Notas iniciais
Oi povo!!! Tudo bem? Eu tô escrevendo um fic fedemila faz um tempinho chama: Máquina de Matar- Fedemila. Boa leitura!!

Quando Angie chegou do trabalho, resolveu pedir uma pizza para o jantar. Eu sabia que esse hora seria de interrogatório. Ela não tocou no assunto León até a pizza chegar. E lá vamos nós...

– E então, como foi com o León? – Ela perguntou, como já era de se esperar.

– Foi bem.

– Tá, já estou cansada dessa resposta. Vou perguntar de novo: Como foi com o León?

– E eu vou repetir de novo: Foi bem.

– Vilu, eu quero os detalhes! – Essa é a típica “Tia melhor amiga”.

– Angie a gente estudou!

– Ai Vilu, você sabe que eu te amo, mas uma coisa que me irrita muito em você é que não conta as coisas! Fala logo, por favor!

– Certo. Sabe quando você levou os lanches pra gente?

– Sim.

– Então, a gente ficou conversando um pouco.

– E sobre o que vocês conversaram? – El perguntou mordendo um pedaço de pizza.

– Sobre... Sei lá!

– E o que você sentiu?

– Tá brincando? Eu conversei com ele por cinco minutos!

– E daí?

– Angie, desculpa por acabar com as suas expectativas, mas não aconteceu e nem vai acontecer NADA!

Angie suspirou e revirou os olhos. Talvez ela queira mais que eu que eu me recupere logo. Mas isso não vai acontecer e ela também sabe disso. Um silencio tomou conta do lugar o que poucas vezes acontecia já que Angie gosta muito de conversar.

– Violetta, me deixa muito triste te ver assim. – Angie falou quebrando o silêncio.

– O que eu fiz?

– Pare um pouco de revirar o passado. O passado tá lá, já acabou, não tem mais jeito! Eu sei que o seu passado não foi muito bom então trate de fazer o presente melhor, porque um dia o presente vira passado e eu não quero que tenha apenas lembranças tristes.

Eu fiquei em silencio. No fundo eu sabia que ela tinha razão, mas sou orgulhosa. Eu continuaria como sempre, nada muda. Não é como nos filmes que de repente algo novo acontece!

Depois do jantar fui pro meu quarto. Eu só queria tentar não pensar em nada.

...

Quando cheguei na escola, fiz o mesmo de sempre. Me sentei e observei. A primeira aula era álgebra e logo de cara o professor passou um trabalho.

– Bom pessoal, vai ser um trabalho certo. Na verdade vão ser dois trabalhos, um será feito agora na classe e o outro em casa, cada um valerá cinco, os dois serão feitos com a mesma dupla.

León ergueu braço e o professor deixou ele falar.

– Professor posso fazer com a Violetta? É que ela tá me ajudando. Eu tô estudando com ela como você me aconselhou.

– Ah, ótimo! Pode ser sim. O que você acha Violetta?

– Tudo bem.

Depois de formar todas as duplas, juntamos as carteiras e começamos o trabalho.

– E aí? – Perguntou ele.

– Oi. Você foi espertinho né.

– O que?

– Se ofereceu pra ser a minha dupla só pra ter nota alta.

– Tenho certeza de que você faria o mesmo. Eu tenho que garantir uma notinha né! Se nada der certo, pelo menos no trabalho eu fui bem. – Ele disse me fazendo rir.

Depois disso focamos totalmente no trabalho, se ficássemos brincando demais as notas dele não aumentariam nunca.

Faltando cinco minutos para a aula acabar nós entregamos o trabalho para o professor.

– Nossa! Esse foi o meu recorde! Nunca terminei tão rápido.

– E eu nunca demorei tanto pra entregar. – Eu disse rindo.

– Desculpa, pelo menos você também bateu um recorde.

– É, pode ser.

– Violetta, eu tava pensando em fazer o trabalho hoje mesmo. Eu não posso deixar as coisas acumularem demais. Tenho muitos compromissos durante a semana e se eu demorar pra fazer as coisas sempre vou entregar tudo atrasado.

– Por mim pode ser.

– Maravilha. Pode ser na sua casa?

– Pode.

– Me desculpa por falar isso assim. É que a minha casa tá muito bagunçada e você não vai conseguir nem andar direito lá.

– Não tem problema. Na minha casa a única “bagunça” que tem é a tia Angie. Ela é bem louquinha.

– Ela é parece ser bem legal e bem jovem. O que ela faz?

– Sim ela é bem novinha mesmo. Ela é professora de canto.

– Que legal! E você canta?

– Eu? Eu não.

– E seus pais? O que eles fazem?

Não tive tempo de responder porque o sinal tocou e ele teve que voltar para o lugar dele. Graças a Deus!

Depois daquela aula não conversamos mais e eu fiquei como sempre. Quieta. Quando acabaram todas as aulas, eu encontrei León no portão da escola.

– Que demora hein! — Ele disse ao me ver.

– É que eu tinha que tirar uma dúvida com a professora de história. – Eu disse corando.

– Relaxa, eu tava só brincando. Não precisa ficar vermelha. – Ele disse rindo e me deixando ainda mais corada.

Depois disso fomos o caminho todo quietos. Ao abrir a porta não vi a Angie. Achei estranho.

– Angie?- Chamei.

– Oi Vilu. É que eu tava terminando de fazer o almoço e... – Ela disse vindo da cozinha e parou de falar ao ver o León do meu lado.

– Ah, oi Léon! – Ela disse.

– Oi Angie. Tudo bem?

– Tudo e com você?

– Bem.

– Pensei que você só viesse estudar de segunda. – Ela disse.

– Sim, mas o professor da álgebra passou um trabalho e, como ela está me ajudando, eu pedi pra ele pra fazer com a Violetta. – León falou.

– Ah que bom! Você vai almoçar aqui com a gente.

– Melhor não. Vou atrapalhar vocês duas.

– Que isso León? Almoça aqui mesmo, não tem problema nenhum, pelo contrário. – Nunca vi Angie tão feliz. Aquilo só ia servir pra ela tentar colocar mais minhocas na minha cabeça.

León almoçou com a gente. Foi constrangedor e esquisito. Fazia muito tempo que alguém vinha comer em casa. Nem me lembro a última vez.

– A Vilu me contou que você dá aula de canto é verdade? – Ele perguntou.

– É. Então vocês andaram conversando? – Angie me olhou sorrindo. Ai não!

Angie fazia muitas perguntas pra ele. Muitas mesmo. Eu só queria que aquilo acabasse logo.

– Tava tudo ótimo Angie. Vamos León? – Eu disse me levantando de uma vez por todas.

– Tá bom. – Ele disse se levantando.

Fomos pro meu quarto e começamos logo a fazer aquele trabalho, que estava mais complicado do que eu pensava. Ficamos um bom tempo fazendo aquilo. Deixei Federico resolver algumas coisas, as mais fáceis. Depois de quase DUAS horas pra fazer aquela coisa (que era complicada demais pra ser chamada de “trabalho”) finalmente terminamos.

– Ufa! Acabamos! – Ele disse se encostando na cadeira.

– Caramba. Tomara que a prova não esteja em enorme desse jeito.

– Eu que o diga! Se estiver assim, me desculpe, mas não tem milagre que mude o zero que eu vou tirar – Ele disse me fazendo rir.

– Sabe de uma coisa que eu venho percebendo em você Violetta?

– E-em mim?

– Isso. Você sempre parece tão triste, até mesmo quando sorri.

– Eu?

– E isso me faz imaginar o que uma menina tão inteligente como você deve ter sofrido pra até o seu sorriso ficar triste. Você é tão quieta... O que aconteceu? — Ele perguntou olhando nos meus olhos. Gelei. Não se se foi por causa da pergunta ou pela maneira como ele me olhava.

Notas finais
Gostaram? Comentem!!!! Bjs!