I Won't Give Up
8 Ele Está Vivo
Notas iniciais
Eu não posso acreditar no que estou vendo. O Oliver está na minha frente, ele está vivo. Corro para seus braços e ele me envolve.
– Ollie... — Não consigo conter as lágrimas.
– Speedy... Eu senti sua falta.
Eu sinto o sorriso, e ele me contagia, mas então me lembro do por que ele estava sentindo minha falta. Me afasto dele para olhá-lo nos olhos.
– Por que Ollie? Por que não me contou? Por que não me contou, mesmo sabendo que poderia não voltar?
– Eu queria te proteger. Te deixar longe deste mundo... O que não deu muito certo, deu?
Ele perguntou, olhando Dig e Roy.
– Felicity. — Eles assumiram juntos.
– Eu queria que você seguisse com sua vida, sem o peso de tudo isso.
– Eu não conseguiria se você, quase não consegui. Se estou aqui hoje, agradeça ao Dig, ao Roy e a Licity, eles me manteram em pé. Mas infelizmente não fomos capazes de fazer o mesmo com a Licity. Ela se trancou, ninguém era capaz de ler o que ela sentia, ele me fechou como uma... Uma... Ostra! Isso, não havia como abrir. Eu te amo e senti sua falta.
– Eu também Speedy. Eu também.
" Agora... Como tudo isso aconteceu?
– Vai fazer a doação Oliver. Depois você vai entender tudo. — Disse o Dig e o Roy concordou com a cabeça.
Ele assentiu, me deu um beijo na testa, abraçou os seus dois amigos antes de ir fazer a doação.
– Graças a Deus ele está vivo. Dig, você sabe por que a Fel caiu?
Eu fiquei tensa assim que ouvi a pergunta do Roy.
Eu sabia, ela já tinha tomado 1/4 de uma garrafa de tequila, quando perguntei por que, ela me disse "Por que eles não podem deixar a porra da boca fechada, tem vir me fazer perguntas sobre ele? Eu não consigo não chorar. Me perguntaram se o nosso 'caso' tinha acabado, e eu disse 'foda-se não, você nunca terá um pedaço de Oliver Queen. Ele é meu'. Só que eu nunca tive um pedaço dele". E eu disse que ele o tinha por completo, de corpo, coração e alma, ela chorou, se controlou e então desceu para o porão da boate. Sem parecer que tinha bebido.
Ele fez uma careta e acenou que sim, antes de começar a falar.
– Sim. Digamos que ela e o álcool se tornaram amigos, mais precisamente, a tequila. Mas quem será que deu passe livre no bar, e fez as apresentações?
Eu fiquei constrangida, mas acenei que eu. Me virei para dar de cara com um Roy tenso, olhando para os próprios pés. Perguntei o que estava acontecendo, ele negou e eu insisti. Preferia não ter feito.
– Sabe o que é? Eu não vou poder cumprir a promessa que fiz ao Oliver. A de não te abandonar. Agora que ele votou, você volta para o seu DJ, e não vou ficar para assistir... Eu não acredito que eu vou dizer isso, mas eu te amo Thea, e por isso, eu vou te deixar livre.
Ele terminou de falar e foi em direção a saída do hospital. Puxei seu casaco, e quando ele virou, o beijei. Beijei até que o ar se fez necessário.
– Eu também te amo. Idiota. Nunca deixei de te amar. Quem vai querer um DJ qualquer, quando se pode ter um Roy Harper pra si? Eu não
Eu dei as costas a ele. Fui puxada de encontro a seu corpo, ele me beijou, com um calor, uma paixão, e só se separou um pouco quando o ar, maldito ar, se fez necessário. Ele colou nossas testas e sorriu. Fomos em direção a um Dig que sorria largamente.
– Finalmente! — Ele falou jogando as mãos para o alto, teatralmente. Nós rimos.
– Parece que agora as coisas estão voltando para o lugar de onde nunca deveria ter saído.
Eu e Roy acenamos concordando.
O Oliver está demorando, comecei a ficar preocupada e vi que não era a única. Quando o doutor passou, antes mesmo de eu levantar, Roy perguntou.
– Sobre Felicity Smoak. O Oliver veio doar sangue, e ainda não saiu. Aconteceu algo?
– Não, não. Tudo certo. O sr. Queen disse que ninguém o tiraria de lá até ela acordar.
Nós sorrimos aliviados. Então Roy se virou pra falar com o Dig
– Vai pra casa Dig. Pra Lyla e pra Sara.
Ele ia resmungar, quando eu comecei a falar, sem lhe dar chance.
– Você está indo pra casa, ok? Não há nada que você possa fazer aqui. Qualquer coisa, te ligamos.
– Vocês formaram um complô, certo? — Ele falou em meio a risos e eu acenei confirmando. — Ok então. Eu já vou, boa noite.
Ele beijou minha testa, e abraçou Roy. Nos sentamos na sala de espera, novamente. Meus olhos pesam. Sinto braços me envolverem, não me assusto, me sinto em casa. E antes de dormir ouço uma voz suave, ao longe me dizer.
– Eu te amo. — E assim eu durmo.
Eu meio que acordo quando sinto meu corpo ser içado de onde estava. Resmunfo um reclamação, e ouço um riso em resposta.
– Estou te levando pra casa. — Roy.
Me aconchego mais um pouco nele, sorrio e aceno um sim.
– Eu te amo. — É tudo que consigo dizer antes de cair novamente no sono, nos braços do cara que um dia roubou minha bolsa, e depois meu coração.
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