I Will Love You Till The End Of Time.
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Obrigada ás meninas que mandaram dos capítulos 3 e 4, adorei!
Beijão ♥
Estávamos sentadas em uma das calçadas da Abbey Road, rindo dos fatos contados por clara.
“Eles vieram aqui para tirar umas fotos para um EP que estavam planejando... O RHCP naquela época era muito reconhecido pelo sox on cox, que nada mais eram meias nos seus membros. O dia estava frio como nunca, mas eles foram guerreiros, tiraram suas roupas, colocaram as meias, e tcha nan! Eis a capa do Abbey Road EP”.
Fiquei rindo do fato como Clara articulava durante suas falas, e também do fato nada convencional de posar para uma foto com meia em seus membros. Depois de algum tempo o assunto já havia acabado, e Clara olhava-me suspeitamente.
- Por que ta me olhando assim? – Perguntei, com um olhar um tanto intimidante.
- Você não sabe, ou ta fingindo que não sabe? – Ela disse, colocando os braços entrelaçados ao joelho.
- Não sei... – Dei de ombros.
- Começa por “Frusci” e termina por “Ante”.
- Esta falando de John? – Fiz-me de desentendida.
- Não, Charlie, estou falando da minha mãe! Mas é claro que é ele!
- E o que quer saber? Clara, se esta achando que eu estou afim ou caídinh... – Ela me cortou.
- Você esta!
- Não, não estou. Como pode saber?
- Seus olhares, oras.
- Olhares não dizem nada!
- Olhares dizem o que muitas palavras não poderiam dizer.
Por um minuto fiquei em silencio, e de algum modo Clara estava certa, mas eu não queria acreditar naquilo pois não sou do tipo de garota que acredita amor á primeira vista nem em amor! No momento o foco eram os estudos e não namoradinhos ou casos.
- Clara vamos falar de outra coisa?
- Vamos! O que acha das cuecas dele? – Ela riu o que me fez rir também.
- Não acho nada sobre as cuecas dele, e, por favor, vamos falar de qualquer outro assunto que não seja ele, tudo bem?
- Ok, se você quer assim...
Levantamo-nos e fomos até o carro de Clara, onde ela me levou para o meu hotel. Ao sair do carro, Clara ainda buzinou e fez um sinal com a mão para que eu voltasse.
- O que foi? Bati a porta do carro muito forte?
- Não boba, só diga que esta com aquele bilhete que eu lhe dei.
-Sim, estou por que? Algum problema?
- Ótimo! Só diga que ligará para aquele numero.
- Por que quer que eu ligue tanto para aquele numero?
- Apenas ligue!
- Talvez...
Clara parecia não ter gostado muito da minha ideia, mesmo assim se despediu de mim e foi embora. Ao chegar ao quarto tomei um demorado banho pois meus pés doíam e haviam calos de tanto andar, foi um dia cansativo! Ainda estava de roupão enquanto procurava um de meus cremes pela bolsa, até pegar o papel que Clara havia me dado por engano. Olhei, olhei e olhei. Lembrei-me de suas palavras e da nossa conversa na Abbey Road, só depois que liguei os pontos foi que descobri de quem era aquele numero.
Na realidade eu apenas tinha uma ideia, uma noção, confesso que fiquei curiosa para saber de quem era aquele “misterioso” número. Não tive pressa, fiz o que tinha que fazer ( o que era muita coisa, desde me arrumar e secar os cabelos até arrumar aquela montanha de roupas que eu havia simplesmente jogado no guarda roupas, e como aquela bagunçinha me irritava!).
Ao terminar tudo e descer para o jantar, tentei ligar para o número do bilhete de Clara. Uma, duas, três, quatro... Cheguei a ligar cinco vezes e nada de atender. Tomei a decisão de não ligar mais naquela noite.
A Lua brilhava do lado de fora da janela, Lua cheia, a mais linda. Ela estava me chamando para que a observasse do lado de fora do hotel, no parque que tinha há uns mais ou menos dois quarteirões de distancia e como não estava muito tarde, resolvi ir até lá. Peguei minha câmera, bolsa, calcei os sapatos e desci as escadas.
Ao chegar lá me sentei em um banco perto de um bebedouro onde havia um homem. Cruzei as minhas pernas e fiquei admirando a Lua por um tempo. O homem rondava o bebedouro de um modo estranho e aquilo começava a me incomodar. Coloquei a bolsa ao meu colo, tirei a câmera de lá, e passei a observar as fotos que Clara e eu tiramos durante nosso passeio, sorrindo, pois eram fotografias engraçadas. O homem, do qual rondava o bebedouro, sentou-se ao meu lado e como num sussurro disse:
- Clara, realmente, fotografa muito bem. – Disse ele, num tom muito doce, numa voz com um tom interessante e que me fazia lembrar alguém.
Levantei minha cabeça e dei de encontro a aquele olhar, intimidador, profundo, e lindo. Era John. Sorri timidamente e apenas disse.
- Admiro-a. – Abaixei a cabeça e continuei a passar as fotos, até que paramos em uma em que Clara havia tirado de mim. Eu estava sorrindo espontaneamente.
- Sabe que... Esse sorriso foi um dos poucos mais lindos que eu já vi?
Uma sensação de vergonha veio a mim, senti-me toda vermelha com o comentário de John.
- Obrigada. – Agradeci.
- Bom... Está frio não acha? Ele esfregou uma mão sobre a outra, e colocou um de seus braços sobre meu ombro.
Olhei para o seu movimento, e depois me virei para ele e disse um pouco fria.
- Sim, esta.
Ele riu de leve e retornou.
- Você não parece que esta querendo conversar...
Sorri e disse:
- Não, apenas sou tímida, me desculpe.
- Entendo... Clara me contou que vocês estão na mesma sala, certo?
- Sim, estamos não é incrível? Além de encontrar uma pessoa que goste de quase tudo que eu, estamos na mesma sala!
Nós conversávamos como se fossemos amigos de muito tempo, uma conversa agradável, sem segundas intenções e sem nada disso. Aquele momento em que passei com ele foi um tanto engraçado, John referia suas piadas a Chad, que segundo ele, era um cara brincalhão e extremamente simpático.
John me acompanhou até a porta do hotel, um belo cavalheiro como diria minha avó. Abraçou-me e me deu um papel, mais uma vez, um papel dobrado em várias partes.
- Acho que deveria lhe dar isso. Meu número de telefone novo, já que aquele do qual Clara te deu era o velho, se quiser ligar, estarei ao dispor.
Mordi os lábios e sorri, afinal era a única coisa que eu poderia fazer já que eu não sabia o que dizer, até o “obrigada” fugiu da minha cabeça naquele momento. Mas uma vez houve uma comunicação em nossos olhares, forte, muito forte.
John abraçou-me e saiu andando. Ao virar de costas para ele, apenas larguei um sorriso. Um sorriso involuntário.
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