Notas iniciais
Aproveitem que estou empolgada essa semana. Continuem comentando.

Ano de 1767, Londres

—Conde, por favor... Tenha bom senso.

—Eu tenho. E é por isso que quero me casar com aquela jovem Carlisle.

—Mas a sua reputação...

—+Não ouse dizer nada sobre ela.

—Não senhor, mas como seu conselheiro, é meu dever orientá-lo a...

—Apenas quando for solicitado Carlisle. Apenas quando for solicitado.

—Mas Conde...

—Apenas quando solicitado Carlisle. Por Favor chame Jhon para mim.

—Sim Conde.- Carlisle disse saindo.

—Mandou chamar Conde?

—Sim. Quero que leve esta carta para Marie.

—Sim Conde- Ele disse fazendo uma reverencia e saindo.

John caminhou pela vila até chegar em uma cabana na beira da vila, e pode ver um rapaz que saia de dentro da pequena cabana ainda arrumando suas vestes.

—O Conde é realmente um tolo por querer algo mais sério com esta mulher.- Ele disse para si mesmo. Deixou a carta e voltou para seu caminho.

—Deixou-lhe a carta John? Ela lhe disse algo?

—Não senhor. Ela não se encontrava. Deixei-lhe a carta. Ao amanhecer volto para buscar sua resposta senhor.

—Ótimo John.- Ele disse John se virou para sair.- John?

—Sim Conde?

—Somo amigos certo?

—Certamente que sim Conde.7

—Carlisle acha que estou cometendo um grande erro ao pedir a mão de Marie em casamento. O que você acha?

—Não acho que deva me intrometer nesse assunto Conde.

—Então acha que também não estou em meu perfeito juízo?

—Não é que seja isso senhor, mas os comentários...

—Eu não me importo com os comentários.

—Pois devia senhor. O senhor tem grande nome e poder na cidade. Não devia jogar tudo fora por uma... Uma libertina.

—John.

—Desculpe senhor, mas é a verdade. Na vila já estão comentando.

—Comentando o que?

—Nada senhor. Eu já disse mais do que devia. Com licença

—Carlisle!- Ele chamou.

—Sim Conde?

—O que andam falando sobre Marie pelo vilarejo?

—Nada que não seja verdade.

—O que quer dizer com isso?

—Que a senhorita Marie andou recebendo umas visitas ultimamente. Mesmo depois que o senhor assumiu abertamente que a deseja como esposa.

—Deve haver algum engano.

—Não há Conde. O único engano é o senhor ainda insistir nesta loucura de casamento.

Enquanto isso na cabana.

—Tudo bem amiga. Vai passar.

—Não vai Rosa. E se o Conde descobrir...

—Não vai Marie. E logo vocês se casará com ele.

—Ele não vai me querer quando souber o que aquele porco me fez

—O Conde é um bom homem Marie. Ele entenderá, e fará com que aquele homem pague pelo que lhe fez.

—E se ele voltar?

—Acha que ele seria capaz?

—Ele disse que voltaria. — Marie disse soluçando..- Disse que voltaria para terminar o que começou

—Eu gostaria de ficar amiga. Mas tenho tantos afazeres que meu senhor me pediu.

—Tudo bem. Eu ficarei bem.

—Tem certeza?

—Sim.

—Não abra a porta para ninguém está bem? Eu tenho a chave. A noite eu voltarei.

—Não abrirei.- Ela disse abraçando ainda a amiga.

Marie estava quase pegando no sono quando ouviu batidas na porta. Estava tão sonolenta que caminhou em direção a porta e a abriu antes de se lembrar que Rosa possuía a chave.

—Olá boneca.

—Não!!- Marie gritou tentando fechar a porta.

—Eu disse que voltaria.- Philipe –disse empurrado a porta fazendo Marie cair no chão.- Vamos terminar nossa brincadeira pequena.- Ele disse afrouxando sua gravata e desabotoando a camisa.

—Não por favor.

—Você vai se divertir.- Ela tentou correr , mas ele segurou seus cabelos a puxando em sua direção e rasgando seu vestido e colando seus lábios nos dela.

—Não..- Ela suplicava. E mordeu com tanta força que sentiu o gosto do sangue. Ele vacilou um pouco e tentou escapar, mas ele foi mais rápido e seus braços enlaçaram sua cintura e com um puxão a fez tombar no pequeno sofá que havia na sala.

—Deixe me.- Ela pediu.

—Não faça escândalo boneca. Não é como se nunca tivesse feito isso. –Marie continuou tentando se livrar de seus braços.

—Eu não quero mais essa vida.

—Foi só o Conde lhe lançar um olhar ou dois e quer esquecer seu passado? Não será assim tão fácil boneca. Agora fique quieta e logo acabará.- Ela tentou escapar, mas o peso dele a imobilizava. A boca dele esmagou a dela e sua mão ergueu o vestido e subiu sua mão áspera pelas coxas dela. Os olhos dela se arregalaram e ela tentou mais do que nunca fugir. Ela mordeu seus lábios ainda mais forte lhe arrancando sangue.

—Sua...- Ele ergueu a mão e a esbofeteou fazendo com que seu ouvido zumbisse. Ela ficou desorientada e ele se aproveitou disso para abaixar o corpete dela.

—Pare...- Ela gritou o empurrando.- Me solte..Socorro.- Ela gritou o mais alto que pode e ele ergueu a mão novamente desferindo um tapa em seu rosto.

—Cale-se- Os ouvidos dela zumbiram e ela pode sentir em sua coxa o membro dele rígido e começou a chorar.

—Quem manda seu uma provocadora?- Ele disse e ela gritou quando sentiu a penetrar de uma vez.- Você ainda é tão apertada.

—Não.- Ela disse chorando e perdendo a consciência.

—Por enquanto estou satisfeito. – Ele disse arrumando suas roupas e a deixando no chão com parte do vestido rasgado e manchado de sangue.- Por enquanto...- Ele disse sorrindo satisfeito e saiu.

Mais tarde Marie ouviu a porta se abrir e se encolheu.

—Santo Deus!! O que houve Marie?- Rosa perguntou e ela não respondeu. Apenas chorava.- Marie? Por favor diga algo.

—Ele... Ele voltou.- Ela disse chorando e Rosa correu em sua direção. Preparou uma tina de água quente e cuidou de sua amiga.

De volta ao castelo.

—Alguma noticia John?

—Não senhor Conde.

—Será que aconteceu algo?

—Não sei Conde. Mas se me permite, talvez o senhor esteja... Bem, mais envolvido que esta moça.

—Você também John?

—O senhor perguntou...

—John, quando é que vocês irão entender, eu a amo e pretendo me casar com ela.

—Mas os boatos...

—Não me importa. Se não tiver noticias dela até o amanhecer, eu mesmo irei até ela.

—Mas senhor...

—Não quero mais ouvir sobre isso John.

—Sim senhor Conde.- Ele disse fazendo uma reverencia e saindo.

—Já me cansei de esperar John. Irei atrás dela.

—Pense nos boatos Conde. Não ficará bem para um Conde...

—Não dou a mínima para isso. Preciso vê-la. Mande selar meu cavalo.

—Mas senhor...

—Obedeça.

—Sim senhor.

Ele montou o cavalo e galopou em direção a pequena casa da vila. Já estava escuro quando ele chegou até a cabana. Antes de se aproximar ele viu um homem de longos cabelos negros andando pelas redondezas da cabana então ele se escondeu.

—Marieee.. Saia, sais, onde quer que esteja.- O conde permaneceu escondido até ver Marie correndo para a floresta.

—Não!! Deixe-me.- Levou um minuto para ele perceber o que estava acontecendo e ir de encontro a sua amada.

—Deixe-a!- O Conde gritou.

—Parece que o príncipe veio lhe salvar linda donzela. Exceto pelo fato que você não é tão donzela assim.- Philipe disse sorrindo.

—Cale- se.

—Acha mesmo que pode me dar ordens? Só porque tem dinheiro?- Philipe disse sacando sua garrucha.

—Não! Por favor. Não o machuque. Eu vou com você, mas deixe-o.

—Agora isso está interessante.

—Marie não.

—Tudo bem. Ele tem razão Conde... Não sou digna de você.- Ela disse caminhando em direção ao seu maior pesadelo. Quando ele a tocou o Conde correu em sua direção e Philipe apontou a arma para ele fazendo com que parasse.- És tão tolo assim? Morreria por uma.. Uma mulher da vida? Uma libertina suja?

—Você não sabe nada... Sobre ela.

—Não me interessa saber. Tudo que me interessa sobre ela é o que ela tem debaixo das saias.

—Seu...- O Conde foi em sua direção, e percebendo o que estava para acontecer, ela se colocou entre seu amado e seu inimigo. Recebendo o tiro da morte.

—Não!!—Ele sacou seu punhal e apunhalou o inimigo no coração fazendo com que tombasse, depois correu de socorro até sua amada.- Não, não... Por que fez isso?

—Eu não suportaria.... Não suportaria perde-lo.

—E acha que sua vida me vale menos? Duvida tanto do meu amor?

—Nunca duvidei.- Ela disse erguendo a mão e acariciando seu rosto.- Mas minha vida vale menos que a sua. Ninguém sentirá minha falta.

—Esta tão enganada... Não tenho vida sem você.- Ele disse chorando.- Eu cuidarei de você... Você ficará bem.

—Esta tudo bem...

—Marie...

—Está tudo bem. Tudo bem. Estou nos braços do meu primeiro amor- Ela disse lutando contra a inconsciência.- A primeira pessoa que amei. A pessoa que sempre amei. Eu amo você...

—Não, por favor. Não. Marie não, por favor. – Ela arfou e sua mão tombou no chão- Marie? – Ele a chamou, mas ela já havia partido. Então ele ficou na floresta por toda a noite chorando com sua Marie em seus braços.

Pela manhã ele levou seu corpo para dentro da cabana e voltou para o castelo. Mais tarde lhe daria um enterro digno.

—Conde?- John o chamou.- Por Deus, isto é sangue?

—Ela está morta.

—O que? Como? Quando?

—Um... bárbaro tentou... Tentou violentá-la. Eu a defendi e ele apontou sua arma para mim...E agora... Ela está morta!!- Ele disse deixando suas lagrimas caírem.- Morta por se colocar entre a bala e eu.

—Ela o salvou...

—E agora ela morreu.- Ele disse caindo de joelhos. E foi assim que Carlisle o encontrou. Chorando como um menino.

Dois anos depois.

—Senhor... Os ataques dos rebeldes estão cada vez. Seria prudente que reconsiderasse o casamento.

—Não.

—Mas senhor... Teremos uma guerra se não reconsiderar.

—Que venham.

—Eu entendo que o senhor a amava Conde, mas..

—Saia Carlisle. Agora.- Ele rugiu.

Alguns meses se passaram.

—A culpa é exclusivamente sua Conde. Se tivesse me escutado e feito uma aliança através do matrimonio...

—Nunca faria isso. Eles querem guerra, e eu lhes darei com prazer.

—O senhor vai lutar com seus homens?

—Acho que seria covarde a ponto de provocar uma guerra e fugir?

—Mas senhor...

—Não tenho nada a perder Carlisle. Peço que cuide de meus bens se a luta terminar como imagino.

—Santo Deus... Vai se sacrificar não vai?

—Quero sentir algo Carlisle. Nem que seja a dor da morte. Não consigo mais viver sem ela.

—E vai se colocar na linha de fogo por isso?

—Se assim eu conseguirei reencontrá-la, farei com prazer.

—Não seja tolo rapaz.

—Já tomei minha decisão. Vamos John. Temos homens para matar.- Ele disse montando em seu cavalo decidido a não voltar com vida, e assim reencontrar sua amada.

Notas finais
O que será que vai acontecer na próxima vida? Continuem acompanhando e comentando. Personagens: *Conde é o Edward *Marie é a Bella. *Rosa é a Rosalie *John é o Jasper *Philipe é o Jacob *E o Carlisle é o Carlisle.