I do not believe in love
2 2- O último dia de férias

Já haviam se passado alguns anos, Ash e Misty tinham agora 14 anos, enquanto May e Drew tinham 15 e Dawn e Paul tinham 17. Brock era o maior de idade do grupo, tinha 18 anos. Naquela manhã de final de verão, Misty acordara alegre, se espreguiçou e andou até seu guarda-roupa. Ela colocou uma camiseta preta e folgada com um Stitch no meio, um shorts jeans e um All Star vermelho, em seguida, desceu pra tomar café.
– Bom dia! — Ela exclamou, sorrindo como sempre.
– Bom dia mana! — Respondeu Violet, sua irmã de cabelos azulados e de 19 anos. — Papai e mamãe foram na padaria, mas já voltam.
– Claro, mamãe por ter poderes do tipo fada pode usar o teletransporte e vir pra cá rapidinho. — Disse Lily, a irmã de cabelos rosados.
No minuto seguinte, Robert e Clara estavam na sala, com um saco de pães e o outro com alguns doces. Eles deram bom dia para a menor e logo foram arrumar a mesa para comerem. Durante o café da manhã, começaram a conversar um pouco.
– Daisy nos mandou notícias. — Disse a ruiva maior, mostrando uma foto da filha de cabelos loiros. — Disse que Lumiose é uma cidade incrível!
– Quando ela volta? — Questionou a de cabelos rosas.
– Semana que vem. Então Misty, ansiosa pra amanhã? — Perguntou o único homem da mesa.
– Um pouco... Ah, daqui a pouco vou pra casa do Ash, beleza? Nós vamos encontrar o pessoal.
Olhares maliciosos foram trocados pelas irmãs mais velhas, que caçoavam da menor dizendo que a mesma amava o amigo. A ruivinha notou e lançou um jato d'água na cara de Violet e Lily. As duas fizeram uma cara emburrada e revidaram, logo começando uma briga.
– Chega vocês três! — Robert exclamou e elas pararam.
Ao terminarem o café, Misty se levantou, escovou os dentes e foi para a casa ao lado. Ao bater na porta, foi atendida por Brock, que usava o avental de sua mãe e aparentava estar varrendo o lar.
– Oi Misty! O Ash ainda não acordou... — Disse o maior. — Quer ir acordar ele?
– Pode ser...
Ela entrou, subiu as escadas e foi no quarto do moreno. Ao entrar, cutucou-o na bochecha, todavia, o resultado que conseguiu foi vê-lo se virar para o outro lado. A ruiva revirou os olhos, logo, lançando um pulso d'água nele. Ash acordou, um pouco catatônico, e encarou a jovem dos olhos verdes.
– Precisava fazer isso?
– Sim!
– Ah é? — Ele sussurrou a pergunta, lançando uma esfera elétrica na jovem.
– AI ASH!
Brock subiu num segundo, na intenção de ver o que havia acontecido, ao chegar lá, se deparou com a cena dos dois. O maior fez um sinal de reprovação e disse para o menor ir se trocando.
– Ok, te espero lá embaixo! — A menina disse.
– Tá... — Respondeu o outro, bocejando.
A menina desceu, indo para a sala. Ao olhar para o lado, viu dona Delia cozinhando e usando seus poderes psíquicos para lavar a louça.
– Bom dia Sra. Ketchum!
– Bom dia Misty! Como está sua família?
Enquanto ambas iam conversando, Ash se trocava na maior lentidão, afinal, havia acabado de acordar. Colocou uma polo cinza clara, calças jeans e um tênis preto. Acordou Pikachu e desceu para tomar café.
– Finalmente Ash! — Exclamou a mãe do moreno. — O café está na mesa, quer Misty?
– Obrigada Sra. Ketchum, mas acabei de comer... — Ela respondeu sem graça.
O garoto de poderes elétricos comeu rapidamente e puxou seu Pokémon e a amiga para fora, logo, foram para a casa em frente, onde foram atendidos pelo de cabelos arroxeados e de poderes do tipo elétrico. Ele usava uma uma camiseta xadrez vermelha e preta, calças pretas e um tênis cinza. Paul sorriu de canto, dizendo para os menores entrarem.
– Demoraram... — Disse Dawn. Ela usava uma regata branca com o Yin Yang no meio, calças jeans boca de sino e uma rasteirinha.
– Culpa do Ash! — Exclamou a ruiva.
A azulada riu, ligando o som e colocando Wonderwall do Oasis. Meia hora depois, a campainha tocou. Ao abrirem, deram de cara com May e Drew. Ela usava uma camiseta vermelha justa que mostrava a barriga, um shorts jeans, uma bandana preta e um All Star azul, enquanto ele usava uma camiseta preta do Star Wars, uma calça jeans e um tênis branco.
– Aleluia meu pai me deixou sair! — Disse a morena, entrando. — Que calor hein, que tal darmos uma refrescada meninas?
Ambas assentiram e lançaram um jato d'água e uma pequena nevasca para cima, causando uma brusca mudança na temperatura. Os meninos sorriram, estava o maior calor dentro da casa e as garotas haviam ajudado bastante com seus poderes.
– O que vamos fazer? — Perguntou o esverdeado.
– Que tal um jogo de verdade ou desafio? — Disse o menor.
Todos se entreolharam e sorriram, pegando uma garrafa de Poké-cola que estava vazia e colocando no meio deles. Misty girou e parou entre Paul e Dawn, que formava um sorriso travesso nos lábios.
– O que escolhe Ameixa Ambulante?
– Desafio. — Disse o outro, sério.
– Desafio você a pegar o Ash de Ponyta! (Nota: Pegar de Ponyta é como pegar alguém de cavalinho, mas estamos no mundo Pokémon né?)
Assim foi, o moreno e o arroxeado se levantaram e o maior o pegou, andando com ele pela casa. Todos riam da cena, menos Paul que parecia estar com dor nas costas. Ao descer, Ash voltou a se sentar entre May e Misty. A ruiva girou novamente a garrafa e parou entre ela e Dawn.
– Quero verdade! — Exclamou a ruiva.
– Verdade que você foi reprovada pra fazer a sereia da peça da escola?
– Infelizmente sim. — Respondeu a menor com uma cara de choro.
Novamente giraram a garrafa, caiu entre Ash e Drew.
– Quero desafio!
– Te desafio a passar um trote pra sua mãe. — Exclamou o esverdeado.
O moreno engoliu em seco, se levantou e deu um choque no amigo, mas ainda assim foi até o telefone. Ash discou o número de sua casa e esperou sua mãe atender. Após três toques, a Sra. Ketchum atendeu.
– Alô?
– A-alô, aí é da casa dos Ketchum? — O moreno fazia uma voz mais grossa para disfarçar.
– Sim, eu sou a dona da casa, pode falar.
– A sua entrega de Poké-cola chega em duas semanas.
– Mas eu não pedi... Espera, essa voz... ASH KETCHUM! ESTÁ PASSANDO TROTE?!
– Mas mãe, foi...
– NÃO ME INTERESSA! QUANDO CHEGAR EM CASA TEREMOS UMA CONVERSA MOCINHO!
Ele desligou o telefone e deu um Choque do Trovão em Drew, que ria como louco no chão. Assim que o menor se sentou de novo, todos voltaram a jogar. Algumas horas mais tarde, Dawn ligou o rádio no último para dançarem, afinal, já estavam enjoados de jogarem Verdade ou Desafio.
– Bem povinho, é o seguinte, só tem música de qualidade no meu CD, ok? — Disse a azulada.
Do nada, começou a tocar Beijinho no Ombro. Todos a encararam com fúria e a mesma começou a rir, trocando a música e deixando no Vira-Vira dos Mamonas Assassinas. Todos começaram a dançar alegres, menos Paul, que estava no canto da sala de sua casa.
Quando deu 18:30, May teve de ir embora com Drew, já que o menino a levaria para casa. Dawn também se despediu, havia recebido uma mensagem de sua mãe que pedia para ela ir no mercadinho comprar ovo. Por fim, Ash e Misty saíram, se despedindo do anfitrião.
– Ash, me encontra no teto da minha casa as 20:00. — Disse a ruiva.
– Beleza!
Assim, cada um foi para sua casa, e logo que pisou em sua residência, o moreno foi pego por sua mãe pela orelha. Ela o arrastou até uma cadeira e o sentou lá, estava muito furiosa, suas mãos estavam na cintura e seu olhar era gelado como um Articuno.
– Me explica agora Ash, que história é essa de passar trotes?!
– Foi só dessa vez mãe e foi um desafio... — Ele dizia tranquilamente.
– Está bem, mas se eu ficar sabendo que passou trote pra mais alguém está mais encrencado do que agora mocinho! Está de castigo por uma semana sem videogame!
Ele abaixou a cabeça e assentiu, subiu até seu quarto e deitou-se na cama, pegando um mangá para ler. Pikachu ficou na cabeça de seu mestre, lendo junto dele. Após alguns minutos, Brock entrou no quarto, sério.
– Também tá bravo comigo?
– Saiba que você poderia ser preso por isso... Bem, a mamãe tá chamando pra jantar.
Ambos saíram do quarto e desceram para jantarem o arroz, feijão, batata-frita e salada de Delia. A janta estava como de costume, o menor comendo feito louco e o irmão e a mãe rindo. Quando deu 19:59, Ash se levantou rapidamente e avisou que iria para o telhado ver Misty.
O moreno pulou a pequena cerca de sua casa, andou até a parte de trás da casa da ruiva e pegou uma escada. Subiu nela e se sentou, na espera da amiga de poderes aquáticos. Enquanto a esperava, viu seu Pokémon subir e deitar-se em sua barriga.
– Demorei? — Questionou Misty, que subia pela escada.
– Não muito... Mas e aí, ansiosa pras aulas?
– Lógico que não! Detesto ficar dividida de vocês...
Ele sorriu de canto. A escola onde estudavam era a maior da cidade e separava os alunos por idade e tipo. O intervalo era a salvação deles, onde todo o grupo se juntava. Ao olharem para o céu, viram várias estrelas, o que os deixou alegres, afinal, amanhã faria sol.
– Adoro as estrelas... Sabe, eu me lembro de quando éramos crianças e brincávamos de Cavaleiros do Zodíaco. — Disse a ruivinha.
– Eu também me lembro, era divertido. Eu sempre era o Seiya de Rapidash (Nota2: Sim, estou mudando para Pokémons porque estamos no mundo Pokémon) e você era a Marin de Braviary.
Eles riram, lembrando da doce infância que tiveram. Amavam estar um ao lado do outro daquela forma, era reconfortante, mesmo que Misty costumasse andar de um lado para o outro. Ambos conversavam sobre tudo, sobre as férias, sobre Pokémons e sobre seus poderes.
– Eu tô ansioso pro fim de semana, minha mãe vai me levar pra Cerulean e... Ah é, você morava lá...
– Faz anos que não vou pra lá... Mais ou menos 3 anos...
– Posso te levar!
A menina o encarou e sorriu, pulou em cima de Ash e o abraçou fortemente, quase sufocando-o. O moreno riu, retribuindo o abraço, sabia o quanto a amiga adorava visitar Cerulean. Ele viu o relógio de pulso que marcava 21:30, Ash se despediu da amiga e desceu, indo para sua casa.
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