Notas iniciais
IMPORTANTE: Para melhor entendimento da fanfic POR FAVOR leia a anterior, uma song chamada 'Wondewall' :D

Ela se olhava no espelho com uma feição apreensiva, entre suspiros passava as mãos pelos cachos loiros que a seu ver insistiam em não ficar no lugar.

— Em, você vai se atrasar já está pronta querida? – indagou a Sra. Vance abrindo a porta, como de costume sem bater antes.

— Sim, mãe, eu estou pronta – disse Emmeline, virando-se para olhar sua mãe.

— Ah querida... – disse a mulher aproximando-se da filha e a abraçando – Eu sinto muito, mas, pode ser divertido! – tentava.

Emmeline lutava para segurar o choro, já havia disposto de muito tempo chorando por deixar Beauxbatons para trás junto com todos os seus amigos e costumes para que seu pai pudesse colaborar com o Ministério da Magia de Londres em alguma investigação sobre algo “realmente importante”, como ele lhe falara.

— Pode... Pode ser incrivelmente difícil me adaptar novamente. – ela disse baixinho, sentindo sua mãe abraçá-la mais forte — Ok está tudo bem mãe, eu entendo. – ela soltou-se de sua mãe e em meio a uma respiração profunda tentou sorrir – Vamos... Plataforma 9 ¾ e Hogwarts.

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Passar as férias ao lado dos amigos teria sido muito mais interessante se não fosse pelo motivo de sua vila aparentemente estar sendo ameaçada por bruxos das trevas, seus pais tinha sido sinceros, o Ministério tinha solicitado uma evacuação imediata, eles estavam atacando alguns lugares onde se abrigavam nascidos trouxa e puros sangue que ‘misturavam-se’ com ‘esse tipo de gente’, então passou as suas férias junto aos Potter e a Sirius, que, sempre estava por lá de qualquer forma.

— Aluado, vamos – chamou Sirius – Pontas quer chegar cedo na esperança de ver a Lily – concluiu em um claro tom entediado.

— Sim... eu estou descendo! – respondeu Remus fechando seu baú.

James juntara uma incrível quantidade de flores nas férias, ele dissera aos amigos que se tratava de uma flor para cada vez que ele pensou em Lily nas férias, o que resultou em um gigantesco amontoado de flores de todos os tipos. Ao descer as escadas, Remus viu um Sirius irritado encarando um James extremamente empolgado.

— Não vai ter espaço no trem para essa droga de buquê! – reclamava Sirius.

— Qualquer coisa, a gente troca você de cabine e deixa uma só para mim e Lily... e o buquê – respondia James com um enorme sorriso no rosto.

— Aluado... – começou Sirius assim que o viu – Pode dizer ao Pontas... Diga a ele, por favor – ele o olhava com seu clássico olhar de suplica.

— O que? – indagou Remus com um divertido sorriso – Que Lily vai ficar encantada com um buque três vezes maior que ela?

O sorriso de Sirius desapareceu, dando lugar a um semblante entediado e indignado.

— É! – comemorou James. – Vamos... A mãe de Harry está me aguardando.

— Harry... – disse Sirius balançando a cabeça negativamente.

— Meu filho Almofadinhas... Meu Filho – dizia um James sonhador.

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— Eu não estou acreditando que você fez eu me atrasar!!!! – disse Lily correndo pela plataforma puxando Marlenne McKinnon pela mão.

— Não estou acreditando que você está correndo. – disse a amiga calmamente enquanto atravessava a parede de tijolos.

As duas haviam combinado de passar a ultima semana de férias juntas, na casa de Lily, para ajudá-la a sobreviver a sua insuportável irmã mais velha e ficar longe de Severus Snape, que, no último ano havia lhe chamado de ‘sangue ruim’, devido a uma briga com Potter, ela sabia que Snape estava se envolvendo com artes das trevas e tentara, mais de uma vez, tira-lo desse caminho, mas, ele lhe dissera que não tinha opção, que esse caminho parecia ser o único. Lily se esforçou muito, lhe deu toda a atenção que uma boa amiga poderia dar em um momento desses, mas, quando Snape tomou a mesma atitude que vivia condenando, foi demais para ela e desde então ela estava se mantendo longe dele.

— Agora, estamos sem cabines. – dizia enquanto encaminhava-se para o trem – eu juro que se tiver que dividir cabine com algum idiota do time de quadribol ou...

— Por idiota do time de quadribol você quer dizer o Potter? – interrompeu Marlenne.

— Não... – a ruiva disse sem muita segurança – por idiota eu quero dizer idiota... – defendia-se – ali... Parece estar vazia. – apontou a uma cabine logo no inicio do trem e aliviada encaminhou-se para lá.

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Chegar tão cedo tinha valido a pena afinal, ela tinha encontrado uma cabine vazia e sabia que por ser nova, as chances de alguém invadir seu espaço agora eram bem menores, todo mundo queria sentar junto e contar como foram as férias e como todas as coisas aconteceram. Emmeline também queria, mas, não em Londres.

Ela dedicava-se a um livro de defesa contra as artes das trevas que iriam usar naquele ano quando uma garota de cabelo ruivo entrou em sua cabine.

— Me desculpa... com licença – ela dizia entrando antes que Emmeline pudesse dizer qualquer coisa.

— É... tá... claro... – Ela respondeu baixinho.

Atrás dela entrou outra garota com cabelos bem longos e brilhantes, era um pouco mais alta que a ruiva e parecia mais tranqüila enquanto avaliava a ruiva a sua frente de forma divertida quando encarou Emmeline com seus olhos azuis como se a tivesse se perguntando por que ela estava ali.

— Me desculpa... – começou a ruiva sentando-se a sua frente – meu nome é Lily Evans, acho que não conheço você... – Emmeline fez menção de responder – Mas... – Lily continuou – Minha amiga fez eu me atrasar e não sobraram cabines...

— Sem idiotas do time de Quadribol... – completou a morena interrompendo.

— Vazias... – continuou Lily dando a amiga um olhar de reprovação – será que...nós podemos ficar aqui?

— É... tudo bem – disse Emmeline olhando de uma para a outra – Meu nome é Emmeline Vance, eu vim transferida da França... – ela tentou sorrir.

— Marlenne McKinnon, prazer – disse a morena, sentando-se ao seu lado – Então... Beauxbatons...

Emmeline lhe deu um sorriso nostálgico e afirmou com a cabeça ao mesmo tempo que Lily olhava alarmada para a porta fechada da cabine. Marlenne seguia seu olhar e ao mesmo tempo começava a rir. Na porta um gigante buque de diversas flores aparecia, um garoto o segurava com um sorriso enorme estampado no rosto, ele olhava para a maçaneta da cabine claramente se preocupando como faria para abri-la.

— Almofandinhas abra a porta!!! – pedia James.

— Não. Eu estou prevenindo você de envergonhar a si mesmo.

Do lado de dentro da cabine Marlenne ria alto enquanto levantava-se.

— Eu... preciso... ver isso. – Ela abriu a porta da cabine e olhou imediatamente para Lily, que agora estava quase da mesma cor que seu cabelo.

— Almofadinhas você tem que entender que... – estava dizendo James ao perceber a cabine sendo aberta – Marlenne é uma pessoa melhor que você – ele concluiu agradecendo a morena com um sorrido. – LILY! Meu amor... – ele começou.

A ruiva levou ambas as mãos ao rosto numa tentativa de cobri-lo e esconder-se do que sabia que estava por vir. Desde o dia em que Severus fizera aquilo com ela James Potter não parava de tentar, aparentemente ele estava ‘insanamente apaixonado’, eram pedidos e presentes seguido de incansáveis declarações de amor que, Lily jamais acreditava, a teoria dela era que James jamais a percebeu durante 4 anos, porque de repente, ele estava assim? Ela acreditava que na verdade ele só estava gostando do desafio, do fato dela ter dito não pela primeira vez em sua vida e que se aceitasse, aquilo só iria atrapalhar a sua vida, pois, ai ela se apaixonaria e quando ele caísse na real, ela sofreria. Além disso, James Potter não era de fato a pessoa mais legal do mundo, o garoto era bagunceiro, arrogante, irônico e extremamente popular entre as garotas de Hogwarts... Lily só não precisava daquilo agora.

— Potter... por favor não. – pediu Lily.

— Uma flor para cada dia que pensei em você! – ele lhe disse entregando – lhe, possivelmente o maior buque que Lily já viu.

Emmeline sorriu ao ouvir o garoto, parecia adorável, enquanto a sua frente Marlenne ria e encarava outro garoto encostado na porta que se rendia ao riso junto a ela.

— Sério Potter, isso é tão... – começou Lily.

— Patético? – disse Sirius.

— Estúpido? – disse Marlenne.

— Adorável? – disse Remus aproximando-se da porta da cabine sorrindo.

— Embaraçoso!!! – exclamou Lily.

James ajoelhou-se a frente da ruiva e lhe oferendo-lhe o buque.

— Só aceite Lily... – pediu ele.

Ela o encarou extremamente vermelha e pegou o buque ao mesmo tempo que Marlenne e Sirius riam e batiam palmas.

— Obrigada Potter... – a ruiva disse abaixando a cabeça.

Emmeline juntou-se a salva de palmas e ao riso ganhando um olhar de aprovação de Marlenne, que naquele momento pareceu lembrar-se que ela estava ali e que não conhecia aqueles garotos.

— Ah... Emmeline... – ela começou.

Todos ali imediatamente olharam para ela surpresos, mas, de todos eles, Remus paralisou e a olhava, completamente em choque. Era ela... A garota que cantou no bar aquele dia, como ele não tinha visto ela ali?

— Esses são James Potter, Sirius Black e Remus Lupin – Marlenne apontou para cada um deles.

— Eu conheço você! – disse Sirius – É ela... Aluado a mulher que me bateu!

— Te bateu? – indagou Marlenne olhando de Sirius para Emmeline – Sério? Eu já gostava de você... mas, agora...

— Eu te bati? – Emmeline parecia muito surpresa, e olhava para todos eles.

— Sim... Naquela noite, num bar trouxa, você estava cantando e...

— E... você se aproximou e disse que eu era tão linda que meu dever era ir para cama com você. – Ela concluiu como se tivesse acabado de se lembrar.

Emmeline havia bebido tanto naquele dia, que pouco se lembrava, mas, suas amigas haviam contato a ela sobre alguém que tinha ajudado ela a descer do palco e dito exatamente isso, as amigas pareciam bastante animadas sobre como ela havia dado um tapa no rosto do rapaz.

— Foi isso que você disse para ela? – indagou James – E eu estou me envergonhando com um buque?

A partir daí seguiu-se uma discussão sobre como Sirius tinha sido um cretino ao dizer uma coisa dessas a garota e como Emmeline, só para que ela pudesse se lembrar com clareza deveria dar outro tapa em Sirius naquele mesmo momento. Alheio a tudo isso Remus a encarava, incrédulo que de fato ela estava ali, rindo com seus amigos, desde aquela noite ele não foi capaz de esquecê-la, mas, estava perfeitamente bem sabendo que jamais voltaria a vê-la. Infelizmente ele não podia se dar ao luxo de estar com alguém, a sua condição de lobisomem tornavam as coisas complicadas, ele não podia esperar que uma garota aceitasse aquilo sem maiores problemas ou que ele conseguisse mentir sobre isso. Ter pseudos relacionamentos aqui e ali não era problema, mas, Emmeline claramente não era o tipo de garota que ele pudesse ‘pegar as vezes’ e não se apegar, quanto mais a olhava, mais Remus tinha certeza, ele estava ‘pego’.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.