tamanho. Como uma descendente de Salazar Slytherin poderia ser tão fraca? A ele não interessava saber o que a levou a ficar assim, ele jamais quis se aprofundar na história da mãe, não após saber a vergonha que ela causou a ele e a toda famíla. Mérope Gaunt havia se apaixonado por um trouxa, um sangue ruim. Sangue ruim esse, que Tom havia eliminado na primeira oportunidade. Ele havia matado seu pai biológico e seus avós paternos, tudo isso com um sorriso no rosto, e, logo após, forjado tudo para que a culpa caísse em Morfino, que hoje, estava em Azkaban, sem ninguém suspeitar do envolvimento de Tom. Agora o plano era outro, Tom já tinha sua vítima em mente, e estava se preparando pra executar seu plano com perfeição. Só precisava que Grindelwald fizesse sua parte. Era incrível que mesmo com tão pouca idade, Tom já pudesse ter poder sobre um bruxo tão poderoso quanto Grindelwald. Ele possuía informações valiosas sobre o bruxo, informações essas que facilmente poderiam levar o ministério a sua localização. Mas Tom não tinha porquê usá-las, não ainda. O plano era o seguinte: Matar Murta Warren e criar sua segunda horcrux logo após receber o que precisava de Grindelwald. A garota, extremamente irritante na visão de Tom, e de toda Hogwarts, tinha que morrer, pois além de ser insuportável, era uma nascida trouxa. Tom não compreendia como Murta poderia fazer parte da Corvinal, não que ele admirasse a casa, mas a casa era conhecida por ser a casa dos sábios, e aquela garota não demonstrava nenhuma sabedoria. Riddle sabia que murta nutria um sentimento por ele, pois a garota nunca havia feito questão de escondê-lo, pelo contrário, gritava ao quatro ventos seu interesse pelo garoto, nada que outras garotas não fizessem, mas ela era especialmente escandalosa, e, para ele seria mais que satisfatório matá-la. O tal sentimento a consumiria por completo. O rapaz não entendia essa obsessão da garota, não era capaz de sentir isso e entendia perfeitamente que era uma perfeita tolice, ao julgar pelo estado da garota. Ela não tinha controle de si mesma quando o assunto era Tom, precisava a todo custo tentar chamar a atenção dele. Na mente de Tom isso era a pior coisa que poderia acontecer a ele, perder o controle. Controle era poder e poder o tornava o que era, forte. E Tom queria todo o poder para ele, queria ser o mais forte do mundo. Logo pensou em Hermione. Não era como Murta Warren, ele não se sentia como ela. Era diferente. Hermione não tirava o sentido de tudo, ela trazia. Ela não fazia com que ele se sentisse fraco, pelo contrário, ele se sentia ainda mais forte por tê-la. E o rapaz confiava cegamente que mesmo tendo opiniões tão contrárias as dele, seria capaz de convencê-la, afinal, Hermione uma hora ou outra precisaria reconhecer seu lugar. Ela tinha sangue mágico correndo nas veias, tinha que reconhecer que os sangues-ruins não mereciam ter acesso a magia como eles tinham.
O rapaz agora estava reunido com seu séquito de comensais na Câmara, todos estavam sentados em um ambiente improvisado para suas reuniões. Algumas cadeiras estofadas, uma grande mesa com alguns lanches e ao lado uma estante onde Tom guardava pergaminhos importantes, incluindo, toda a informação que tinha sobre os nascidos trouxas da escola. Assim ele se guiava para saber quais seriam as próximas vítimas.
— Espero que tenham entendido qual o plano. Preciso que você entregue esse bilhete a Murta Warren, Abraxás. Preciso que ela me encontre durante o jogo para que nada dê errado. — disse Tom entregando o pedaço de papel no qual havia acabado de escrever ao Malfoy.
— Milorde, o senhor não acha arriscado fazer isso em plena luz do dia? Não vão desconfiar? — questionou o loiro.
— Não seja tolo, é apenas uma parte do plano. Só preciso que ela me encontre para prosseguir para a próxima parte. — explicou Tom impaciente.
— O milorde fará um grande sacrifício, mesmo para nossos planos, se envolver com a Warren é castigo. — riu Avery fazendo com que Lestrange e Malfoy rissem também.
— E como fará com sua preciosa Granger? Não acho que ela esteja de acordo com a nossa causa e muito menos em levar chifres tão cedo. — debochou a Bulstrode.
— Você realmente não entende nada, não é? — Tom andou até a direção da garota, com os olhos raivosos e a voz ameaçadora — Acho que está há tempo o suficiente para saber que não deixo pontas soltas. Murta Warren não significa nada pra mim, sendo assim, Hermione, não deve temer uma traição, porque pra mim essa estúpida sangue-ruim não é nada. Sua morte será mais que satisfatória. — disse sem um pingo de arrependimento na voz — Você deveria controlar o que sente Jenny, sua estupidez não cabe em meus planos, e você soube no momento em que se juntou a essa causa, que não teria volta. Ou é comigo, ou contra mim. E isso serve para todos vocês! Espero que ninguém mais tenha algum comentário ridículo, vocês sabem bem que não costumo ser paciente. — seu Tom de voz era baixo e ameaçador.
— Desculpe, milorde. — disse a Bulstrode engolindo em seco. Apesar de seu amor por Riddle, ela o temia mais do que qualquer outra coisa. O temia, o amava, e o admirava. Sua sede de poder era o que o tornava mais atraente aos olhos dela. — Não irá se repetir. — concluiu.
— Agora lembrem-se de serem discretos. O jogo de mais tarde é da Sonserina contra a Corvinal, o momento perfeito para que todos estejam distraídos, incluindo os professores. Não aceitarei falhas. — disse o rapaz encarando o anel em seu dedo.
— A vitória hoje será dupla. — comentou Malfoy — Uma sangue-ruim morrerá e nós acabaremos com a Corvinal nesse jogo. — comemorou o loiro com presunção na voz, arrancando sorrisos de seus colegas comensais.
— Sim, meu amigo. Será realmente uma grande vitória. — disse Tom sorrindo minimamente. — Estão liberados, descansem pois faltam poucas horas para o jogo. Joguem o feitiço sob vocês ao saírem daqui. Não sejam vistos por ninguém.
~~~*~~~
— Alana, por Merlin. Precisa realmente de tudo isso? — Minerva dizia em desespero no dormitório enquanto Alana se arrumava. — Hermione me ajuda, ela está louca! — pedia para a castanha que ria enquanto prendia os fartos cabelos em um coque, havia acabado de se levantar da cama.
— Minnie você não entende. Eu preciso estar linda hoje. Tenho que apoiar meu namorado no jogo! — a garota trajava uma camiseta verde com o número 8 estampado, era o número do uniforme de Abraxás Malfoy.
— Mas Alana, é um jogo da Sonserina! Espere, o que você disse? Vocês já são namorados? — Minerva perguntou surpresa.
— Ah, ele ainda não sabe, mas vamos nos casar! – disse rindo — Mas o jogo nem é contra a Grifinória, amiga. Fica tranquila, vai ser divertido! Não é, Mione? — perguntou a Pierce.
— Não me envolva nessa não. Estou quietinha aqui lendo meu livro. — ria Hermione. – Eu particularmente nunca gostei muito de quadribol, não sou muito fã de voar e tudo mais, mas sempre assisti aos jogos pra torcer pelos meus amigos. – sorriu ao lembrar da última vez em que esteve no campo de quadribol. Ron estava nervoso por jogar como goleiro, Harry o havia feito acreditar que tinha colocado sorte líquida em seu café da manhã. Ron jogou como nunca, mas a verdade era que Harry jamais pingara nada na bebida de Ronald Weasley, o que havia acontecido é que o garoto havia acreditado em seu potencial. Hermione revirou os olhos ao lembrar que no mesmo dia Ron Havia beijado Lavender Brown. Hermione havia ficado com tantos ciúmes que parou de falar com Ron por uma semana, sem o rapaz sequer saber o que tinha ocorrido para ser tratado daquela forma. Ron nunca fora muito sensível, mas com o tempo as coisas se ajeitaram. Essas memórias agora eram algo muito distante para a castanha. Era difícil para ela conceber que aquilo nunca mais se repetiria. Aquilo atormentou Hermione, foi como se desse um estalo em sua mente. Como ela poderia ter memórias tão fortes sobre Ron Weasley e estar beijando o seu assassino? Estava se envolvendo, até o pescoço, com alguém que definitivamente não deveria. Ela sabia que não deveria. Ela era a bruxa mais inteligente da sua idade, então como não simplesmente acabou com Tom Riddle que ainda era apenas um mero adolescente? A resposta era clara na mente de Hermione Granger. Havia se apaixonado. Ela jamais imaginou que sentiria algo por Tom Riddle, sabendo que ele já era extremamente maligno naquela época. A morte de seus amigos ainda era recente. Ela jamais o perdoaria. E agora estava envolvida demais para simplesmente abandoná-lo. Quanto mais ela se aproximava, mais sabia que deveria se afastar dele. Mas também sabia que ele era, de certa forma, diferente quando se tratava dela.
— Hermione, você está bem? Seu olhar se perdeu de repente. – perguntou Pierce.
— Estou sim, é que lembrar do meu passado/futuro me trás algumas lembranças que eu não estou pronta para abrir mão. – disse um pouco triste.
— Nós nunca falamos muito sobre a sua vida. Adoraria que você compartilhasse com a gente. Você sabe que pode confiar em nós, certo? – sorriu Pierce ternamente.
— Sim, eu sei. Vocês são as melhores pessoas que eu poderia ter encontrado. – disse com sinceridade – Vou contar tudo a vocês quando me sentir pronta. Prometo. – afirmou Hermione para as duas garotas, que sorriam carinhosamente. – Agora, voltando ao assunto, dona Alana... Não dá pra você apoiar o seu namorado sem essa pintura verde no rosto?
— Parece que você vai vomitar, Lana. — disse Minerva.
— Garotas, não adianta, eu sei que estou lindíssima. Quase mais linda do que Abraxás ficará enquanto estiver jogando. Ele fica perfeito lá de cima. — suspirou Alana.
— Ai não, eu desisto de vocês! — Hermione arqueou a sobrancelha — Sim Mione, de você também. As duas namorando sonserinos! É o fim dos tempos! — Mcgonnagal balançava a cabeça negativamente.
— Não me envolve nisso aí não. Eu nem sei se estou namorando. Eu diria que estamos em um relacionamento complicado. – disse a Granger com plena certeza de suas palavras enquanto as garotas arqueavam as sobrancelhas em questionamento. – Ok, estamos juntos. – rolou os olhos – Mas eu diria que somos um par em andamento. – disse Hermione se arrumando.
— Que maneira estranha de descrever um relacionamento. – o semblante de Alana era confuso.
— Bom, pelo menos a Hermione não está parecendo a bruxa má do oeste. – Hermione gargalhou com o comentário.
— Bruxa sim, má jamais e você sabe. — riu a Pierce descontraindo e fazendo com que as outras duas rissem também. — Até porque essa coisa de elitismo não faz parte dos grifinórios, é coisa da Sonserina, e não acho que Abraxás seja assim. – Hermione pensou em dizer algo, mas o silêncio a essas alturas era uma poesia.
— Olha, eu nem sei o que dizer pra vocês. Vou tomar meu café e nos vemos nesse maldito jogo, jogo esse em que eu só conhecerei Hermione, porque sem condições de eu falar com você até o fim dele. — riu Minerva e Alana atirou um batom na direção da garota, que saiu do dormitório correndo e rindo.
— Vamos também, meu limãozinho. Acelere essa arrumação ou não dará tempo de comermos antes do jogo. – pediu Hermione já pronta.
— Tá bom. Tá bom. – Alana deu uma última ajeitada nos cabelos e as duas foram em direção ao salão principal.
Assim que saíram pelo buraco do retrato, deram de cara com várias outras garotas no mesmo estilo de Alana Pierce. Algumas representando a Corvinal, outras Sonserina. Alana sorriu cutucando Hermione, aliviada por não ser a única a aparecer trajada no jogo. Bom, não sabia se era a única a torcer pelo namorado da casa rival, mas pelo menos não estava sozinha. Não demoraram muito para avistar um grupo de sonserinos muito conhecido por elas. Tom, Abraxás, Jenyffer, Avery e Walburga. Não pareciam extremamente animados como o resto da escola, mas isso já era normal para as garotas. Sonserinos de cara fechada não era exatamente uma novidade. Alana ao ver Abraxás disparou na frente sem sequer se despedir de Hermione, que não sabia se ia atrás ou simplesmente sumia dali. Estava feliz demais para aguentar a Bulstrode essa manhã, e ainda não havia esquecido o que ela e os outros haviam feito a ela. Avistou Alana se jogando contra o Malfoy ignorando totalmente a presença dos outros.
— Vem Mione! – gritou ela e Hermione rolou os olhos, avistando um Tom Riddle convidando-a com o olhar, indicando que ela deveria ir. Ela engoliu a má vontade e foi, afinal não poderia simplesmente deixar que os seguidores de Tom determinassem onde ela deveria estar.
— Calma, Pierce. – riu Abraxás – Assim você me derruba. – brincou o garoto recebendo um selinho da garota.
— Estou testando seus reflexos para o jogo de hoje. – respondeu – Não me decepcione porque eu me vesti de verde! Minhas amigas nem estão falando comigo. – os demais observavam a cena com certo nojo. Eram extremamente contra a ideia de sonserinos e grifinórios se relacionarem. Eles eram obrigados a observar aquilo calados.
— Você fica linda com a nossa cor. Ainda mais. – o rapaz beijou-a.
— Ah, não. Procurem um quarto. – Avery deixou escapar.
— Pensei ter ouvido um ruído, mas acho que é minha imaginação. – comentou Alana alfinetando. Não simpatizava nem um pouco com os amigos do namorado. Só tolerava Tom Riddle porque o rapaz era tão cortês com todos que não havia sequer um motivo para odiá-lo. Ela e Avery trocavam farpas enquanto Hermione finalmente se aproximava de Riddle.
— Então quer dizer que você não fala com a sua amiga porque ela está torcendo para o melhor time da escola? – perguntou o rapaz debochado enquanto envolvia as mãos na cintura de Hermione em um aperto firme.
— Sabe como é, não sou exatamente fã de sonserinos. – debochou de volta, arrancando um sorriso de canto do garoto. – Bom dia. – disse abraçando-o e enfiando o rosto na curvatura do pescoço do rapaz, sentindo seu cheiro. Aquilo a acalmava, principalmente porque suas ideias não estavam exatamente no lugar aquela manhã. Precisava pensar no presente. – Ainda estou com sono.
— Garanto que se sentirá melhor após o café, querida. – beijou-a no topo da cabeça.
— Você também parece cansado. Não dormiu bem? – questionou Hermione, pois o rosto perfeito do rapaz agora tinha pequenas olheiras.
— Passei a madrugada estudando. – respondeu prontamente. Na verdade a reunião com seus seguidores havia demorado mais tempo do que o esperado. – Estou tão mal assim?
— Apenas 99,9% bonito. – disse ela sorrindo.
— Estou ofendido, senhorita Granger. – ele levantou o queixo da mesma para que ela o olhasse nos olhos – Mas você não sabe mentir. – gabou-se soltando os cabelos de Hermione do coque que ela havia feito. – Agora sim. – Hermione abriu a boca pronta para protestar, mas Tom beijou-a firmemente. Já havia virado um hábito do rapaz soltar os cabelos da castanha toda vez que se encontravam. Tom adorava ver os cabelos de Hermione soltos. Combinavam perfeitamente com a personalidade da garota. Selvagem. Tom porém notou que Hermione não tinha o olhar contente estampado no rosto como de costume. Não que ele prestasse muita atenção nas emoções alheias, mas algo estava diferente nela. – Aconteceu alguma coisa? Você está... Diferente.
— Eu estou bem. – mentiu ela. Lembrar de seus amigos e pensar em Tom Riddle sempre fazia com que ela se sentisse culpada. Ela gostava de estar com ele. – Vamos tomar café, tenho que estar com energia pra torcer pra Corvinal. – disse jogando a cabeça para o lado exageradamente fazendo com que seus cabelos balançassem.
— Você ama me provocar, não é? – perguntou apertando a cintura da garota.
— E você gosta. – beijou-o. – Sonserino metido.
— Grifinória abusada. – disse dando um selinho. – Vamos.
— Pelo amor de Merlin, como vocês suportam o Avery? Esse garoto não consegue ter uma fala oportuna. – Alana dizia com raiva. Ainda discutiam. – Vá azedar a manhã de outra pessoa!
Os demais apenas encaravam a briga. Tom e Hermione sequer entendiam o motivo, perderam o contexto enquanto estavam na própria bolha. Os outros presentes apenas estavam impacientes, mas, com certeza não gostavam de Alana, na verdade não gostavam de grifinórios, ainda mais alguém com a língua tão afiada quanto a Pierce. Hermione se divertia ao vê-los por um fio com o atrevimento da amiga.
— Você que é a intrusa aqui. Não eu. – disse Avery impaciente.
— Abraxás, segure meu cartaz, eu vou dar uma surra nele. – Alana se preparou e o rapaz segurou-a. – Me solta!
— Avery só está de mal humor hoje, querida. Não consegue beijar a Jenny e fica frustrado. – debochou Abraxás.
— Não me envolva em suas briguinhas, Malfoy. – bufou a Bulstrode.
— Você realmente não se preserva, meu amigo. Mas o bom gosto e o requinte não é pra todos. – debochou.
— Eu estarei na arquibancada torcendo por você, querido. Não vou conseguir tomar café ao lado dessa maldita gárgula. – disse fuzilando Avery com o olhar. – Se ganhar o jogo, ganha uma surpresa. – disse voltando-se ao namorado.
— E qual a minha surpresa? – perguntou o loiro.
— Algo muito mais legal do que um troféu cafona. – sorriu maliciosa saindo dali deixando um Abraxás com ainda mais vontade de vencer o jogo.
~~~*~~~
As arquibancadas estavam especialmente cheias esse dia. A Corvinal estava na frente na taça das casas e com o jogo eles poderiam acumular ainda mais pontos. A Sonserina, por outro lado, se ganhasse passaria na frente da Corvinal. Era um jogo muito esperado. Isaac Lovegood passava o chapéu de apostas entre a torcida, que estava bastante dividida.
A partida estava prestes a começar. Alana e Hermione estavam junto dos outros Sonserinos por insistência de Alana. Tom estava sentado ao lado de Hermione seguido por Walburga, Jenyffer e Avery. Eles não haviam esquecido do plano, no momento em que se sentaram fingiram estar atentos ao jogo, que a essas alturas, não os importava. O foco era outro. Murta Warren.
Murta estava se preparando para subir e ficar junto de seus colegas de casa, mas ainda teria que receber o bilhete de Tom, que estava impaciente esperando que Abraxás executasse sua tarefa antes de que o jogo começasse oficialmente. E assim ele o fez. Abraxás passava ao lado de Murta dirigindo-se ao campo. Quando esbarrou na garota e discretamente colocou o papel em suas vestes, seguindo para sua posição no campo.
— Olha por onde anda! – gritou Murta para o loiro.
— Só cale a boca e aprecie a derrota! – gritou ele de volta. Seu encontrão casual não havia passado despercebido aos olhos de Alana Pierce, que imediatamente mudou seu semblante. Se havia algo em que Alana havia se tornado profissional, era em observar Abraxás Malfoy. Ela não deixou de reparar que ele havia colocado um papel no bolso de Murta. Automaticamente seu semblante mudou, estava com uma pontada de raiva, mas decidiu ignorar e confrontá-lo após o jogo. Ela exigiria saber o que era aquilo.
A professora Hooch finalmente deu início a partida e o narrador começou a fazer seu trabalho. A Sonserina estava sedenta de vitória, e isso fazia com que eles fossem cruéis durante o jogo. Os batedores tentavam a todo o custo direcionar os balaços na direção da cabeça dos apanhadores da Corvinal. Abraxás, que era o apanhador da Sonserina, estava atento ao pomo de ouro, enquanto dos artilheiros tentavam a todo custo marcar pontos. O primeiro foi da Corvinal.
— Vamos Abraxás, seu imbecil! Pega logo esse pomo! – gritava Alana.
— Lana o que é isso? Porque está xingando o garoto? – Hermione perguntou surpresa.
— É minha forma de incentivá-lo. – dizia brava.
— Gosto cada vez mais dela. – comentou Riddle recebendo um cutucão de Hermione.
— Você era a mais animada pra esse jogo, Lana. Tá tudo bem? – perguntou Hermione preocupada.
— Vou ficar, amiga. No momento só quero que pegue logo essa porcaria de pomo. – dizia indignada.
Na outra arquibancada estava Murta Warren torcendo avidamente pela Corvinal. Foi quando Olívia Hornby baforou as lentes dos óculos de Murta apenas para caçoar dela depois.
— Você é uma piada pronta. – constatava a Hornby rindo com seu grupinho de amigas.
— Me deixa em paz! – gritou começando a chorar. Um som muito conhecido por Hogwarts inteira. A garota chorava extremamente alto.
— Garota cale a boca, eu quero acompanhar o jogo e com você chorando do meu lado não tenho condições de me concentrar! – gritou uma garota aleatória.
Murta então retirou os óculos e enxugou as lágrimas, enfiando as mãos em suas vestes para sacar o pano que usava para limpar as lentes quando embaçavam. E assim ela percebeu um objeto estranho ali. Assim que limpou os óculos, leu atentamente:
‘’Queria que soubesse que sinto o mesmo em relação a você.
Estarei te esperando no armário de vassouras em 15 minutos.
Não falte. Preciso te ver.
Do seu, T.M.R.’’
Murta pensou que fosse desmaiar ali mesmo. Olhou para Tom do outro lado da arquibancada, o mesmo abraçava Hermione Granger e a olhava discretamente. Ela sorriu abertamente sem conseguir se conter enquanto Tom apenas lançou-a um olhar penetrante e olhou em direção a saída da arquibancada, indicando que ela deveria se dirigir até lá. O olhar de Alana Pierce era atento, e continuou assim até que viu Murta se retirando da arquibancada. Ela reparou os olhares insistentes da garota. Reparou e não gostou nem um pouco. A essas alturas ela já não sabia se esfolaria o Malfoy ou o Riddle, mas estava sedenta por uma resposta. Riddle era discreto nos olhares, mas não queria gerar nenhum tipo de atenção sob si. Não reparou que Pierce estava atenta a ele, porém decidiu esperar mais um tempo antes de se retirar da arquibancada dizendo que iria ao banheiro e dando um selinho em Hermione Granger.
— E A SONSERINA MARCA 10 PONTOS! – diz o narrador, levando a atenção de todos na mesma hora. Incluindo Alana Pierce, que mesmo com raiva não deixava de admirar o quão bonito Abraxás ficava em seu uniforme de quadribol.
~~~*~~~
Murta aguardava ansiosa por Tom no armário de vassouras. Mal podia acreditar que aquilo era verdade. Ele finalmente estava olhando pra ela! Nenhuma palavra poderia descrever o quão feliz ela estava. O rapaz entrou alguns poucos minutos depois, fechando a porta atrás de si e lançando um feitiço silenciador, para que ninguém os incomodasse.
— Eu pensei que você não viria. Nem posso acreditar. – disse ela sorrindo radiante.
— Eu jamais te deixaria esperando. Eu falei sério no bilhete, Warren. Já sei do que sinto por você há um bom tempo. – forçou timidez – Só não sabia como chegar até você. Você sempre foi tão... – tentava buscar palavras para seu teatro, mas era difícil até pra ele aquela situação asquerosa – Decidida. – essa era uma boa palavra – Você sempre deixou claro seu interesse por mim, eu só não queria decepcionar você.
— Eu nem acredito que isso está acontecendo. Se for um sonho, por favor não me acorde. – disse indo na direção do garoto, abraçando-o.
— Não é sonho, minha querida. Apenas a mais pura realidade. – disse ele elevando o queixo dela, forçando-a a encará-lo. – Eu estou apaixonado por você. – disse com a voz sedutora. Nem precisou de muito para que Murta caísse em seus encantos. Isso era fácil para Tom Riddle, seu poder de persuasão era enorme, e com uma garota apaixonada, não havia falhas.
— M-mas, você está namorando a Granger. – disse ela encarando os lábios do rapaz.
— Mas não é dela que eu gosto. Eu gosto de você. – disse beijando-a em seguida.
Tom estava extremamente enjoado. Ter que dizer aquilo, mesmo que de mentira, era a coisa mais horrível que já havia feito. Beijar Murta Warren era uma tortura, não só pelo beijo, que para Tom não se encaixava, pois a única boca a qual o rapaz queria beijar, era a de Hermione Granger, mas também pelo fato de estar beijando a escória, o lixo, a coisa mais repugnante que poderia beijar: uma sangue-ruim. Tom era capaz de beber litros de ácido para desinfetar sua boca após o ato. Mas valeria a pena, a garota estava rendida a ele. Tudo corria como planejado.
— Então estamos juntos? – perguntou Murta ao separarem-se do beijo. – Você vai deixar a Granger?
— Vou. – afirmou Tom. – Não posso ficar sem você. – disse o rapaz. – Apenas me dê o dia de hoje para que eu faça isso com calma. Hermione é uma boa pessoa, não quero magoá-la. – pediu ele.
— Tudo bem, eu não tenho nada contra ela também. – disse ela passando a mão pelos cabelos do rapaz. – Sabe Tom, eu vou gravar o dia de hoje pra sempre na minha memória. É o dia mais feliz da minha vida.
— É o meu também. – mentiu ele, controlando a vontade de gritar e sair correndo por estar nessa situação ridícula. – Só tenha paciência querida, e não comente com ninguém.
— Não é como se eu tivesse para quem contar. – comentou dando de ombros. Realmente não tinha amigos com os quais pudesse compartilhar.
— Imperius— sussurrou Riddle. – Você realmente não dirá nada. Assim que eu sair você queimará o bilhete que recebeu, ninguém além de nós dois saberá.
— Ninguém além de nós dois saberá. – disse com o olhar fixo ao rapaz, hipnotizada.
— Você não se lembrará que te pedi isso. Obliviate.— encerrou ele.
— Vamos voltar para as arquibancadas então. – sorria Murta como se nada houvesse. – Quando nos veremos de novo?
— Darei um jeito de te avisar, querida. – beijou-a uma última vez. – Agora vá na frente. – pediu ele e a garota prontamente foi embora.
Assim que a garota saiu, Tom vomitou. Vomitou muito. Seu ódio por nascidos trouxas era grande o suficiente a ponto de lhe embrulhar o estômago. Após o ocorrido lamentável, limpou tudo e zarpou para fora dali, sem retornar ao jogo. Precisava processar aquilo e ficar sozinho.
O jogo acabou como o esperado. Sonserina venceu a Corvinal graças a Abraxás, que pegou o pomo enquanto o outro apanhador do time adversário foi levado a enfermaria por ter levado um golpe muito forte de um balaço, graças aos batedores da Sonserina.
A torcida estava uma incontrolável, os colegas de casa de Abraxás estavam eufóricos, inclusive seus amigos mais fieis, que só assistiam aos jogos por causa dele. O rapaz realmente era muito popular. Assim como Tom, muitas garotas faziam fila para tê-lo por perto, e ele adorava toda a atenção que recebia. Diferente do amigo. Porém, naquele momento só havia uma garota da qual ele realmente queria a atenção. Alana Pierce. Ele estava ansioso pela surpresa que a garota lhe prometera e já imaginava o que era. Há dias esperava o momento de estar sozinho com ela. As coisas haviam esquentado bastante entre eles nos últimos tempos e ele não via a hora de finalmente tê-la para si. Ele realmente adorava estar com ela.
— Ganhamos! Qual o meu prêmio? — perguntou ele agarrando-a pela cintura.
— Preciso falar com você, a sós. — disse puxando-o pela mão para longe do tumulto pós jogo.
— Vem cá, onde está o Riddle, hein? — perguntou Hermione a Avery, que simplesmente não respondeu, ignorando-a. — Você realmente é insuportável. Alana tem razão. — afirmou a castanha deixando o local desgostosa.
Tom havia sumido há um bom tempo e Hermione começava a ficar preocupada, pois o rapaz tinha dito que apenas ia ao banheiro. Riu de si mesma quando pensou em Tom tendo problemas como dor de barriga. Lord Voldemort com problemas de gente comum não fazia sentido em sua cabeça, mas nem assim deixou de se preocupar. Decidiu por procurá-lo.
— Você pode me explicar o que foi aquela ceninha com a Warren? — bufou Alana — E nem tente escapar, Abraxás. Eu sei o que eu vi! — a garota dizia enquanto estavam nos corredores vazios do castelo. Estava visivelmente brava com ele.
— Do que você está falando? O que você viu? — perguntou o Malfoy, fingindo não saber do que se tratava.
— Eu estou falando daquele encontrão proposital. Eu vi você colocando um papelzinho no bolso dela. Também vi ela e o Riddle trocando olhares discretos. — Alana levou as mãos até a própria cintura e sussurrou pausadamente. — Abraxás, eu vou perguntar só uma vez... Quem de vocês dois está saindo com a sonsa da Murta Warren? — perguntou com os olhos lacrimejando.
— Querida você entendeu errado, eu... — ela cortou ele na mesma hora.
— Abraxás, se você tiver me enganado com ela, esqueça que eu existo a partir de agora. — disse firme, segurando o choro.
— Eu nunca traí você. — disse sincero. — Não há necessidade disso!
— Se não foi você, foi o Riddle. Um de vocês está saindo com ela as escondidas. Eu já estou por aqui há muito tempo pra vocês me passarem a perna. Don Juans de quinta! — xingou Alana avançando em Abraxás deferindo socos no peito do garoto — Você acha que eu vou compactuar com isso? A Hermione é uma das minhas melhores amigas!
— Alana, já chega! — ele segurou os punhos dela. — Olhe pra mim! — ela o encarou chorando. — Eu amo você, eu sou apaixonado por você. E é por isso que eu vou fazer o que farei agora. — ela o encarava sem entender nada. Abraxás sacou a varinha discretamente e apontou para a garota. — Obliviate. Você não se lembrará do que viu entre Murta, eu e Tom. Você ficou brava comigo porque não te dei atenção durante o jogo.— concluiu o rapaz, alterando a memória de Alana, dando um beijo em sua testa.
— Você sequer olhou pra mim! — ela tornou a bater nele — Eu fui até lá torcer por você! — disse ela chorando.
— Me desculpe, querida. Fui um completo idiota com você. — ele respondeu com os olhos marejados pelo que havia acabado de fazer. Alana era importante, mas sua causa com Riddle também era, e ele não arriscaria seus planos e muito menos o bem- estar de Alana. Ele sabia onde havia se metido, e gostava da sensação de poder. Queria desfrutar do mundo que Riddle estava propondo, e queria que Alana vivesse aquilo ao seu lado.
~~~*~~~
Já era noite e Riddle se encontrava em seu dormitório, mais do que ansioso parao que viria ainda esta noite. Escrevia em seu diário todo o que passava em sua mente naquele momento. Escreveu sobre sua reunião com seus seguidores na madrugada anterior, escreveu sobre o que aconteceu entre ele e Murta Warren, que ainda lhe embrulhava o estômago, escreveu sobre seus planos.
Hoje finalmente teria o que precisava, a poção para sua segunda horcrux. Tom faria o que fosse preciso para transformar seu diário em sua próxima horcrux o mais rápido possível. Estava ligeiramente excitado com o poder que aquilo lhe traria. Aos poucos alcançava seus objetivos e o Lorde das Trevas ganhava forma.
Pensava sobre seus próximos passos, suas aspirações. Tom desejava ter seis horcruxes, repartindo sua alma em sete partes, para assim garantir sua imortalidade. Mas não queria que fossem objetos quaisquer. Ele fechou seu diário e murmurou o encantamento para ocultar o que havia escrito. Foi quando ouviu batidas na porta.
— Abraxás, você tem a chave. Não seja idiota. — disse bravo se ajeitando na cama.
— Alohomora.— disse Hermione entrando no local logo em seguida, fechando a porta atrás de si. — Então é aqui que você está escondido? — disse visivelmente brava.
— Como você entrou aqui? — perguntou Tom, surpreso.
— Você manda tanto seus amiguinhos usarem o feitiço da desilusão para andar pelos corredores que eu acabei aprendendo. — disse encostando- se na parede. — Entrei assim que a passagem se abriu pra Walburga Black. — explicou.
— Bom, você me achou. — deu de ombros.
— Isso não tem graça nenhuma, Tom. Eu fiquei preocupada por você. Você não voltou pro jogo. — dizia chateada.
— Não estava muito interessante. Não é como se eu fosse o maior fã de quadribol. — disse com desdém.
— Por que você está falando assim comigo? Eu não te fiz nada! — perguntou incrédula. — Você me deixou sozinha com aquele ninho de cobras e a Alana. Poderia pelo menos ter avisado que não queria assistir, teria me poupado também. — ela agora estava decidida a se retirar dali.
— Eu me senti mal, Hermione. Só isso. — explicou seco — E se quer saber, ainda não estou bem. — disse sincero. Só de lembrar de seu beijo com a sangue- ruim, seu estômago embrulhava novamente.
— Por que você não me avisou? — disse se aproximando do rapaz — Eu poderia ter cuidado de você. O que você tem? — perguntou medindo a temperatura do rapaz com uma das mãos em seu rosto. — Eu odeio estar com raiva de você e mesmo assim estar preocupada. — riu com escárnio.
— Eu não tenho o hábito de ser cuidado, Hermione. — disse retirando as mão da castanha de seu rosto — Sempre que fiquei doente de alguma forma, me virei sozinho. Desde o orfanato. — comentou lembrando daquele lugar horrível.
— Você nunca falou do orfanato. — comentou Hermione percebendo o desespero interno de Riddle ao falar do lugar. Chateada por ele ter impedido seu toque.
— Não há muito o que dizer. Só queria reforçar que consigo me virar sozinho. — disse encarando o rosto de Hermione.
— Entendi. Eu vou embora. — ela agora estava com raiva. — Que fique claro que você está sendo um tremendo imbecil e que eu não te dei motivo algum pra me tratar assim. Suas mudanças de humor são insuportáveis.
Tom não queria que ela ficasse com raiva. Só não era conveniente que ela estivesse ali agora. Ele precisava se concentrar para o que viria. Por outro lado, precisava desesperadamente de um momento com Hermione, pois após o beijo traumático com Murta Warren, só ela poderia fazer com que ele se sentisse bem novamente.
— Espere. — ele se levantou rapidamente.
— Já ouvi demais de você por hoje. Você foi um grosso sem necessidade alguma. — disse virando as costas e indo em direção a porta.
—Me desculpe, linda. — disse indo de encontro a ela, abraçando- a por trás, beijando- a no pescoço em seguida.
— Tom, não. — sussurrou a castanha, com o pouco de dignidade que lhe restara depois do toque inesperado. — Você não está merecendo. Foi um boçal.
— Me desculpe. — sussurrou sensualmente no ouvido da garota, entrelaçando suas mãos nas dela, sem desfazer o abraço. — Eu fico de mau humor quando passo mal. Descontei em você.
— Não faça mais isso. Não é legal. — pediu ela se virando de frente pra ele.
— Não farei. — disse. — Agora, deixe-me pegar algo que estou mais que necessitado no momento. — o rapaz afastou os fartos cabelos de Hermione e encaixou uma das mãos em sua nuca. A outra levou até sua bunda, onde apertou com vontade, fazendo com que ela se assustasse positivamente com o toque. — Deixa eu te dar o beijo que não te dei o dia todo.
— Eu ainda estou com raiva de você. — disse ela apreciando o toque das mãos de Tom em seu corpo, mantendo as mãos no peitoral do rapaz.
— Seu beijo é ainda mais delicioso quando você está brava comigo. — ele mordiscou o lábio inferior dela. — Não há. Nesse mundo. Ninguém. Que eu goste. Tanto. De beijar. Como você. — disse entre sussurros intercalando beijos no pesçoco da garota.
— Então beija. — sua voz era um fio.
Tom prontamente atendeu ao pedido de Hermione. Colou, se é que era possível, ainda mais seus corpos e a beijou com luxúria, explorando cada canto de sua boca, faminto. Sua mão esquerda apertava despudoramente a bunda da castanha, fazendo com que ela saltasse para seu colo, obrigando Riddle a carregá-la. O rapaz foi até a cama, onde se sentou com Hermione em cima dele, sem romper o beijo. Era incrível o que ele sentia toda vez que estava dessa forma com a garota. Não conseguia se controlar, queria cada pedaço dela. Cada toque da garota o arrepiava por completo, e ele tinha certeza de que causava o mesmo efeito nela. Definitivamente aquilo era mil vezes melhor do que beijar Murta Warren. Aquilo sim era um beijo.
— Você é muito persuasivo quando se propõe. — disse Hermione aproveitando a sensação das mãos de Riddle em seu corpo.
— Eu sei, minha querida. E sei que você gosta. — disse mordiscando a orelha da castanha, que gemeu baixinho com a carícia. — Céus, como eu adoro te ter assim. Tão entregue. Tão minha. — ele apertou novamente a bunda de Hermione — Só minha. — sussurrou.
— Sua. — disse fechando os olhos apreciando a carícia. Adorava quando o rapaz a tocava daquela forma.
— Você tem uma bunda muito gostosa. -sussurrou o rapaz em seu ouvido — Ah, Hermione, se você soubesse tudo o que eu gostaria de fazer com você....
— Me diz. — pediu num sussurro e o rapaz sorriu malicioso na mesma hora. Estava cada vez mais excitado, sua ereção a essa hora já era evidente.
— Não é o lugar, nem a hora , mas — ele movimentava os quadris de Hermione sobre si. A garota instintivamente passou a se movimentar voluntariamente, arrancando um gemido rouco de Tom — Eu gostaria muito de ter você rebolando pra mim desse jeito sem essa roupa toda. — disse excitado. Hermione não respondeu, apenas continuou se movimentando, em transe com as sensações deliciosas que aquele contato lhe proporcionava. Tom então fez uma carícia ousada, levou sua mão até seu baixo ventre, passando-a por ali num vai-e-vem cheio de malícia. — Céus Hermione, sinto você encharcada mesmo com essa maldita calça.
— Tom... Eu — ela mordiscava os próprios lábios. — Quero que você me toque. — o rapaz abriu um sorriso na mesma hora, pressionando seu ponto mais sensível por cima da calça, arrancando um gemido tímido de Hermione.
—Assim? — perguntou ele ainda pressionando o local fazendo movimentos circulares enquanto mantinha a outra mão segurando a raíz dos cabelos de Hermione com firmeza. — Eu sei que não. Você quer que eu te toque diretamente, não é? — a castanha mantinha os olhos fechados.
— S-sim. — disse baixinho, totalmente entregue ao rapaz.
— Então é o que você terá. — ele sorriu maliciosamente e se virou na cama, de um jeito em que Hermione ficasse por baixo dele, beijando-a com luxúria em seguida. O rapaz pressionou seus quadris nos dela, apreciando a sensação que aquilo causava. Hermione por sua vez, pressionava as unhas contra as costas de Riddle, arranhando-o por cima das vestes. — Você é perfeita pra mim. — disse convicto. — Não há ninguém como você. — olhando-a nos olhos. — Preciso que saiba disso.
— Tom... — sibilou sendo calada por mais um beijo do rapaz. Não entendia as mudanças de humor ociosas do rapaz, nem o motivo daquela confissão repentina. Mas adorava ouvir. Depois de tudo que havia passado, era... Bom ter um momento como esse? Sim era. O rapaz abriu com delicadeza o botão de sua calça, descendo o zíper lentamente, sem parar de beijá-la. Em seguida veio o que Hermione tanto ansiava. Ele a tocou... lá.
— Céus, como você está molhada. — disse satisfeito. — Deliciosa. — disse acariciando a fenda de Hermione, que gemia timidamente enquanto ele apenas insinuava que a penetraria com seu dedo. — Vou te dar o que você quer de verdade. — completou sussurrando em seu ouvido.
E assim ele o fez. Tocou-a como ela tanto a ansiava. O rapaz agora fazia movimentos circulares em clitóris, Hermione gemia timidamente tentando a todo custo se conter e não fazer barulho. Tom adorava vê-la daquela forma. Os quadris da garota se mexiam involuntariamente em busca de mais contato. Ele agora buscava mais espaço, lutando contra a calça de Hermione, indicando que iria mais além, queria sentir seu interior.
Foi quando batidas na porta interromperam o clima.
— Eu juro que vou matar quem quer que seja que esteja interrompendo isso. — disse Tom com a raiva evidente na voz, sem interromper o que fazia com Hermione, que agora o olhava desesperada para que os dois se recompossem. — Shh, calma, querida. — brincou divertido, quando bateram novamente na porta.
— Tom, eu preciso dormir! — a voz era de Abraxás Malfoy. — Por favor.
— Droga. — ele encarou o rosto corado de Hermione e em um estalo se lembrou do que tinha que fazer. — Eu não acredito que terei que interromper isso.
— Nem eu. — sorriu terna, beijando-o levemente. — Gosto menos do Malfoy agora. — comentou.
— Prometo te recompensar. — ele retirou sua mão lentamente da calça de Hermione, aproveitando todo o percurso e levando seus dedos até sua boca, sentindo o gosto de Hermione Granger. Aquilo era a visão dos Deuses para a garota.
— Assim não conseguirei sair daqui. — disse mordendo os lábios.
— Nos vemos depois, minha querida. — sorriu o rapaz, lhe dando um beijo de despedida.
Assim que Hermione lançou o feitiço da desilusão e saiu do dormitório, Abraxás entrou e foi direto para a cama.
— Desculpe interromper, milorde. Eu realmente precisava me deitar. — explicou o Malfoy.
— Eu poderia torturá-lo agora mesmo, mas ao julgar pelo horário, você até que foi oportuno. Preciso fazer minha ronda e resolver você sabe o quê. — disse se referindo ao encontro que teria na sala precisa.
— É mais um passo para nossa vitória, milorde. — disse o loiro.
Mais um tempo se passou até que Riddle finalmente havia terminado sua ronda e se dirigia até a Sala Precisa. O rapaz estava mais do que ansioso, acreditava que nunca havia ficado tão nervoso em toda a sua existência. O que estava prestes a fazer, determinaria uma jornada de sucesso sem fim em sua causa e estava ligeiramente animado. Obviamente tratar de tal assunto com Grindelwald não era exatamente algo que Riddle apreciava. Mesmo sendo mais jovem, Tom estava anos luz a frente de Gellert Grindelwald. Tom sabia esconder seus rastros muito bem, coisa que Grindelwald parecia não se importar muito apesar de terem uma causa em comum. Riddle sabia que sua inteligência o levaria mais longe do que nenhum outro bruxo jamais havia ido.
O rapaz havia terminado sua ronda, mas algo havia passado despercebido por ele.
Hermione Granger o seguia nas sombras. Não havia sido planejado, a garota apenas tinha planos de fazer uma surpresa pra ele, queria que ficassem juntos após a ronda, então o seguiu. Porém seu senso investigativo de grifinória achou muito estranho que Tom estivesse indo em direção à Sala Precisa. O que ele estava indo fazer lá?
O rapaz parou diante da parede e não demorou muito para que a porta se abrisse pra ele e ele entrasse. Aquilo ativou todos os sentidos de Hermione Granger, que, tomada pela curiosidade, imaginou com todas as suas forças que precisava saber o que ele estava fazendo ali, sem ser vista. A porta da sala se abriu para Hermione, que automaticamente estacou ao ver algo que há muito não via.
A capa da invisibilidade. Ela não fazia ideia de como a capa havia parado ali, mas a sala precisa guardava muitos segredos. Talvez esse fosse um deles. Hermione Granger então vestiu a capa e certificou-se de andar devagar até uma porta entreaberta na sala, lá ela conseguia avistar Tom Riddle, que estava impaciente.
Não demorou para que um estrondo acontece-se. Tom encarou o armário sumidouro a sua frente e o abriu calmamente. De dentro dele agora saía uma figura pálida, magra, com olhos azuis acinzentados vazios. A figura que Tom estava esperando desde o último encontro, a figura que Tom odiava ver e ter contato para obter o que precisava.
Adolf Hitler. Hermione conteve um grito de pavor, aquilo era demais. Era muito mesmo pra ela, que já havia vivido muitas coisas. Ela não sabia o que temia mais no momento. Hitler ou Riddle. Não fazia ideia do que estava acontecendo ali, mas só de pensar sentia vontade de gritar. Haviam muitas dúvidas na cabeça de Hermione. A garota já havia passado por muita coisa, mas, ver Hitler em pessoa, nunca havia passado por sua cabeça. Hermione conhecia as histórias sobre ele. Hitler era praticamente um Voldemort trouxa. Líder da Alemanha nazista, que tinha como grande objetivo, eliminar os judeus. Que diabos estava acontecendo? Como isso era possível? Ela não conseguia imaginar como Tom Riddle, Lord Voldemort, estava tendo um encontro com Adolf Hitler. Um trouxa.
Haviam vários rumores sobre o envolvimento de Hitler com magia negra, mas no mundo trouxa, eram apenas contos, boatos para tornar a história mais interessante aos olhos dos alunos na escola e dos ávidos leitores. Agora, diante daquela situação, Hermione já não pensava que fosse um simples conto.
Mas isso jamais justificaria que Tom Riddle e ele fossem próximos, pela natureza de seu sangue, Tom mataría-o na primeira oportunidade. Hermione, em outras palavras, estava mais que decepcionada. Estava furiosa.
— Vejo que foi pontual, sangue-ruim. Melhor assim. — disse Tom.
— Aqui está o pergaminho com restante dos ingredientes da poção, Sr. Riddle. — disse Hitler, com um tom trêmulo na voz, porém mantendo uma postura firme, como a de um militar.
— Certeza que está tudo aqui? — questionou Riddle observando o pergaminho, sem olhar para o homem. Não suportava estar no mesmo espaço que ele. Um mero sangue-ruim, fraco, medroso, que só respirava porque Grindelwald era mais tolo do que ele.
— Eu mesmo conferi. Está tudo certo. — confirmou.
— Isso deveria me deixar confiante? — riu Tom. — Como você se aguenta? — sorria maldoso. — Sabendo que seus dias são contados? — riu em deboche — Sabendo que o único motivo de você estar vivo e ser aclamado, é porque Grindelwald permite? Que você não passa de um lixo.
— Grindelwald confia em mim. — ele disse convicto e Tom gargalhou.
— Por Salazar! Nem você acredita nisso! — Tom colocou o pergaminho em suas vestes. — Ele pode te oferecer o armamento, te dizer exatamente o que fazer, mas, no momento em que você não for mais necessário, vai te matar. Eu sei disso. É o que se faz com o lixo. Você descarta. — Tom agora andava em volta de Hitler. Como um predador.
Hermione não conseguia processar tanta informação de uma vez só. Como isso era possível? Grindelwald fornecendo poder bélico a Hitler? Como os livros de história poderiam saber disso? Hermione estava mais do que em choque. Ela sabia o tempo todo que não poderia confiar em Tom Riddle, sabia que ele não havia mudado e havia ficado cega pelos momentos que tiveram. Aquilo era muito frustrante. Ela não sabia mais o que fazer. Havia viajado para o passado sem um plano, e a essas alturas já havia estragado tudo.
— Você pode ir embora agora. Diga a Grindelwald que se algo der errado, se eu não tiver o que eu quero, ele pagará. — Riddle apontava a varinha para Hiter, fazendo cortes em seu rosto, divertindo-se em humilhá-lo. — E ele sabe do que eu sou capaz.
O homem, um tanto trêmulo entrou novamente no armário e ali desapareceu, deixando um Tom Riddle extremamente radiante para trás.
— Finalmente terei o que tanto desejo. — ele retirou seu diário de suas vestes e encarou o pergaminho. Foi ali que Hermione entendeu tudo.
Ela não sabia se era capaz de se mover pra fora dali. Estava trêmula, em pânico. Precisava urgentemente organizar suas ideias, estava a ponto de cair no choro. Ela ligou as datas. Era 12 de Junho. No dia 13 aconteceria algo que mudara toda a história de Tom Riddle no futuro. A morte da Murta-que-geme. Hermione não sabia como resolver aquilo, era demais pra ela. A castanha era demasiado lógica, não demorou para que entendesse o que o rapaz estava prestes a fazer. Ela sabia, porque Harry havia contado, que Voldemort havia utilizado a morte de Murta para criar sua segunda horcrux. Ela precisava impedir aquilo. Precisava de um plano. Precisava desesperadamente sair dali antes que desmaiasse no chão e tudo fosse por água abaixo, caso Tom notasse qualquer presença além da dele ali. Então reuniu todas as forças que lhe restavam e saiu dali silenciosamente.
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