Notas iniciais
Espero que gostem!

Já era de manhã, a família iria partir dali a pouco tempo e naquele momento despediam-se de Júlia. A mulher dava um sorriso e abraçava todos de forma calorosa. Quando terminaram o “até logo!”, voltaram para Pallet em questão de segundos.

— Bem, vou pra minha casa… Tchau pessoal, e muito obrigada! — Misty dizia, sorrindo.

— Ô Ruiva, posso passar na sua casa depois? — Questionou o moreno menor.

— Claro Ash!

Ele sorriu, entrando em sua casa correndo e indo para o quarto, onde dava risadas e sorrisos ao se lembrar da noite anterior. Pikachu o encarava com estranheza e o garoto o pegou no colo, dando rodopios e piruetas pelo cômodo. Não demorou muito para Brock aparecer no quarto, dando um susto no menor.

— O-oi mano…

— Cara, o que tá acontecendo com você e com a Misty, vocês estão esquisitos desde ontem!

Ash suspirou, dizendo para o irmão entrar.

— É que… Eu e ela… N-nós nos beijamos!

— OI?!

Delia chegou no quarto dos meninos num piscar de olhos, preocupada com o berro do filho mais velho, sendo reconfortada pelo mais novo que dizia que o irmão estava surpreso com um personagem que morria em um seriado que ambos adoravam. A mulher advertiu o de traços orientais por tê-la dado um susto e desceu para a cozinha novamente.

Enquanto isso, a de olhos verdes já havia dado um olá para os pais e as irmãs, naquele exato momento estava ouvindo Daisy contar sobre sua aventura por Lumiose, dizia que a Torre Prima era linda e iluminava a cidade inteira à noite.

Foi só a campainha tocar que a história acabou, Clara atendeu a porta, dando de cara com Dawn e May. As jovens sorriam e pediram licença, queriam ver a melhor amiga e descobrir como havia sido a viagem da menor. Pegaram a ruivinha pelo braço e a levou para o cômodo da jovem.

— Ok, comece a contar da viagem. — Disse a azulada com um tom malicioso.

— Ah, foi legal… — Ela disse, corando.

— “Legal”? Só isso? — Questionou a morena, dando um sorriso malicioso. — Por que então você tá corada hein?

Misty respirou profundamente, eram suas melhores amigas, precisavam saber do que acontecera entre eles.

— Eu e o Ash nos beijamos.

As duas maiores tentavam não berrar, estavam surpresas com tal coisa, nunca imaginaram que um dia aqueles dois iriam se beijar, até pensavam, mas era algo bem improvável com a tamanha teimosia dos dois.

Ambas começaram a fazer um questionário com a jovem, coisas do tipo: “Como foi?”, “Durou muito tempo?”, “Ele beija bem?” ou “Vocês estão nisso há muito tempo?”

A jovem respondia tudo que podia, seu rubor aumentava a cada momento e evitava contato visual com as jovens de olhos azuis. Enquanto conversavam, a ruiva lembrava da sensação que sentiu quando o jovem tocou seus lábios. Era uma das melhores sensações do mundo.

— Prometam que não vão falar disso pro Ash, né?

— Claro que prometemos! — Elas disseram.

Na casa ao lado, Drew e Paul haviam ido para jogarem videogame com Ash. Ele contou para os dois sobre o beijo, porém, fez questão de fazê-los prometer que não diriam à ninguém. Enquanto o arroxeado jogava Need For Speed, o esverdeado falava com o moreno, que estava sentado na bancada da cozinha.

— E o que disse depois que beijou ela?

— Ah sei lá! Foi tudo muito rápido e…

— Ash, seja sincero, você ama ela né?

O moreno pensou bem, ele não sabia seus sentimentos pela garota, não sabia se era amor ou um “Ah, só fiquei, nada sério”. Queria ter a certeza daquilo rapidamente, para não se sentir um canalha ou se sentir um trouxa.

— Eu queria me entender antes e…

— DROGA! — Berrou Paul. — QUAL É A DESSE CARRO HEIN?!

— Aí cara, estamos tentando resolver o problema aqui e… — Dizia Drew, que foi interrompido pelo menor.

— Deixa Drew, vamos relaxar por enquanto tá?

Ele deu de ombros, recebendo uma mensagem de May.

May: Me encontra na minha casa agora, ok? Eu não tô afim de ficar sozinha com o pivete do meu irmão! >.

Drew: Ok <”:D

O do meio despediu-se dos amigos, dando a desculpa de que tinha que fazer o dever de casa. Caminhou a passos largos até a residência da Maple, que atendeu a porta com uma expressão de alívio ao vê-lo.

— Ainda bem hein! — Ela disse, o puxando pra dentro.

— Ô Cabelo de Grama, o que raios você tá fazendo aqui?! — Questionou Max, o irmão de May.

Ele era um menino de 13 anos, tinha cabelos preto-azulados, também possuía olhos castanhos e uma pele esbranquiçada. Usava óculos e seus poderes eram do tipo Noturno. Costumava irritar suas irmãs mais velhas. Exatamente, irmãs.

May ainda tinha mais uma irmã que era gêmea sua, a jovem se chamava Sapphire e era idêntica à outra, porém, esta era mais magrinha, seus cabelos eram mais claros e seus poderes eram do tipo Fogo. Naquele momento, a jovem Sapphire estava na casa de seu namorado, Ruby.

— Max! Sai!

— Afe… Eu vou é pro meu quarto! — Comentou o menor. — E não façam um sobrinho pra mim!

Os maiores coraram e ela revirou os olhos, ambos sentaram-se no sofá, a menina foi colocar algum filme para assistirem, sentou-se no chão para ficar na altura do aparelho de DVD e sentiu alguém abraçar-lhe por trás.

— D-Drew!

— Que?

— D-d-desde quando a gente tem essa intimidade hein? — Ela questionou, corando muito.

Ele a virou para si, dando um sorriso de canto e se aproximando da menina. A jovem tentava entender o que o outro iria fazer com ela, entretanto, não demorou para o rapaz beijá-la. Era um beijo carinhoso e lento, suas línguas dançavam uma na boca do outro e os arrepios surgiam pelo corpo.

— MAY?! — Berrou o menor, que estava na escada.

— MAX SEU IDIOTA! — Ela exclamou, lançando um neve em pó no irmão, deixando-o congelado.

Drew ficou com uma gota lateral, mas voltou a encarar a menina, dando um sorriso para ela. A morena colocou para assistirem Clube dos Cinco, enquanto a tarde passava. Ficaram sentados no chão, abraçados como um casal. Mas, eles eram mesmo um casal?

Quando deu 18:00, a irmã da garota chegou na casa, juntamente dos pais. Norman, o pai da família, franziu o cenho quando viu a cena no chão, respirou fundo e tossiu forçadamente.

— O-oi pai!

— Oi Sr. Maple…

— Oi May, oi Drew. — Ele disse.

— Eu vou indo… — Comentou o de orbes verdes. — Tchau May, até amanhã!

Ela despediu do “amigo”, Caroline, mãe da família, arregalou os olhos ao ver Max congelado no topo da escada, pediu para Sapphire descongelar o garoto e assim fez. Todos fitavam a morena, que apenas corou e riu.

— Podemos saber por que? — Questionou a mãe.

— N-nada não… Tchauzinho! — Ela ia subir correndo, quando foi parada pelo pai.

— Ela me congelou só porque vi o Drew beijando ela.

Ok, era neste momento em que a morte dela estava feita e planejada cuidadosamente por seu pai.