I got a nervous habit and I drink too much
1 "She said she hates her life and wants to change
Notas iniciais
Eu sinto muito. De verdade. Tanto que não consigo por em palavras. Não sei exatamente a quem devo começar me desculpando, se a mim mesma, ou a todas as pessoas que já me desejaram felicidade nessa vida.
Se a minha versão criança sorridente, que sonhava em dançar ballet, ou a adolescente estudante de Literatura Inglesa, que largou as páginas de seus livros cheios de vida, por uma fantasia que lhe parecesse mais real. Bem, espero que um dia possa me perdoar, pequena eu. Por não ter sido o suficiente, e por não estar lutando pelos seus sonhos, você merecia mais do que isso.
Peço desculpa às minhas músicas favoritas, aquelas que me faziam sorrir e encarar o mundo, que fazem tudo parecem mais seguro. Desculpas, por não ouvir vocês do jeito certo, eu sou uma decepção, não consigo mais seguir essas letras sem deixar minhas lágrimas caírem.
Desculpas às coisas que eu amei, e logo depois perdi o interesse, simplesmente as deixando de lado. Eu sinto muito, vocês foram importantes, e fazem parte de quem eu sou. Mesmo eu sendo só isso.
Às pessoas maravilhosas que perdi a chance de conhecer melhor, me perdoem. Tive de mantê-los do lado de fora, pois tenho certeza que ninguém deve suportar as tempestades confusas que se passa aqui dentro. Foi por proteção.
Perdoem-me, todos que confiam em mim. Não entendo. Eu sou toda errada. Provavelmente num futuro próximo vou decepcioná-los, e só posso pedir para que por favor me perdoem. E fiquem. Por mais confusa, triste, perdida, e morta que eu pareça, e me sinta, fiquem. Eu preciso saber que alguém vai querer ficar, apesar de tudo. Apesar de mim.
Me perdoem. Me desculpem. Pelas mentiras, pelas vezes que deixei minha mente tomar o controle, por esse momento, pelos remédios, pela bebida, por não ser o suficiente para esse mundo.
Os pensamentos suicidas, as vezes que não consigo respirar, e meu coração acelera, e esse mundo me oprime. Eu quero me perdoar, por viver assim, por ser assim. Espero poder me perdoar, porque a única certeza que tenho agora é que esse não é o fim da minha história. Ainda não. Acredito que há esperança, e é nisso que vou me segurar.
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