I Won't Give Up
15 Eu Não Vou Discutir Com Você, VOCÊ VEM COMIGO
Notas iniciais
Depois do Roy dedurar a Thea e a Felicity sobre a tequila, no meio da explicação, Felicity soltou que tinha pesadelos e que começaram depois que eu fui embora.
Estou tentando me convencer que não é minha culpa, que eu não poderia adivinhar o que iria acontecer. Mas isso não me impede de me sentir mal.
Ela me olha com seu jeitinho todo meigo e eu me perco no seu olhar, naqueles olhos que me observam como se eu fosse a pessoa mais incrível do mundo. Depois de toda história, nos beijamos e conversamos até que o doutor entrou no quarto.
– Srtª. Smoak, sr. Queen. Bom dia, como está srtª. Smoak? Eu sou o doutor Aidan Hart.
Ele se aproxima da cama e faz alguns pequenos testes para ver se está tudo ok. Eu não entendo por que não poderia ser um dr., de pelo menos 60 anos, careca, barrigudo, baixinho.
– Bom dia, bem, só um pouco de dor de cabeça.
– A srtª., teve sorte, perdeu muito sangue. Havia 12% de chance do seu corpo não absorver o sangue por causa da anemia e do álcool. A srtª. tem problemas com álcool?
Ela cora, constrangida e eu fervo de raiva..
– Não, não tenho. Eu tomei um porre, só isso, foi além da minha capacidade. Quando vou ter alta?
Ele assente e puxa um bloquinho do bolso do jaleco, faz umas anotações antes de responder.
– Talvez hoje mesmo, mas terá que ficar de repouso por uns dias e terá que ser acordada de duas em duas horas, hoje e amanhã. Tudo isso, por que na queda a srtª. sofreu uma concussão.
Agora eu tenho uma oportunidade e vou usá-la.
– Você pode ir lá para casa Felicity.
Eu falo calmamente, procurando paciência no meu espirito,por que ela não vai aceitar com facilidade.
– Eu não posso Oliver. Eu coloco o despertador, posso dr., não posso?
Ele me olha e eu fecho a cara, antes dele responder eu me adianto. Já estou nervoso.
– Você pode e você vai. Não aceito um "não" como resposta. Você vai ficar no meu apartamento. A Thea não vai se importar.
– Oliver... Eu não me sentiria confortável com isso... Por favor...
Eu nego com a cabeça e ela bufa irritada.
– Eu não quero ir. Você não pode me obrigar a ir.
– Não só posso como vou. Se eu tiver que te jogar sobre os ombros, como um maldito homem das cavernas, eu vou fazer. Não duvide de mim.
Ela fica com a boca aberta de espanto, e eu dou um sorriso cínico. Felicity ainda vai brigar.
– Oliver! Eu sempre me virei sozinha, não vai ser agora que isso vai mudar.
Eu já perdi a paciência.
– Eu não vou discutir com você, VOCÊ VEM COMIGO. — Ela ia responder, mas fui mais rápido. — Por favor Loirinha, deixa eu cuidar um pouco de você, pra variar a rotina. Vem Loirinha, por favor?
Seus olhos amolecem, e eu sei que venci essa. Quando o dr. pigarreia para ser notado, tudo que faço é sorrir e Felicity corar.
– Bom nesse caso, eu vou assinar sua alta, mas lembre-se, repouso. Qualquer coisa, volte para o hospital. Srtª. Smoak, sr. Queen.
Nós assentimos e ele sai do quarto. Mando uma mensagem de texto para a Thea.
Ei, Speedy, você pode pegar umas mudas de roupa para a Felicity? Ela teve alta e vai passar alguns dias lá em casa. Traga uma pra cá, por favor. Peça ao Dig para vir levar a gente para casa também, estou sem carro.
– O.
Uns trinta minutos depois Thea e Dig chegam e seguimos para casa.
Dentro do carro, fomos eu e a minha Loirinha no banco de trás, abraçados.
Eu sinto a respiração dela começar a se acalmar, mas ala ainda não pode dormir. Começo a conversar com ela, então me lembro de quando eu consegui acalmá-la durante minha discussão com o Palmer.
– Sabe? Você desmaiada teve uma leve arritmia, mas se acalmou, com o som da minha voz. Como você me reconheceu?
Ela sorri e encosta suas costas no meu peito antes de responder.
– Mesmo numa multidão, de olhos vendados, eu seria capaz de te reconhecer...
Eu dou um beijo em sua têmpora e vamos conversando banalidades até o apartamento. Dig nos deixa na porta e segue para casa.
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