I Will Never Forget You
8 Cap. 8 - The Battle of Mount Tamalpais
Notas iniciais
Os sete subiam em formação, liderados por Percy, fazendo o mínimo de ruídos possíveis para não despertarem o dragão que ainda dormia calmamente no pé da árvore, enquanto o sol surgia no horizonte.
Alcançaram o topo do monte, podendo ver quando Campe pousou em terra firme, trazendo em suas garras o prêmio que o titã tanto almejara durante todos aqueles anos, e lançando Briareu desacordado nos pés dos monstros ali.
– Ah, finalmente! – urrou a figura de Atlas, movendo-se desconfortavelmente enquanto sustentava o peso do céu sobre suas costas, chamando a atenção dos heróis para ele — Enfim eu poderei sair deste lugar amaldiçoado.
Após a queda de Cronos e de Gaia, Atlas havia trabalhado reunindo um grupo de monstros, para que pudesse se libertar mais uma vez e assim reestabelecer o seu poder e dos seus irmãos e dar inicio mais uma vez a era dos titãs.
No entanto, para isso acontecer ele precisaria de um substituto que conseguisse sustentar seu fardo, e ele sabia que o centímano Briareu seria exatamente por quem buscara.
Tudo o que tinha que fazer, era sequestra-lo do Reino de Poseidon e trazê-lo ao Monte Tamalpais, o que Campe fez com facilidade e eficiência, uma vez que o deus dos mares estava no Olimpo, e seu castelo portanto, desprotegido.
Agora, ali, ao seu redor estavam seus fiéis seguidores, entre eles Campe que trouxera Briareu, o manticore Espinheiro, uma dúzia de ciclopes canibais e três gigantes hiperbóreos. Aquilo não seria suficiente para derrubar os doze olimpianos, mas quando conquistasse sua liberdade e reestabelece-se seus poderes por completo uma vez mais, ninguém poderia parar seu exército.
– Espinheiro! Traga o centímano agora! – ele ordenou.
O Manticore aproximou-se, agarrando Briareu que permanecia desacordado e o arrastando até o topo do monte.
– Frank, não permita que ele chegue até Atlas.
Quando Espinheiro chegava até Atlas, Frank lançou sua flecha, a qual atravessou a cabeça dele, transformando-o em pó e fazendo o centímano cair ao chão, fora do alcance de Atlas.
– O que?! – gritou Atlas, furioso – Quem ousa vir até aqui me desafiar?!
– Eu achei que tinha deixado claro da última vez Atlas. O peso do céu é seu. – disse Percy com um sorriso irônico, surgindo da névoa densa, segurando Contracorrente, com todos os demais semideuses ao seu lado.
– O filho de Poseidon! Você não vai estragar meus planos de novo! Não dessa vez.
– Tem razão, eu não vou. Nós vamos. Frank, agora!
Da mesma forma que havia feito minutos atrás Frank disparou suas flechas, derrubando os ciclopes, quando os outros avançaram. Annabeth e Piper correram para ajudar Briareu, enquanto Percy lidava com os gigantes e Jason e Reyna tentavam conter Campe.
Percy derrubou o primeiro com um único golpe no joelho, fazendo-o cair sobre o segundo, e transformando-os em poeira dourada. O terceiro, tentou acertar suas pernas com um bastão na tentativa de derruba-lo, mas graças ao seu TDAH ele conseguiu pular no momento certo, e decepar o lestrigão.
Logo, ele correu para ajudar os outros. Jason planava no ar, tentando acertar Campe com sua espada, enquanto Frank-urso pardo estava sobre as costas do monstro, e Reyna no solo continuava lutando contra a criatura.
– Jason! Precisamos derrubá-la!
– Eu tô tentando Jackson! – ele respondeu, dando uma cambalhota no ar para escapar da investida de Campe.
Em um movimento rápido, o monstro jogou Frank longe, o fazendo acertar a árvore de maçãs douradas de Hera.
– Frank! — chamou Hazel, golpeando o último ciclope que restava, para ir até o namorado que tentava se levantar ainda atordoado pela pancada em sua cabeça.
Vendo Percy e Jason encurralados, Reyna contornou o torso monstruoso de Campe, e fincou a espada em sua pata traseira. Campe rugiu, voltando-se completamente para a filha de Belona, avançando e fazendo Reyna recuar.
Campe levantou sua cauda pronta para acertar a pretora, que se manteve firme encarando o monstro, sem medo do que poderia acontecer. Reyna sabia que se a mantivesse a atenção sobre ela, os outros poderiam ter uma chance de atacar.
– Reyna! Não! – gritou Piper, mas Annabeth foi mais rápida. Ela deixou a filha de Afrodite cuidando de Briareu que despertava e correu, empurrando Reyna para longe.
O impacto que antes era direcionado para Reyna, atingiu Annabeth com tal força, que ela foi lançada do penhasco do Monte Tamalpais em direção ao mar metros abaixo.
– Annabeth! – gritou Percy desesperado, correndo até lá, e pulando atrás dela.
Os outros tentavam absorver o que acabara de acontecer, mas Campe continuava a ataca-los.
– Jason! – chamou Reyna, os olhos rasos d’agua – Dê o sinal para a 5° coorte!
O filho de Zeus levantou sua espada e um raio cortou os céus, iluminando toda São Francisco, ofuscando a visão do monstro que ficou atordoado. Neste instante, Campe foi atingida por uma pedra em sua cabeça, lançada por Briareu que acabara por retomar a consciência.
Junto com o centímano, tomados pelo anseio de vingança, os semideuses atacaram, e Campe vendo-se cercada, levantou vôo para longe.
– Vamos, temos que encontrar Percy e Annabeth! – disse Piper, tentando controlar seu choro correndo junto com os outros, morro abaixo.
Sem pensar duas vezes Percy havia pulado atrás de Annabeth, a tempo de ver o corpo dela chocar-se com as águas e afundar.
Ele submergiu, procurando por ela, mas não conseguia vê-la em meio a espuma que a água formava pelo encontro com as rochas.
– Annabeth! – gritava Percy, procurando-a pelas águas geladas do Oceano Pacífico, antes de mergulhar uma segunda vez, finalmente vendo o corpo dela, que afundava rapidamente.
Ele nadou, segurando-a pela cintura e subindo para a superfície. Ela havia desmaiado e não conseguia respirar. Percy então controlou as correntes marítimas para que os levassem até a praia.
Ao chegarem ao solo, Percy a carregou implorando silenciosamente a todos os deuses para que ela ficasse bem. Cuidadosamente ele a colocou deitada na areia, em seguida segurando seu rosto pálido.
– Annabeth... Vamos lá amor, acorda. Vamos, por favor, por favor! – ele sussurrava, enquanto fazia massagem cardíaca.
Ela tossiu, despertando e expelindo toda a água que ingerira.
– Percy...
– Annabeth, graças aos deuses. Você vai ficar bem. Só fique comigo, meu amor.
– Não, Percy... Eu, eu não sinto... – ela tinha dificuldades, para falar e conseguir manter seus olhos abertos.
– Não ouse fazer isso! Você não pode me deixar, está ouvindo?! Não pode! – ele dizia, sem conter suas lágrimas.
– Eu sinto... Sinto muito, Percy. Parece que eu não estava certa dessa vez.
– Você sempre está certa Annie. Não desiste agora, por favor.
– Eu não consigo, Percy.
– Consegue sim, eu sei que sim. – ele se desesperava, segurando sua mão firmemente – Vamos nos casar, lembra? Vamos... Vamos ser felizes Annabeth. Juntos. Você disse, você prometeu!
– Você já me fez muito feliz Percy. Nunca se esqueça disso.
– Não, não, não... Por favor, não Annabeth. – ele chorava compulsivamente, encarando-a enquanto podia sentir a vida se esvaindo dos olhos dela.
– Eu amo você. – ela sussurrou.
– E eu amo você. Só você. Eu serei eternamente seu, meu amor. – ele disse, selando seus lábios.
– E eu sua, Percy.
Ela sorriu levemente, pela última vez, antes de seus olhos se fixarem no vazio.
– Não, não, não... Meus Deuses, não. Tudo menos isso... – ele a abraçou apertado, antes de gritar – Não! – ele chorou copiosamente, ao perceber que mais uma vez tinha perdido tudo o que mais lhe importava – Annabeth...
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