Notas iniciais
Hey pessoas. Nem demorei ok? Adorei vocês respondendo o que eu perguntei *u* kkkk Mais uma recomendação xenti :3 Estou muito apaixonada por sua recomendação Virginia. Preciso dizer que você também melhoram muito meu dia. Cada comentário e também sua recomendação que me deixou radiante pelo resto do dia. Obrigada por ela *u* Enfim, capítulo aí, espero que gostem.

POV Ally

Acordei com o despertador do meu celular. Estava apenas no vibrador, portanto a cama tremeu inteira. Murmurei em protesto, mas logo lembrei sobre o exame de DNA. Abri os olhos e percebi que Austin também havia acordado. Ele me olhava sonolento e irritado.

– Aonde vai? — perguntou com a voz rouca. Foi então que eu percebi que devido àquela confusão de ontem acabei não contando sobre Thomas. Suspirei e sentei na cama.

– Fazer um teste de DNA — disse o deixando confuso — Acabei não falando, mas Thomas é meu primo — falei seriamente. A expressão de Austin foi de confusa até culpada.

– Primo? — perguntou desconfiado e surpreso.

– Sim — assenti.

– Tem certeza? — perguntou desconfiado e eu revirei os olhos.

– Vamos ver isso hoje — disse o óbvio.

– Cuidado, ele pode estar apenas se aproveitando de você e... — falou preocupado, mas eu o cortei.

– Ele não está — garanti e Austin deu ombros.

– Tudo bem, mas tome cuidado. Quer que eu te leve? — falou atencioso.

– Não precisa. Vou me encontrar com ele no Starbucks — falei sorrindo. Ele abriu a boca surpreso. Afinal, esse era o encontro que estávamos combinando.

– Desculpe por desconfiar de você — falou culpado e eu assenti.

– Tudo bem. Mas, agora preciso ir — disse me levantando. Austin concordou e se deitou novamente.

Fui até o guarda roupa e peguei uma roupa bem simples. Prendi meu cabelo em apenas um rabo e peguei uma bolsa. Quando ia sair vi que Austin continuava jogado na cama, mas, acordado. Fui até ele e o beijei.

– Espero que de tudo certo — Austin falou sinceramente e eu assenti.

– Eu também. Até depois — falei e nos beijamos novamente.

Depois que saí do quarto vi que ninguém dos outros tinham acordado. Desde ontem quando Austin e eu saímos de lá, eu não havia visto eles. Afinal, já era tarde e eu acabei dormindo pesadamente. Saí do hotel e comecei a caminhar até o Café. Durante todo o caminho fiquei pensando em como seria agora que tenho um primo. Além de tios também.

Depois que meus pais morreram pensei que nunca mais teria uma família de verdade. Mas, Austin e todos apareceram. Acabei tendo uma família de verdade, mesmo que não fosse de sangue. Entretanto, agora eu tinha uma família. Continuaria em Miami com Austin e deixaria minha família? Ou ao contrário? Nenhuma dessas coisas era uma opção para mim. Mas, agora ficaria realmente difícil alternar entre New York e Miami.

Além disso, ainda tinha a minha faculdade. Mesmo agora achando que minha inscrição não foi aceita, eu não poderia ficar dependendo dos Moon para sempre. Mas, o que eu faria se não fosse aceita? Trabalhar na escola de Audrey era uma boa opção para mim. Dar aulas de música sempre foi meu sonho.

Pensar em tudo isso fez minha cabeça latejar. Decidi pensar em tudo isso depois, se não ficaria louca. Percebi que já estava na frente do Starbucks. Balancei a cabeça espantando todos esses pensamentos e entrei no lugar. Corri meus olhos em volta e encontrei Thomas sentando no balcão.

Fui até ele e sentei do seu lado. Ele virou o rosto e sorriu quando me viu. Mas, seu sorriso morreu assim que viu minha expressão.

– Está tudo bem? — perguntou preocupado e eu assenti.

– Apenas briguei com Austin — falei dando ombros.

– É bom ele ter te tratado bem — falou ameaçadoramente e eu ri.

– Não é isso, é que... Toda essa fama não combina com a gente — falei verdadeiramente.

– Entendo. Mas, não se esqueça de que isso não culpa dele — falou me entregando um café.

– Eu sei. Mas, é tanta pressão sobre nós — falei suspirando.

– Vocês vão ficar bem — garantiu e eu assenti sorrindo.

– Vamos fazer o teste? — perguntei ansiosa.

– Claro. Já marquei nosso horário — avisou olhando no relógio — É daqui meia hora — disse se levantando.

– Você tem carro? — perguntei curiosa o seguindo.

– Tenho — sorriu divertido. Nós dois segurávamos um copo enquanto andávamos até seu carro. Descobri que seu carro era preto e muito lindo — Gostou? — perguntou sorrindo.

– Muito — falei entrando no banco do passageiro.

Thomas entrou ao meu lado, mas invés de começar a dirigir abriu o porta luvas e pegou uma foto.

– Pegue — pediu me entregando a foto. Arregalei os olhos ao mesmo tempo em que sorria.

A foto mostrava uma mulher de cabelos castanhos até a altura dos ombros sorrindo alegremente. Ao seu lado um homem de cabelos pretos e grisalhos ao mesmo tempo, a abraçava. Na frente deles, agachado, estava Thomas. Ele estava mais novo, mas totalmente igual ao que é hoje. Ele estava segurando as pernas de um menininho sentado em seus ombros. O menino parecia ter uns dois anos, assim como Mel, e sorria abertamente.

– É minha mãe, Holly. Meu pai, Mark — falou apontando para os adultos.

– E o garotinho? — perguntei curiosa e ele sorriu orgulhosamente.

– Meu irmão, Anthony — disse ainda sorrindo.

– Ele é lindo — falei sincera. O garoto tinha olhos grandes que o deixavam ainda mais fofo. Seu cabelo era loiro escuro e todo espetado. Ri e olhei para Thomas.

– Estou louca para conhece-los — admiti e ele riu.

– Minha mãe queria que eu a levasse ainda hoje para lá, mas convenci a leva-la apenas amanhã — falou rindo e eu suspirei.

– Talvez. Afinal, vim com muitas pessoas que nunca vieram para cá — falei me lembrando e ele soltou um muxoxo — Mas, se não conseguir venho no começo do ano com minha irmã — garanti sorrindo e ele me olhou surpreso.

– Irmã? Pensei que era apenas você — falou franzindo o cenho.

– Tenho uma irmã de apenas dois anos — falei sorrindo e ele também sorriu.

– Ah. É que meu pai teve noticias do seu pai apenas até você ter um ano — falou ligando o carro.

– Meu pai era irmão do seu? — falei confusa.

– Sim. Sua mãe não era muito ligada com a família. Na verdade nós também não somos. Meu pai não tem mais irmãos e minha mãe não mantém contato com a dela, então somos apenas nós. E agora vocês — falou sorrindo e eu retribui.

Nós conversamos durante todo o caminho e eu descobri algumas coisas. Ele tinha apenas vinte e quatro anos. Seu irmão estava com quatro anos. Segundo ele sua mãe o teve nova demais. Thomas é arquiteto. Ele acabou de terminar a faculdade e já está trabalhando em um projeto.

Quando me perguntou o que eu fazia apenas dei ombros. Respondi que quero começar a faculdade de musica e ele ficou impressionado e também me apoiou. Estávamos conversando tão animadamente que demorei a perceber que ele havia estacionado na frente de uma clinica.

Era um lugar pequeno, mas muito conhecido. Nós entramos no lugar e fomos atendidos por uma senhora. Ela nos pediu para esperar um pouco e pediu para assinarmos algumas coisas.

– Vocês poderão pegar o resultado no dia dez de janeiro que é quando a clínica volta a funcionar — avisou me deixando incrédula — Mas, o resultado estará disponível no site dia trinta desse mês. É apenas ter o código que vou passar — disse entregando um papel a Thomas. Fiquei impressionada e Thomas apenas riu. Quem diria que poderíamos saber se éramos primos por um site.

Thomas e eu sentamos nas cadeiras que haviam ali. Ficamos sentados poucos minutos, pois logo a mesma senhora nos chamou. Nós a seguimos para dentro de uma sala bem equipada. Ela pediu para nós esperarmos que o doutor já chegava.

– Nervosa? — Thomas perguntou enquanto sentávamos em cadeiras iguais de tirar sangue. Percebi que estava mesmo. Minhas mãos suavam frio e eu respirava rápido.

– Muito — admiti e ele riu.

– Confie em mim. Não estou mentindo — falou me olhando seriamente e eu sorri.

– Acredito — falei sorrindo ele pegou minha mão.

Thomas me passava uma segurança tão grande, mas como um irmão. Sempre encarei os irmãos de Austin como meus próprios irmãos, mas sabia que era diferente. E mesmo não tendo crescido com Thomas, era como se fosse. E com Austin é totalmente diferente de Thomas. Ele não é nada como meu irmão. Austin me faz sentir como se nada nunca fosse me atingir, e também como se fosse a pessoa mais amada do mundo.

Um médico entrou na sala e sorriu para nós. Thomas e eu retribuímos e o cara olhou em uma prancheta.

– Thomas Dawson? — perguntou olhando para nós.

– Sim — Thomas confirmou. O doutor confirmou e começou a mexer em alguns frascos.

– Querem contar a história de vocês? — perguntou sorrindo e nós o olhamos, confusos — Todos sempre contam. Acreditam ser irmãos? — perguntou sorrindo e se aproximou de Thomas com uma seringa.

– Ah, primos — Thomas falou.

– Nos encontramos ontem — expliquei e ele nos olhou confuso.

– E já estão fazendo o teste? — perguntou surpreso.

– Sim. Nossos sobrenomes são iguais, famílias também, então é apenas para confirmar — Thomas falou enquanto o médico colocava uma seringa nele.

– Entendo — o doutor falou simpático.

– Faz isso a muito tempo? — perguntei curiosa e ele riu.

– Sim, muito tempo. Já vi pessoas se reencontrarem, pessoas se iludirem — falou dando ombros — Não vou dar esperanças, mas acho que não estão se iludindo — falou sinceramente e nós rimos.

– Mesmo que for mentira não vou expulsa-la de minha vida — Thomas falou sorrindo minimamente. Sorri feliz e o médico riu.

– Alguns quando descobrem que se enganaram nunca mais se falam — disse decepcionado. Agora ele vinha até mim com outra seringa.

– Não é certo Ally perder outra pessoa — Thomas falou fazendo uma careta e eu ri.

– Nobre da sua parte — falei sorrindo.

– Eu sei — disse convencido.

Nós conversamos mais um pouco com o médico enquanto ele terminava de retirar meu sangue. Depois fomos liberados por ele. Saímos esperançosos da clinica. Thomas e eu entramos no carro e suspiramos.

– Agora é esperar — falou dando ombros eu assenti.

– Só esperar — repeti e ele riu.

– Quer ir para seu hotel? — perguntou.

– Que horas são? — perguntei antes de responder.

– Quase onze horas — falou olhando no relógio — Nós demoramos aqui — observou e eu ri.

– Vamos a um lugar em que você possa me contar mais sobre sua família — falei animada e ele me olhou bravo.

– Nossa família — corrigiu e eu assenti rindo. Ele começou a dirigir e eu o olhei confusa.

– Você não trabalha hoje? — perguntei surpresa, afinal hoje é terça.

– Estou de folga — explicou.

Thomas nos levou até um parque calmo. Sentamos em um banco e ele começou a me contar todas as histórias de quando era pequeno. Eu ria de tudo e falava algumas vezes. Mesmo não acreditando, seria uma grande desilusão se não fossemos mesmo primos.

– Ally está tudo bem? — Thomas perguntou chamando minha atenção.

– Sim, apenas preocupada — falei suspirando.

– Espero que não seja com o resultado do teste — falou franzindo a testa.

– Bem, é — falei envergonhada e ele riu.

– Por favor, não fique preocupada com isso — pediu e eu assenti — Logo, vamos estar todos juntos — prometeu me fazendo sorrir.

– Mel vai te adorar — falei com saudades da menina.

– E eu vou adora-la — garantiu sorrindo.

Ficamos mais um pouco conversando até que fiquei ainda mais cansada.

– Que horas são? — perguntei com esforço para manter os olhos abertos.

– Quatro horas — falou alarmado e riu me observando — Você está com sono hein — disse rindo.

– Sempre estou com sono — corrigi e ele riu ainda mais.

– Então vou te levar novamente para o hotel — avisou se levantando e eu fiz o mesmo.

Nós fomos até o carro e eu bocejei enquanto entrava no carro.

– Acho que tirar sangue te deixou com sono. Fraca — reclamou e eu ri.

– Também acho — falei suspirando. Encostei a cabeça no banco enquanto Thomas ligava o carro.

Não sei como nem quando, mas acabei dormindo. Acordei com Thomas me chamando.

– Ally, qual é? Parece que você tirou metade do sangue do corpo — reclamou me puxando para fora do carro. Ri sonolenta e me deixei ser arrastada.

– Então tenho pouco sangue no corpo — falei e ri. Thomas bufou, mas ouvi sua risada logo depois.

– Ally colabora — disse tentando me fazer andar. Suspirei e comecei a andar cambaleante — Agora também é bêbada — Thomas reclamou rindo atrás de mim. Estreitei os olhos e tentei me concentrar nos meus passos — Não bata na porta — Thomas pediu atrás de mim e percebi que estava bem perto da porta de vidro. Ele riu e abriu a porta para mim.

Nós andamos um pouco e vi que não tinha quase ninguém no saguão.

– Escadas? — Thomas perguntou e eu assenti. Ele me ajudou a ir em direção aos degraus e quando eu fazia um esforço enorme para subir o primeiro uma voz conhecida me chamou.

– Ally? — a voz de Austin me chamou. Olhei para o lado e vi que ele vinha do restaurante do hotel. Sorri sonolenta.

– Oi — falei rindo e Austin franziu a testa.

– O que há com você? — perguntou confuso, mas foi Thomas que respondeu.

– Acho que ela nunca tirou tanto sangue assim — falou olhando curioso para mim. Austin pareceu irritado com Thomas, mas seu olhar era preocupado comigo. Tive vontade de rir disso, mas estava com muito sono para isso.

– Obrigado por ajuda-la — Austin agradeceu se aproximando de mim.

– Sem problemas. Quer ajuda com ela? — Thomas perguntou. Senti-me ofendida e queria reclamar, mas apenas bocejei.

– Não precisa — Austin garantiu agora colocando o braço em minha cintura. Austin percebeu que eu ia começar a negar — Você vai rolar pela escada antes de chagar lá em cima — falou arrancando uma risada de Thomas. Cruzei os braços fazendo biquinho, mas Austin apenas riu. Thomas beijou minha testa e senti Austin apertar mais minha cintura.

– Tchau e ligue-me — Thomas acenou e depois se afastou. Austin me encarou por um tempo e depois riu.

– Vamos lá, dorminhoca — disse carinhosamente. Ele colocou um braço atrás de meus joelhos e me levantou — Fazia tempo que não fazíamos isso — Austin observou divertido. É mesmo, afinal eu estava sempre no colo dele. Ri sonolenta e coloquei minha cabeça em seu peito.

Respirei fundo sentindo seu perfume e acho que foi assim que dormi, ou, até mesmo, desmaiei.

Notas finais
E então? O que estão achando do Thomas? Austin deu uma trégua para ele HOJE. Não sei se mereço, mas querem realizar meu sonho de dez recomendações? kkkkk Comentem.