I need your love
2 Percy, obrigado...
Notas iniciais
A sala estava uma bagunça geral, mas quando eu entrei os olhos pousaram sobre mim.Momento vergonha.Fechei a porta, abaixei a cabeça e fui até minha mesa, sentei e a bagunça retomou, o que fez eu me sentir melhor por não ser mais o "centro das atenções".
Neste momento a professora já havia preenchido o quadro todo e estava explicando algo sobre radiciação a qual eu jamais consegui entender.
"Para melhor entendimento, vamos separar a definição de radiciação em 2 casos: 1° caso- sendo n um número inteiro positivo, dizemos que a raiz n-ésima de um número real não-negativo b se...."
–Espero que você esteja melhor daqui um temo. — falou Percy fazendo minha atenção voltar-se para ele.
–Ahr?!ah, claro.Mas eu já estou melhor, a noite ele virá falar comigo, está t-todo b-bem. — minha voz era como se estivesse falhando um pouco.
–Não mente Annie, eu conheço você esqueceu pequena?
"Pequena"...aquela palavra ecoou em minha cabeça e senti meus olhos se encherem de lágrimas.
–Não!Você não conhece!E n-não me chama de p-peq... de pequena!
–Epa, calma Annie!Eu so queria que você se sentisse melhor, só isso.
Ele abaixou a cabeça como se estivesse arrependido.
–Percy...- eu toquei no braço dele — eu...ahr....me desculpa, está sendo difícil pra mim hoje...
Ele fingiu estar interessado na matéria, ou quem sabe, realmente estava.Voltei-me a olhar pra professora, mas sem me dar conta meu pensamento voou longe...
Lembrei do dia em que Luke me convidou para ir ao aniversário de sua mãe e irmã, elas fariam aniversário juntas.Eu e ele estávamos sentados no sofá (eu não estava muito a vontade porisso resolvi ficar quietinha ao lado dele.).Sua mãe fez uma batida, algo que continha álcool e uma mistura de leite condensado com abacaxi, parecia gostosa, mas eu não bebo.
Luke tomou um pouco e ao ver minha cara de "eca, que nojo" largou o copo numa mesinha ao lado e veio me beijar.O gosto doce do leite condensado fez com que o nosso beijo se tornasse bem demorado, ele já estava me levando pro colo dele quando o pai de Luke entrou na sala fazendo com que a gente se ajeitasse bem rápido e logo em seguida cair na risada.
–Annie?!Hello, Annie!
–Ahr...que?Quem?- eu disse meio atrapalhada.
–Annie estou te chamando garota!- disse Thalia meio irritada.
–Ah sim, percebo. O que foi?
–Annie já deu o sinal vamos?!Está melhor?- disse Silena.
–Aham, claro.
–Se estivesse bem não estaria chorando né Silena!- Thalia parecera não estar num de seus "melhores dias" digamos.
–Thalia pega leve, eu só perguntei se ela estava melhor.
–Meninas, chega né?Vamos preciso de um lanche.
Peguei Silena e Thalia pelo braço e íamos saindo na porta quando esbarramos em Percy.
–Oh...Annie, m-melhorou?d-digo...está t-tudo bem?- Percy parecia meio atrapalhado, como quando ele fala alguma menina (se é que vocês me entendem.)
–Percy!Está sim obrigado por...me ajudar...você sabe... — eu também estava atrapalhada mas porque?
–Xiiii, Silena que tal irmos pro "casalzinho" ficar mais a vontade?
–Sinto que estamos atrapalhando...
–Thalia, Silena!
–Que foi?!- disse Thalia sendo irônica.
Silena pegou Thalia pelo braço e saíram pela porta.
–Te esperamos na lanchonete Annie!- gritou Silena.
Olhei para Percy.Ele estava de cabeça baixa e com um leve sorriso no rosto.
–Ahr...desculpa...
–Tudo bem Annie...a Thalia não perde uma, eu conheço bem.- ele riu.
Eu sorri e abaixei a cabeça, outro momento em que você não sabe o que dizer...
–Entao...acho que as meninas estão me esperando...
–Ah claro, melhor você ir antes que a Thalia fique irritada...- ele deu ênfase a parte "irritada".
–Eh, melhor mesmo!Bom então, até a próxima aula...
Percy passou as mãos pelo cabelo e sorriu.
–Até a próxima aula- ele acenou.
Nos dois íamos saindo de costas um para o outro, até que Percy me chamou.
–Annie?
Me virei rapidamente.
–Se você não estiver bem...estou aqui.Bom, moro ao lado de sua casa, então sabe qualquer coisa eu estarei lá.
Eu acenei com a cabeça, ele me deu as costas e ia seguindo em frente."Cabeça de Algas" pensei, "mas ele era um bom menino".
–Percy?- gritei.
Ele parou e virou de frente pra mim.
–Obrigado.
Desta vez, ele acenou e colocou a mão nos bolsos.Sai em direção à lanchonete.
Fale com o autor