I’m In Love With a Monster
2 Let Her Go.
Notas iniciais
Cap.2
2 meses depois...
— E então voce se apaixonou por ele? –ele perguntou andando calmamente ao meu lado.
_Exato! –suspiro- Eu devo ter sido muito tola não é mesmo? Ter entregado ele assim, de bandeja pra ela!
Ele negou com a cabeça e observou algumas crianças no parque.
—Eu acho que.. no fundo voce fez o certo! Quero dizer, voce abriu mão do seu amor, mas sabia que por mais que ele te amasse nunca chegaria aos pés do que ele sentia por ela. E, por mais horrível que isso possa parecer, voce escolheu deixar ele ser feliz! –ele me olhou- voce lutou para a felicidade de quem vc amava sem se importar com a sua Bonnie, isso não é errado!
Sorri fraco e desviei o olhar.
— Obrigada!
— Voce ainda conversa com ele? –ele prendeu sua atenção em um canteiro de flores ali perto.
Essa resposta era fácil! Não, eu não conversava com ele desde aquela noite, há dois meses atrás! A não ser que, mensagens de bom dia e boa noite trocadas conte.
— Não. Na verdade nos falamos muito pouco, apenas o necessário!
—E voce não sente falta dele?
—Não vou mentir. Sinto sim, e muito! –olho ele, mas ele ainda olhava as flores- mas eu vou superar, sempre supero.
Ele me olhou por um tempo. Me estudando, eu acho. Então foi até o canteiro, se abaixou e pegou a flor mais bonita que tinha ali, se levantou e veio até mim, colocando ela acima de minha orelha, entre o cabelos.
—Um dia, todos superam senhorita Bennett –sorriu.
— Eu realmente espero, algum dia superar senhor Gilbert! –sorri.
POV’Elena.
Terminei de calçar a bota na Sofia e a olhei, ela estava linda. Como sempre.
era impossível de acreditar que apenas uma pessoinha de 3 anos conseguisse alegra tanto a minha vida e fazer com que meu coração se enchesse de luz e de vida. Era inexplicável o fato de acordar toda manha e encontrar essa coisinha fofa ao meu lado me dando bom dia.
—Já arrumou sua mochila? –perguntei, me levantando.
Ela afirmou com a cabeça e foi correndo pegar sua mochila em cima da cama dela, que ficava ao lado da minha.
—Ele disse que vai me levar pra patinar! –ela sorriu, esperançosa.
Eu ainda não conseguia intender como os dois haviam se intendido. O fato é que quando eu consegui a guarda da Sofia –estava óbvio que eu iria conseguir- ela ficou super feliz, tanto em vir morar comigo quanto em ficar longe do pai, que ultimamente a tratava como um lixo. Mas bastaram dois encontros pra eles voltarem com a relação pai e filha novamente. Como ele conseguiu se redimir não me pergunte, não sei.
—Que bom meu amor –sorri e abri a porta, saindo quarto.
Logo do corredor pude ouvir conversas animadas vindas da cozinha, pelo visto Klaus estava em casa hoje.
— Tem gente nova pro café hoje? –entre na sala falando e arregalo os olhos quando vejo Klaus sair da cozinha só de cueca.
O mesmo arregalou os olhos quando me viu.
—Desculpe Elena, pensei que já tinha saído!-ele disse, colocando a mão na frente da cueca.
—Tudo bem –ri- só tome cuidado da próxima vez, poderia ter sido a Sofia!
—Bom dia, Elena!
Caroline aparece na porta da cozinha, sorrindo largo e com uma tigela de salada de frutas na mão. Com certeza o sexo tinha sido bom!
O loiro concordou com a cabeça e aproveitou a deixa da Car e saio apresado pro quarto.
Cruzei os braços e a olhei séria, como a mãe dela mesmo faria.
— Noite boa, dona Caroline!
Ela mordeu o lábio, ainda sorrindo e concordou com a cabeça repetidas vezes.
— Maravilhosa Lena, voce não sabe o quanto! –ela se jogou no sofá, cruzando as pernas pra cima do encosto e começou a comer sua salada de frutas.
— Minha amiga esta apaixonada! –me apoiei no encosto do sofá a olhando.
Ela ficou seria na hora.
— Não estou apaixonada, voce sabe disso! É só pegação.
Pegação. Desde que se conheceram estavam assim. Foram algumas ficadas e logo veio o sexo. Ela até tentou algumas investidas, mas pelo que parece o loiro ainda não quer compromisso. Ela ficou super triste quando viu que ele não queria nada e quando eu pensei que eles tinham finalmente se resolvido, piorou tudo. Eles decidiram ser somente amigos que se pegam. Da pra acreditar? Agora quase toda manha eu acordo e encontro com um homem seminu na sala do nosso apartamento.
Pois é, eu e Caroline estávamos dividindo o apartamento. Assim que sai da casa do Damon, Ed deu a ideia de que eu fosse morar na casa dela, mas eu não queria atrapalhar mais ele e recusei. Então Caroline me convidou para morar com ela, eu aceitei e hoje dividimos as contas.
— Claro que não esta assim com esse sorriso bobo nos lábios por estar apaixonada, esta assim por essa salada de frutas que deve estar maravilhosa –falei irônica e me sentei no outro sofá.
Ela apenas revirou os olhos e mudou de assunto, o que fingi não perceber.
— Rose ligou.
— Ligou? –sorri- e como estão as coisas lá? –perguntei curiosa.
Rose tinha viajado. Junto com Dean, Duka e Camila tinham uma ideia maluca de viajar nas férias o mundo todo. A principio não gostei muito da ideia, mas assim que Ed deixou Duka ir, ele e Camila arrumaram e ela e Dean embarcaram logo atrás, prometendo cuidar das crianças. Também estranhei o fato de ela ter ido com Dean, mas ela me garantiu que os dois não tinham nada e que eram apenas amigos.
— Estão ótimas! Agora eles estão em Dubai... ou será que ela falou Dinamarca? –ela mordeu os lábios, como se estivesse pensando.
Ri e balancei a cabeça. Não importa quanto tempo passem, a Caroline sempre seria a Caroline.
— Da ultima vez que ela ligou eles estavam em Chicago!
— O que importa é que ela esta feliz –balançou os ombros e continuou comendo.
Logo a campainha foi tocada e eu me levantei do sofá pra ir abrir a porta.
— Sofia, seu pai chegou –gritei.
Pov’Autora
Damon assim que viu a menina correu e a pegou no colo a abraçando fortemente contra si.
—Como eu senti sua falta? –Sussurrou. -Como você está meu anjo?-Perguntou a colocando no chão.
—Bem papai. Hoje a tia Carol fez trancinhas em mim. –Disse Sofia animada. –Mas, quando eu fui tomar banho tive que tirar!
—E como foi na escola?
—Fiz um desenho para você, papai.
—É mesmo e cadê ele?
—Ta no quarto, vou pegar para você. –Disse e saiu correndo.
Damon se levantou e se sentou no sofá. Logo a pequena Sofia voltou com o desenho nas mãos e amostrou ao pai, nele tinha um desenho de uma família, tinha Sofia, Elena e Damon e um... Cachorro.
—Quem é esse? –Perguntou apontando para o ‘animal’.
—É a pipoca papai, minha cachorrinha. Eu, você, a mamãe e a pipoca.
1 hora depois...
—Sofia tá na hora de ir lavar as mãos, vamos almoçar!
—Certo mamãe.
—Dê tchau ao seu pai.
A pequena se aproximou de Damon e deu um beijo e um forte abraço nele.
—Tchau papai.
—Até logo meu anjo, me leva até a porta?
A menina fez que ‘sim’ com a cabeça.
—Eu te amo. –Disse Damon já na porta.
—Também ti amo papai.
—Prometo que venho logo, logo te ver.
E saiu, sem trocar uma palavra com Elena.
Pov’Damon
—Como você se sente hoje Damon?
—Bem.
—Ok, vou refazer a pergunta. O que você sente?
Respirei fundo e deixei os pensamentos fluir... E fui falando.
—A dor de perder alguém è horrível- Comecei. -, pensar que nunca mais vai ver aquela pessoa destrói cada pedacinho da sua alma. Que grita e se afoga em lágrimas... –Respirei fundo quando percebi que minha voz estava sumindo e continuei. – Sabe de uma coisa? Uma dor pior que essa è a dor de perder alguém... Para a vida. Saber que está vivo, respira, mas não pode ser seu. Que você perdeu. E que foi por sua culpa, porque você fez tudo errado.
—E você fez, Damon?
—Eu a deixei ir.

Só odeia a estrada quando sente saudade de casa
Só sabe que a ama quando a deixa ir
E você a deixou ir...
Continua...
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