I Won't Give up
8 7 Capítulo - Questionamentos
Notas iniciais
Depois que saímos do colégio fui direto pra casa com Lucy, que me contou que morava só com sua mãe já que seus pais eram divorciados. Me contou também que estudava no colégio a mais de três anos e que nunca teve muito amigos por que na opinião dela as garotas são umas putas.
– O que quero dizer e simples, eu posso falar besteiras e falar algumas coisas safadas mais eu não me jogo encima de ninguém entende? Eu não uso shorts quase no cu e muito mesmo imploro pra garotos me comerem e claro que a maioria delas não tem um cérebro — Concordei com ela e sorri por saber que era a primeira amiga importante de Lucy.
Sua casa ficava perto do colégio tivemos que andar bem pouco, quando chegamos notei que a casa de Lucy não era tão grande como a minha mais de longe ela era pobre.
Ela me contou também que a mãe e advogada e que mal parava em casa, perguntei como ela se sentia sobre isso.
– No começo era ruim, mais agora ando só de calcinha, coloco musica alta e tento fazer os passos das The pussycat dolls... não que de certo. — Ri da ultima parte e entramos na sua casa.
Colocamos nossas coisas na sala e Lucy foi na cozinha esquentar a comida.
– Hum, eu estava pensando Nicole quer ser gastronômica eu nunca imaginária isso — Sorri pra ela e me sentei em uma cadeira de frente pra ela.
– Vai por mim Nicole e surpreendente às vezes, você tem que experimentar a lasanha que ela faz. E divina — Lucy sorriu concordo com a cabeça e eu a ouvi suspirar.
– Lauren também e surpreendente — Lucy comentou me chamando minha atenção, franzi a testa não entendendo o que ela queria dizer e ela continuo — Ela tem uma moto sabia? Oh e ela toca violão e fala Francês e Espanhol.
Abri a pouca um pouco impressionada com isso. Eu provavelmente não saberia disso tão cedo se esperasse ela me contar.
– Antes que pergunte ela me contou hoje mais cedo no colégio, sério ela e bem diferente do que pensei... Quero dizer ela continua sendo fria e sarcástica mais ela consegue ser bem legal quando quer. — Sorri meio forçado eu odiava sentir como se fosse à única que não sabia absolutamente nada sobre Lauren.
E eu não sabia. Eu não sabia seu nome todo, com quem morava ou se tinha irmãos. Eu não sabia seus Hobbies mais todas pareciam saber mais do que eu. Eu só não entendi porque isso me importava tanto, bem eu queria ser amiga de Lauren acho que isso melhoraria a convivência entre agente mais... Talvez houvesse outro motivo.
– Você podia parar de viajar um pouco né? — Balancei a cabeça afastando esses pensamentos e concordei com Lucy que tinha colocado meu prato com a comida na mesa.
– Obrigado — Ela sorriu e começamos a comer em silencio. Até que Lucy o quebrou.
– Eu acho Josh Hutcherson gostoso — Soltei uma risada sendo acompanhada por Lucy e coloquei um pouco de macarrão na boca.
– Não fale dele, ele e meu boy crush. — Ela e eu terminamos de comer e depois lavamos os pratos e assim fomos pra sala se jogando no sofá.
– Só pra saber eu prefiro muito mais Liam Hemsworth, ele e lindo demais — Fiz joinha com a mão e Lucy revirou os olhos.
– Você acredita no amor? — Lucy perguntou parecendo séria dessa fez. Balancei com a cabeça concordo e ela se virou pra mim — Realmente acha que ele existi?
– Por que não acharia? Eu nunca amei de verdade, eu nem sei como e quando você ama. Mais eu acredito, sempre vou acreditar nisso.
Ela concordou e pensou por uns segundos antes de me pergunta outra coisa.
– Todo tipo de amor Mel? — Não entendi o que ela quis dizer e ela ficou ereta no sofá — Entre duas garotas ou dois garotos, você acredita nisso? Que o amor pode ser verdadeiro quando e assim?
– Eu disse que acredito no amor, duas pessoas do mesmo sexo podem ser amar tanto quanto um casal hétero. As pessoas deveriam entender isso — Comentei me lembrando de quando um amigo meu do Brasil comentou que pessoas assim não amavam e que se ele tivesse um filho gay o expulsaria de casa ou faria ele virar homem.
Pessoas com mente pequenas me davam nojo, como alguém crítica uma pessoa por amar outra do mesmo sexo?
– E se você se apaixonasse por uma garota? Iria lutar ou desistir? Iria fazer o que as pessoas acham certo ou o que você acha certo? — Agora Lucy tinha conseguido me deixar sem saber o que falar. Eu nunca tinha pensando nisso, eu achava casais de garotas muitas vezes mais fofas e mais verdadeiras do que héteros mais isso não queria dizer nada, certo?
– Eu não sei Lucy, tem minha mãe e eu não acho que ela gostaria muito. Mais e você o que faria? — Ela me deu um sorisso triste e me respondeu depois de um tempo em silêncio.
– Eu fugiria o máximo que pudesse, mais eu acho que o pior e quando você descobre que o que sente e mais que uma paixão e ai como você foge? — Eu fiz não com a cabeça e passei a língua pelos lábios.
– Eu sou covarde Lucy, eu passo a maior parte do tempo escondendo o que eu realmente quero eu não posso dizer o que fazer sobre essas coisas e não importa nenhuma de nós passamos por isso mesmo. — Ela me olhou nos olhos e por um momento eu pude que eles queriam me dizer algo, mais eu ignorei eu precisava prestar mais atenção em algumas coisas e depois tirar minhas conclusões.
Sorrimos uma para a outra e decidimos assistir um amor pra recordar. Eu gostava desse filme quem não gosta? Isso me fez lembrar de Lauren e acho que teria alguém que não gostaria.
Sorri com esse pensamento e o afastei prestando atenção no filme, eu sempre me emocionava em filmes como esse principalmente se a algum dos dois fosse morrer.
Meu filme preferido e uma prova de amor aquele que tem a menina com câncer e a irmã dela que lutava na justiça pra ter controle próprio sobre seu corpo, a parte que eu mais chorava era na parte que o Taylor aparecia, eu acho o amor deles lindo e então ele morre e depois ela e.
Acabava comigo.
Eu sempre fui chorona do tipo que chora por qualquer coisa, romântica e sempre era doce com todos, talvez esse você meu erro ser doce com todos. Eu e Lucy choramos iguais duas bebes no final e depois acabamos rindo do quão idiota estávamos sendo.
– Eu espero que saiba que já são quase sete horas da noite — Me assustei com a hora e me despedir de Lucy eu teria que ligar pra minha mãe pra alguém vim me buscar já que minha casa era longe da de Lucy.
– Estou indo te buscar — Meu padrasto falou no telefone — Não fique na esquina.
– Por que? — Perguntei confusa.
– Podem te sequestrar— Whats? Coloquei as mãos na testa sem entender o que ele queria dizer.
– Vão me sequestrar por que estar na esquina? Isso faz sentindo pra você? — Eu chamava Robert por você já que ele dizia que não era tão velho pra ser chamado de senhor.
– Cale a boca, eu só a voz da experiência não discuta comigo. — Comecei a rir quando ouvi isso.
Desliguei meu celular e o esperei na esquina mesmo que ele dissesse não,vi seu carro se aproximar e entrei dentro.
– O que disse da esquina? — Revirei os olhos enquanto colocava o cinto e Robert acelerou com o carro.
– Você percebeu que a rua ta deserta né? — Ele me olhou por uns segundos e depois voltou a prestar atenção na direção.
– Você não assistir filmes de terror né? Eles surgem do nada.
– Isso e sobre filmes de terror agora? — Perguntei jogando minha bolsa no banco traseiro.
– Não e sobre o fato de você ficar na esquina — Cerei os olhos pra Robert que parou e frente a nossa casa.
– Isso está idiota — Comentei sincera.
– Por que somos idiotas — Robert comentou e saímos do carro rindo.
Robert estava sendo como um pai pra mim. Um pai idiota, mas eu gostava disso.
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