I Wish I Was Strong...
13 A outra versão da história.
Notas iniciais
No outro dia de manhã, Freddie acordou mais cedo do que o de costume. Ele olha para a janela, e o céu ainda estava nublado. Pelo jeito, o clima continuaria por mais um tempo. Odiava chuva e frio.
Ele toma um banho quente, lavando seu cabelo com o shampoo anticaspas que nunca usara. Isso o fazia lembrar de sua mãe, que ainda não tinha voltado de viagem. Esses dias de independência no começo eram bons, mas agora tudo o que ele fazia era ficar no computador atualizando programas e jogando pac man. Uma droga.
Ele toma um café rápido e vai para a escola de táxi mesmo, desejando poder ouvir sua mãe o enchendo. A saudade batia, e pensar no que ele teria que encarar na escola não o animava. Uma boa dose de amor não correspondido.
–Deram vinte e dois reais.
–O quê? – ele pergunta, distraído.
–Vinte e dois reais, moleque. Ou paga ou eu te levo pra china. – o homem, negro e com aspecto rude, se vira para encará-lo.
–Eu tenho dinheiro.
Freddie pega uma nota de cinquenta dólares na carteira preta e praticamente joga em cima do banco do passageiro. Não parecia assustado com o homem. Outras coisas eram mais importantes.
Ele sai do carro amarelo e simples, e vai entrando na escola, já cheia. A caminho do seu armário, procura a melhor amiga, mas não acha. Ao contrário, encontra aquela que não desejava ver.
–Oi, Freddie! Como foi sua noite?- Melanie pergunta.
–Ah, oi. Boa.
–Nada em especial?
–Não.
–E me diz: você pensou na minha proposta? – ela coloca uma mecha atrás da orelha, e o empurra de leve em direção ao armário atrás dele.
–Pensei. Eu serei seu acompanhante na festa de hoje. Mas isso não muda o fato de eu estar namorando, não se esqueça.
–Ah, qual é! Nós dois sabemos que ela não te merece e...
–QUEM É VOCÊ PRA ME DIZER QUE A SAM NÃO ME MERECE?! ACHA QUE UMA FESTA VAI TE DAR O DIREITO QUE DIZER O QUE QUER? NÃO É ASSIM QUE AS COISAS FUNCIONAM! AGORA DÁ LICENÇA!
Ele bate o armário, e Melanie o olha assustada. Freddie logo percebe que tinha feito besteira.
–Mel, me desculpa, eu... Eu estou meio...diferente hoje. Desculpa.
–Tá tudo bem, eu já previa isso. Sei que você está alterado. E entendo suas razões.
Ela vai se aproximando dele devagar, e segura em um dos seus ombros largos, o puxando para um abraço. Ele se deixa levar, até porque estava precisando mesmo. E Melanie parecia ser a única pessoa que se importava e percebia isso. O abraço havia ajudado-o.
–Obrigado, Mel. Você está sendo muito legal com tudo isso que você vem fazendo esses dias.
–Tá tudo bem, Freddie. Quando precisar, eu vou estar aqui. – sorri.
Após alguns segundos, Freddie vê uma figura loira vindo em direção aos dois, e não consegue conter o sorriso. Sua Sam o fazia se sentir completo, de um jeito que não se sentia com a outra. Era como se ela iluminasse o mundo obscuro dele. Ela retribui o sorriso.
–Oi, nerd. – Sam dá um selinho nele, mas Freddie logo aprofunda o beijo, pois precisava disso. Segura na cintura dela, e se inclina um pouco para frente.
–Aqui não. – corta o beijo. – Alguém pode nos ver. Ah, e aí, Melly!
–Melly não. Meu nome é Melanie.
–Desculpa, Melly. A gente tem que ir. Vou roubá-lo de você um pouquinho.
–Claro que sim. Te vejo depois, Freddudini!
–Ahn... Tchau.
Melanie faz um tchauzinho com a mão direita e se junta com algumas outras garotas em um canto da escola. Depois que Sam vê que ela se afastou, puxa um pouco o ombro dele para fora da vista dos outros alunos.
–Ela está me dando nos nervos. Freddie, eu acho melhor você...
–Sam, eu tenho que ir. Primeira aula, sr. Finn. A gente se encontra na hora do almoço. – dá um beijo nela, segurando em sua nuca.
Quando o beijo acaba, ele corre para a sala de aula. Sam passa seu dedo indicador pelos lábios, sentindo o gosto de enxaguante bucal do moreno. Uma sensação incrível, mesmo por poucos segundos.
“–Ah, que droga! Eu te odeio, Samantha Puckett!
Sam grita, e joga um vaso caro de sua mãe na porta que Freddie tinha acabado de fechar. Passava a mão nos cabelos, tentando se castigar.
–Você é fraca! Você não é uma Puckett! Você é fraca!
Ela joga outro vaso, mas dessa vez pela janela aberta. Sua mão suava, e lágrimas desesperadas rolavam pelo seu rosto. Estava nervosa.
–Trouxa! Idiota! Por que você é tão perfeito, Freddie Benson?! – ela grita novamente. – Por quê não enxerga o que está na sua frente?! POR QUÊ VOCÊ NÃO VÊ?!?!
Sam soca a porta da geladeir, provocando um amassado terrível.Ela sacode a mão diversas vezes, tentando aliviar a dor que sentias, e agora as lágrimas pararam por um instante, e palavrões saíam de sua boca.
Depois de muitos deles xingarem a mãe da geladeira, Sam escorrega ao chão e volta a chorar.
–Idiota! Fraca! Você é previsível e fraca! Não sabe o que faz! Uma trouxa qualquer! Qual a dificuldade que tem em expressar o que sente?! Qual o problema? Você o ama! Você o quer! Por quê tão burra em o deixar ir? Por quê não correspondeu no seu beijo? Sua insegurança me enoja!
Ela abaixa a cabeça e limpa algumas lágrimas que ainda persistiam em cair.
–Sua insegurança é seu problema. Seu medo é seu problema. Você o ama, como nunca amou jamais. Você o ama por quem ele é. Sempre amou. Sempre quis ser a única pra ele. Sempre quis ser a razão da existência dele. Sempre quis ser a motivação dele. Sempre quis ser a pessoa com quem ele sonhava. Sempre quis ser tudo para ele. E quando a chance de você dizer tudo o que sente aparece, você simplesmente a ignora! Por quê? Você tem que dizer! Tem que lhe dizer toda a verdade!
Sam aperta os lábios.
–Tem que dizer a ele. E tem que fazer isso amanhã.”
Ela olha para baixo. Havia falhado. Mas essa seria a última vez.
...
Notas finais
Besos... *fim da shortfic chegandooo* sei que vocês não gostaram mas a fic vai levar um rumo praticamente imprevisível daqui pra frente :) não parem de ler! Bjjjjs
PS: pra quem não entendeu, a sam teve um flashback, viu? O flashback do dia anterior, na hora que o Freddie sai de lá, kk
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