Notas iniciais
Capítulo um pouco atrasado, MAS espero que gostem!
Reviews smp smp para nossa alegria lakalljslp
Beijossss ♥
Acordei desesperada vendo todos aqueles aparelhos a minha volta. Olhei ao redor e havia quatro pessoas olhando e sorrindo para mim, pareciam estar felizes porque eu havia acordado. Alguns rostos eram familiares e outros nem tanto.

— Filha! Você acordou! — Uma mulher disse, passando a mão sobre meu rosto e sobre um corte que estava na minha cabeça, ainda com pontos. Eu olhava-a tentando lembrar quem era mas eram tentativas falhas.

Logo uma garota ruiva de pele branca veio abraçar-me, ela me lembrava Clara.

— Clara?

— Sim, sou eu Charlie! Tudo vai ficar bem ok? — Ela disse, também passando a sua mão sobre o meu rosto, e depois largou um sorriso.

Ao piscar os olhos eu via luzes, o rosto de Dô e de um homem, e depois um feixe de luz muito mais forte. Abri e pisquei os olhos novamente para ver se me lembrava de mais alguma coisa, mas foi falho.

— Onde esta Dô? — Perguntei num tom baixo e um pouco atordoada por causa das medicações.

— Ela esta no outro quarto... Mas não se preocupe que ela esta bem! Só foram alguns arranhões. Você esta um pouco pior que ela, mas tudo vai ficar bem! Eu prometo! — Clara respondeu-me.

Logo um médico entrou no quarto, e brincou:

— Vejo que a bela adormecida acordou! A enfermeira já esta vindo para limpar os ferimentos e fazer novos curativos. — Ele disse, pegando uma cadeira, sentando e colocado as luvas para me examinar.

-Bom... Ela esta se lembrando de alguns de vocês?

— Só de mim e da menina que estava com ela durante o acidente, a Dominique. — Clara respondeu.

— Isso é um pouco normal devido a batida feia que ela deu com a cabeça, mas daqui a mais duas semanas ela já vai estar se lembrando de todos, com algumas dificuldades mas vai.

— Eu quero ver a Dô! — Gritei.

— Calma, você ainda não pode se levantar, se esqueceu dos três pinos que colocou na perna?! — A mesma mulher que me chamou de 'filha' disse. — Mas acho que ela poderá vir até você...

— Por favor mãe, dê mais um dia para Dominique descansar e se recuperar... E Charlie, não se preocupe que amanhã vou trazê-la até o seu quarto. — O médico disse, e eu concordei com a cabeça.

Enquanto todos vinham abraçar-me, desejando-me coisas positivas, a enfermeira chegou pronta para limpar os meus curativos.

A dor dos pinos eram terríveis, os cortes ardiam e eu me contorcia na cama por causa dessa dor, disse isso para a enfermeira e ela me deu um remédio, que foi injetado na veia. No mesmo momento, vi tudo girando ao meu redor, fechei os olhos e não acordei mais durante aquela noite.

No dia seguinte, acordei novamente me deparando com os aparelhos ao meu redor, e desta vez só estava Clara no quarto.

— Clara... — Eu disse, me esforçando para ficar sentada na cama. Ela estava olhando para um ponto fixo mas logo se dispersou. — Onde está Dô?

— Ela será liberada daqui a pouco e virá te ver...

— Ótimo! E enquanto a mim? Estou com medo Clara... Das coisas não serem mais as mesmas.

— Não... Não... Você tem que pensar positivo! Tudo vai voltar ao seu lugar, mas com um tempo.

— Clara, eu não consigo lembrar de ninguém! Isso é horrível.

— Vai passar, e eu te ajudo! Sempre estarei com você. Eu e Dô, não se esqueça! — Respondeu-me e abraçou-me.

Alguns minutos depois, fomos interrompidas pelo barulho da porta se abrindo, e finalmente vi Dô.

— Charlie! Bom ver que esta bem! Meu deus, rezei tanto por você! — Ela beijou-me e também me deu um abraço apertado.

— Bom ver que VOCÊ esta bem!

— Preciso pedir perdão, me desculpe por ter te metido nessa, não imaginava que daria nisso tudo!

— Perdão? Mas porque?

Ela e Clara se olharam e então viram que eu não me lembrava de nada MESMO e era uma sorte eu saber quem eram elas. Clara de Dô me explicaram tudo, dando sempre ênfase em um cara chamado "John".

— Jô... John... Esse nome me parece familiar.

Elas tentaram me explicar quem era, Clara estava com uma foto dele, os cabelos grandes, um olhar impertinente e um sorriso maravilhoso. Fechei os olhos e um pequeno flashback se passou pela minha cabeça. Passamos a tarde inteira vendo fotos, Dô e Clara me ajudando a lembrar das pessoas mais queridas da minha vida. E aparentemente, estava funcionando.