Notas iniciais
sou péssima com one-shot's mas tá de boa :) k

O vento frio batia contra as bochechas avermelhadas da garota, tal vento que maltratava sua pele e provocava-a calafrios por toda a espinha. Apesar de estar no terraço, ainda podia ouvir os ruídos da festa: A música alta, as risadas abafadas, os gritos sem sentido, tudo que completava uma festa.

A garota, que se chama Victoria, tinha os fones brancos presos em seu ouvido e de seu Ipod saia alguma de suas melodias dramáticas preferidas, alguma que a fazia lembrar-se do término do namoro que ocorrera segundos antes. Suspirou fundo, e depois esvaziou todo o ar contido em seus pulmões.

Seus olhos deixavam com que as lágrimas escorressem lentamente sobre sua bochechas, até enfim penetrarem por sua boca dando-a aquele gostinho salgado de tristeza. Em sua memória, tudo voltava como nítidos flashbacks. Por exemplo, quando o conheceu, era uma tarde quente de verão, estava tão distraída com os fones de ouvidos e com o café em suas mãos, que nem percebera o rapaz, acompanhado de quatro amigos, que se aproximava dela e que tal rapaz também não estava prestando atenção em seu caminho. Então seus corpos se chocaram.

Seria bonito dizer que os livros que Victoria carregava em seu braço direito, havia caído e que os dois se abaixaram pra pegar ao mesmo tempo, então suas mãos se tocaram docemente causando em tais um arrepio gostoso, e que logo eles levantara os rostos e observaram o brilho nos olhos um do outro por mais de dez segundos, e depois sentiram suas bochechas corarem e inventaram uma desculpa qualquer? Sim, seria lindo, mas não fora bem assim o que ocorrera. Os livros caíram sim, mas junto com eles veio o café quente e então o marrom-amargo mesclou com o branco da camisa do rapaz, e um pouco mais de café respigou nas folhas brancas de Victoria.

Das duas bocas, foram proferidos dos mais variados palavrões e ofensas, se despediriam com mais palavrões, mas então o destino pregou uma peça com tais: Victoria acabou esquecendo seu Iphone com o garoto que havia queimado de café.

Fora um custo danado, para que tal garoto descobrisse que a dona do Iphone branco que havia queimado-o, chamava-se Victoria Stender, morava em Londres em um pequeno apartamento e era fotógrafa. E lá foi ele, não só com intenção de devolver o Iphone, mas também de se redimir por tê-la ofendido.

Fora o começo de uma bela amizade, confesso que não demorou bastante tempo para que Victoria descobrisse que tal garoto chamava-se Louis Tomlinson, era de uma banda mundialmente conhecida, era fascinado por cenouras e muito humorado. E também não demorou para que Louis descobrisse que Victoria era dançarina de balé nas horas vagas, filha única, piadista de primeira e também não gostava de cenouras. Também não demorou para que Victoria se apaixonasse pelo sorriso de Louis, pela sua gargalhada, pela sua voz, pelo seu jeito e que não demorou para que Louis se apaixonasse pelos olhos verdes profundos de Victoria, pelo seu cabelo negro encaracolado, pela suas piadas, pelos seus vários sorrisos, e até se apaixonou por suas piadas bobas.

Victoria e Louis então começaram uma história de romance, eles se amavam sem dúvida e qualquer um era possível de enxergar isso neles. Até os mais bestas.

Victoria conheceu os amigos de Louis, tais que formavam uma banda com ele. Ficou até melhor amiga de um deles: Liam.

Era tudo tão belo, tão único, um sentimento feliz... Felicidade, que agora acabava em dor.

Então a pequena mente de Victoria ficou vaga por uns momentos, até lembrar-se do que acabara de ver segundos antes: Louis, seu Louis beijando uma garota. Tal garota que não era Victoria. A dor ainda martelava em seu peito, quando se lembrava de sussurrar o nome dele baixinho em forma de pergunta, mas que pela música alta tal sussurro não chegara ao ouvido de Louis, então o rapaz só percebeu a presença da namorada ali quando por sua boca escapou um agudo soluço. As lágrimas já desciam freneticamente, quando Louis encarou Tori e pode ver a dor em seus olhos. A boca de Louis semi-abriu e depois se fechou novamente. O rapaz deixou um suspiro escapar de seus pulmões quando viu a ex-namorada correr, deixando-o então lá. Sozinho.

Tori suspirou lembrando-se da dor que ainda martelava no que havia sobrado do seu coração. Então um ruído fraco chamou-a a atenção: Louis. Ela sabia que não poderia se esconder pra sempre do rapaz, sabendo que a casa em que estava era dele, mas não sabia que sentiria tanta dor e angustia por encontrar novamente com os olhos azuis esverdeados do rapaz. Suspirou franco, vendo-o se aproximar e então rapidamente limpou as lágrimas e engoliu o seco, engoliu a dor guardando-a para si mesma.

— Hey, Thor-tori! – A garota indagou incrédula em pensamentos, o quanto ele podia ser tão cafajeste por ainda usar tal apelido, que um dia fora levado como carinhoso. Continuou encarando o teto coberto pela neve, que agora parecia tão atraente, enquanto o rapaz se aproximava para sentar-se ao seu lado.

— O que você quer Tomlinson? – Disse por fim, quando percebeu que Louis não seria o primeiro a se pronunciar.

— Me desculpa. – Victoria virou a cabeça para encará-lo incrédula. Franziu o cenho, enquanto media as palavras certas para explicar para Louis o que estava sentindo, mas parecia que sua dor era inexplicavelmente inexplicável.

— Por favor, não venha com desculpas Tomlinson. Porque, você não sabe o que é confiar em alguém e tal pessoa te trair, não sabe o que é entregar seu coração a uma pessoa e mesma quebrá-lo em mil pedacinhos. E eu pensando que dessa vez poderia ser diferente, como sou uma idiota! – Enterrou a cabeça entre as mãos, e sentiu Louis suspirar fraco. A respiração quente e com cheiro de álcool de tal, bateu em sua nuca provocando-a pequenos arrepios. Teve vontade de desistir, de esquecer tudo e abraçar seu amado, mas se manteve forte. Tão forte, que se levantou rapidamente para que pudesse ir embora, mas então Louis segurou seu braço, fazendo com que tal o encarasse.

— Foi só um beijo, Tori! – A voz do rapaz saiu manhosa e lenta. Sua voz estava um tanto rouca, e um sorriso sofrido surgiu em seus lábios avermelhados.

— Foi só um beijo Louis? Entenda, um beijo pode acabar com tudo... Tudo o que tínhamos. – Victoria murmurou, soltando seu braço e então correndo para longe dali, para longe da festa... Tudo que ela precisava era de sua cama, e de seu travesseiro para chorar.

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As bexigas rosa estavam perduradas no teto do enorme apartamento, o terraço também estava colorido, com bexigas de várias cores. O céu estava azul-claro, indicando que faria um belo dia em Londres e pro alívio de Victoria e sua mãe, chuvas estavam fora de questões. Aliás, Tori não queria que uma tempestade acabasse com o aniversário de dois anos da irmã caçula, que agora brincava na piscina de bolinha, que estava onde ontem ainda era o sofá vinho da casa da mãe.

Victoria sorriu, vendo a alegria da irmã. Tentava não lembrar-se do que havia se ocorrido três semanas atrás, tentava apagar de sua memória qualquer vestígio de Louis e fugir de qualquer assunto que o lembrava ou que tal estava no meio. Tinha sido dias difíceis para ela, mas a vida tinha que continuar. Sua vida não acabaria por causa de um erro qualquer, que nessa caso se chamava Louis Tomlinson.

Saiu então de seus devaneios, quando o som da companhia atingiu seus ouvidos. Sacudiu a cabeça e andou até Stef, sua irmãzinha. Sorriu para tal e ajeitou o laço em seu cabelo castanho-escuro. A irmã, Stef, estendeu os bracinhos pequenos e então Tori pegou-a em seu colo, enquanto sorria calorosamente para a irmã.

— Vamos ver quem chegou? – Disse, quando a campanhia terminava de tocar pela segunda vez. Stef assentiu com a cabeça enquanto deixava com que um sorriso brotasse em seus lábios rosados, um sorriso animado, tal sorriso que se estendeu de orelha a orelha quando viu quem estava na porta, quem era o primeiro convidado. — Titio Liam! – Disse Tori para a irmã e então se virou para o melhor amigo:

— Oi babaca! Entra. – Sorriu verdadeiramente, dando espaço para que o melhor amigo entrasse no apartamento.

— Oi, também te amo Victoria! – Cumprimentou a amiga e então voltou sua atenção para o pequeno ser que soltava pequenas gargalhadas animadoras, Stef pulou do colo da irmã para o colo de Liam, que sorriu vitorioso.

— Ela prefere esse babaca do que a própria irmã! É isso mesmo produção? – Tori reclamava emburrada, arrancando risos dos dois seres ao seu lado. Liam ignorou o comentário e estendeu uma pequena caixa em um embrulho fofo, para Stef. Os olhinhos enormes e verdes-claros transbordaram de alegria e segundos depois ela já estava abraçada a sua Jessie e seu Woody. Tori rolou os olhos, imaginando que apenas Liam para dar um presente daqueles. Um lindo e adorável presente.

Meia hora depois, o apartamento estava cheio, grupos se separavam por todo o recinto. Porém, Victoria não tinha muito tempo para ficar conversando com seus amigos ou parentes, pois ficara responsável de atender a porta e cuidar das crianças. Quando finalmente, Tori, sentou-se no chão para brincar com as crianças, jurando que todos os convidados estavam ali, mais uma vez o som da campanhia atingiu seus ouvidos. Perguntava-se mentalmente quem poderia ser, enquanto se dirigia a porta.

Ao abrir a porta de mármore, deixou com que sua boca se abrisse devagar, sentiu suas bochechas arderem e quando encarou aqueles tão conhecidos olhos azuis-esverdeados, pode sentir seus olhos se encherem de lágrimas, lágrimas que tal impediu de que se escorressem e invés de chorar, abriu um falso, porém, convincente sorriso e disse firme:

— Louis! Achei que não viria, Stef perguntou de você! – E não era mentira, sua irmã caçula havia mesmo perguntado por Louis, sem saber que o rapaz que ela tanto adorava tinha feito sua irmã chorar por várias noites seguidas sem parar, sem saber que tal rapaz tinha feito o coração de sua irmã quebrar-se em mil pedaços.

Um meio sorriso abriu-se nos lábios rosados do rapaz. Seus olhos se encontraram com os verdes profundos de sua amada, fazendo com que ele se lembrasse que não podia fugir daquele amor, não poderia esquecer que ele havia feito-a sofrer. Agora sua ficha caia, e ele percebia o quão idiota fora, acabando com toda a sua felicidade apenas por causa de um beijo. Ele era realmente um babaca que deixara o amor da sua vida partir!

— Olá Thor-tori! – Lembrou-se da última vez que disse isso e sentiu seu coração apertar-se no peito. Abaixou a cabeça e levantou-a novamente forçando um sorriso. Victoria abriu um espaço para que Louis passasse e então ao tal fazer, o perfume do rapaz embriagou Tori, e envolveu-a em lembranças de quando ela sempre acordava com esse cheiro, e de como era bom ser acordada por milhares de selinhos e cócegas vindas de Louis. Balançou a cabeça afastando tais pensamentos que a causavam dor, e sorriu para Louis, evitando olhar em suas pupilas azuis profundas.

— Stef, está na piscina de bolinha! Eu tenho que falar com a minha mãe, você pode ir lá sozinho? – Victoria tentou não fazer piadinha, manteve-se um tanto fria, mas ao mesmo tempo educada. Louis poupou as palavras e apenas assentiu desconfortável indo até onde Tori havia lhe dito.

Victoria correu para as escadas de madeira, subiu os degraus rapidamente, sentindo que não poderia segurar mais aquelas dolorosas lágrimas. Chegou, então, ao extenso corredor, cujo chão era coberto de um plumado carpete branco. Andou até o final do corredor, sentando-se apoiada á parede branca e sentiu-se livre para deixar as lágrimas escorrerem, aproveitou-se da música alta, dos risos, das conversar abafadas para que soltasse pequenos soluços, mas não se atreveu a soltar os gritos que estavam presos em sua garganta há tempos.

Ela o odiava, mas sabia que odiava ainda mais saber que ainda o amava. Era um fato consumado: Victoria Stender ainda amava Louis Tomlinson.

Soltou mais alguns soluços, até sentir alguns braços a puxar para um forte abraço. Reconheceu aquele perfume que tanto amava, e então não pode recusar o abraço. Logo entrelaçou seus braços pelo pescoço de Louis, afundou seu rosto no ombro do rapaz sabendo que estava molhando a blusa branca dele com suas lágrimas, que desciam sem aviso prévio.

— Por que você fez isso comigo? – Sentiu suas pernas estremecerem, sentiu sua respiração falhar e então soltou um soluço mais prolongado e mais alto que todos até agora. Mais lágrimas desceram por seu rosto, quando Louis hesitou uma resposta.

— Me desculpa... Sério, me desculpa. Eu fui um babaca, eu sei disso. Eu sempre sou um babaca! Eu não estava raciocinando bem, por conta do álcool, mas sei que isso não é um desculpa, eu sei... Eu sei! – Louis tropeçava nas palavras, enquanto tentava deixar seu rosto seco contra qualquer lágrima. — Hey, Victoria? Olha pra mim! – Louis separou-se devagar do abraço de Tori, e segurou o rosto frágil da garota em suas mãos. Limpou algumas lágrimas, mas logo outras desceram molhando mais uma vez o rosto tão belo de Victoria. Louis deu um suave beijo na testa da garota e tornou a observá-la. Vasculhou em sua mente as palavras certas, e finalmente abriu a boca:

— Você não tem que perdoar, na verdade eu nem espero que você me perdoe, mas, por favor, eu lhe peço: Apenas ouça o que eu tenho pra dizer, por favor? – Victoria engoliu suas palavras, abaixou e levantou novamente o rosto para observar Louis, assentiu com a cabeça deixando que mais uma lágrima escorresse por seus olhos. — Eu queria dizer que você, Tori, foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Você é tão perfeita sabia? Eu amo o jeito que você leva a vida por levar, amo suas piadas bobas, amo seu jeito desastrado principalmente quando você cai ou tropeça e começa a rir de si mesma, amo sua risada escandalosa, amo seu cabelo sempre bagunçado, amo seus olhos estupidamentes verdes, amo quando você fica com vergonha e suas bochechas ficam extremamente vermelhas, amo quando você tenta ficar séria, mas cinco segundos depois começa a rir... Eu amo tudo em você, e eu queria pedir desculpa por ter descoberto isso tarde demais. Eu quero dizer que você tem razão. Eu, Louis Tomlinson, sou um completo idiota por ter feito a garota de a minha vida chorar... Chorar por mim! Eu quero pedir desculpas, por ter feito o que fiz, mesmo sabendo que minhas palavras não irão mudar em nada e eu quero te dizer que você tem todo o direito de não me perdoar, mas eu só queria que você soubesse que eu sinto muito e que... Eu te amo Victoria.

A garota mordiscou os lábios com força, fechou os olhos deixando pequenas lágrimas se afastarem, tornou á abrir os olhos e contraiu os lábios quando sentiu Louis se afastar singelamente dela. Viu-o passar as mãos pelo cabelo castanho, e então dar pequenos passos em direção á escada e quando tal estava prestes a colocar o pé no primeiro degrau da escada Tori se pronunciou:

— Quem era ela? – Sua voz estava trêmula e abafada, suas mãos estavam gélidas. O garoto mordiscou os lábios e virou-se devagar para Victoria.

— Minha... Era minha ex. – A garota sentiu uma pontada aguda, ao murmuro mão dado do garoto chegar aos seus ouvidos. Sentiu seus olhos novamente se encherem de lágrimas atrevidas, que tornaram a escorrer por seu rosto, e então novamente sentiu-se abraçada pelo amado, porém, dessa vez reuniu forças suficientes para afastar-se dele e fitar os belos olhos azuis-esverdeados de Louis.

— Você ainda gosta dela? – Por dentro, Tori, não sabia de onde havia reunido coragem para fazer tal pergunta, mas quando deu por si Louis já vacilava em entregar á ela uma resposta.

O silêncio prevaleceu, dando idéia á garota que aquilo era um sim. Um amargo sim.

— Você ainda gosta dela? – Insistiu na pergunta, fitando Louis seriamente. Enxugou as lágrimas, sentindo-se preenchida por um sentimento estranho, confuso... Era um pouco de ciúmes e um tanto de raiva. Fechou seu pulso e apertou os olhos balançando a cabeça, quando novamente Louis permaneceu em silêncio. — ENTÃO PORQUE VOCÊ ESTAVA COMIGO SE AINDA AMA ELA? – Victoria elevou a voz e deu um leve empurrão em Louis.

A garota deixava que aquele sentimento estranho a dominasse. Bufou, quando Louis gaguejou uma resposta, porém, novamente permaneceu em silêncio.

— Porque me pediu em namoro? Porque Louis? Para disfarçar a dor que você sentia em seu peito? Me diz, droga! POR QUÊ? – Gritou mais uma vez, vendo o garoto erguer os olhos azuis e olhá-la confuso. Ele não sabia o que responder, porque tal nunca tinha cogitado o fato de ainda gostar ou não de Eleanor, mas também não duvidava de seu amor doentio pela garota á sua frente.

— Eu não sei. – Disse por fim, com a voz abafada e um tanto trêmula. Victoria sentiu suas pernas fraquejarem e tremerem, sentiu então que não poderia mais se agüentar em pé e jogou seu corpo contra o carpete branco enquanto encostava a cabeça na parede fria. O garoto, Louis sentou-se ao seu lado, caindo-se na real:

— Você acha que eu não te amo? Victoria, você está dizendo que eu não te amo? Pois saiba que você está completamente enganada... E o que eu disse minutos antes, não teve a mínima importância pra você? Eu sinto muito, eu realmente sinto muito pelo o que eu fiz, sinto muito que me dói só de me olhar no espelho porque eu percebo que não mereço nem um pingo do amor que você tem por mim. Talvez eu goste um pouco dela porque ela ainda está recente em mim, a forma que ela me desprezou... Mas eu também quero que você saiba, que amar é gostar são duas coisas completamente diferentes, eu te amo Victoria, enquanto o que eu sinto por Eleanor é algo entre pena e compaixão, algo que chega a ser uma pequena amizade, quando olho pra ela eu vejo apenas... Apenas uma amiga, mas quando eu olho pra você eu imagino nosso futuro, imagino-me casado com você e com pequenos projetos de Tomlinson correndo pela casa, imagino Harry brincando com eles, Liam dando á eles em cada natal um brinquedo diferente do Toy Story, imagino eles roubando a comida do Niall e saindo correndo, imagino Zayn fazendo topetes nos nossos garotinhos... Eu imagino um futuro pra gente, e isso porque o que eu sinto por você é único, algo que eu nunca senti por ninguém. E eu realmente queria que você entendesse que eu não queria te fazer sofrer, sei que o que eu fiz não pode ser apagado, mas eu queria que você pelo menos entendesse que eu sinto muito. Muito, mesmo. Eu te amo Victoria, você acreditando ou não. – Louis olhou para a garota tentando detectar qualquer sentimento, mas ao fitar seus olhos verdes profundos viu apenas o vazio. Um nada que fazia com que Louis se perguntasse o que ela estava sentindo naquele exato momento, mas antes que ele pudesse se afastar ou dizer algo os lábios rosados da garota entraram em contato com os seus.

Logo os braços de Louis estavam sobre a cintura de Tori, puxando-a para mais perto assim colando o corpo dela ao seu, enquanto um dos braços da garota estava jogado sobre o ombro do rapaz e o outro acariciava seu rosto de leve. Um arrepio percorreu pela espinha de Victoria, para ela aquele beijo relembrava o primeiro que havia recebido de Louis, só que agora invés de estarem em um parque á meia noite eles estavam em um corredor á três da tarde enquanto ocorria uma festa infantil abaixo deles.

Sorriu de leve entre o beijo, com tal pensamento e voltou a ficar séria quando sentiu a língua de Louis passar sobre seus lábios inferiores em uma simpática e tentadora pedida de passagem, que logo de foi concedida. O beijo se intensificou e agora umas das mãos de Tori estavam sobre a nuca de Louis puxando-o para mais perto e a outra acariciava de leve seu cabelo. A pele dos dois agora parecia que poderia pegar fogo.

Louis, então lembrou-se da pequena festa infantil que ocorria naquele apartamento e forçou-se a se afastar delicadamente de Victoria, que encostou sua testa na de Louis olhando-o fixamente, com um sorriso bobo nos lábios.

Ela sabia que aquilo ainda a machucaria, mas nada que Louis e o tempo não poderiam consertar, desde que o dono daqueles belos olhos azuis a amasse.

— Isso significa que estamos juntos novamente? – Louis ergueu uma de suas sobrancelhas.

— Isso significa que temos mais uma festa, mas essa é a noite no meu quarto Louis Tomlinson. – Victoria aproximou seu rosto da orelha de Louis e sussurrou baixinho em seu ouvido, fazendo-o soltar uma longa gargalhada. Victoria riu também, não só por estar tudo bem novamente, mas sim por estar feliz novamente, por estar fazendo-o feliz... Riu porque depois de tudo, ainda estava tudo bem.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.