I Will Remember
2 Stain of Coffee.
Notas iniciais
Na manhã seguinte à inauguração da Verdant, Oliver tinha acordado cedo para o café. Ao chegar à mesa encontrou sua irmã.
– Bom dia Ollie! – ela o cumprimentou. A mais nova reparou na cara de poucos amigos do irmão. – o que tá acontecendo?
– Lauriel está acontecendo. – disse ele sentando-se fronte à irmã.
– Ohh... – ela balbuciou. – você não queria que ela te esperasse pra sempre, né?
O loiro encarou a irmã numa carranca.
– Quero dizer, — ela tentou concertar. – Lauriel tinha que seguir com a vida, pode parecer estranho já que ela o fez com seu melhor amigo, mas, Tommy é uma pessoa legal Ollie! Ele vai cuidar bem dela! – a morena disse na intenção de animar o irmão, ou pelo menos amenizar a situação.
– Thea... – ele respirou fundo. – é só que eu e ela estávamos juntos desde sempre, não sei, e Tommy nunca disse que sentia nada por ela! – ele bebeu um pouco de suco.
– Bem, ele não queria “furar o olho” do melhor amigo! E meio que você chegou primeiro, enfim, você não pode culpar nenhum deles, ou algo assim, afinal você saiu há três anos não muito bem com Lauriel! – a irmã o lembrou.
No fundo Oliver sabia que sua Speed tinha razão. Ele estava sendo infantil em se importar, e de certa forma intrometido. Ele desistira de Lauriel mesmo antes de embarcar pra sua jornada no exército, porém o sentimento de posse, o carinho por terem passado tanta coisa juntos, e certo ressentimento ainda reinavam em sua mente e em seu coração.
– Eu acho que em algum dia você vai conhecer alguém novo e você vai ficar terrivelmente apaixonado... – ela disse sorrindo pra ele e passando geléia numa torrada.
– Vamos torcer pra isso acontecer depois que eu aproveitar, não é? – ele disse um pouco mais descontraído.
A mais nova somente rolou os olhos e riu.
Horas mais tarde Oliver Queen adentrava a empresa da família, arrancando suspiros das recepcionistas e das demais mulheres que por ele passavam.
Internamente, ela ria a situação, ele era considerado um pedaço de carne por elas e embora isso fosse muito útil quase sempre, às vezes o incomodava. Oliver não sabia o porquê de por esses dias estar tão sentimental, ou algo assim, chegou à conclusão que deveria ser pelo afastamento da família, enfim, coisas do ofício.
Despertou de suas reflexões mentais quando sentiu algo batendo em si.
– Oh merda! – quem quer que fosse tinha falado depois de topar com ele.
O homem encarou a mulher que acabara de ocasionar um acidente com seu melhor terno.
– Oh meu Deus! Mr.Queen... me perdoe, eu... – a loira o encarou assustada, afinal ele era o chefe, ou quase isso. – eu estava com pressa e um tanto distraída, eu sinto muito mesmo por isso e... – ela foi cortada.
– Felicity? – ele inquiriu, nem se importou com o café quente que fora derramado em seu terno. – você trabalha aqui?
– Sim Oliv... digo, Mr.Queen! – ela o encarou um pouco perplexa por vê-lo ali. – eu sinto muito pelo seu terno... – ela disse envergonhada.
Maldita hora que fora andar depressa pelos corredores com seu maldito copo de café do Starbucks na mão! Queria se crucificar por ser tão distraída!
– Me desculpe pelo seu terno Mr.Queen. – ela voltou a desculpar-se.
– Isso? – ele encarou o estrago. Arregalou os olhos, não tinha visto ainda a mancha notável na barra de seu paletó e em sua calça, para o azar do loiro ambos eram de cores acinzentadas, o que não disfarçava nenhum pouco a mancha de café. – bem... acho que um lenço não vai resolver não é? – ele brincou.
Felicity suspirou, pelo menos ele não lhe dera uma bronca, ou algo do tipo.
– Vem! – ela disse a ele o puxando pro elevador.
Alguns minutos depois ambos estavam no Departamento de TI.
– Tá, o que estamos fazendo aqui? – inquiriu o loiro franzindo o cenho.
– Vou arrumar outra roupa pra você! – ela disse como se fosse óbvio. – ou você quer continuar com sua calça molhada? – ela deu uma encarada bem sugestiva pro loiro; como se zombasse dele.
– Só lembrando que isso; — ele apontou pras calças molhadas e o paletó. – foi culpa sua.
A mulher só rolou os olhos e ficou de costas pra ele. Levantou o pescoço na tentativa de encontrar alguém pelo departamento.
– Hey Mark! – ela exclamou e um homem de porte atlético veio até ela
– Oi Fel! – ele disse sorrindo até ver quem acompanhava a moça. – bom dia Mr.Queen.
Oliver apenas sorriu.
– Preciso de um favor! – a loira disse.
– É só dizer! – o homem disse.
– Sua roupa! – Felicity disse como se fosse normal.
– Okay... – ele balbuciou. – as coisas estão estranhas agora, olha se você quiser algo a mais do que só aqueles beijos, pelo menos aguarde até o fim do expediente, ou pelo menos até o filho do chefe não estar perto. – o moreno dizia com um olhar espantado.
– Ah seu grande bobão! – ela exclamou impaciente. – não é pra mim! – ela pensou um pouco. – claro que não é pra mim, eu não usaria roupas masculinas, até por que as suas não me servem, e também não quero sair com você e tirar suas roupas, não que isso seja um problema... bem, isso não significa que eu queira sair com você e tirar suas roupas... – ela começou a se confundir em suas falas, como sempre. A loira bufou, perdendo a pouca paciência que tinha consigo mesma. – a questão Mark é: o Sr.Queen foi atacado por mim e meu copo fumegante de café! – ela pausou a fala. – preciso do seu terno para ele.
Enquanto ela falava, meio enrolada com suas próprias confusões mentais Oliver só podia rir internamente da situação. Ver o embaraço de Felicity era engraçado. Ao mesmo tempo em que a garota tinha um jeito mandão, — o que ele pôde notar pelo jeito com que ela falava com o tal Mark -, a menina era uma boa pessoa.
– E o que eu ganho com isso? – Mark perguntou à loira.
– Oras! Seu interesseiro! – ela exclamou fula. – ele é o filho do chefe! E além do mais, você tá me devendo favores! – mesmo com essa fala o moreno parecia que não iria ceder.
– Eu pago pelo seu terno. – Oliver se pronunciou pela primeira vez naquela conversa.
– Oliver! Claro que não! Se alguém tem que pagar esse alguém sou eu! – a loira o contradisse.
Ollie bufou com a teimosia da mesma. Odiava ser contrariado e já estava cansado daquela conversa toda, além do mais ele estava atrasado pra falar com seu pai. Resolveu fazer o que estava ao seu alcance no momento.
– Olha, eu pago pelo terno! Onde tem um lugar que eu possa me trocar? – ele indagou olhando para Mark. Tendo ignorado a fala de Felicity.
– Tem banheiros ali. – o moreno apontou para uma das portas do departamento.
Os dois caminharam pra lá deixando Felicity encarando suas costas.
***
Quando Oliver saiu da sala de sue pai já passava do meio-dia. Iria ligar pra sua irmã almoçar consigo quando viu Felicity entrar no elevador.
– Segure o elevador! – ele exclamou, apertando os passos.
– Oliver! – ela disse surpresa. – achei que já tinha ido embora.
Ele lhe sorriu.
– Não, estava conversando, discutindo, relembrando, enfim, foi uma manhã um pouco atordoada. – ele riu lembrando-se dela lhe derramando café.
– Eu sei que já disse, mas eu ainda peço desculpas pelo ocorrido de manhã! – ela deu um risinho fraco.
– Tudo bem Felicity! – ele lhe sorriu. E como nos desenhos animados parecia que uma lâmpada tinha aluminado suas ideias – você já almoçou?
Ela foi surpreendida pela pergunta.
– Ainda não Mr.Queen. – ela disse simplesmente.
– Poderia só me chamar de Oliver? Não importa a ocasião. Não preciso dessas formalidades com você! – ele disse abrindo um sorriso de canto depois. – enfim, eu preciso de uma companhia pra refeição e você parece estar livre agora! E então o que me diz? Quer almoçar comigo?
– Bem Mr. Que... Oliver! Sabe, agora eu estou um pouco... – ela o viu encarando-a. ele já parecia saber que ela inventaria uma desculpa.
– Vamos Felicity, é só um almoço! – ele tentou convencê-la.
Ela respirou fundo. De repente aquele elevador parecia nunca chegar ao térreo. Malditos sejam os 85 andares da Queen Consolidated.
– Acho que você me deve isso, depois de hoje de manhã! – ele dizia a encarando.
– Tudo bem. – ela disse um pouco desconfortável. O que logo passou quando ela viu o sorriso que ele esboçou. – eu aceito almoçar com você Oliver Queen.
***
I don’t mean to run
But every time you come around
I feel more alive
Than ever
Eu não tinha a intenção de correr
Mas, toda vez que você está por perto
Eu me sinto mais viva
Do que nunca Paramore (Adore)
Fale com o autor