I know you care
2 Grupo de apoio...
Notas iniciais
– HEY BOM DIA FLOR DO DIA! -Carrie gritou pulando em cima de mim me fazendo acordar.
– Plena sexta-feira de manhã e você me acordando! -respondi puxando o cobertor e virando para o outro lado.
–GRUPO DE APOIO LEMBRA? -Carrie perguntou- por favor Jenna! Você me prometeu!
–Não, obrigada!-respondi- tenho muita coisa para fazer!
–JENNA!
– Aí ta bom! Eu vou! -falei me levantando e indo me arrumar. Puis uma touca preta para não mostrar minha falta de cabelo (pode parecer estranho mas isso me incomoda muito), uma calça parcialmente rasgada e uma blusa 2 vezes maior do que meu tamanho.
– Vamos? -perguntei e fomos juntas para o andar de baixo esperar minha mãe para nos levar para o grupo.
– Vai ser legal! -Carrie falou quando chegamos- eu prometo! Depois preciso te apresentar para meus amigos do grupo!
Entramos na sala que já estava cheia de pessoas sentadas em circulo e um cara mais velho, que parecia ser quem coordenava as reuniões se virou na nossa direção e disse:
–Carrie! Achei que você não vinha, vá se sentar junto com os outros! E sua amiga é a....
–Jenna! -Carrie falou sorrindo- achei que seria bom para ela vir.
– Ótimo! -ele falou- depois se apresente melhor para nós!
O homem, que mais tarde descobri se chamar Patrick, começou a falar sobre sua emocionante história de como tinha superado câncer nas bolas, Carrie foi se sentar ao lado de um garoto loiro com óculos quase maiores que sua cara e um garoto de cabelos castanhos e olhos azuis, como não havia nenhum lugar sobrando perto de onde ela estava fui me sentar ao outro lado da sala ao lado de uma garota com uma cicatriz enorme no rosto.
– Bem! -Patrick falou após o que pareceu ser uma eternidade- hoje temos uma pessoa nova! Por favor Jenna se apresente!
Fiquei esperando essa tal de Jenna se apresentar até perceber que a Jenna de quem Patrick estava falando era eu.
– Meu nome é Jenna Reynolds. 16 anos. Câncer de cérebro gliobastos multiforme. Estágio um. Tenho uma lista de coisas para fazer antes de morrer. A maioria delas é ilegal. E só estou aqui porque Carrie não me deixaria voltar a dormir. Eu estou bem.
– Ótima história! -Patrick falou- agora os outros por favor, se apresentem para a Jenna!
– Meu nome é Carrie- Carrie falou- câncer de estômago. Eu forcei a Jenna a vir aqui. Sou uma pessoa muito legal!
– Isaac -o garoto loiro falou- câncer de olho. Eu também sou uma pessoa muito legal.
As pessoas foram se apresentando uma por uma, e falando suas trágicas histórias de vida.
– Augustus Waters -o garoto de cabelos castanhos falou- — Meu nome é Augustus Waters — disse. — Tenho dezessete anos. Tive uma pitada de osteossarcoma um ano e meio atrás, mas só venho aqui toda semana porque o Isaac pede.
– Amy Jones -uma garota que estava ao lado de Isaac, bonita demais para alguém com câncer, falou- eu tive câncer de útero dois anos atrás. 16 anos. Gosto de pizza. Não gosto de sopa.
Depois disso várias pessoas começaram a falar sobre suas vidas e o que estavam passando e eu tive que me contentar em ver Isaac, Augustus, Carrie e Amy conversando animadamente sobre algo que me parecia ser muito interessante...
– Muito obrigada por me deixar sozinha! -falei me aproximando de Carrie quando a "reunião" acabou.
– Você que não sentou ao meu lado! -ela disse se defendendo e depois completou apontando para cada um de seus amigos- esse é Isaac o cegueta, Amy a gostosona e Augustus o gostosão.
– Ouvi disser que pessoas com câncer no cérebro tem pavio curto. -Augustus falou.
– Ouviu errado. -falei por impulso- você que é o esquentadinho!
– Não precisa se irritar! -ele disse levantando as mãos como se estivesse se rendendo- já vi que os boatos estavam certos.... Mas, adoraria ver a sua lista de coisas para fazer antes de morrer...
– Vai ficar querendo! -respondi- mas pode ter certeza uma delas é bater em você até...
– PAROU! -Carrie disse se pondo entre nós- então, a mãe da Jenna Tava convidando a gente pra ir pra casa dela, topam?
– Como assim minha mãe?- perguntei me arrependendo completamente de ter vindo. Depois de uma discussão nós decidimos que todos (até Augustus Waters) iríamos passar a tarde na minha casa pois, segundo Carrie, minha mãe era a que cozinhava melhor.
– Mãe... -disse para ela quando a mesma estacionou o carro na frente da igreja- será que meus amigos podem passar a tarde em casa?
Eu fui no banco de trás, apertada entre a porta e Isaac, do lado estavam Amy e Augustus, trocando carícias totalmente desnecessárias na minha opinião, e na frente estava Carrie junto com a minha mãe. Eu estava tentando me controlar, com todas as minhas forças mas eu não aguentei mais e gritei:
– DA PARA OS SENHORES TROCAREM CARÍCIAS EM UM LUGAR PRIVADO? MUITO OBRIGADA!
– Está com ciúmes? -Augustus provocou.
– Não, mas se eu TIVESSE COM VONTADE DE VER GENTE SE PEGANDO EU LIGARIA A TV EM UM CANAL PORNÔ! -gritei em resposta me esticando para passar por Isaac e bater em Augstus.
–JENNA! -minha mãe falou- por favor, até parece que eu não te dei educação!
– Dar educação deu mas eu decido com quem usar... -resmunguei sem pensar.
– JENNA MARY REYNOLDS! -minha mãe reprovou.
– Ok, parei -bufei.
Chegamos em casa em silêncio e guiei meus novos amigos para o meu quarto no andar de cima, pelo menos estava guiando, até chegarmos na escada.
– Eu não entendo para que servem escadas! -Augustus reclamou- podiam ter escadas rolantes aqui, algo para que pessoas com próteses pudessem subir!
– Me desculpe, próxima vez que você vier irei providenciar uma escada rolante! -respondi rindo da cara dele.
– Da para alguém me dar uma ajudinha aqui? -ele perguntou e todos foram embora de fininho.
– Eu te ajudo! -falei voltando ao pé da escada e ficando ao lado dele para que pudesse se apoiar em mim. — Algo me diz que vamos ser grandes amigos... -soltei enquanto o ajudava a subir.
– Ou mais... -Augustus falou virando de frente para mim fazendo com que nossos narizes praticamente se encostassem e eu pudesse olhar no fundo daqueles olhos imensamente azuis.
– Eai? -Isaac falou aparecendo no tipo da escada- os pombinhos vão vir ou não?
– Eu só estava ajudando ele! -falei passando por Isaac ao chegarmos ao andar de cima e recebendo um olhar risonho do mesmo: — Sei...
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