I Won't Give Up
23 Você Não Está Sozinha
Notas iniciais
Acordo e vejo que estou completamente abraçada a Oliver e que ele está fazendo carinho nos meus cabelos. Levanto a cabeça e o olho, meu Deus Oliver Queen é ainda mais bonito logo após acordar.
– Bom dia Loirinha.– Diz me dando um beijo na ponta do nariz.
– Bom dia... Amor.– Vejo seu sorriso ficar maior.
– Eu já te disse como você é linda de manhã?– Eu nego com a cabeça. – Pois você é muito linda da manhã.
– E eu já te disse como você é gostoso de manhã?– Assim que eu falo me arrependo. Enfio meu rosto na curva de seu pescoço, ouvindo sua gargalhada.
– Só você mesmo Felicity. Eu te amo.– Oliver me diz isso de maneira tão natural que me deixa boba. Me inclino para cima dele e o beijo com todo o meu amor. Quando o ar se faz necessário, nos separamos.
– Eu também te amo.– Os olhos de Oliver estavam escuros, brilhando com desejo. Só então me dou conta de que estou inclinada por cima dele. Nua.
Oliver se levanta e vai trilhando beijos do meu pescoço até meus seios, com pequenas mordidas. Gemo e ele me puxa para seu colo. Com um movimento lento, quas torturante, nos tornamos um.
Como na noite anterior foi intenso, mais emocional do que físico. Chegamos ao êxtase juntos, caí ofegante em cima de Oliver que estava do mesmo jeito.
– Ontem...– Começo a falar tentando estabilizar a respiração. – Você também sentiu. Eu vi nos seus olhos.
Ele acenou concordando.
– Ontem foi a melhor noite da minha vida até agora.
Dou uma risada sarcástica.
– Com a quantidade de mulheres que já passou pela cama de Oliver Queen, você quer que eu acredite que eu fui a sua melhor noite? Eu, a simples garota do T.I., que fala demais? Não, não mesmo.
Quando termino de falar, percebo tudo que disse e coro. Metade do que falei, não era para ter saído da minha boca. Olho para Oliver que está com o maxilar travado de raiva.
– Com as outras foram só sexo.– Diz rude. – Com você foi, foi... Amor. Foi com o coração.– Diz olhando para mim, e voltando a falar suavemente. – Você é além da simples garota do T.I. que fala demais. É a garota que tomou conta do meu coração tão devagar, que quando enfim me dei conta, quase te perdi. Não se compare a elas, elas tiveram uma parte pequena de Oliver Queen, você me tem por inteiro.
Meus olhos enchem de água. O beijo com todo o meu amor, até que Thea bate na porta .
– Ollie? Licity?– Oliver dá um suspiro frustrado e eu dou risada.
– Sim Thea?– Respondo.
– O café está pronto e quero falar com vocês. É importante.– Diz rápido e dá para perceber que está ansiosa.
– 15 minutos Speedy.– Oliver pede.
Me levanto da cama e vou em direção ao banheiro.
– Aonde você vai?– Pergunta confuso.
– Banho...– Ele faz menção de vir também e eu completo rapidamente. — Sozinha, ou não vamos descer hoje.– Ele suspira assentindo.
Tomo banho e saio para me vestir, Oliver entra sem nem me olhar. Visto a roupa que pegamos no meu apartamento, já que a Thea esqueceu no dia que vim do hospital.
Roupa: http://www.polyvore.com/felicity/set?id=149414386
Ele sai do banheiro e resolve passear pelo quarto de toalha, fico olhando para ele, até que percebo que estamos perigosamente perto. Corro do quarto em direção a cozinha, o ouvindo rir.
A mesa está posta, e Thea e Roy estão nervosos. O que será que ela quer falar?
– Bom dia.–Digo com um sorriso. – Como estão se sentindo?
– Na medida do possível bem.– Roy respondeu com um pequeno sorriso.
– Ótima.– Thea responde. – Cadê o Ollie?
Abri a boca para responder quando fui interrompida pelo próprio.
– Aqui.– Oliver respondeu se sentando do meu lado. – Qual a bomba da vez?– Pergunta sério.
– Como assim?– Pergunto confusa.
– Desde crianças, quando a Thea tinha que me contar algo que me deixaria triste ou irritado, ela fazia comida, muita comida e depois soltava a bomba.– Ele diz para mim. Olhei para Thea que tinha cara de culpada. Suspira e começa a falar.
– Eu pensei no que a Licity me falou ontem.– Eu disse muita coisa ontem. — Sobre eu escolher o que faria com a morte da Sara, faria o meu melhor ou ser consumida com a culpa. Decidi fazer o meu melhor.
– Como?– Oliver perguntou.
– Ajudando as pessoas...– Minha mente começou a trabalhar e eu já sei do que ela está falando. E já que Oliver ficou tenso, ele também. Estou ferrada e mal paga.
– Nem pensar Thea.– Oliver falou se levantando.
– Ollie...– Começou.
– NÃO!– Ele gritou, assustando a todos.
– Oliver?– Eu chamei baixinho e ele me olhou. – Talvez não seja tão ruim assim a Thea...
– Não Felicity.– Disse decidido. Se virou para Thea e falou.– Eu já perdi demais e ainda tenho muito a perder para deixar você entrar nessa vida Speedy.
Ela estava com os olhos cheios de água.
– Oliver, a Thea não é mais aquela menina que nós dois estávamos acostumados, ela teve que se virar, aprendeu com Merlyn a se defender. Temos qu admitir, precisamos de toda ajuda possível contra a liga gora, eu sei o quanto dói perder os que amamos, eu perdi também. Agora nos resta saber se queremos quem ficou, ao nosso lado ou não. Eu escolho a Thea do nosso lado e você?– Roy falou pela primeira vez desde que chegamos no ponto chave da conversa. – Olha só. Nós treinamos com ela e vemos como será. Ela tem algo que você também tem Oliver. Heroísmo, e não dá para lutar contra isso.– Completa.
Oliver dá um suspiro e eu sei que ele se deu por vencido. Dou um sorriso e me levanto da mesa.
– Estou feliz pela sua decisão Thea, mas... Não muito animada também. Acho que vou morrer cedo... Oliver, Roy, Dig, Barry, Laurel e agora você.– Vejo que todos estão sorrindo e percebo o que falei. Coloco o rosto nas mãos. – Falei alto não foi?
– Sim Licity.– Thea responde.
Pego minha bolsa, dou um beijo na testa da Thea, do Roy e um selinho em Oliver.
– Eu já vou.– Digo indo para a porta. – Encontro vocês na caverna.
– Aonde?– Roy pergunta confuso.
– Ela tem que mostrar algo a Nyssa.– Oliver diz seco. Solto um beijo para ele e saio.
Dirijo até a boate, encontro Nyssa me esperando na porta. Paro o carro e ela entra.
roupa: http://www.polyvore.com/nyssa/set?id=149422914
– Oi.– Digo timidamente.
– Oi Felicity.– Ela responde com um pequeno sorriso. – Aonde vamos?
– Ao meu apartamento.– Depois da minha resposta, ficamos em silêncio o resto do caminho.
Chegamos ao meu apartamento.
– Quer algo para beber?– Pergunto. Ela nega com a cabeça, a puxo pela mão para o corredor, onde tem várias fotos do time. — Vem, quero te mostrar algo.
Paramos de frente para a parede que estava cheia de porta retratos. Dig e eu. Roy e eu. Dig, Roy e eu. Dig, Roy e Oliver. Oliver e eu. Barry e eu. Oliver e Sara. Dig e Sara. Lyla e eu. Lyla, Dig, Roy e Oliver. Sara Diggle e eu. E um espaço vazio.
– Espera um minuto.– Falei, fui no meu quarto e voltei com o quadro que tinha tirado há alguns meses da parede. Coloco de volta no lugar, quando Nyssa vê do que se trata, seus olhos enchem de água.
Uma montagem de várias fotos minhas com Sara. Sujas de chocolate, com pijama, fazendo caretas, abraçadas e por último a foto mais recente, uma foto que estávamos sentadas na escada de incêndio, depois de uma das minhas aulas de luta.
– Vocês eram amigas?– Nyssa perguntou com a voz embargada.
– Não.– Ela me olhou confusa. – Éramos irmãs.
Fomos para o sofá e eu pegeuei uma caixa com todas as lembranças de Sara. Entreguei a ela e fui fazer um café, quando voltei ela estava abraçando as pernas e chorando em silêncio. Me aproximei devagar, coloquei as xícaras na mesinha de centro e a abracei, o que só fez o choro se intensificar.
Acho que não fiquei surpresa com o choro da Nyssa, pelo visto ela não tinha podido chorar a morte da Sara. Não sei quanto tempo fiquei abraçando-a enquanto ela chorava. Depois que se acalmou um pouco me estendeu um envelope.
– Quando ela te deu isso?– Perguntou se recompondo.
– Na última vez que nos vimos. Eu escrevi uma também, só que para o Oliver e ela levou após a batalha contra Slade. Tinha me esquecido dessa carta.– Falei com um sorriso.
– Por que escreveram essas cartas?– Ela perguntou confusa.
Dei um riso sem humor antes de responder.
– Se morressemos ou deixassemos alguém que nós amamos muito, gostariamos que elas tivessem algo que a fizessem seguir em frente.– Nyssa fungou tentando não chorar.
– Lê para mim, por favor?– Pediu estendendo o envelope ainda fechado.
Abri o envelope e comecei a ler.
" Nyssa, se você está lendo isso, eu morri e a Felicity te entregou a carta. Ela deve ter explicado as circunstâncias da carta. Como eu sei que morri? Simples, nunca deixaria você por livre e espontânea vontade.
Tenho tanta coisa para te dizer, mas as palavras não querem ajudar. Te amo Nyssa, mais do que já amei alguém a vida toda. Não se feche para o mundo, você é incrível e merece uma vida fora da liga.
Nyssa não se ama somente uma vez, apesar de existirem amores maiores que outros. Você foi meu grande amor, mas eu fui o seu primeiro amor. Se dê uma nova chance.
Você vai demorar a aceitar que passou a amar de novo, mas saiba que ele é sempre difícil de conseguir. O grande amor. Lembra de nós duas? O quanto foi difícil para mim te conquistar, quando consegui, foi como se meu mundo fosse renovado. Quando você sorria para mim era como se não existisse mais nada além de você. Eu odiava matar, mas por você eu fiquei na liga. Por que eu te amei. Ainda amo, mesmo depois da morte.
Quando sentir vontade e desistir lembre-se: 'De onde muito se espera é que não surge nada. O amor prefere se aproximar dos destraídos'.
Eu sempre vou estar com você. Nunca esqueça que te amo.
Com amor, sua Sara.
P.S. Diga a Felicity para não desistir do Oliver eles são amores únicos."
Terminei de ler a carta com lágrimas descendo pelo meu rosto e um pequeno sorriso pelo p.s., Nyssa soluçava encolhida no sofá. A acolhi nos braços outra vez e esperei ela se acalmar. Se sentou, pegou a carta e colocou no bolso da calça.
– Estou com sua carta.– Nyssa fala antes de provar o café.
– Como assim?– Pergunto engasgando com o meu. – Como você está com a carta?– Acho que vou morrer se ela leu a carta.
– Estava nas coisas de Sara na liga. Juntei tudo, guardei e nunca mais peguei em nada dela. Até hoje.
Sorri para ela que retribuiu e mais uma vez fui capaz de ver a garota pela qual Sara se apaixonou.
Tomei uma decisão importante. Ia fazer a Nyssa cumprir o que a Sara pediu. Não se fechar para o mundo.
– Tomei uma decisão muito importante.– Disse a ela.
– Qual?– Perguntou confusa.
– Eu não vou deixar você se fechar para o mundo. Você tem que sair do luto. Ele não faz bem aninguém.– Declarei.
Ela me olhou com o solhos enchendo de água de novo.
– Eu não estou preparada para sair do luto ainda.– Me disse com um fio de voz.
Eu dei um sorriso.
– Você não está pronta ou está com medo de que todos vejam a Nyssa de verdade? Por que eu já vi e eu não vou deixar ela continuar escondida. Você não está sozinha.
Nyssa me deu um sorriso de verdade e eu retribuí.
– É disso que eu estou falando. Vem, vamos para a caverna.– Ela segurou minha mão e saímos para a caverna.
Chegamos e eu desço na frente. Antes de chegar lá embaixo, um vento forte acontece e Barry está na minha frente.
– Felicity!– Diz e me abraça forte. Retribuo sentindo falta do meu amigo.
– Barry!– Respondi sorrindo.
– Fiquei sabendo o que aconteceu com você. Estavamos ocupados com um meta-humano, vim assim que soube.
– Está tudo bem. — Disse para tranquilizá-lo.
Descemos e eu vejo Oliver afiando as flechas, e eu já sei que ele está irritado. Olho para Dig que está de braços cruzados olhando de cara feia para Cisco que estava de cabeça baixa. Caitlin vem e me abraça. Logo depois Cisco.
– Bom saber que você está bem Felicity.– Disse me olhando. – Sentimos sua falta.
Apresentei Nyssa a todos e logo começaram a conversar sobre estratégia sobre como derrotar a liga. Fiquei calada toda a conversa mexendo nos meus computadores até que Oliver e Nyssa se alteraram.
Entro no meio dos dois.
– EI!– Grito para chamar a atenção. — O que está acontecendo?
Os dois continuaram se encarando como se fossem se matar. Dig começa a falar.
– A Nyssa acha que você tem que ter treinamento. O Oliver discorda. Ela acha que a liga vai chegar até você e usá-la como moeda de troca para nos rendermos. Oliver acha que que você deve se esconder. E aí começaram a se desentender.
Suspirei. Eu entendo a opinião de Nyssa, mas eu não vou nem se quisesse conseguir lutar contra a liga. Oliver dessa vez tem razão.
Dei um pequeno empurão em Oliver e ele nem me olhou. Sacodi Nyssa, e nada também.
– DROGA!– Gritei e parece que enfim eu consegui a atenção deles. – É da minha vida que estão falando, que tal perguntar o que eu acho?
– Eu acho que você tem que aprender a se defender, por que quando lutarmos contra a liga, elas vão chegar até você. Não podemos arriscar que eles te machuquem.– Nyssa falou olhando para mim com carinho.
– E eu acho que nós deveríamos te manter escondida até que a luta acabasse, não podemos ariscar que você morra. EU não posso arriscar que você morra.– Oliver falou me olhando com dor.
– Nyssa, em outra situação eu estaria brigando com Oliver agora para aprender a me defender, mas nessa situação, eu não posso. Nem se eu quisesse, eu conseguiria lutar contra alguém da liga. Não seria capaz de sobreviver.– Ela me olhou com tristeza, e logo falou.
– Como integante da liga, eu sei que eles vão procurar o elo mais fraco. Não quero que a Felicity lute juno conosco ou nada disso, eu quero que se ela for atacada seja capaz de ficar viva até um de nós ajudarmos. Eu sei que você daria a sua vida por ela, qualquer um aqui faria. Ficar viva, é só o que eu quero e você também.
E novamente eles estavam se olhando, dessa vez como se estivessem se entendendo. Dig ao perceber que tinham um acordo se pronunciou.
– Se o Barry vai nos ajudar... A Caitlin e o Cisco tem que treinar também.– Barry ia dizer algo, mas Dig continuou falando. – Se não vamos deixar a Felicity correr tantos riscos, você também não vai deixar o seu time correr.
Conversamos até chegarmos num acordo. Eu, Thea e Caitlin subimos na boate para colocarmos as roupas de treino que a Sara tinha deixado guardado, ou melhor, a Caitlin vestiu por que eu coloquei uma das calças da Thea, que ficaram bem justas.
Descemos, eu fui a última e fiquei parada na escada já que não ia caminhar no meio dos rapazes com essa calça. Dig virou para mim e arqueou a sobrancelha para mim, fiz sinal para que ele viesse perto de mim.
– O que foi?– Ele perguntou com um sorriso.
– Preciso de uma camisa sua.– Ele riu e foi pegar, jogou a camisa para mim. Vesti e começamos a treinar.
Comecei o treino com Nyssa, foi super calma enquanto Thea treinava com Caitlin. Consegui me sair bem, ela tinha uma paciência que me surpreendeu. Treinamos por horas, vi quando Laurel entrou na caverna e viu a Thea, abaixei a guarda e quando vi estava no chão.
– Felicity! — Ouço a voz de Oliver e logo sou levantada do chão. – Você está bem?
Acenei que sim. Senti algo macio nas minhas costas e me concentrei em tentar sentar. Quando consegui vi ele e Nyssa me olhando, estava no antigo quarto de Oliver. Me lembrei do por que apanhei e tentei levantar.
– Não, fica deitada e descansa.– Nyssa falou.
– Eu preciso que traga a Thea aqui.– Ela assentiu e saiu.
Oliver fez carinho na minha bochecha e me deu um pequeno sorriso.
– Como estava me saindo?– Perguntei fingindo indiferença, porém muito curiosa.
– Bem.– Ele me olhou de cima a baixo. – Por que está com uma camisa minha?
Dele? Camisa dele? Dig me paga. Eu pedi uma camisa dele, não de Oliver. Dou um sorriso sem graça antes de responder.
– Eu pedi uma camisa do Dig emprestada e não vi que era sua. — Acho que estava muito nervosa e não percebi o cheiro inconfundível. Vi que Oliver ficou confuso. Me levantei e puxei a camisa pela cabeça. – Digamos que tenho mais quadril que a Thea.
Ele riu e foi quando Thea entrou nervosa. Fui logo falando.
– Calma. Mantenha a cabeça erguida e se ela falar demais... Dê um murro e vá para casa dormir. – Nós três rimos. – Bom... Eu já vou.
– Eu vou também. — Oliver falou saindo do quarto com nós duas.
– Eu acho melhor não. Fique aqui e lide com Laurel também. A Thea vai precisar de você. — Ele fez uma careta mas assentiu. Nyssa me abraçou e eu falei que queria que ela dormisse no meu apartamento hoje, ela assentiu e subi segurando a mão de Oliver. Ele me encostou no carro e me deu um beijo que me deixou sem fôlego. – Eu te amo. — Falei assim que nos separamos.
– Eu também te amo.
Entrei no carro e diriji até meu apartamento, fui direto para o banheiro tomar banho, comi, escovei os dentes e caí na cama ainda de roupas íntimas.
– Haja controle. — Ouço a voz de Oliver ao longe e seus braços me envolverem, me aconchego em seu corpo e volto a dormir.
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