I Wish You Were Here - Inperfect
13 Who are you?
Notas iniciais
RUM
Beijos e boa leitura, até ao final da pagina!
Bufei e passei indignada indo até a cozinha. Aquilo era estúpido, eles eram estúpidos! Só de pensar que teria que aguentar tudo aquilo pelo resto da minha vida, ou pelo menos boa parte dela, já tinha vontade de me matar. Ou mata-los. Não sabia se esquecer e continuar fazendo o que tenho a fazer era uma boa ideia. Será que eu deveria fazer alguma coisa a respeito disso? Não, era melhor não. Eu poderia acabar com as minhas lindas mãozinhas em volta do pescoçinho de algum dos jornalistas idiotas, e por fim apertar com toda a minha força – que não é tanta, mas seria o suficiente para sufoca-lo -, então hipoteticamente, não daria certo.
Peguei alguns ingredientes e comecei a fazer um bolo. Era um pouco difícil prestar atenção naquilo, manter o foco na preparação do bolo, enquanto sua cabeça é invadida por paparazzis. A minha privacidade era uma coisa que eu nunca iria perder. Nem por causa de um bando de… Tá, não vou falar desse jeito, pois podem ter crianças lendo. Um bando de filhos de uma mulher que ganha a vida à base de relações intimas sexuais com pessoas estranhas e desconhecidas. Melhor assim não é? Não podia continuar desse jeito, disso eu tinha certeza. Eu ia acabar enlouquecendo, como já disse antes. Era muita coisa acontecendo em tão pouco tempo, que acabaria me deixando louca. Eu ainda não havia conseguido me acostumar àquela vida corrida e difícil, cheia de gente querendo saber tudo sobre a sua vida. O mundo inteiro sabendo da sua vida.
Coloquei o bolo no forno. Tinha quase certeza de que estava tudo certo nos ingredientes. Não era difícil de errar. Ia demorar apenas meia hora para assar e depois era só colocar o glacê e o granulado colorido. Estaria pronto logo, logo. E aposto que alguém tiraria o bolo do forno para mim, né Niall…
Outra coisa que me incomodava era o que acontecera como Liam para ele estar tão… estranho. Será que eu havia feito alguma coisa? Será que ele achou que aconteceu alguma coisa quando eu e o Louis fomos buscar o carro? Porque se fosse isso, eu juro que ficaria muito chateada com ele. Isso seria sinal de desconfiança, e o que eu menos gostava era quando desconfiam de mim. Mas também podia ter sido alguma fã que falou merda pra ele… Ou então também podia ter sido algo que não tinha nada haver comigo… Provavelmente. É a hipótese mais plena que havia.
Resolvi subir e ler um pouco. Yasmin já não se encontrava na sala, devia ter subido ou então saído para algum lugar. Subi as escadas e durante o caminho rezei para que Liam não estivesse lá ainda com a mesma expressão que me incomodava profundamente. Cheguei até a porta do quarto e respirei fundo antes de abri-la. Entrei calmamente, mas antes dei uma espiada para ver se ele ainda estaria daquele mesmo modo. Dei graças a Deus por ele estar no banho. Isso era bom, pelo menos para mim. Eu queria apenas relaxar e esquecer os problemas e naquele momento, eu sentia que viria algum problema em relação ao estado estranho do Liam.
Peguei meu livro, Percy Jackson e Os Arquivos do semideus, e me deitei. Comecei a ler, o livro estava intacto, pois não havia tido muito tempo para lê-lo depois que comprei. Fui até à página 23 e parei por ali, apenas porque Liam havia saído do banheiro, ainda com um estranho e incomodo mau-humor estampado na cara. Sentei-me na cama e encarei-o, ele se quer olhou pra mim por um minuto. Pegou suas roupas e foi se vestir. Saiu novamente e ligou a televisão, deitando-se na cama logo a seguir e encarou a TV. Continuei o fitando, não pararia até algum de nós sermos inteligente o suficiente para falar alguma coisa. Acho que tinha que ser eu a tomar alguma iniciativa.
-Posso saber o motivo, circunstancia ou problema para a sua mudança repentina de humor? – Eu falei de um modo um pouco formal de mais, eu sei. Mas era o suficiente para que ele entendesse. Ele apenas olhou para mim sério e me encarou por alguns irritantes segundos que pareciam horas.
-Nada que te interesse. – Ele falou seco e voltou a olhar para a TV. Ele sinceramente não parecia nem um pouco interessado no que passava, mas com certeza devia ser melhor do que conversar com uma chata como eu. Mas o que ele me falara há alguns segundos foi o suficiente para eu querer dar uma bofetada na cara dele.
-Olha só, se não me interessasse, eu não perguntaria ok? E outra coisa, como você quer que fique tudo bem e que nós tenhamos uma relação legal e boa, se você não me explica o motivo desse seu mau-humor estúpido? – Eu falei de um jeito um pouco rude, do mesmo modo como ele falou. Eu não havia feito NADA, então porque ele estava assim? Não poderia ser minha culpa, então ele estava errado em descontar em mim, algo que eu não fiz.
-Olha, porque você não vai com o seu amiguinho Louis passear por ai? – Ele falou sorrindo sinicamente. É claro. Ai estava o motivo. Ele com certeza viu aquela reportagem idiota feita por pessoas que querem arruinar a vida de todo mundo só porque não tem nada na vida além de uma câmera e um microfone. Sinceramente? Porque essas pessoas não morrem? Só porque tem uma vidinha de merda, querem transformar a dos outros – que até algum tempo antes estava perfeita – em igual? Isso é desumano e estupidamente irritante.
-Eu acho que sei por que você diz isso e obviamente não confia em mim né? – Eu disse e me levantei jogando o livro encima da cama, com toda a raiva possível – Se quiser acreditar nesses filhos da put* dos paparazzis… — Eu falei e olhei para ele, que me encarava incrédulo, pois nunca me havia visto daquele jeito – ACREDITE. Você é dono da sua vida e seus sentimentos, mas agora só acho… Simplesmente acho que você deveria confiar mais na sua namorada. – Eu falei e sai do quarto, batendo a porta sem me preocupar. Desci correndo e os meninos estavam sentados conversando. Notei a presença de mais alguém.
Ele estava de costas então não dava para ver quem era. Apenas passei rapidamente por eles indo até a porta e saindo o mais rápido possível. Não importava se estava frio ou não. Não importava se eu poderia morrer congelada, se eu podia deixar as pessoas preocupadas ou até mesmo me perder naquele lugar desconhecido. Naquele momento, nada importava.
Era eu, minha consciência e eu mesma, naquele lugar já repleto de neve. Vazio e entediante só de olhar. Eu não sabia o que fazer. Chorar era a melhor alternativa talvez.
Sentei-me, encostada a uma árvore e me permiti que chorasse. Sei que não é muito bom chorar, mas eu precisava. Segurar as lágrimas é muito pior, e eu sabia que me sentiria melhor depois de liberar toda aquela irritação e dor.
Porque razão ele não confiava em mim? Eu não havia feito nada, e ninguém tinha provas do contrario. Eu apenas fui com o Louis alugar o carro. Eu estava com frio, se ficasse lá fora eu acabaria congelando. Eu não estava com roupas adequadas para aquele tempo. Ele deveria me entender. Ele deveria me ajudar. Ele deveria confiar em mim.
Eu estava ficando com muito frio, mas não me importei. Poderia morrer ali mesmo. Ninguém sentiria minha falta. Afinal, quem se importa com uma ninguém?
Pus as mãos no rosto e fiquei ali pensando por algum tempo. Eu já não sentia minhas pernas. Eu estava apenas com aquelas calças as cobrindo, então tinha motivos para não senti-las muito bem. A blusa que eu vestia era muito fina, e a que estava por cima tinha uma gola que dava para aquecer o rosto. Puxei-a para cima e respirei fundo. Não sabia se ficava ali e esperava morrer, ou se voltava para casa e resolvia os meus problemas de uma vez.
Confiava na opção de morrer ali, mas não era a melhor.
Estava perdida em pensamentos. Não conseguia pensar em outra coisa a não ser no Liam, e como ele não confiava em mim. Fui interrompida quando senti que alguém se aproximava. Ouvia passos e alguém gritava o meu nome. Eu conhecia aquela voz… Mas não pude reconhecer, pois meus sentidos não estavam tão apurados. Pensei que minha audição estava congelada já.
Estremeci quando senti que aquela “coisa” se aproximava. Podia ser qualquer um que sabia meu nome por ali… Podia ser até mesmo o Liam, a pessoa que eu menos queria ver naquele momento. Eu precisava de tempo para mim mesma. Precisava de um momento comigo, para poder pensar na vida. O que aconteceria dali para frente?
Fechei os olhos e rezei para que não fosse o Liam, eu seria capaz de dar um tapa na sua cara, e eu não queria fazer isso. Senti a pessoa se aproximar cada vez mais e em questão de alguns segundos poderia me ver.
-Jenny! – O garoto gritou ao me ver, ele parecia espantado pelo tom de voz. Arranjei forças para abrir os olhos, mas quando consegui os abrir, a pessoa me abraçou. Seu perfume era doce e delicado… Um perfume que eu conhecia tão bem, quanto me conhecia. Aquele abraço era quente e aconchegante. Parecia me livrar de todas as coisas ruins que ali estavam. Todos os pensamentos estúpidos e dolorosos que tinha.
Como não sentia minhas pernas, na me aguentava em pé. Quando ele me soltou, eu quase cai, mas ele me segurou. Quando consegui enxergar sua face, não pude acreditar no que via. O que estaria ele fazendo ali?
Notas finais
Deixem os reviews, e não esqueçam de dar palpites sobre quem acham que é ok?
Até o proximo capitulo!
CONVERSEM COMIGO *obrigatorio*
Beijos :*
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