I don't understand
1 1/1 –– this is so confusing
Notas iniciais
feliz dia das mães para as mamães de vocês e as mamães que estão lendo (se alguma estiver lendo) e um ótimo dia.
fanfic fofinha e bonitinha só porque eu gostei.
favoritem, recomentem e comentem se gostarem, agradeço muito, beijinhos ♥
Já não era um mistério para ninguém que Castiel era uma criatura (anjo) bastante lento quanto o assunto eram piadas ou referências humanas. Era comum ver a confusão estampada em seu rosto quando alguém falava algo que podia parecer até bastante comum, mas para ele, era totalmente incompreensível. Mas, veja bem, ele não fazia por mal, só que as coisas onde ele “nasceu” eram realmente diferentes.
Ele não entendia as referências que Sam fazia, ou as perguntas de Charlie e muito menos as piadas de Dean. Oh, Dean, ele muitas vezes gostaria de ter passado mais tempo no mundo humano para poder entender as coisas que o caçador falava, e já havia se acostumado com o “ah, esqueça” vindo do mesmo.
De qualquer forma, Dean já não ligava mais realmente quando o anjo não entendia exatamente tudo que ele dizia, era até divertido ver a confusão plena estampada sobre a face do mesmo quando em seu cérebro ele, provavelmente, perguntava-se o que diabos estava acontecendo. Era ainda mais divertido quando ele respondia as ironias de uma forma séria, como se tal coisa fosse uma pergunta/afirmação qual ele deveria responder/contestar. O primogênito Wintchester não tinha problemas em repetir: “Cas, nunca mude”.
Porque Cas é Cas, ele não faz por mal. É dotado de sua inocência para tais ironias de uma forma adoravelmente engraçada, que podia divertir a muitos que estivessem em sua presença. E, ultimamente, ele até podia se considerar mais incluído nos assuntos, de acordo com sua própria analise. Quanto mais tempo passava na Terra, mais fácil era compreendê-la (mesmo que ele ainda estivesse longe de uma total noção de tudo que era lhe falado).
Sempre foi muito divertido ver inexperiência dele em assuntos humanos, tais como sentimentos, comportamentos, referências ou coisas simples como comer. Mas Dean lembrava-se da forma hilária que ele assumia quando o assunto era mulheres. Ele ficava tão apavorado e inseguro quando ficava a frente do sexo oposto que parecia um adolescente de 14 anos vendo um pornô pela primeira vez (mesmo que seu primeiro contato com um pornô tenha sido realmente peculiar, nunca podemos esquecer o homem da pizza e a babyssitter).
Mas Sam sempre contestava com as brincadeiras que Dean fazia sobre Castiel e o sexo oposto, segundo o mais novo dos caçadores, a relação de Cas com bebidas alcoólicas e o próprio Dean eram as melhores; principalmente quando ele ficava encarando o mais velho daquela forma intensa e longa, fazendo com que o mesmo se sentisse bastante desconfortável.
Dean negava – claro que negava – dizia que Cas fazia aquilo com todos. Sam até pode dizer;
– Realmente, Cas é uma criatura peculiar, mas você sabe a verdade.
E Dean realmente sabia.
Sabia de coisas que o próprio Castiel não sabia. Compreendia as dúvidas que o anjo sentia, pois ele mesmo, muitas vezes, as sentia. Obvio que de uma forma mais consciente, tendo uma noção maior dos problemas e das dificuldades que poderiam vir se ele pusesse tudo aquilo a tona, mas, ninguém pode mandar nos sentimentos; e disso ambos sabiam.
Porque era um fato: rolava algo entre Dean e Castiel.
Não algo assim tãaao notável ou que pudesse, que sabe, dar certo. Apenas rolava. E disso todos sabiam. Sabia da ligação mais forte que o anjo tinha com o caçador, sabiam da compreensão mutua que havia sobre os dois, sabiam da preocupação e proteção que um tinha em relação ao outro e sabiam que ambos não admitiriam isso tão facilmente.
Isso tinham vários porque no que 1) Castiel era realmente lento para tais assuntos e mesmo que soubesse que havia algo ali ele não saberia explicar e também 2) Dean até poderia explicar o que estava acontecendo, mas ele tem de ser sempre tão hétero e 3) eram um assunto constrangedor para ambos.
Mesmo que já tivesse sido claro que as pessoas obviamente notavam algo, eles se recusavam a admitir. Charlie, sendo a Charlie, já havia falado sobre isso com Sam, que obviamente concordava e dava boas gargalhadas quando o assunto era momentos constrangedores entre Dean e Castiel. O Wintchester mais novo já havia deixado claro que achava que ambos ficavam legais juntos, mesmo que por via de piadas – quais ele fazia muito – e deixava ainda mais claro o carinho que tinha em relação a Cas.
Afinal já eram praticamente cinco anos de convivência. Já haviam se passado cinco anos que o homem havia aparecido para Dean e Bobby como um anjo do senhor naquele galpão esclarecendo porque Dean não estava mais no inferno e pedindo sua ajuda para trabalhar para os céus. Cinco anos que ambos haviam tornado-se aquilo que se pode chamar de melhores amigos, salvando um ao outro. Cinco anos que Dean havia ganhado alguém a mais para chamar de família (mesmo que não no sentido fraternal da cosia). Cinco anos que Castiel era Cas e que Dean havia encontrado alguém novo para se preocupar.
É, um bom tempo se você for considerar tudo que acontecia na vida maluca da família Winchester. Anjos, demônios, apocalipse, Deus, Lúcifer, mortes, ressurreições. Mesmo que cinco anos passassem rápido, eram os cinco anos mais intensos na vida de qualquer pessoa (ou anjo).
Talvez seja por causa dessa vida exótica que eles tenham criado laços tão rapidamente. Afinal, todos sabiam que Castiel era capaz de dar a vida por Dean (como já havia feito, mais de uma vez) e vice-versa. Eles protegeriam um ao outro, sempre, e isso já é algo comum para eles. Porque Cas e Dean não precisavam de títulos entre eles, apenas saber que um está seguro já está bom.
Era engraçado vê-los interagindo. Dean sendo uma das pessoas mais pervertidas da Terra e Castiel sendo uma anjo do Senhor que repudiava a iniquidade humana. Mas eles se davam tão bem, interagiam de forma tão divertida, que a tempos já haviam parar de ligar para tais futilidades, e o que importava era sua amizade (só amizade, será?). Bem, agora Cas já não era mais tão ligado ao seu antigo eu, tão frio, tão angelical, agora ele poderia considerar-se alguém até um pouco sentimental, mas só um pouco, porque ele ainda é um anjo. Enquanto que Dean agora pode se considerar um cara mais relevante, talvez até mais compreensivo (em relação a Cas, é de Dean Winchester que falamos aqui).
De qualquer forma talvez não seja agora que eles admitiriam que não era só amizade, que não era só companheirismo e que tinha algo mais por trás daquela relação entre ambos. Talvez demore, ou talvez nunca venha acontecer em palavras, mas eles sabem que quando os olhares se encontram e os sorrisos acontecem involuntariamente ou internamente, que há algo mais.
Sempre ouve e sempre haverá.
Por fim, Castiel ainda não conseguia entender porque Dean, na noite anterior, dissera que eles deveriam dividir aquela cama, afinal, não era o único espaço que eles teriam para dormir (mesmo que Sam tivesse dito que havia mais de um colchão) naquela noite. Bem, ele não ligava, fora uma noite agradável para Cas.
E mesmo que o caçador tivesse reclamado que Castiel ficava aproximando-se de si muitas vezes, o anjo não importava-se, e – em sua inocência ainda permanente consigo – dizia que era porque Dean era quente e confortável, fazendo Sam rir e Dean mandá-lo calar a boca; ele sentia-se curioso, dava ombros, não ligando muito para o comportamento explosivo do homem.
Dean Wintchester era uma incógnita para Castie afinal.
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