I need u

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Notas iniciais
◎ Hey, hey, hey!! Quem esta mais uma vez com uma imagine? Yes, yes, yes, quem acertar ganha um lindo e grande nada -qq. ENTÃO, eu trouxe uma imagine com o Yoongi para vocês, porque né gente, estava mais que na hora de eu aparecer no Nyah com ela né ^^ Bom, essa imagine foi criada mais pelo motivo de que hoje é aniversário de uma amiga minha ♥ Dongsaeng, apesar de conhecer em pouquíssimo tempo, já te considero pacas, e agora pare de ficar estérica em relação a imagine okay, ela esta aqui EHHAUSOHSUOA ♥ Meus parabéns, tudo de bom, felicidades, e que você deixe de ser trouxa por coreanos viados -Bangtan- num futuro próximo. Mentira, te amo ahousahus ♥ Enjoy it, guys ♥♥ ^^

15 de Janeiro; 21hrs48m

Aqueles idiotas! Eu os odiarei completamente e eternamente! Como eles puderam me abandonar em um restaurante? Os avisei que demoraria, no máximo, cinco minutos, fala sério, eu precisava urinar urgentemente e quando volto dou de cara com a mesa vazia! Como eles puderam fazer isso comigo? Como?

Encostei no poste em frente ao restaurante francês após ser, literalmente, jogado para fora do ambiente ouvindo alguns funcionários reclamarem com um “O senhor não pode permanecer no estabelecimento até domingo!” e fecharem as portas. Suspirei derrotado colocando ambas as mãos dentro dos bolsos da calça e iniciando uma caminhada sem rumo, afinal para onde eu iria? Não posso simplesmente pegar um avião e ir diretamente para Hong Kong, pois o voo sairá apenas daqui a dois dias, e também não posso seguir os caras porque não tenho o endereço da hospedagem. Mas que merda, Seokjin, por que você não os impediu de zoarem comigo dessa forma?

Retirei o celular do bolso traseiro ao senti-lo vibrar e atendi a ligação anônima.

– Yoongi, onde você esta, cara? – Ouvi Hoseok interrogar no meio de tantos barulhos.

– Então, você saberia... Se ninguém tivesse me largado! – Gritei frustrado.

– O Jungkook queria fazer uma brincadeira com você, mas não fazíamos ideia que sua reação seria tão raivosa assim, relaxa um pouco. – Jimin intrometeu-se.

– Eu estou perdido e sem saber o que fazer, acha mesmo que vai adiantar alguma coisa?! – Voltei a gritar.

– Suga! – Taehyung gritara no fundo. – Cadê o Suga, não estou achando ele, esquecemos o Suga no restaurante! – Desesperou-se.

– Pois é, se esqueceram de mim! – Gritei junto a ele. – Jin, você nem sequer moveu uma palha para impedir eles, não é?!

– Fui levado pelas altas emoções do crime. – Jin se defendeu.

– Eu quero que vocês nadem no alto mar com um suposto Megalodon!

Desliguei a ligação os impedindo de protestar e voltei a guardar o celular. Virei em uma esquina aleatória encontrando um grande grupo de meninas paradas e conversando alegremente num tom absurdamente alto. Ao me ver, uma delas correra em minha direção e logo todas estavam me perseguindo desesperadamente. Acelerei os passos e entrei em uma outra rua qualquer rapidamente e sem pensar duas vezes. Bati em uma porta qualquer e não recebi resposta, então subi em uma árvore e pulei pela janela, entrando em um quarto feminino lilás e azul.

Vi uma menina, linda por sinal, entrar no cômodo e me encarar assustada, prestes a gritar a qualquer momento. Produzi um sinal para que fizesse silêncio e ela tampara a própria boca arregalando os olhos ao me ver fechar sua janela vagarosamente.

– Só fique calma. – Sussurrei andando em sua direção.

– Como você... – Ela chocou-se de costas com a porta fechada.

– Pela árvore. Qual seu nome?

– Saia do meu quarto!

Senti suas pequenas mãos me empurrarem pelo tórax até a janela e as segurei, impedindo que me afastasse mais.

– Eu preciso ficar aqui. Se eu sair, posso perder minhas roupas.

– Do que você esta falando?

– Não me conhece?

– E deveria?

– Oh, estou no Brasil, muitas brasileiras não conhecem o estilo k-pop. Sou Suga, Min Yoongi. – Estiquei minha mão direita em sua direção.

– K-pop? – Ela a apertou. – [S/N], e, Suga ou Yoongi? Como devo te chamar?

– Me chame como achar mais fácil para você.

– O que você faz aqui, afinal, Sr. Suga?

– Digamos que fui abandonado pelo meu grupo num restaurante francês aqui na esquina e agora estava fugindo de umas fãs.

– Entendo, entendo... Prazer.

– Igualmente, [S/N].

Ela sorrira para mim, mostrando seus dentes perfeitamente brancos e alinhados um ao outro. Trajava um pijama escuro com estampas fofas e apaixonantes junto de uma touca e uma pantufa simples num formato de panda. Sorri de volta e [S/N] convidou-me para comer algo. Recusei dizendo ter acabado de comer e então fui pressionado contra a parede e forçado a acompanha-la em um chocolate quente. Sentei-me ao seu lado no sofá e encarei a televisão, onde voltara a passar algum filme após ela retirar do pause.

– Eu estava assistindo antes de ouvir o barulho de você entrando.

– Oh, não vou incomodá-la.

– Mas então, Suga, me diga sobre você.

– E por que você não começa?

– Porque mencionei sobre você primeiro e porque você entrou na minha casa.

– Belos motivos. – Gargalhei junto a ela. – Meu nome é Min Yoongi, mas todos costumam me chamar de Suga, nem me pergunte o porquê, e tenho 22 anos. Sou integrante de um grupo sul-coreano chamado BTS, Bangtan Boys se preferir, e estou no Brasil graças a uma viagem que ganhamos da empresa.

– Hm. – [S/N] murmurara bebericando o achocolatado novamente. – Eu sou [S/N], todos me chamam assim e não sou ninguém importante na sociedade. Tenho 20 anos e estou terminando a faculdade de engenharia, já que desisti da medicina á uns cinco anos atrás, por aí. Quando era pequena, eu rolei na escada da casa de minha avó, e, no dia seguinte, eu caí do terraço e fraturei a perna, mas hoje em dia isso não me afeta mais. Meu primeiro beijo foi com um homossexual porque perdi uma aposta e tive que pagar micão em frente á escola toda, e já pensaram que eu fosse filha da minha antiga professora de Química Avançada.

– Hm. – A copiei.

– Para. – Gargalhou socando-me o braço.

Permanecemos em silêncio até o término do filme e pude prestar atenção em alguns detalhes sobre ele, e detalhes sobre [S/N]. Ela era uma menina meiga e carinhosa, porém não costumava conversar com diversas pessoas e também não curtia algumas culturas do Brasil. Me disse que não era viciada em praias, cachoeiras eram suas prediletas para um momento refrescante e suco de caju era sua bebida eterna. O costume de colocar uma mecha atrás da orelha sempre quando esta envergonhada lhe deixa milhares de vezes mais fofa, ainda mais quando se produz um biquinho pequeno e avermelhado.

Tive a oportunidade de absorver algumas informações sobre o filme, como; Ele se passa em uma única noite onde os moradores de classe alta possuem a liberação de purgar sobre os moradores de rua. Estranho, não?

De certo modo, fora fácil para me comunicar com [S/N] pelo motivo de que ela sabia falar algumas coisas em coreano, pois certas palavras brasileiras eu admito não saber o significado. Diz ela que possuía parentes na Coréia e os visitava quando pequena. Embora enferrujada no idioma, consegui lhe entender de maneira razoável.

– Eu te permito dormir na minha cama, aceite isso, não costumo abrir mão do meu conforto para as pessoas. – [S/N] comentara me jogando um edredom laranja. – Tenho algumas roupas, gostaria de se trocar ou tomar um banho?

– Eu faço questão de que você durma na sua cama, não vim aqui lhe tirar paz. E acho que suas roupas não cabem em mim, se é isso que você quer saber.

– Bobo. – Jogou-me o travesseiro. – Não foi isso que eu disse! Tenho algumas roupas masculinas que servem para o seu corpo.

– São do seu namorado?

Ela ficou em silêncio durante alguns segundos.

– Desculpa, eu não preciso saber disso.

– Eu não tenho namorado. A única vez que gostei de alguém, eu...

– Não precisa dizer, eu entendi.

– Eu fui abusada sexualmente ao confiar e gostar de um garoto no nono ano. – Ela levantara sua camisa, revelando sua cintura com algumas marcas de unha. – Não cicatrizou, mesmo eu tomando centenas de remédios.

– Eu disse que você não precisava me contar isso, muito menos me mostrar a marca da sua época dolorosa.

– Esta tudo bem, você é de confiança. Além do mais, essa é a mais bonita que eu tenho. – Sorriu triste.

– Cicatrizes não retiram seu valor, [S/N]! Você é linda... – Sussurrei.

– Você não me conhece, Suga.

Rapidamente ela mudara de tom, voltando a ficar alegre. Entregou-me algumas roupas e me empurrou para o banheiro do quarto. Fiquei parado durante alguns minutos atrás da porta e pude ouvir algo cair e [S/N] cantarolar alguma música para depois o silêncio voltar. Tomei um rápido banho e me vesti, colocando minhas roupas dobradas ao lado do cesto de roupas sujas. Abri a porta do banheiro e encontrei [S/N] recolocando seus ursos de volta na prateleira com dificuldade pela altura. A ajudei rapidamente e ela suspirou cansada ao me olhar.

– Por que você bateu na minha porta? Por que você entrou no meu quarto?

– Foi uma reação aleatória, eu não tinha muita opção no caso.

– Eu estava me acostumando com a falta de diálogos aqui dentro de casa e você aparece.

– Ninguém vem te visitar?

– Viriam, mas não sou cheia das amizades. Minha única amiga esta em Madrid fazendo intercâmbio, então você entende.

– Ah... E por que não tenta fazer novas amizades e conhecer novas meninas?

– É complicado.

– Entendi.

Ela me olhou assustada.

– Você tem medo de que as outras pessoas possam te afetar ao se afastarem num futuro próximo. No caso dos meninos, você tem medo de que eles lhe machuquem como a sua ex-paixão fez. – Lhe baguncei os cabelos. – Nem todos são iguais, dê uma chance, abra uma exceção para um novo amor.

– Não é medo, Suga, é arrependimento. Talvez eu me arrependa de conhecer outros tipos de pessoas, e eu não quero isso.

– Você esta me conhecendo agora. Se sente bem?

– Sim, mas...

– Gosta de conversar comigo? – A interrompi.

– Eu gosto, mas não tenho a mesma vontade, disposição e ânimo para conversar com outros seres.

– Okay, então seja minha amiga?

[S/N] permaneceu quieta sobre o assunto e voltou a arrumar a cama como se não tivéssemos tido aquela conversa toda. Ela retirou-se do quarto levando um travesseiro e um lençol consigo mesma e indo para o sofá. Bufei impaciente, não podia tirar o sossego da dona da casa.

Esperei durante horas o momento em que ela dormisse e fui até a sala, silencioso. Desliguei a televisão, retirei o lençol devagar e circulei meus braços em volta de seu corpo pequeno e leve. Coloquei-a cuidadosamente sobre a cama e me deitei ao seu lado, observando o rosto angelical. Puxei o edredom e lhe cobri o corpo inteiro, fechando os olhos lentamente.

Durante a madrugada, senti seu braço fino envolver minha cintura e lhe retirei calmamente, não me aproveitando da situação. E novamente ela passara o braço por meu corpo e suspirei lentamente. Sério, assim não dá.

Por volta das onze da manhã, me levantei apressado e encarei o outro lado da cama vazio. Expirei profundamente e senti o aroma de bacon no ar. Arrumei o quarto e desci, encontrando [S/N] preparando o café da manhã, então me sentei na cadeira para observá-la.

– Eu te ajudaria se soubesse cozinhar algo sem queimar.

– Me desculpa o modo de dormir, eu normalmente durmo abraçada em ursos.

– Não, tudo bem. Perdão, por dormir na mesma cama que você, eu fiquei observando.

– Observando?

– É, seu rosto tem uma forma bonita.

– Não fale essas coisas. – Ela colocou uma mecha atrás da orelha.

– Você se envergonha, desculpa.

Tomamos o café da manhã sem trocar nenhum tipo de palavra e pude vê-la mexer no cabelo de segundos em segundos. Sentamos no balanço que havia no quintal detrás da casa e ela me disse sobre suas músicas prediletas recentemente, já que seu estilo musical variava de uma hora para a outra. Metade de suas músicas no celular eram um pop internacional, e a outra metade era de outros estilos. Notei que toda vez que [S/N] sorri, seus olhos se assemelham a chineses, o que a deixava mais fofa ainda. Por ser brasileira, esse tipo de coisa era raro, digamos assim.

– Quando você vai embora?

– Amanhã. As dez da manhã tenho que estar no aeroporto.

– E para onde você vai?

– Hong Kong.

– Entendo...

A encarei desentendido ao vê-la abaixar a cabeça repentinamente e coloquei minha mão esquerda em seu cabelo, alisando-o devagar. [S/N] não moveu um músculo, apenas fechara os olhos apreciando meu carinho.

– Eu poderia ficar semanas só olhando para você. – Comentei.

O vento passou, carregando com si aquela frase totalmente sem nexo que deixei no ar. Ela me encarou lentamente como se conseguisse saber o que se passava em minha mente e sorriu de maneira triste.

– Acho que estou decepcionando eu mesma.

Franzi o cenho.

– O que você quer dizer?

– Deixe para lá.

[S/N] novamente voltou a sorrir triste para mim, como se eu estivesse lhe causando algum tipo de dor psicológica, algo que não será fácil para abandonar e seguir um outro rumo qualquer. Uma dor indescritível e perturbadora. Talvez minha presença ali a incomodasse de alguma forma.

Me levantei do balanço e senti sua mão envolver meu pulso, me impossibilitando de sair. Olhei em seus olhos e ela mexera a boca na tentativa de produzir algum som e me dizer algo concreto, porém nada saia. Tentei decifrar os códigos que seu rosto mostrava, mas apenas me confundi mais. [S/N] levantara e me abraçara pela cintura, afundando seu rosto na camiseta escura e longa que havia me emprestado. Permaneci sem reação durante alguns segundos e juntei forças para abraça-la de volta. Gargalhei baixo ao sentir que ela inalava meu cheiro profundamente, como se quisesse se recordar de mim até o fim de seus dias.

– Eu acho que estou gostando de você, Yoongi. – Falou ela abafadamente.

Sorri sem que ela percebesse graças a sua pequena altura.

– Não posso devolver seus sentimentos nessa altura.

Levantei suas coxas e ela as entrelaçou em minha cintura de forma firme e inseparável. Colei meus lábios aos seus, sentindo sua mão direita segurar-me o cabelo e seu corpo colar-se contra o meu sensualmente. Passei minha mão por sua nuca vagarosamente e caminhei com a menina até o quarto. Atravessei a porta, deixando-a aberta, e a coloquei na cama, depositando meu corpo sobre o seu. [S/N] apressou-se em retirar minha camiseta e desabotoar os botões de sua camisa, totalmente embolada. Jogou-a ao lado da cama e voltou a me puxar pelos cabelos, beijando-me mais uma vez. Mordi seu lábio exterior e ela arfou baixo e lentamente, envolvida extremamente com a situação de êxtase. Percorri toda a extensão de seu pescoço até encontrar com sua barriga, onde depositei leves beijos em suas cicatrizes. Segurei nas bordas de sua calça jeans e a abaixei devagar, ouvindo-a balbuciar centenas de palavrões seguidos, causando-me algumas rápidas gargalhadas. Pude avistar dezenas de outras cicatrizes em sua coxa, de diversos tamanhos e formas. Olhei para seu rosto e ela voltou a sorrir fraco. Dei-lhe um selinho demorado e voltei para a região de suas pernas, beijando cada um de seus machucados agora expostos para mim.

[S/N] puxou-me de encontro a sua face e envolveu-me a perna direita com suas coxas, olhando-me nos olhos. Mordeu-me os lábios e em seguida o queixo. Ouvi o toque de meu celular sobre a mesinha e ela se desprendera de mim. Encarei a tela do aparelho e novamente eles estavam me ligando com números anônimos. Sério?

– Suga, onde você esta? – Namjoon perguntara.

– Eu estou bem, agora eu estou bem.

Vi [S/N] se sentar na cama, passando as mãos nos cabelos, agitada.

– Amanhã temos que estar no aeroporto, você sabe né?

– É eu sei, tchau.

Desliguei a ligação e olhei para [S/N], que se encontrava vestindo-se novamente. Ela me encarou com os olhos marejados e eu apenas franzi o cenho pela segunda vez em um único dia. Me levantei e tentei tocá-la, mas ela recuou no mesmo instante, passando pela porta e descendo as escadas. Vesti a camiseta novamente e desci atrás, completamente perdido e confuso com a situação atual. [S/N] batera a porta dos fundos e eu a segui, segurando-lhe o pulso e fazendo-a olhar-me.

– O que foi?

O que foi? Como assim, o que foi?

– O que foi? – Voltei na mesma pergunta.

– Você esta brincando comigo, não está?

– Quê?

– Você disse que não retribui meus sentimentos, e, se o celular não tivesse tocado, até onde você iria comigo? – Ela socou-me o tórax. – Iria mesmo fazer sexo comigo?

– Se você não queria, por que não me disse para parar? Por que não me disse não estava bem com aquilo?

– Porque eu queria continuar! – [S/N] gritara, olhando-me com os olhos ainda marejados. [S/N] realmente estava chorando? – Eu disse que confiava em você!

– E pode confiar!

– Você brincou comigo, Suga, disse que não podia retribuir meus sentimentos daquela forma! Sabe o quão difícil foi para eu poder te revelar o que eu sinto?

– E eu não posso, [S/N]! – Explodi em uma única frase, assustando-a. – Olha, eu tenho compromissos, shows, contratos. Ainda tem a empresa, aquilo que eu não posso decepcionar... Coisas a parte para cuidar, entende? Eu, realmente, não posso amar você! E se eu amar, esse sentimento vai te prejudicar para o resto da sua vida! Fãs perseguirão você, teríamos que ficar longe por meses, quem sabe anos, e, você ficaria feliz sabendo que, seu suposto namorado, esta a mais de um dia de viagem longe de você? Iria mesmo querer isso para a sua vida? Namorar com um idol, sério?

– Eu não me importo em me acostumar com essas coisas! Se você não quer, é só falar diretamente, Yoongi, não precisa ficar jogando indiretas no ar esperando que eu as cole e desista de você.

– Acha mesmo que eu não quero revelar meus sentimentos para você?

– É a única coisa que eu posso pensar!

– Então para, porque eu estou gostando de você também.

Ela arregalou os olhos, olhando-me perdida nas palavras. Suspirei derrotado, abaixando a cabeça e a envolvendo em um abraço aconchegante. Novamente a vi inalar meu cheiro num modo hiper profundo e sorrir para mim abertamente. Um sorriso sincero.

– Quero me lembrar de você quando partir amanhã.

– Eu adoraria ficar aqui e te fazer cafuné o dia inteiro.

Estranhei aquelas palavras ditas por mim no mesmo instante. Quando foi que eu comecei a ser gay nessa intensidade?

[S/N] afundara o rosto em minha camisa, apertando-a firmemente e soluçando algumas mínimas vezes. A afastei e ela voltou a sorrir para mim com algumas lágrimas nos olhos. Puxei-a pelo pulso de forma calma e nos sentamos no sofá. [S/N] me disse sobre alguns de seus poucos costumes e tomei cuidado para não me perder em nenhuma parte da explicação, saber sobre cada detalhe dela era hiper importante. Pude confirmar que, quando envergonhada, ela colocara uma mecha atrás da orelha e mexera na roupa. Isso é realmente fofo!

A noite caiu sem que pudéssemos perceber. [S/N] arrumara a cama e tomara um banho, voltando a vestir um pijama. Ela pegara um pequeno banquinho e subira sobre para pegar um, dentre tantos, urso. A observei, estático.

– Você não liga, né?

– Não, tudo bem, vai em frente. – Gargalhei.

Fechei a janela do quarto e tomei um rápido banho. Enrolei a toalha em minha cintura e abri a porta, avistando o braço de [S/N] esticado em minha direção com outras peças de roupa.

– Toma, usa essas.

Vesti-me rapidamente e saí do banheiro, encontrando [S/N] deitada em sua cama olhando para mim. Dei um meio sorriso e me deitei ao seu lado, cobrindo-a com o edredom.

– Agora você é considerado um cara muito ousado por deitar ao meu lado assim, sem permissão.

– Sua mão bobinha de ontem nem será comentada.

Ela gargalhou.

– Eu já me desculpei.

– E eu não disse que foi ilegal.

– Ai que tarado! – Socou-me levemente. – Eu odeio você.

– Você mente tão mal, [S/N].

– Direta essa!

A vi deitar-se de bruços e me encarar com o rosto apoiado sobre os braços.

– Qual é a da nossa relação, Suga?

– Qual você quer que seja?

Virei-me de lado, acariciando sua bochecha direita.

– Eu não sei, como você se sente?

– Completo.

– É, eu entendo...

– Okay, [S/N], quer namorar comigo?

– Quê? – Arregalou os olhos, incrédula.

– Sério, não me faça repetir.

– Eu... Não sei. Você disse que há coisas que podem nos impedir de ter uma relação amorosa. A empresa. Tantas barreiras.

– [S/N], quer namorar comigo? – Voltei na mesma pergunta.

– Isso não vai sobrecarregar você?

– Olha, eu só aceito sim ou não como resposta, viu. E cobrir minha pergunta com uma outra pergunta é totalmente desconfortável!

– Ta, então... Acho que sim.

– “Acho”?

– Eu não quero desandar você e destruir tudo que você fez até agora.

– Vou acabar retirando minha pergunta e te forçando a casar comigo!

– Isso é tão desumano, Suga. – Ela brincou.

– Minha beleza é surreal, eu sei. – Juntei-me a ela.

– Eu aceito namorar com você, Min Yoongi.

Deixei um pequeno sorriso de lado ao ouvi-la chamar-me pelo nome. Normalmente, as pessoas esquecem ou o acham difícil de pronunciar. Desculpas enfarrapadas da década de 60, inventem outra.

– Então quer dizer que você, literalmente, pertence apenas a mim?

– Bom... Tecnicamente sim. – [S/N] respondera envergonhada. – Mas, pensando por esse lado, você também me pertence?

– Ah... – Murmurei. – Não sei, sabe. Há muitas ARMYs por aí...

– Você pertence a mim, Suga! – Interrompeu-me. – Somente a mim!

– Será?

Ela deu-me um soco no braço, levemente, e eu pude entender que seu recado não era brincadeira. Acabamos por permanecer conversando até ás duas da manhã, onde [S/N] dormira repentinamente agarrada ao urso denominado Poketa. Sinceramente, eu não entendo esses nomes de ursos, como colocar um nome feminino sem saber o sexo de tal?

Assustei-me com o toque do celular e levantei apressado, encontrando o quarto completamente arrumado e vazio. Atendi a ligação e bufei cansado ao ouvir a voz de Seokjin.

– Suga, nós conseguimos rastrear o seu celular, estamos indo te buscar.

– O quê?

– Estamos aí em dez minutos!

Ele desligou e eu apenas arregalei os olhos, paralisado. Tomei um banho e me vesti com minhas próprias roupas, colocando as de [S/N] no cesto de peças sujas. Desci as escadas e a encontrei no sofá com uma caneca de chocolate quente em mãos, acompanhada de um algum desenho animado na TV. Ao me ver, ela sorriu e bebericou o líquido achocolatado.

– Temos oito minutos. – A avisei.

Ela arregalou os olhos, largando a caneca sobre a mesinha e se levantando em seguida.

– Oito?

– Agora são sete.

Seus olhos lacrimejaram e eu a abracei fortemente. Envolveu-me pela cintura e afundou o rosto em meu peito, deixando alguns soluços escaparem.

– Me acostumar com a sua presença aqui em casa foi o maior dos crimes que eu já cometi! Você entrou pela janela do quarto e eu fiquei com tanto medo de ser alguém com passagem na polícia ou algo do tipo. Eu me desapontei ao assumir esse sentimento por você, coisa que eu pensei que jamais sentiria após ser destruída sexualmente. Por incrível que pareça, Suga, você chegou aqui e bagunçou tudo em apenas algumas horas, mas uma bagunça boa! Tive tanto medo de falar essa frase novamente, mas eu sei que você não vai separar as palavras, então... Eu estou te amando!

– Eu nunca pensei que poderia gostar de uma garota em apenas dois dias. [S/N], eu aceito e retribuo os seus sentimentos! Posso até não ser o cara mais romântico do mundo, confesso que em relação a palavras amorosas eu sou péssimo, mas eu nunca fingiria sentir um sentimento que eu não sinto.

– Esta tudo bem. Certos sentimentos não podem ser expressos por palavras, Suga.

Segurei-lhe ambos os lados de seu rosto e o levantei em minha direção, secando algumas lágrimas que escorriam pela extensão do mesmo. Lhe dei um breve selinho e sorri, fazendo-a sorrir também, porém de modo triste. Após trocarmos os números, disse-lhe que ficaria tudo bem e que ligaria todos os dias para deseja-la um bom dia e um boa noite. [S/N] acenou com a cabeça, ainda chorando, e beijou-me o queixo.

Ouvi dezenas de buzinas e os gritos de Hoseok, seguido de leves batidas na porta. Abri a mesma e eles sorriram, porém fecharam o sorriso ao encontrar [S/N] ao meu lado.

– Nós estávamos nervosos com você e você estava numa boa, desgraçado!

– É ótimo rever você também, Jimin.

– Temos que ir, Suga. – Namjoon informara voltando para o carro junto dos outros.

– Criarei um Skype para mantermos contato. – [S/N] sorrira.

– Em breve eu virei te buscar para você visitar a Coréia.

– Eu vou adorar estar em um local que nem sei onde fica uma padaria. – Ironizou.

– Você vai estar comigo. Estando comigo, estará segura.

Ela pegara uma mecha de sua franja, pondo-a para trás da orelha, como de costume.

– Não se esqueça de mim. – Sussurrei.

– Eu que digo! Terá tantas pessoas com você, tantas fãs... Tenho medo de ser esquecida entre essa multidão.

– Você é diferente. No meio delas, você brilha.

– Não minta.

– Não estou! Como poderei me esquecer do seu rosto? Do seu cabelo? Do seu corpo? E da sua estranha mania de colocar o cabelo atrás da orelha quando esta envergonhada, junto de suas roupas largas e longas. Como poderei me esquecer da minha própria namorada? A dona da janela que eu pulei.

– Para disso, serão milhões de garotas na Coréia.

– Nenhuma delas superam a minha brasileira.

– Me ligue assim que chegar, não importa a hora.

– Certo! Me ligue sempre que acordar. Quero ouvir você.

– Quando eu acordar você estará praticamente dormindo. – Gargalhou triste.

– Apenas me ligue, esta bem?

– Esta bem.

– Tenho que ir.

– Vou esperar pela sua volta.

– Não vá dormir tarde, isso pode prejudicar você. Evite comer chocolate, ele traz espinhas. Evite comer também, alimentos com gorduras demasiadas, isso afeta sua saúde! E sua visão, não passe muito tempo lendo, na internet e nem mesmo vendo TV ou forçando a vista em outras coisas. – Acariciei o topo de sua cabeça. – Faça amigos. Amizade é importante, [S/N]! Não precisa ter muito, apenas verdadeiro. Não se feche quando alguém chegar em você e te dirigir um simples “Olá”, cumprimente de volta e seja simpática. Coma legumes. Eu sei que você odeia esse tipo de coisa, mas alguns são gostosos e você talvez goste também. Estude e termine sua faculdade de engenharia, dê orgulho para seus parentes e seja o melhor que você conseguir ser. Não desaponte a si mesma, faça o que quiser fazer e se expresse, deixe sua opinião mudar o mundo de hoje em dia. Pequenos detalhes são importantes! Os menores detalhes podem mudar uma enorme situação. Seja verdadeira e nunca minta para agradar outras pessoas que irão querer amizade. Os verdadeiros gostarão de você do jeitinho que você é. E outra, você é linda, não importa quantas cicatrizes você tenha e nem mesmo o local delas. Nada vai diminuir sua beleza exterior e interior, nem mesmo comentários ofensivos em relação a isso. Pare de se entupir de remédios, estou falando sério! – Sorri, apertando suas ambas bochechas. – Eu te amo, okay?!

– Eu prometo me cuidar, esta bem? Prometo tomar conta da minha saúde e fazer novas amizades. Nunca mais me fechar para o mundo e evitar problemas de visão. Terá um dia em que te apresentarei para uma futura nova amiga minha e você terá de me dividir com ela. – Fiz careta. – É sério, Suga. – Ela gargalhou. – Não vou mais me importar com minhas cicatrizes, o que foi passou e ficará no passado. Não vou te decepcionar, Min Yoongi! Eu te amo.

Sorri e lhe dei um selinho novamente para depois entrar no carro. Não estou pronto para me afastar dela, muito menos com probabilidades de serem anos.

03 anos depois.

19 de Março; 17hrs30m

Gargalhei.

– Foi você, Yoongi?!

– O que eu ganharia te trancando no banheiro feminino, Hoseok?

– Um mês de risada da minha cara!

Gargalhei novamente, bebericando o café expresso. Ajeitei a touca e atravessei a rua junto de Hoseok e Namjoon. Estava nevando, e posso dizer que me sinto bem em contato com a neve. De alguma forma, senti saudades desse tempo.

– Se não foi você, deve ser sido o Jeon! Não é possível, vocês dois são os únicos capazes de fazer uma merda dessas comigo.

– Aliás, esquecemos do Suga no restaurante a alguns anos atrás, se lembra? – Rap Monster perguntara para J-Hope, que confirmara com a cabeça. – Ele deve ter feito isso por vingança.

– Eu? Vingança? Mas, nossa, como vocês são imaturos! – Resmunguei. – O único que estava perto do banheiro feminino era o Jimin, que estava esperando uma menina lá, e vocês ainda querem me incriminar por uma coisa que eu não fiz?

– Você disfarça tão mal, que ingênuo.

Tombei em uma menina que acabara caindo e deixando alguns folhetos se espalharem pelo chão. Abaixei-me para ajuda-la e arregalei os olhos ao encarar seu rosto avermelhado graças ao frio.

– [S/N]?

Ela me olhou, completamente perdida, e sorriu abertamente abraçando-me fortemente.

– Te achei!

– O que você esta fazendo aqui na Coréia?

Pude ver Hoseok e Namjoon nos olharem desentendidos e perdidos com a situação.

– Eu vim atrás de você, Suga.

– Mas e sua faculdade?

– Terminei!

– Como conseguiu chegar até aqui?

– Estava trabalhando temporariamente em uma empresa de classe alta, onde conheci a Jéssica. – Ela apontara para uma ruiva parada no canto da calçada comendo algo. – Minha melhor amiga. – Sorriu. – Eu fiz amizades nesses últimos anos, Yoongi, como eu prometi. Juntei dinheiro para a passagem durante um ano, pois precisava cuidar de casa também, e agora estou aqui.

– Mas e o emprego?

– Como eu disse, estava trabalhando lá temporariamente.

– Você é louca, [S/N]?!

– Completamente.

A puxei levemente, selando meus lábios nos dela. Senti sua pequena mão direita segurar-me a nuca, aproximando-me mais. Ela sorriu para mim logo em seguida, voltando a juntar seus papéis do chão.

– Vem comigo, vou te apresentar a empresa.

X.O.X

– E foi assim. – Terminei cobrindo-a.

– Você a mamãe eram tão fofos. Foi tão lindo ela ter ido atrás do senhor. Conta mais, por favor, papai. – Samyra pedira manhosa, aconchegando-se debaixo do edredom claro.

– Não, esta tarde e a Samy tem que dormir porque amanhã tem escola cedinho.

– Mas, papai...

– Boa noite, meu anjo. – A interrompi desligando a luz e pronto para fechar a porta do quarto.

– Durma bem, princesa. – [S/N] fechara a porta em meu lugar.

– Por que não esta dormindo?

– Não consigo dormir sem você estar deitado.

– Ué, perdeu a Poketa?

– Bobo. – Socou-me levemente.

– Ai. – Brinquei. – Hey, eu acho que a Samy esta muito sozinha ultimamente.

Ela pareceu entender, pois sorriu de maneira maliciosa.

– Eu também acho.

A abracei levantando suas coxas na altura de minha cintura, onde ela as prendera firmemente como sempre.

– Se for menino vai ser Tody.

– Quê? – A encarei. – Por quê?

– Porque eu adorava Toddynho.

– Ah, esta certo.

– E se for menina será Samara, para combinar.

– Você tem um ótimo gosto para nomes, [S/N].

– Eu te amo, Suga.

– Eu também te amo, sapequinha. Não me arranhe dessa vez, por favor. – Gargalhei.

– Me desculpa. – Ela gargalhara também.

Notas finais
Música cantarolada -> The One I've Waited For - Austin Mahone °^°
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