I do not remember anything
17 Capitulo 17
Notas iniciais
–E onde ela está ? -Eu perguntei quase gaguejando de ansiedade e nervosismo.
–Morta. -Foi tudo que o homem disse.
É incrível como simples palavras podem te matar por dentro.
–O que ? -Eu peguntei sentindo meus olhos marejados. Não, eu não vou chorar, eu não vou, não aqui, não perto dele.
–Sem vida, sem batimentos cardíacos. Sabe, quando alguém para de respirar ? Morta, enterrada. -Ele disse encarando a janela, ele não tinha nenhuma expressão, mas eu pude jurar que vi uma lágrima escorrer. Acho que foi ilusão de óptica.
Eu abaixei minha cabeça e deixei que algumas lágrimas escorressem. Eu não conhecia a minha mãe, ou pelo menos, se conhecia não me lembrava, mas eu tinha esperança de encontra-lá de falar com ela, abraça-lá e ouvir ela dizer que tudo ia ficar bem.
–Eu entendo que está magoada... -O homem começou a dizer mas parou ao me ver levantar a cabeça com raiva.
–Me entende ? Cala a boca seu energúmeno idiota. Você acabou de dizer que ela está morta, sem demonstrar o minimo de compaixão. -Eu me levantei bruscamente, lágrimas escorriam livremente pela minha face. -Você não faz ideia do que eu estou sentindo
–Ah é ? -O homem se levantou. -Você não sabe de nada sua pirralha idiota.
–Eu posso até ser idiota, mas pelo menos eu tenho sentimentos, não sou um narcisista idiota.
–Cala a boca, você acha que eu não me importo ? Acha mesmo que eu não chorei com a morte dela ? Acha mesmo ? -O homem terminou de dizer e se sentou, colocou a cabeça entre as mãos.
Eu me calei no mesmo momento. Ele havia chorado ? Porque ? O que havia acontecido ? Quem era ele ?
–Você o que ? -Eu perguntei o encarando e limpando alguns resquícios de lágrimas.
–Eu sofri mais do que você imagina, a morte dela me afetou mais do que você imagina.
Minha cabeça parecia girar. Um emaranhado de imagens passava por ela.
–Quem é você ? -Perguntei receosa.
–Sou o seu pai Malia.
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