I Won't Give Up
30 Mãe
Notas iniciais
– A guerra começou. — Sussurrei quando ele ficou em pé ao meu lado.
– Sim. A guerra começou. — Ele disse e segurou minha mão.
*****
Todos nos reunimos num círculo para não sermos surpreendido por qualquer lado. O homem que estava aplaudindo o nosso brinde saiu das sombras e apareceu para nós. Vi Nyssa e Oliver lado a lado de onde ele estava vindo. Assim que o viu, Oliver veio até mim.
– Imagine como eu fiquei triste, ao saber que minha própria filha estava tramando para me matar. — Puxei uma respiração afiada ao ver o quão perto ele chegou dela.
– Oliver... — Sussurei e sem nem me olhar, ele se aproximou dela e Rha's riu quando viu Oliver se aproximar deles.
– Oliver, Oliver... — Ele disse. — Eu vim fazer uma proposta.
– Nós não queremos nada que venha de você. — Ele disse com os dentes trincados.
– Vá embora Rha's. — Nyssa falou.
O sorriso debochado que tinha em seu rosto sumiu e deu lugar a uma carranca.
– Você acha mesmo que pode sair da liga assim? — Ele perguntou a Nyssa. — E você, achou que podia mentir para nós e ia me impedir de vingar Sara Lance? — Perguntou a Oliver e vi Roy se por na frente de Thea.
– Você não tem nada mais o que cobrar aqui. — Nyssa disse. — O preço para sair da liga é a morte? Eu pago.
Nesse momento, vários homens da liga entraram na boate e nos cercaram por todos os lados.
– NÃO! — Gritei tentando me aproximar deles, Dig me segurou pela cintura. — Me solta. — Pedi sentindo as lágrimas descendo.
– Ora, ora... — Você não deveria deixar o elo mais fraco de seu grupo tão vulnerável. — Disse olhando Oliver.
Então foi como se uma lâmpada acendesse na minha cabeça. O elo mais fraco não era eu. Connor e Sara.
– Barry. — Chamei e ele me olhou. — Preciso ir a casa do Dig. — Disse sem som.
Ele assentiu e em um piscar de olhos, estávamos no beco atrás do apartamento.
– Volte agora e proteja o Oliver, sim? — Pedi a Barry.
– Certo. Até logo Felicity. — Disse e sumiu das minhas vistas.
Subi rapidamente até o apartamento. Quando cheguei na porta, parei e colei o ouvido lá. Ouvi um barulho de algo quebrando e entrei. Dois homens da liga estavam lá, revirando tudo a procura de Connor e da Sara.
Eles se viraram na minha direção e se olharam como se estivessem tomando uma decisão.
– Volte de onde você veio e esqueça que nos viu aqui. — Um deles falou.
Caminhei devagar até a cozinha e parei perto do açougueiro.
– Sinto muito, não posso. Vocês querem machucar meu filho e minha enteada. — Eles ficaram surpresos com minha declaração.
Um deles veio em direção a mim antes que eles chegasse até o balcão onde eu estava. Puxei uma das facas e arremessei mirando sua perna. Me abaixo e trago comigo mais facas.
– Agr... Vadia. — Gritou. Me encolhi esperando ter que jogar outra faca. — Eu vou te matar de forma lenta e dolorosa.
Me arrepiei com sua declaração. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, fui puxada para cima do balcão pelo cabelo.
Gritei e tentei me soltar de seu aperto de ferro. Ele me deu uma cotovelada entre as costelas que me fez engasgar com a respiração. Me derrubou e disse alguma em outra língua que fez o outro rir.
Quando ele se abaixou para falar comigo, dei uma cotovelada em seu nariz, e ouvi os ossos quebrando com o contato. Me forcei a ficar em pé e vi ele se aproxima mais uma vez de mim, só que dessa vez, com dois bastões como os que a Sara usava. Bufei com frustração.
– Não te disseram que é feio lutar contra uma mulher desarmada? — Perguntei a ele. — Eu sei que vocês tem um código sobre isso e tal. Será que eu poderia estar em menos desvantagem? A não ser que você duvide que pode ganhar de mim, o que nos dois sabemos que não vai acontecer.
Ele arremessou um dos bastões para mim, e começou a me atacar, quando ele me atacou mais uma vez, cai no chão, e com o impacto, lâminas saíram das pontas. Sorri para ele.
– Que feio isso. Não me contou que tinha essas lâminas. — Disse a ele.
– Você é minha inimiga não uma de minhas companheiras.
– Justo. — Concordei.
Nesse momento ele acertou uma das lâminas dele na minha perna, o que me fez cair. Ouvi um choro de bebê bem baixinho. E me pus de pé outra vez.
Ataquei ele dessa vez, o que o surpreendeu, ele me derrubou de novo e meu bastão rolou para fora do meu alcance. Ele se inclinou para cima de mim e tentou empurrar a lâmina de seu bastão no meu pescoço, quando estava bem perto, dei uma joelhada em sua virilha, o que resultou em ele cair por cima da outra extremidade do bastão e o sangue dele espirrar em mim.
O empurrei com toda minha força, para tirá-lo de cima de mim e vomitei assim que consegui me pôr de joelhos.
Senti minha força ir me deixando junto com o conteúdo do meu estômago.
O segundo cara, veio em minha direção e chutou minhas costelas me fazendo gritar de dor. Ele riu. Me levantou pelo cabelo como se eu não pesasse nada. Ele me jogou contra a parede, e quando caí, caí por cima do meu ombro com um estalo. Gritei de dor novamente e ouvi um click alto como se uma porta pesada fosse destrancada e passos de criança no corredor.
Meu coração acelerou e pedi a Deus que não fosse o que eu estava pensando. Me forcei a ficar em pé e chamar a atenção do meu inimigo.
– Pelo que você luta? — Perguntei ofegante. Ele me olhou confuso. — Pelo que você luta?
– Pela liga. — Disse se aproximando de mim e me enforcando contra a parede.
Começaram a aparecer pontinhos pretos na minha visão.
– Mãe! — Ouvi a voz de Connor e me forcei a lutar mais um pouco.
– Eu luto pelo meu filho. — Dito isso, puxei a faca de trás de mim e enfiei em sua barriga. Ele caiu e fui devagar até Connor. — Está tudo bem filho. Eu não vou te machucar.
Connor me olhou confuso antes de correr e me abraçar.
– Mãe, você está bem? — Perguntou ainda sem me soltar.
Meus olhos encheram de água ao ver que ele me chamava de mãe.
– Sim, mas... — Ouvi passos e vozes vindo no corredor até a porta e me abaixei até ficar na altura do meu filho. — Preciso que você volte para o quarto do pânico e e só saia de lá quando eu e seu pai te chamarmos.
– Mas... — Ele começou.
– Nada de mas. Volte para lá e só saia quando eu e Oliver chamarmos você. — Ele saiu rápido e voltou por onde veio.
Peguei as facas que achei próximas e me preparei para arremessar, lutei contra a tontura que o cheiro de ferrugem e sal do sangue pelo apartamento me causaram.
O trinco da porta girou devagar e preparei a primeira faca. A porta foi aberta no mesmo momento que uma tontura veio, arremessei a faca sem mirar direito e quase desmaiei quando ouvi a voz.
– Felicity! — Oliver.
– Oliver. — Sorri e me sentei no chão enquanto ele vinha até mim, me lembrei que estava suja de sangue e gritei. — Para!
Ele me olhou confuso e magoado.
– Eu estou suja de sangue, não quero te manchar... Pera aí, como você está limpo? — Ele sorriu antes de me puxar para seus braços.
– Eu tive que me trocar para vir aqui. Não podia aparecer sujo de sangue. — Sorri e senti uma tontura de novo. Oliver me impediu de cair. — Você está bem? Está ferida?
– Estou bem. É o cheiro do sangue. E sim, estou ferida. Acho que desloquei meu ombro, alguns cortes que vão levar pontos e uma dor de cabeça assassina. Os dois idiotas acharam divertidos me puxar pelo cabelo.
– Filhos da mãe. — Dig falou de trás de Oliver. Olhei para ele e sorri. — Oi Fel.
– Ei Dig, não tinha percebido que você estava aqui. — Disse com um sorriso constrangido. — Cadê a Lyla? — Perguntei quando olhei ao redor.
– Ela está tentando fazer o Connor abrir a porta do quarto do pânico. — Dig disse. Tentei descer do colo do Oliver com essa declaração, mas nada, ele não me soltava.
– Dá para me levar lá? O Connor só vai abrir a porta para mim e para você juntos. — Expliquei e ele começou a me levar ainda me segurando no colo.
Notei que ele mancava.
– Me ponha no chão Oliver. — Ele me olhou sério e continuou indo até o quarto do pânico. — Sério, você está machucado.
Dig soltou um bufo divertido atrás de nós antes de falar.
– Na invasão de Slade, depois que a van virou, eu te peguei no colo e ele simplesmente me passou o arco e te carregou até a torre do relógio, machucado também. — Dig falou e recebeu de Oliver uma careta.
Senti meus olhos marejarem com a descoberta desse fato.
– Por que? — Sussurei baixinho.
– Por que eu precisava sentir que você respirava, que seu coração batia. — Disse e me deu um beijo na testa.
Lyla me abraçou como pôde devido a minha posição e foi ficar perto de Dig.
– Connor, pode abrir. — Oliver pediu.
– Está tudo bem meu amor. — Eu falei.
Demorou alguns segundos e a porta estava sendo aberta. Connor apareceu com Sara no colo, que logo foi para os braços de John e Lyla que se abraçaram e choraram por estarem vivos e bem.
Oliver me abaixou no chão e puxou Connor para um abraço apertado. Senti meus olhos fecharem, enfim me entregando ao cansaço.
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