I don't believe this happen to me
2 Draco Malfoy " The Beautiful Devil"
Notas iniciais

“ Nunca se sabe de onde a sorte surge!”
“—Podemos conversar, Greengrass?”
Era incrível como tinha-se a capacidade de com uma simples pergunta, podia fazer seu coração palpitar e sentir-se nervoso, ele nunca sentira-se assim e tudo porque estava naquela situação com ela.
Agora, tinha uma necessidade incrível de explicar-se a ela.
Sério, ele nunca quis cruzar o caminho dela, era o tipo de garota que ele não dava certo, ela era certinha de mais, docinha de mais, simpática de mais, caridosa de mais, defensora de mais.
Tudo era um mais, ele simplesmente não era fã de coisas a mais e Astoria Greengrass, era tudo que ele não gostava, podia ser linda.
Mas era só a única coisa que concordava nela, de resto ele fugia que nem o diabo da cruz. Sabia que ficaria em sarilhos ou com peso na consciência, caso ela estivesse por perto, porque ela parecia como chamava aquele grilo irritante do filme do menino que era de madeira e se transformou garoto? Ah, sim…o Consciência do Pinóquio.
Então o que o fazia querer falar com ela, explicar-se algo que ele sabia reconhecer não era mesmo o seu normal?
“Qual seu maldito problema, hm?(…) você é um arrogante maldito, sabia…?(…) Pouco me importo com seu status e se é poderoso, você a mim não pisara, maldito fodido…você é só um infeliz que não sabe que é sequer ser amado…”
Tinha sido a primeira a falar assim, com ele a dizer-lhe directamente na cara o que ninguém falava na sua frente, por medo de molhar as calças ou que ele fizesse algo.
Aquela baixinha petulante, arrogante tivera muito mais coragem que muitos naquela escola não tinham em três anos que ele já ali se encontrava.
E ele sentia-se incomodado, profundamente incomodado com a santinha da Escola, ele realmente estava.
Porque?
Ele negava até a si próprio essa justificação.
—Podemos…
Ela assentira em conversar, ele tinha disparado a pergunta para o ar, como numa tensão acumulada ele sentisse necessidade de falar de uma vez, dera por seu corpo estar voltado na direcção dela, ela tinha um olhar incrivelmente irritado na direcção dele, parecia que do corpo dela emanava uma tensão palpável e um auto controle incrível.
Ela toda era emoção, não havia um momento ali que a razão dominasse.
Mas se fosse a pensar bem, ela sempre tinha normalmente essas características, como ele tinha essa percepção, sendo que raramente se cruzavam?
Isso, ela achava, porque ele assistia-a ao tempo, desde que tinham crescido perto um do outro.
“ _Mas, eu não quero ir para um colégio interno, mama…- Dizia uma pequena que tinha tutus e frufrus variados e espalhados, toda ela amava um pompom ou era impressão sua, amava rodar e dançar, ele nunca entendera a vida que ela tinha.
Naquele dia, sua mãe Narcisa tinha ido visitar os Greengrass, amigos de longa data segundo ela, que viviam praticamente na esquina do lado, sendo que raramente iam.
Ele não os conhecia, pois vivera pelo menos metade da vida num Colégio interno na Suíça, sendo que só á pouco tempo tinha voltado, tinha pouco mais de onze anos de idade, sua mãe havia exigido a seu pai que deixa-se ele voltar, que queria o filho perto. Ele era irrelevante, já que passava a maior parte da vida , sozinho estar em Londres ou estar na Suíça, era-lhe igual, por muito que a mãe o amasse, ela realmente não era a mais presente, seu pai nem se falava.
—Astoria…temos vi…- Começara a mãe de Astoria, mas a pequena que devia de ter uns nove anos, interrompera.
—Eu sei , perdão…- Ela ficara corada e envergonhada, olhando directamente para ele, que tinha uma expressão séria, quieta e reta, era como lhe haviam ensinado e que como seu pai de modo bem rígido havia dito que devia-se portar, perante membros da alta sociedade.
Nessa mesma hora, o pai de Astoria chegara e informara que inscrevera a pequena em Hogwarts Elementary School, ao que ela praticamente correra animada e abraçara o pai pelas pernas, sendo que era imensamente baixa, este olhara para ela de modo bem amoroso.
A mãe de Astoria olhava meio constrangida para Narcisa que tinha um sorriso mínimo e discreto, mas que pelo encrespamento dos lábios vira que não concordara com a conduta da pequena, se fosse ele estaria levando uma grande reprimenda discretamente quando fossem embora dali.
E Draco não soubera dizer que sentimento lhe assomara o peito naquela altura, mas dera por si pedindo ao seu pai para lhe inscrever na Hogwarts Elementary School e ele vendo que era um Colégio de renome, assentira.
(…)
Ele sentia-se enormemente aborrecido, aqueles eventos sociais lhe sufocavam mais que a peste, ele trocaria seu champanhe caro, seu fato elegante pela sua cama, seus fones e séries no Netflix, do que estar ali.
Era uma festa para recepcionar um importante membro da Camara dos Pares de Londres, aquele homem era desprezível, mas seu pai que visava alto cargo na política e de modo bem enfático queria isso para ele, o obrigava a circular naqueles meios.
Sentia-se entediado, só queria que as horas passassem para ele relaxar os músculos do rosto, que estavam tensos e subidos como num sorriso perpétuo que era forçado a fazer e não desejava, todos amavam ver o herdeiro Malfoy, muitos sonhavam aparentar-se com os Malfoy e ele era considerado a porta de Ouro nesse caso.
Muitas jovens e damas reuniam-se a sua volta como tentando chamar a atenção, e ele não reparava em quase nenhuma, era cordial mas a sua distância e frieza as afastava.
Seu olhar no entanto fora na direcção de quem tinha acabado de entrar, uma delas era loira, olhos azuis, linda de longo vestido verde muito pálido, tinha belo corpo sabia reconhecer, era do seu ano na Hogwarts High School, Daphne Greengrass, esta cochichava com alguém ao seu lado, quando ele girara para quem estava do lado dela ficara vidrado, de longos cabelos pretos soltos ás suas costas, com brilhantes olhos azuis, seu longo vestido rosa pálido, estilo sereia caia por seu corpo como seda, seus olhares encontraram-se e ela ficara encarando-o, como questionando o que ele olhava, mas ele em momento algum desviava.
Reconhecera-a mais tarde, como Astoria Greengrass, que ainda cursava o último ano do Elementar, antes de entrar no Colegial, ele engolia em seco, mantendo a sua expressão impassiva.
A atenção dela, fora desviada por Theodore Nott, seu amigo e ele desviara em seguida a atenção para a loira Daphne que viera ter com ele, ao que vez ou outra apanhava-se olhando para ela, sem saber bem o porque. “
Ele realmente não sabia o que queria falar, notara com algo de assombro, nunca lhe faltara assunto, agora com ela, estava faltando, se fosse a notar bem a conhecia a anos, mas as conversas que tiveram na vida, não foram muitas.
—Então, curtindo seu primeiro castigo?- Mal falara, auto criticara-se, pois ela inflara mais suas narinas, quase parecendo uma mini dragoa querendo cuspir fogo.
—Céus, como você é irritante…tudo isto é culpa sua…
E novamente, aquela sensação gelada no seu âmago, as ofensas dela lhe deixavam cada vez mais em baixo, mas ele não conseguia reprimir de responder.
—Sério? Que me lembre você que me procurou por toda a Escola para vir gritar no meu ouvido e depois me atirou com mikshake e a culpa é minha?
Ela remexera-se na cadeira, parecia desconfortável, tocando as costas como se lhe doessem, sem contar que parecia conter-se de falar mais alguma coisa, pois seu pé batia freneticamente, ele com o tempo aprendera a reconhecer os traços de que quando ela nervosa, ela batia o pé sem parar no chão.
—Você…
Ela não voltara a olhar para ele, mas sabia que escutava, pois seu pé batera um pouco menos, o que significava que toda a atenção não estava ali, pelo que prosseguira.
—Me acha mesmo tudo aquilo que disse?
Ela lhe olhara em seguida, meio confusa, até que parecera recordar do que tinha dito, corando ligeiramente como muitíssimo desconfortável.
—Talvez tenha exagerado um…pouco…mas realmente você é um karma negativo na vida de muita gente, além de muito arrogante mesmo…porque mandou atirar lixo e bater no Colin? Porque ficou com minha irmã e com Pansy ao mesmo tempo? E porque demónios implica com o Neville?
Ele estirara muito o seu corpo, sob o olhar atento da Greengrass, até que seu olhar perdera a altivez e só demostrava cansaço.
—Bem, posso até aceitar ser um Karma negativo e ser muito arrogante… mas não aceito tudo isso... primeiramente, não mandei ninguém bater no Colin e Deus me livre se tivesse que pedir para ele fazer meu trabalho de casa de álgebra…Goyle usa do meu nome para isso, atormenta o garoto por isso e usou meu nome, não é minha culpa…
Astoria parecera surpreendida, ia interrompê-lo, quando ele erguera a mão para ele acabar de falar, olhando-a mais seriamente, realmente ele estava muitíssimo incomodado e cansado que achasse que ele era culpado de tudo nessa vida.
—Quanto a terminar com namoradas, eu termino directamente na cara…Crabbe que queria pegar a Daphne, mas ela não tinha muito interesse…honestamente, eu queria terminar com as duas, não queria nada sério…mas sempre que tentava era o maior drama ou desviavam o assunto, ou o meu foco…
Ela parecera confusa com essa ultima parte que ele falou, ao que ele olhou significativamente e ela corara imenso.
—É…
—Eu entendi…
—Quanto ao Longbottom, bem ele disse mesmo que fui eu? Posso ter implicado outras vezes com o garoto, mas realmente levantar cueca alheia não é meu estilo…sou mais de levantar calcinha…- Dissera fazendo cara de nojinho, depois acabando com um sorrisinho, ela franzira o cenho como não lhe acreditando, revirara os olhos com que disse por último e isso o irritara muito mais, mas optara por fechar a expressão.
—Então quem foi?
—Não sei de tudo nessa vida, mas apostaria no Goyle… ele adora fazer isso com cueca alheia, desconfio que ele seja gay, pelo modo como parece querer até lavar o chão que eu piso…
Ele notara que Astoria reprimira o riso, ao que alongara mais sua expressão sorridente. Parecera relaxar mais na cadeira e o pé parara de bater.
Ela parecera pensar em algo, depis hesitara e novamente olhara para ele.
—Porque leva a culpa, então?
—Não me importo com a opinião dos outros...na realidade...eu sou Draco Malfoy...-Não fora com arrogância que o dissera, era constatação de um facto ser odiado ou não nada lhe afetaria na realidade, ele não tinha real interesse em justificar-se, mas com ela não sabia porque queria.
Ela parecera refletir no que havia dito, depois encostara-se novamente mais á cadeira.
—Bem, afinal você não mudara …e muito menos deixaremos de ser como somos…e não mudara o facto de que terei no meu curriculum, que fiquei de detenção…você pode estar acostumado mas eu não…
—É Greengrass, vai ficar marcado para o resto da vida… uma mácula na vida da Santinha de Hogwarts High School…
Ela parecera olhá-lo, por muito tempo como analisando, mordera o seu lábio inferior como em dúvida, e era uma mordida bem sexy.
—Você me acha mesmo santa, tão puritana que não sei …me divertir?
Olhara-a nos olhos, como pensando se falaria mas acabara em todo o caso, suspirando longamente, optando por ser honesto.
—Santa, sim…puritana, idem…mas você é tão genuinamente boa que fica divertida e feliz ajudando os outros, realmente não entendo você…mas você é alguém incrivelmente bom, Greengrass, é famosa e popular , não deixou isso subir na sua cabeça se manteve você…eu realmente te admiro…
E quando acabara de falar, a expressão dela era do espanto absoluto, sem falar que parecia impactada, não esperava com toda a certeza que ele falasse isso a seu respeito.
E nem ele pensava que iria falar, simplesmente sairá.
Nesse momento, o zelador Argus Filch apareceu, olhando os dois, que endireitaram formidavelmente e com expressão desagradável, com sua gata na caixinha, madame Norris, pronunciara.
—Hora de ir embora, arruaceiros…
Eles dois apressaram-se em arrumar as coisas, aliviados de sair dali, ao que na saída, se cruzaram e Draco não sabia que dizer, até que ela disse.
—Astoria…eu…
Ele não conseguia saber que dizer, limitara-se a deixar no ar, ele não era bom falando, honestamente não era, pelo que ficara calado comprimindo os lábios e ela parecia observá-lo todo aquele tempo.
—Até amanhã, Malfoy…vou trazer deveres de álgebra, você é muito bom pelo que me contaram e estou com dúvida num tema e queria que me ajudasse…pode ser?
Ela estendera a mão num claro gesto de amizade, estava- lhe dando um voto de confiança e ele olhara a mão dela, desviando em seguida para seu rosto, vendo que aquele era um estranho pedido de desculpas e início de uma amizade, ao que apertara assentindo.
—Até amanhã, Greengrass…
Ela assentira e desviara-se vestindo ainda aquele uniforme de Cheerleading, movendo-se graciosamente e ele só conseguira sorrir, vendo-a afastar-se, e fora tomando o seu caminho, reflectindo sobre aquele estranho e irregular dia.
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