I can not let you go...
2 Capitulo 1 - Ser & Sentir.
Notas iniciais
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Três dias depois Stefan já estava de volta a sua casa. No jardim para ser mais exata. Só estavam Stefan, Elijah e Katherine (a empregada) na casa. Damon estava fazendo uma pesquisa na cidade vizinha junto com Alaric e Niklaus (seus colegas e únicos amigos).
â Stefan seu remédio. â anunciou Elijah trazendo para Stefan um copo com água e dois comprimidos de cor laranja.
Stefan tomou sem dizer nada.
Elijah o deixou levando o copo ainda com água.
Stefan observava as folhas caÃÂrem num fim de tarde, enquanto sua mente se perdia em lembranças.
Flashback On~
âDois anos haviam se passado após a morte da matriarca Salvatore.
O luto ainda velava os corações dos irmãos Salvatore.
A fim de acabar com a tristeza dos filhos o pai, Giuseppe Salvatore, decide passar alguns meses de férias com seus filhos.
E assim foi.
Damon e Stefan brincavam na sala da casa de veraneio dos Salvatore.
Stefan se escondia enquanto Damon contava ate vinte em voz alta para depois procura lo.
Stefan procurava ansioso um lugar para se esconder do irmão, subiu as escadas correndo para se esconder no segundo andar, mas algo aconteceu.
Sentiu algo escorrer pelo nariz e sua visão ficou embaçada o fazendo errar os degraus e rolar escada a baixo.
Depois disso apenas sentiu o chão frio, uma dor insuportável na cabeça e um grito de ajuda vindo de Damon foi a ultima coisa que ouviu antes de cair na inconsciência.â
Flashback Off~
Depois disso a vida de todos havia mudado. Principalmente a do próprio Stefan.
Após cair da escada Stefan foi levado para o hospital onde foi diagnosticado com L.L.C. (Leucemia Linfoide Crônica).
Desde então Stefan tem passado por diversos tratamentos.
A quimioterapia acabou com seu corpo e com suas esperanças.
Stefan não teve chance de estudar como uma pessoa normal. Formou-se no ensino médio e fundamental através de professores particulares. Nunca teve chances de ser normal, fazer faculdade, estava fora de questão.
Passou a vida toda dependendo de seu pai e agora Damon assumira seu lugar.
Ele só queria acabar com aquele sofrimento.
Elijah cuidara de Stefan desdá morte da irmã que também tinha câncer, e morrera por causa do mesmo.
Katherine e o resto dos empregados (que estavam de folga) tiveram que ter aula de primeiros socorros.
E tinha Damon.
Stefan se sentia roubando a vida do irmão.
Sentia se prendendo o irmão a sua doença.
A vida de Damon girava em torno de Stefan. Nos tratamentos Damon acompanhava tudo de perto, se não quando ele mesmo fazia. Damon passava o tempo todo pesquisando e trabalhando. Mal tinha tempo para ele mesmo.
Alaric e Niklaus viviam tentando tira-lo de cima dos livros, mas era impossÃÂvel e isso deprimia ainda Stefan.
Damon não sabia como Stefan se sentia em relação a tudo e nem saberia.
Apenas Elijah sabia por causa de uma malsucedida tentativa de suicÃÂdio impedida por ele.
Após Stefan prometer pela mãe que não faria mais isso Elijah concordou em não contar a Damon.
â Sr. Salvatore precisa de alguma coisa? â Katherine a empregada perguntou.
â Katherine não precisa me chamar por senhor. Só Stefan. Poderia me dizer onde esta Elijah?
â O Sr. Elijah esta no banho. Quer que eu o chame?
â Não obrigada.
â Com sua licença sen... Stefan. â Katherine sorriu sem jeito enquanto ia em direção à porta.
â Katherine?
âSim Stefan?
âPoderia levar meu remédio para o quarto, por favor?
âClaro. Com sua licença. â Stefan assentiu e Katherine saiu.
Stefan foi rumo ao quarto que era o único que ficava no primeiro andar, pegou seu diário, arrancou uma pagina em branco e com letra de forma começou a escrever.
*** Na cidade vizinha ***
Damon
Estávamos Alaric Nik e eu sentados na sala de reunião ouvindo um dos cientistas falar sobre uma nova droga desenvolvida e com foram os avanços realizados com os voluntários. Eu não sei o porquê, mas senti com uma sensação estranha. Como se algo ruim fosse acontecer. Eu não sei.
â Damon tudo bem? â Ric me perguntou em um sussurro.
â Sim, só um pressentimento ruim â falei hesitante, a sensação não passava.
â Deixa de ser paranoico Damon, são só dois dias longe do Stefan.
âTem razão. â tentei ignorar o máximo a sensação incomoda.
*****Meia hora depois******
A reunião já tinha acabado. Infelizmente a sensação piorou.
âPorque não liga para casa? â perguntou Alaric enquanto voltávamos para o hotel com Klaus no volante.
âJá tentei, mas ninguém atende... â Eu desfiz o nó da gravata tentando aliviar o aperto na garganta.
âKlaus você se importa de continuar sem nós? Acho melhor voltarmos pra casa antes que o Damon tenha um troço. â brincou Alaric.
â Não, podem ir. â eu não disse nada. Porque ninguém na casa atendia?
Fomos para o hotel e lá fizemos as malas.
Logo já estávamos partindo para casa. Senti o incomodo na garganta aliviar com a ideia de estar em casa, mas ainda estava lá.
Já era noite. Faltavam quinze minutos para as oito quando chegamos a minha casa. Graças aos céus só levamos uma hora para chegar, pois não havia muito transito naquele horário.
Eu nem esperei Ric desligar o carro. Praticamente voei para dentro da casa quando o carro estacionou, encontrei Katherine na entrada, ela tentou me dizer algo, mas eu não dei ouvido, corri para o quarto de Stefan o encontrando vazio.
âSenhor... â Katherine me encarava parada entre o vão da porta agora escancarada.
âOnde esta o Stefan? â eu quase não consegui falar, o no na minha garganta apertos me fazendo ter dê respirar pela boca.
âO senhor Stefan esta no hospital, ele... â eu parei de ouvir e acho que me esqueci por um breve segundo de como se respira minha visão ficou turva, meus joelhos falharam eu cairia no chão se alguém não tivesse me segurado.
âDamon respire. â disse uma voz atrás de mim. Duas mãos fortes me levaram, me fazendo sentar em uma poltrona perto de onde eu estava. â Se acalme.
E como um balde de água fria eu consegui respirar e minha visão voltou ao normal, pude ver Katherine que me olhava apavorada e Alaric que mantinha minha cabeça levantada para facilitar a entrada de ar.
âAcorda Damon seu irmão precisa de você isso não e hora pra dar um de fracoâ um pensamento invadiu minha mente e eu me levantei de imediato sem me importar com nada.
Corri para o hospital e sabia que Alaric estava logo atrás de mim, podia ouvir seus passos.
Nossa casa fica três quadras do hospital então logo já havÃÂamos chegado.
Ao chegar lá a medica me deu uma noticia que me deixou boquiaberto, fiquei totalmente chocado.
Se eu não estivesse sentado na sala da Dra. Forbes eu teria caÃÂdo.
âNão pode ser... â disse incrédulo.
âSeu irmão já esta estável, mas esta mais que na cara que ele precisa de ajuda psicológica, isso e comum em alguém como ele. Me surpreendeu o Dr. não ter notado os sintomas antes Dr. Salvatore. Se o senhor quiser eu posso recomendar uma ótima psicóloga de minha confiança. â a Dra. Caroline Forbes falava enquanto mexia em alguns papei em sua mesa.
Eu apenas encarava o papel em minhas mãos entregue por Elijah quando entrei. Era uma suposta carta de despedida que Stefan escreveu antes de sua tentativa malsucedida de se suicidar. Isso só podia ser uma brincadeira, eu não queria acreditar.
Guardei a carta no bolso do palito, pedi licença a Doutora e sai.
Alaric e Elijah estavam na recepção, ao me verem vieram ao meu encontro.
âDamon eu sinto muito... Ele prometeu que não faria de novo e eu...
âDe novo? Ele já havia tentado antes? E você não me contou?! âeu gritei
âDamon você não esta na casa da mãe Joana, se acalme â disse Alaric em seu tom autoritário.
âD-desculpe Damon... ele me fez prometer que não contaria e você sabe que eu nunca...
âVocê nunca descumpre uma promessa. Eu sei Elijah, mas você não pode ser tão ingênuo a ponto de pensar que todos façam o mesmo. â eu fiz uma pausa pra respirar, acho que se eu não o fizesse meus pulmões implodiriam. â Seus se eu soubesse que ele estava assim, eu...
âTalvez você soubesse só não queria admitir a si mesmo. Damon seu irmão esta assim dês da morte de minha irmã. â disse Elijah e aquela verdade soou como o primeiro som ouvido por um surdo.
Talvez ele precise de ajuda. Uma ajuda que eu não poderei dar.
Segui para o quarto de Stefan que como de costume era o quarto numero 173.
Meu irmão se encontrava dormindo deitado na cama do hospital. Sua pele estava extremamente pálida.
Meu coração se partia cada vez que o via assim.
Havia muita coisa a ser esclarecidas, mas não agora, Stefan precisa de descanso e darei isso a ele. Dessa vez eu sabia que não conseguiria sozinho. Sentindo me derrotado fui até onde a Dra. Caroline se encontrava.
Ela me deu o cartão de uma psiquiatra chamada Elena Gilbert.
Ainda incerto o peguei e sai.
Como Alaric recomendou fui para casa tomei um banho quente e fui para cama, mas como o sono não chegou decidi reler a carta suicida de Stefan mais uma vez:
âMEU IRMÃO.
EU SEI QUE PROVAVELMENTE NÃO SERA VOCÃ QUE IRA ME ENCONTRAR, MAS EU SEI QUE ESSA CARTA IRA PARAR EM SUAS MÃOS EM ALGUMA HORA.
EU PEÃO QUE NÃO SE CULPE.
NESSES QUINZE ANOS VOCÃ FOI MEU PRINCIPAL APOIO NAS HORAS MAIS DIFÃCEIS, OBRIGADA POR SEMPRE LUTAR POR MIM.
VOCÃ FOI QUEM ME LEVANTOU QUANDO FRAQUEJEI E O SIMPLES FATO DE SABER QUE VOCÃ ESTAVA LA ME DEU FORÃAS PARA LUTAR.
VOCÃ NÃO FALHOU NA SUA PROMESSA, SIM EU OUVI QUANDO VOCÃ PROMETEU A MAMÃE QUE CUIDARIA DE MIM. E EM NENHUM MOMENTO FOSSE A DESCUMPRIU. VOCÃ FEZ ATE MAIS QUE APENAS CUIDAR DE MIM. EM NENHUM MOMENTO VOCÃ FALHOU MEU IRMÃO. EU FALHEI. FALHEI COM VOCÃ. EU SEI QUE ESPERAVA MAIS DE MIM. DESCULPE TE DECEPCIONAR. VOCÃ SE TORNOU TANTA COISA E EU ME SINTO TAO FELIZ POR TER FEITO PARTE DISSO. MAS ACABOU DAMON. EU NÃO TENHO PORQUE LUTAR. E NÃO QUERO QUE VOCÃ SE GASTE LUTANDO POR MIM. EU TE AMO. E SE VOCÃ ME AMA DEVE ME DEIXAR IR. REBEKAH, MAMÃE E PAPAI ESTÃO ME ESPERANDO E VOCÃ UM DIA QUANDO ESTIVER UM VELHINHO GAGA PODERÃ SE JUNTAR A NOS NO NOSSO REINO FEITO DE NUVENS LA NO SEU. EU SEI QUE VOCÃ NÃO ACREDITA NISSO, MUITO MENOS EU, MAS TEMOS QUE ACREDITAR EM ALGO NÃO E MESMO?
EU ACREDITO QUE VOCÃ E FORTE PARA CONTINUAR SEM MIM.
E ENQUANTO AOS OUTROS:
OBRIGADA POR TUDO. EU SÃ TENHO A LHES AGRADECER.
ELIJAH KLAUS E ALARIC CUIDEM DO DAMON POR MIM, SE NÃO EU VOLTO PRA PUXAR O PE DE VOCES.
E A QUEM QUER QUE LEIA ESSA CARTA.
NÃO FIQUE TRISTE POR MIM EU ENCONTREI MINHA PAZ.
â Stefan Salvatore.â
Depois de reler a carta meus olhos se encheram de lagrimas e eu chorei no silencio do meu quarto até meu cansaço me fazer cair na inconsciência.
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