Notas iniciais
Oi, oi! Segue então o primeiro capítulo, espero que gostem! E não se esqueçam dos reviews!

Fiquei deitada em minha cama encanto escutava o gotejar da chuva. Tentava não pensar no que tinha acontecido essa semana. Apesar de não ter contado para ninguém o que aconteceu, ainda restava alguém que sabia. Eu confiava nesta pessoa mas tinha medo de algo de ruim acontecer a ela.

Nem percebo que já amanheceu, mesmo cansada por uma noite sem dormir eu visto meu uniforme e me arrumo para a escola. Saindo do meu quarto vejo Victória, minha irmã. Bem, ela não é minha irmã de verdade, ela é minha meia irmã, apenas filha do meu pai. O meu pai se casou com a mãe de Victória que fugiu de casa quando ela tinha apenas alguns meses. Depois de alguns anos meu pai conheceu a minha mãe, mas eles não se casaram por que ela morreu. Não sei muito sobre ela.

Olho para a minha irmã, bonita, cabelos pretos ondulados com as luzes roxas e olhos cinzentos. Conheço bem aqueles olhos cinzentos para saber o que eles querem dizer "Não diga nada a ninguém"

Vou logo tomar café para não me atrasar para a escola. Olho no relógio, 7:40, esqueço o café. Se eu não correr vou chegar atrasada pela terceira vez o que vai me deixar encrencada.

Saio correndo sem dar tchau para a minha irmã, ela é a única que está em casa. Meu pai saiu mais ou menos uma hora antes de mim para o trabalho. Meu pai praticamente nunca vê nem eu nem minha irmã. Victória trabalha em uma loja de conveniência no turno da noite, o que significa que ela chega de manhã em casa.

Felizmente chego na escola no horário que bate para entrarmos. E para o meu extremo azar a primeira aula é Química. Eu odeio Química, acredita que seja a segunda pior coisa que existe, a primeira é o meu professor, Sr. Hudson. Que fique claro, eu não tenho nada contra ele, mas com a sua aula. É péssima, quando ele não está dando aula ele é até legal. Mas a sua aula faz com que eu tenha vontade de tocar qualquer coisa naquele professor e sair correndo.

A primeira hora se passa vagarosamente, e quando digo vagarosamente significa vagarosamentemesmo.Finalmente o doce som do sinal avisando que o inferno acabou e que agora teremos uma aula não tão infernal quanto Química.

Educação Física. Não acho tão ruim isso, eu corro todos os dias até a escola e não reclamo — reclamo as vezes, mas não é sempre — o que eu não tinha percebido era os meus chinelos. Sim, eu estava de chinelos! Me arrependo até a alma por sair correndo e não me lembrar de por os tênis.

Na minha escola, quando não podemos fazer alguma atividade, por qualquer motivo, algum professor é vem e nos leva até uma sala pequena onde os alunos chamam de purgatório. O purgatório é onde você vai ficar durante uma hora respondendo perguntar aleatórias até você provar que não tem o mínimo de conhecimento básico e por isso levará uma advertência debaixo rendimento e será indicada ao reforço.

O reforço não é um simples reforço, ele te prepara para uma maratona acadêmica, forçando você a ir na escola nos sábados e ficar uma hora a mais do que o horário normal.

Eu era uma aluna esforçada, pensei que poderia responder perguntas durante uma hora. Como eu estava errada, o professor que iria me fazer as tais perguntas era o Sr. Hudson. Parabéns Erika, tome aqui o seu diploma de pessoa mais azarada do mundo.

– Senhorita Copertwill — Diz o Sr. Hudson com um olhar ameaçador.

–Eu! — Eu digo tentando parecer a pessoa mais normal e despreocupada do mundo. Tentativa falha.

Como eu disse, o Sr. Hudson é uma pessoa legalforada aula e tecnicamente ele iria dar uma aula, fazendo perguntas de Química

Vou até o purgatório. eu nunca estive lá, mas garanto, até é uma sala confortável mas você acaba se sentindo como se estivesse em um interrogatório, o que não é mentira, você está num.

– Então Srta. Copertwill, o que você andou aprontando com a sua irmã?

Fico paralisada olhando para o Sr. Hudson, como ele sabia daquilo, as únicas pessoas que sabiam eram eu e a minha irmã. Não era possível.

–Desculpe, não sei do que você está falando. — Digo, tentando não transparecer nada.

–Sabia sim, detectei semideuses aqui. Você por acaso fez algo que as pessoas não podem fazer? — Diz ele sem mudar de expressão

– Não, espere aí, semideuses, o que é isso. Não fiz nada, foi um acidente... — Droga, tinha estragado tudo, estava ferrada.

–Erika, você nunca conheceu sua mãe certo?

–Ela morreu, quando eu era muito pequena, por isso eu não a conheci.

–Tem certeza? Nunca viu fotos dela, sabe ao menos o nome dela.

–Claro que eu sei, Kate, como não iria saber o nome da minha própria mãe?

–E o sobrenome?

Me dei conta de que, eu não sabia o sobrenome dela, não sabia o sobrenome da minha própria mãe.

–Você não sabe não é? — Disse o Sr. Hudson — É por isso que eu estou aqui, o meu trabalho é explicar estas coisas e levar você para um lugar seguro.

–Claro, só por que você me fez perguntas sobre a minha mãe e provou que eu não sei o sobrenome dela eu simplesmente vou ir com você para um "lugar seguro". Sim, vou com certeza fazer isto.

–Ok, se você não acredita em mim, deixa eu lhe mostrar.

Foi aí que aconteceu uma das coisas mais estranhas que eu já tinha presenciado, o Sr. Hudson simplesmente tirou as calças e no lugar das pernas existiam pernas de bode. Sim, bode!

–Mas o que é isso?

–Eu sou um sátiro, e você, bom, você deve ser uma semideusa.

Notas finais
Esse foi o capítulo, espero realmente que vocês tenham gostado e se gostaram deixem um review para a autora ficar feliz! :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.