Notas iniciais
Hello pessoal,como prometido,dia 11 novo capítulo para vocês,muito romance e preparem os corações,por que,nada mais será fácil pra esses dois! MUITO obrigada por todos os comentários,caramba,nós 3 ficamos emocionados *-* Seus lindos. Divirtam-se. hihi Alexia. _____XX____ Olá lindos Como prometido,o capítulo 2 aqui pra vocês!Espero MUITO que gostem! Ficamos realmente muito emocionados e felizes com todos os comentário,MUITO OBRIGADA A TODOS! Bruna. _____XX____ Mistééérios... hahaha. Esperamos que gostem de mais esse capítulo da Fic e agradecemos à todos que estão acompanhando, estamos muitos felizes com as respostas de vocês, divirtam-se! Paulo

Bella POV.

Os dias se passaram e senti que eu e Edward estávamos cada vez mais íntimos, todas as horas com ele eram maravilhosas, eu nunca me cansava de escutar a sua voz e olhar para aquele Deus em forma de anjo. Edward Cullen era muito mais do que um empresário famoso. Seu íntimo humilde e amável, era adorável e eu tinha medo de estar levando as coisas longes demais, na verdade eu sabia exatamente o que se estava passando, só não queria acreditar realmente nisso, para não sofrer muito mais com o que eu sabia que viria pela frente.

Hoje era sexta-feira e eu estava um pouco triste, pois não veria Edward no final de semana.

Estava atendendo um cliente quando ele entrou, com sua beleza em um pedestal. Sacudiu seu casaco molhado pela chuva e quando me viu, abriu um sorriso torto nos lindos lábios avermelhados. Seus olhos — apesar de estarmos em um dia frio — estavam mais calorosos do que nunca os vi antes. Ai meu Deus! Aquele homem, se ainda possível, estava mais lindo do que nunca! Ele foi se sentar em uma mesa enquanto eu terminava de atender o senhor a minha frente. Fui até o balcão e deixei o pedido e depois me dirigi à mesa onde Edward estava, ele sorria largamente, minha respiração ficou ofegante.

–Olá. — ele disse com aquela voz rouca e doce. Impossível não suspirar.

–Oi. – respondi, sentando-me de frente para ele, eu tinha certeza que parecia uma idiota embasbacada.

–Tenho um convite para você. — disse com certo entusiasmo e ainda sorrindo gloriosamente, o que eu achava bom ele parar logo, antes que ele fosse atacado pela louca desvairada que eu sou.

Arregalei os olhos.

–Um convite? Pra mim?

–Bom, eu estava pensando que talvez você esteja cansada de levar bronca do seu chefe, assim como eu também estou cansado de ouvir ameaças de morte de Mary — ele riu e o segui corando — Então, será que você não gostaria de ir jantar comigo amanhã? — Agora ele estava sério e apreensivo, seus olhos de esmeraldas me encaravam, me fazendo mergulhar neles e esquecer a linha do pensamento...

Eu não acreditava no que ele acabara de dizer... Eu e ele? Saímos juntos? Isso era tão impossível que parecia um sonho surreal onde a menina infeliz recebia o presente mais maravilhoso de seu príncipe encantado. Eu ainda o encarava esperando que talvez eu acordasse ou ele se desse conta do que acabara de dizer e se desculpasse por ser uma total idiotice, mas ele continuava ali, imóvel, esperando uma resposta minha. E então no meio de toda essa escuridão de pensamentos negativos, veio o conselho de Paulete de que eu devia ‘cair matando’ nesse sentimento que eu começava a nutrir por Edward. Sorri. Talvez ele estivesse mesmo certo.

Edward estava ficando meio roxo, parecia estar prendendo a respiração, será que ele estava bem?

–Edward, você está bem? — perguntei preocupada me inclinando um pouco à frente para tocar sua testa num gesto remoto.

–Estou. — respondeu ele relaxando sobre meus dedos e então eu descobri a idiotice que acabara de fazer. Retirei rapidamente minha mão de sua testa e me sentei novamente envergonhada. — Só um pouco apreensivo com a sua resposta. — riu nervoso.

–Ah, me desculpe! Eu sou uma idiota! Me desculpe, eu...

– Bella, está tudo bem. Pare com isso. — Me interrompeu rindo e segurando as minhas mãos que se levantavam exasperadas. Suspirei, eu era mesmo uma idiota, não ia adiantar me desculpar por mais aquilo, e aquela mão ali, tão macia...

–É claro que eu aceito. — falei automaticamente suspirando e olhando a mão dele que ainda segurava a minha. Ele a retirou e então eu levantei meus olhos para ele, o sorriso torto voltara e seus olhos estavam com uma satisfação e uma ansiedade indisfarçáveis. Seu rosto estava tão sereno e ao mesmo tempo tão cheio de vida e completamente lindo que me fez sorrir.

–Então, o que a senhorita vai querer: italiano, francês, japonês, mexicano...? — perguntou levantando uma sobrancelha com ar de entusiasmo.

–Hmm... Você quem sabe. — sorri sem jeito.

–OK, já que você prefere assim, o que acha de massa? — disse levantando as sobrancelhas para cima e para baixo e um sorriso brincalhão nos lábios. Ri de seu entusiasmo.

–Adoro massa. É só me dizer o lugar e eu estarei lá. — respondi sorrindo e ele abriu um glorioso sorriso. Quase desfaleci.

Já sabendo que nosso tempo estava se esgotando me levantei e fui fazer o seu habitual café e ele me seguiu.

–Perfeito! Me encontre na plataforma do Rio Hudson ás sete horas. — Terminei o café e lhe entreguei — Estarei te esperando senhorita Isabella, não se atrase. — disse pegando o seu café e em seguida a minha mão, docemente como um cavalheiro, fitando-me, a levou aos lábios, beijando-a. O fogo foi subindo das pontas dos meus dedos, até o ultimo fio do meu cabelo. Eu estava arrepiada.

–N-nunca. — gaguejei enquanto fitava aqueles olhos verdes intensos. E então ele se foi, e eu sabia que o resto do meu dia seria monótono, mas estava maravilhosamente feliz pelo convite de Edward.

***

Estava sentada no sofá com Paulete, assistindo a um programa que passava na TV comendo pipoca com chocolate quente e Xana – nossa gata -, deitada no meu colo ronronando com as minhas carícias. Á encontramos em frente ao Wal-Mart em um dia chuvoso como este, ficamos com dó dela e resolvemos trazê-la para nossa casa, acabamos nos apegando, apesar de Paulete ter alergia aos seus pelos, e isso ser um dos motivos para ela ter o tal nome dado por ele. Paulete tem alergia às duas: a gata e bem... As xanas! Eu sei, muito doido! Bem, ela está em uma casa de malucos é claro que teria que fazer parte de nossa bizarrice.

–Ai minha nossa senhora! Eu não acredito que você vai sair com o gostoso do Edward Cullen! É bom você tirar uma casquinha dele se não eu te mato! — disse ele mexendo em seu chocolate e me olhando com uma cara de ‘você não é nem doida de não fazer uma coisa dessas’.

–PAULETEPURASACANAGEM, você nunca muda! — eu disse rindo tomando um pouco do chocolate em meu copo, suspirando com a impossibilidade de aquilo realmente acontecer, e o fato de ser decepcionante é porque eu queria fervorosamente que acontecesse...

–ISADORAPINTO, pare com essa cara de cachorra abandonada de quem não vai conseguir realizar seus sonhos pervertidos! Vá à luta, mulher! Agarre o que é seu!

–O que é meu? Do que você está falando seu louco?!

–Você sabe muito bem do que eu estou falando! Não se faça de desentendida, Edward -Totalmente Sexy- Cullen está mais na sua do que você pode imaginar, só você que não quer ver.

Suspirei. Paulete era impossível quando botava algo na cabeça e agora que cismou que Edward também nutria algum sentimento por mim, insistia para que eu acreditasse nele...Mas era tão impossível ter uma relação com Edward que eu me obrigava a não acreditar em Paulete.

Levei uma almofadada no rosto.

–O que você está fazendo?! — perguntei indignada.

–Para de pensar nessas porras que você está pensando! Mais que coisa, Isabella!

Joguei-lhe uma almofada que acertou em cheio o seu rosto.Com os olhos fechados, sua boca se abriu em espanto, depois ele a fechou em uma linha fina me encarando e então eu sabia que dali sairia uma ameaça.

–ISADORAPINTO, EU-VOU-TE-MATAR! – saí correndo pelo apartamento rindo e ele me seguia segurando várias almofadas e as arremessando contra mim enquanto gritava.

***

Paulete tinha me feito de sua boneca particular hoje, me produzira toda para o encontro que eu teria com Edward. Quando me olhei no espelho, mal acreditara que aquela linda mulher que me fitava pelo reflexo era eu. A mulher tinha os olhos realçados por sombras em tons marrons com longas camadas de rímel, os lábios delineados com rosa e os cabelos caindo sobre as costas em longas cascatas de cachos. O vestido delicado de um verde água, caía suavemente em seu corpo, ele tinha as alças finas e uma pequena fita dourada prendia na cintura. O scarpin igualmente dourado, deixava as pernas alongadas, deixando-a esbelta. Se não fosse pelos olhos castanhos achocolatados eu diria que aquela não era eu. Paulete sempre conseguia fazer mágicas em suas produções fashionistas e é por isso que eu poderia dizer que eu estava um arraso e muito sedutora!

Mas toda essa alegria se desvanecera agora que eu estava a poucos quilômetros da plataforma do Rio Hudson. Eu estava mais nervosa do que Paulo em boutique com liquidação. Minhas mãos suavam geladas e eu não conseguia ficar parada no banco do táxi. E então para o meu terror, ele parou. Paguei a corrida e minhas mãos congelaram na tranca da porta do carro. Respirei fundo e a abri. O vento soprou em meu rosto, não estava uma noite fria como se era esperado. O dia tinha mudado de frio para um calor quase insuportável, era bom essa brisa fresca da noite, principalmente agora que meus pensamentos estavam desconexos. Ajudava-me a relaxar.

Andei na plataforma onde um enorme navio estava ancorado a frente, várias pessoas de alta classe estavam entrando nele. Segurei mais firme minha bolsa de mão e varri meus olhos a procura de Edward, quando meus olhos encontraram aquele mar verde familiar, ofeguei.

Edward estava com as mãos nos bolsos da frente da calça social do terno, com todo aquele ar de superioridade que havia nele. Estava — se é que era possível — mais perfeito a cada dia que se passava! Seus cabelos estavam meio desgrenhados e seu rosto relaxado, sustentava um sorriso encantador. Tinha certeza que eu parecia uma besta ambulante enquanto olhava para o ser a minha frente.

“Vamos, Bella! Ande, ande! Mas que droga, mexa seus pés! E feche essa boca antes que ele perceba a baba toda!” Me ordenei em pensamento.

Não sei como, mas Edward estava à minha frente agora e a impressão que eu tinha era de ter uma visão surreal...

–Não se atrasou. – ele disse com a voz rouca e melodiosa que parecia músicas para os meus ouvidos e o brilhante sorriso torto.

Corei olhando para baixo. Edward com certeza tinha muito mais visões de mim parecendo mais um tomate do que uma humana normal.

Edward segurou o meu queixo o erguendo para que eu olhasse em seus olhos, depois passou os dedos longos e macios por minha bochecha e eu já tinha me perdido novamente naquele mar surreal de um verde límpido. O que veio a seguir me deixou tão imobilizada que eu só podia ouvir a respiração de Edward se aproximando cada vez mais perto de mim. Meu coração ameaçava sair para fora, acelerado e descompassado, no momento em que seus lábios tocaram a maçã do meu rosto, fechei os olhos, saboreando as sensações que aquele homem me proporcionava. Ele levou os lábios até minha orelha.

–Você está magnífica. — sussurrou com a voz rouca em meu ouvido, com o seu hálito quente fazendo todos os pelos do meu corpo se eriçarem e eu perder completamente o fôlego. Ele voltou a me encarar.

–Obrigada. — sussurrei baixinho ainda me recuperando.

–E então, vamos? — perguntou me estendendo o braço ao qual enlacei com o meu.

Edward me guiou até a entrada do navio, comigo ainda meio trôpega pelo o que tinha acabado de acontecer. Ele disse nossos nomes e entramos no grande navio escrito Dinner Cruise em letras grandes na lateral. Ele era esplêndido! Nunca tinha entrado em algo assim antes, essas coisas eram caras demais para uma pessoa como eu, tinha certeza de que quando contasse à Paulete sobre o navio ele cairia duro no chão.

Ele era todo iluminado por fora e por dentro, garanto que de dia não se tinha uma visão tão privilegiada como aquela. O navio todo parecia brilhar e aspirar romantismo. O salão enorme com várias mesas e lustres nos centros delas exalava conforto. Olhei para cima e vi que tinha mais dois outros andares, mais bem no meio deles havia uma redoma de vidro que refletia as estrelas da noite lá fora e um lustre de cristais no meio dele que dava ao local ainda mais magia e beleza. Tocava uma música melodiosa no local todo embora a banda estivesse lá fora, onde haviam ainda mais mesas iluminadas por lâmpadas parecendo pisca-piscas nas grades, era lindo...

Edward me puxou para o andar de cima, pensei que íamos sentar em uma das mesas dali, mas ele me guiou para uma porta que dava para fora da redoma de vidro onde se podiam ver as estrelas claramente e sentir a brisa nos cabelos.

O local não tinha pessoas como as outras partes do navio, havia apenas uma mesa no meio com duas cadeiras, uma de frente para a outra e um carrinho de comida do lado esquerdo, o local também era iluminado pelos mesmos pisca-piscas da parte debaixo.

–Uau! — deixei escapar sem querer enquanto admirava o lugar.

Edward riu baixo e me levou mais adiante para perto da mesa.

–Achei que talvez aqui teríamos um pouco mais de paz. – ele falou baixo com a voz rouca.

–É perfeito. – respondi ainda maravilhada. Soltei de seu braço e corri para perto da grade. Dava para ver a brilhante New York de lá. A Estátua da Liberdade no meio de radiantes pontos de luz que era a cidade, a visão era magnífica.

–Eu sei, é lindo. — ele disse ao meu lado também admirando a beleza da nossa visão. O encarei. Como tudo ali belo, Edward parecia fazer parte da paisagem. A Lua iluminava o seu rosto, deixando-o ainda mais lindo, parecia um Deus entalhado ao meu lado. Ele me olhou também e seus olhos brilhavam, ele abriu um sorriso esplendoroso e eu sabia que meus olhos também brilhavam e eu sorria. Ele tocou de leve minha bochecha.

–Está com fome? Eles já irão trazer o nosso jantar, pedi para prepararem uma das especialidades das massas daqui, tenho certeza que irá gostar, a comida é maravilhosa. — ele disse enquanto ia até o carrinho e pegava um vinho do balde de gelo e os servia em duas taças.

–Tenho certeza de que é. – concordei, aceitando a taça que ele me oferecera.

Ficamos conversando sobre amenidades até que o garçom chegou com o nosso jantar e como Edward disse, estava maravilhoso! Ele me contou mais sobre ele, sobre a infância e as coisas que aprontou, de como seus pais reagiam...Contou-me sobre o pai, Carlisle, amável, mas muito prepotente com relação a empresa e que sempre visionava o filho. Ao falar da mãe, Esme, os olhos de Edward brilharam, não tinha como não notar o quanto ele a amava. Sua irmã, Alice, era uma das estilistas das empresas e era espevitada e afável. E sobre seus amigos; Jasper, que trabalhava na contabilidade da empresa; Emmett e sua noiva Rose, e claro, Mary. Mary era muito mais do que uma secretária de Edward, era como se fosse um membro de sua família, ele ria enquanto contava as façanhas dela.

–É sério, ela é muito chata! E por Deus, como fala palavrão! É cada coisa que tenho que escutar dela que ainda não sei como não fiquei maluco. — disse rindo enquanto bebia o vinho de sua taça. Apesar de falar mal dela, seus olhos mostravam o quanto gostavam da sua amiga descoordenada. Eu estava achando extraordinário ele me contar todas essas coisas sobre sua família e todo o amor que sentia por eles, já que quando conversávamos ele quase não me dizia nada sobre si mesmo. Estava tão fascinada com cada conto de sua vida que ria feito uma boba com ele enquanto tomava o meu vinho.

Ouvi um barulhinho que parecia um celular tocando. Como não reconheci o toque, só podia ser o de Edward. Ele o pegou rapidamente do bolso, olhou no visor e suspirou.

–Desculpe, eu tenho que atender, só um minuto.

Apontei para frente para que ele se sentisse à vontade para atender. Ele se levantou, afastando-se e começou a falar no telefone. Desviei o olhar sem querer ser intrusa e olhei novamente para a paisagem a minha frente. Novamente fui levada pela magia daquilo e fui até a grade com a taça de vinho na minha mão. New York ainda era pontos de luz brilhantes, olhei para o céu cheio de estrelas com a Lua refletindo seu brilho. Estava uma linda noite, com certeza perfeita.

–Hmmm... Desculpe, era minha irmã. Estamos tentando arranjar um bom estilista para ser o novo gerente de desing da empresa, e ela está frustrada com as opções que tem. — riu ao meu lado.

–Ahhh... — estava pensando como lhe dizer que talvez eu pudesse ajudá-lo com a frustração da irmã, sobre um estilista que eu conhecia e que sabia que tinha um grande futuro...

–Conhece algum estilista que possa me indicar? — perguntou Edward, me notando pensativa.

–É só que.... Bom, na verdade sim. Meu amigo, Paulo. Eu divido um apartamento com ele e ele acabou de se formar na faculdade, mas já fez estágios e suas criações são realmente incríveis, ele é muito bom no que faz. — eu realmente não sabia muito sobre a alta costura, mais sabia que Paulete era muito bom no que fazia, ele pode ser brincalhão o tempo todo, mas ama o que faz e é bastante compenetrado quando está trabalhando.

–Tenho certeza que ele é, se não você não estaria o sugerindo para mim. — ele me encarava com aqueles olhos verdes intensos, sempre que ele fazia isso eu me perdia completamente no mundo...

–Claro. — sussurrei baixinho enquanto o encarava também. Pude analisar cada traço de seu rosto. Suas sobrancelhas largas, o nariz num ângulo reto, o queixo quadrado e másculo, suas maçãs do rosto com um tom rosado, sua boca fina com lábios avermelhados... Tão tentadores... Deixei por último o que eu sabia que iria me tirar o foco de todo o resto: seus olhos. Duas pedrinhas verdes cintilantes, eles me encaravam docemente com uma emoção que eu não sabia identificar, enquanto me analisavam também. Senti um arrepio com a probabilidade de ele achar algo em meu rosto que me denunciasse.

Edward POV

Depois de escutar muito de Mary que eu deveria sair com Bella e que estava sendo muito idiota por já não ter á convidado, resolvi acabar logo com aquilo. As poucas horas do meu dia que passava com Bella e descobria coisas ao seu respeito, eram como assistir a um filme ou ler uma história da qual você se prende num transe e não conseguisse mais sair. Bella era muito interessante para ser apenas uma garçonete, tinha uma história de vida que poucos sabiam. Tinha uma alma doce e humilde e eu admirava isso, então as poucas horas que passava com ela não eram mais o suficiente para matar a minha ânsia de estar em sua companhia. Eu sabia que estava começando a nutrir sentimentos por ela que estavam fora do meu entendimento, era engraçado quando Mary me chamava à atenção depois de estar horas falando comigo e eu nem ter notado por estar pensando em Bella, o que agora era quase regularmente. Tentava afastar minha mente dela, mais estava ficando cada vez mais difícil. E cá estava eu, na noite mais agradável que já tive na vida com essa mulher que me fascinava tanto.

Bella estava parecendo um anjo com um vestido leve caindo sobre o seu esbelto corpo, seu rosto estava iluminado e ela sempre tinha um sorriso doce nos lindos lábios, estes que me passaram a ser tão tentadores... Depois de descobrir tanto dela, senti a necessidade de lhe contar sobre minha vida também. Bella me olhava como se assistisse ao programa mais interessante que se passava na TV, e isso me incentivava a continuar contando coisas do meu dia-a-dia.

Ela me encarava com aqueles lindos olhos chocolates com algo obscuro dentro deles, seus lábios carnudos avermelhados com o vinho e suas bochechas docemente rosadas, ela era tão linda... Bella tremeu enquanto eu a analisava.

–Está com frio? – perguntei, já me postando atrás dela e colocando o meu blazer em seus pequenos ombros delicados. Ela se virou de frente para mim, nossos corpos se tocando.

–Obrigada. — sussurrou.

Seu hálito doce e quente soprou meu rosto, encarei seus lábios. Eles estavam entreabertos como se pedissem atenção, me aproximei mais dela, sua respiração forte batia de encontro a mim, olhei em seus olhos e havia um pedido ali, um pedido que eu aceitaria com prazer. Toquei as suas lindas bochechas rosadas fazendo um carinho em sua pele macia e me aproximei de seu rosto, Bella segurou minhas mãos em seu rosto me incentivando a ir adiante, estava quase tocando seus lindos e tentadores lábios, quando...

–Senhores, trouxe-lhes a champanhe. — disse o garçom chegando com uma garrafa e a colocando no balde de gelo. Droga! Bendito seja o champanhe! Me senti uma criança quando lhe tiram o melhor doce, e eu nem havia experimentado o doce... isso era tão frustrante! Bella em choque com a interrupção, tirou as suas mãos das minhas e deu um passo atrás.

–Você vai querer? — perguntei quando o garçom já tinha saído.

–O quê?! — ela disse com os olhos arregalados.

–O champanhe... Você vai querer? Porque tenho uma ideia melhor para nós dois.

–Hmm, não. Não vou querer o champanhe. — sorri e puxei sua mão para que saíssemos do navio.

–Onde estamos indo?

–Vamos dar uma volta. — fiquei feliz ao ver onde o navio havia parado, perfeito!

Descemos do navio comigo ainda guiando Bella para o local onde eu gostava de ir quando precisava de um pouco de paz e conforto, e era isso que eu precisava agora.

–Sabe, se você vai me levar para uma rua deserta para se aproveitar de mim, poderia pelo menos me dizer aonde é? Assim eu posso pedir para que não me socorram.

Ri alto.

–Vou te levar a um lugar que gosto muito, acho que você vai gostar de lá.

–Bom, eu também gosto do Central Park, mais de noite os esquilos me parecem mais assustadores sabe...

–Pode deixar que eu te protejo de todos os esquilos que te confundirem com uma noz ou de qualquer outra coisa que ameace te machucar. — disse rindo enquanto chegávamos ao local. Era uma parte um pouco afastada do park onde se podia ver a grande Manhattan brilhando.

–Você realmente está fazendo isso para me impressionar, não é? Isso aqui é lindo! — Eu ri.

– Talvez sim...-ela corou e deu um passo à frente ainda segurando a minha mão. O que aconteceu foi tão rápido que quando eu vi já estávamos os dois deitados no chão. É claro que Bella tinha caído e me levado junto com ela sem querer, não aguentei e comecei a rir.

–Bem, se você está rindo quer dizer que ainda não está machucado. — ela me olhava brava com uma careta. Estava tão engraçada que isso só me fez gargalhar ainda mais.

–Se você queria se deitar era só ter me falado. — falei entre risos.

–Desculpe, mas achei que era justo eu também te surpreender, então agora estamos quites. -disse sorrindo e olhando para cima. Ela estava tão linda, a Lua iluminava seu rosto e seus olhos brilhavam. A sensação de paz toda vez que eu estava com ela, exalava no lugar e eu poderia ficar ali para sempre...

–Eu nunca tinha vindo aqui à noite...Esse lugar parece ainda mais bonito agora.

–Eu sempre venho aqui quando preciso pensar, ele sempre me ajudou a me dar paz, mas a vista de noite é realmente maravilhosa.

–É mágica... — disse fechando os olhos e sorrindo. Eu estava mais fascinado com ela do que com a paisagem.

–O que você está pensando? — sussurrei baixinho. Ela alargou o lindo sorriso.

–Sabe, viver em um orfanato até seus dezesseis anos te dá muito tempo para pensar nas coisas...As pessoas realmente não sentem toda a magia que as cercam, estão sempre tão ocupadas tentando resolver os seus problemas, como o fato de terem esquecido a chave de casa, um pneu furado, contas para pagar, aturar o chefe rabugento... – rimos — é realmente triste ver o quão ocupadas as pessoas estão, fazendo o que não gostam, sendo infelizes e nem se darem conta disso... Deixando a vida se desvanecer diante de seus olhos, escorrer entre seus dedos e elas nem notarem...Você sempre pensa que é a pessoa mais azarada do mundo e com os maiores problemas até achar alguém que os tem maiores que os seus... E o problema é que elas sabem viver melhor que você, aproveitam o que a vida dá a elas. Vivemos sempre pensando no passado e tentado adivinhar o futuro, mas esquecemos do hoje, do presente que merece ser vivido, saber viver cada momento que se tem...Queremos sempre que uma mágica se faça em nossas vidas, mas na verdade ela sempre esteve aqui... Em cada lugar que olhamos existe alguma coisa importante acontecendo, mas estamos tão cegos com o dinheiro e todas essas coisas que não deveriam existir, que esquecemos que as melhores coisas não estão no que se pode comprar ou em um lugar, e sim na pessoa que você ama, os sentimentos que ela te dá, os momentos que ela te proporciona... Família, amigos, esses sim são importantes e que se devem dar valor. As melhores coisas da vida acontecem dentro de você e não fora, é você quem dá valor a elas, é você quem decide como viver a sua vida. Temos olhos, mas não enxergamos metade de tudo aquilo que vemos, é por isso que temos que fechá-los para descobrir.

As palavras dela entravam em mim e se impregnavam com as verdades nelas ditas que era impossível não ficar bestificado com a verdade pura e implícita que nos cercava, sendo ditas pela mulher que me maravilhava tanto como nunca nenhuma outra pessoa o fez. Eu a olhava bestificado, onde é que ela estava esse tempo todo? Qual era o seu esconderijo que ninguém nunca notou? Bella era incrível, era como se uma luz brilhante saísse dela...Sua aura ... Sua alma, e ela era tão linda quanto o exterior dela. Bella era linda por dentro e por fora. Eu estava tão impulsionado pela beleza dessa mulher que eu a queria para mim, a queria para sempre...

The Fray- Kiss Me

–Como você consegue?! — perguntei me deitando por cima dela com as mãos apoiadas dos dois lados de sua cabeça e encarando seus olhos que se espantaram com a minha reação inesperada.

–Con-consigo o quê?

–Ser assim, tão fascinante! Bella...Eu nunca encontrei alguém como você... Que me fascinasse tanto a ponto de esquecer do mundo e só querer a sua companhia, escutar a sua voz, sua risada, ver o seu lindo sorriso... — Disse tocando seus lábios — Eu nunca quis tanto uma mulher como eu te quero.

Seus olhos brilhavam e o desejo que haviam neles foi o que bastou.

Os poucos centímetros que nos separavam se evaporaram e meus lábios tocaram os seus gentilmente. Suguei seu lábio inferior e Bella abriu a boca dando passagem a minha língua, fazendo com que uma combustão se explodisse dentro de mim. Eu estava queimando, em chamas, a sensação era a mais maravilhosa de todas as coisas que senti na vida. Movíamos nossas línguas juntas, suave e gentil, mas eu estava queimando e suavidade não era o que eu precisava agora. Beijei-a com urgência e ferocidade, Bella reagiu da melhor maneira possível dando mordidas em meus lábios. Estávamos ofegantes, mas era impossível parar, estávamos entorpecidos demais com as sensações, as texturas, o sabor, e o calor de nossos corpos juntos.

O ar começou a ficar mais importante que o beijo e separamos nossas bocas encostando as nossas testas.

–Você é tão linda. — disse ainda de olhos fechados, ofegando, quando os abri, seus lindos olhos achocolatados brilhavam. As sensações que me tomavam eram inexplicáveis, tudo o que estava em nossa volta parecia brilhar... Parecia mágico. Encostei mais uma vez meus lábios nos dela e me deitei ao seu lado a puxando para meu peito.

Nada precisava ser dito naquela hora, tudo o que ouvíamos era o som da brisa suave da noite fazendo as folhas se agitarem, qualquer outro barulho parecia errado, como se quebrasse o nosso êxtase. Mas como parece que tudo o que é bom acaba logo, meu celular tocou. Maldito seja! Quem era o desgraçado que iria ligar agora?! Merda! Eu deveria ter desligado essa droga há muito tempo, ou melhor, nem deveria ter trazido!

Peguei o celular pronto para tacar ele em alguma árvore, quando li o nome de quem ligara de relance e congelei. Agora eu estava ferrado.

Notas finais
Woooooooow acontecimentos a vista,haha! E essa gata do Paulete e da Bella heim?! ushsushs,xana coisa linda ♥ Esperamos que tenham gostado e comentem bastante e claro divulguem! hehe Beijos e até sábado que vem!(Dia 18) Qualquer coisa -> @lexiifreitas ,@aTROLLado e @bruh_machado