I Wish You a Merry Christmas.
1 I wish you a Merry Christmas.
Estava sentado no sofá, sozinho na sala de estar, ouvindo alguns barulhos que vinham dos outros cômodos. Ninguém estava parado, apenas ele: Ronnie Radke. Continuou pensando em algo no qual nem ele mesmo sabia qual era.
- Lembra de quando passávamos o Natal juntos, um na casa do outro, e esperávamos o dia inteiro pra essa hora chegar? – Max sentou-se ao seu lado, e Radke tinha sequer notado a presença do menor.
- É, eu lembro... E se quer saber, sinto falta.
- Também sinto. Desde o ano passado nada é como antes, e eu...
- Essa historia de novo, Maxie? – O encarou pela primeira vez desde que Max havia se pronunciado. – Não, hoje não, por favor... Não é o melhor dia pra falar disso, não está na hora certa pra falar disso, me desculpe. Sabe como esse dia é importante pra mim.
- Sei que é importante... – Não completou a frase, apenas segurou sua mão e acariciou-a sutilmente. Sorriu fraco enquanto mordia um dos piercings do lábio inferior, rindo baixo em seguida.
Entrelaçou os dedos aos de Ronnie, virando seu rosto com a mão livre, pressionando as bochechas ‘uma contra a outra’, fazendo algo como um biquinho formar-se nos lábios do outro. Riu novamente em tom baixo pela expressão do outro, e depositou um rápido beijo nos lábios, notando como o bico deixava o amigo com uma aparência parcialmente fofa.
O maior sorriu com o ato, e, após ter as bochechas soltas novamente, depositou mais beijinhos nos lábios de Max, retribuindo o primeiro. Assim continuaram até que seus lábios uniram-se por mais tempo, e corações batendo extremamente forte podiam ser sentidos nos corpos que estavam colados quando o beijo iniciou-se.
Logo ouviram algumas vozes, murmurando algo como “Feliz Natal”, então trataram de se afastar um do outro. Se olharam sorrindo, até que Ronnie puxou Max para um abraço.
- Feliz Natal, Maxwell. – Sussurrou.
- Feliz Natal, Ron. – Max fez o mesmo.
E assim passaram mais um Natal juntos, como antigamente. Ali, naquele abraço, e talvez até naquele beijo, estavam todos os sentimentos que um poderia sentir pelo outro, e foram transmitidos de forma completamente correta. Era como se ali estivessem os dois garotos de antigamente, um Maxwell de 15 anos e um Ronald de 16, dois melhores-amigos-quase-irmãos ou qualquer coisa assim que se amavam acima de qualquer coisa, em uma noite de Natal.
Fale com o autor