I Will Fight For You
3 Part 3; And I will die for you
Notas iniciais
O tanoshimi. Enjoy ♥
Você fez de tudo para me proteger. E eu só lhe causei medo, dor, confusão... É por quê? Por um amor que não sabia se daria certo? Você tomou tiros por mim, colocou em risco sua vida e de todos que estavam a sua volta. Já cansei de tudo isso, não quero mais atrapalhar sua vida. Só tenho uma certeza: de que esse amor não foi em vão.
Onde quer que eu esteja, vou lhe amar cada vez mais, assim como aconteceu quando estava vivo. Você tem que continuar o que deixou, seus assuntos e quem você é. O verdadeiro Urso Cinzento jamais abandonaria sua pátria por um traidor. Sou apenas um romeno que sem querer lhe conquistou. Estava fora do lugar? Com certeza. Queria me acertar? Nunca. Era normal? Nem de longe.
Sempre vou lhe amar, tanto vivo quanto morto. Não sei o que me aguarda: eterna agonia ou uma eterna paz. Sinceramente, não sei o que é pior. Não. Pior é ficar sem você.
Mas venha quando for sua hora.
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Gerard’s POV~
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Quando voltei para casa, ao final daquela tarde, encontrei a casa em um estado lamentável. Kaoru, uma das cinco garotas que contratara, encontrava-se desolada na sala, aos prantos e com a maquiagem desfeita.
— O que houve?
— Gerard? — ouvi um sussurro baixo com um timbre que conhecia tão bem.
— O que houve? — repeti a pergunta e peguei-o nos braços antes que ele caísse no chão.
— Robert esteve aqui. Estava me procurando e vai voltar. A culpa é minha, desculpe... Desculpe... — murmurava com os olhos fechados, unhando meu corpo enquanto me abraçava, escondendo seu rosto para que eu não visse suas lágrimas.
— O quê?!
— Acabou. Não há mais para onde fugir. Talvez você já estivesse sabendo disso, não ligo!, e só me trouxe aqui pelo pretexto da Rússia, secretamente escondendo toda burocracia, agora já não adianta mais. Já estamos do outro lado do mundo e ele também veio.
Levou um bom tempo para que ele se acalmasse. Nada do que ele dizia fazia sentido e estava atordoado com tudo que acontecera recentemente.
Ao deparar-me com algo estranho sobre a cômoda, nem bem pensei que poderia ser algo que ele queria manter em segredo — e era —, apenas fui olhar. Enquanto lia aquelas palavras tão duras e tristes, senti meu coração se congelar aos poucos, tudo ia se esvaindo e, quando recuperei os sentidos, só o que pude perceber que tomava conta do meu ser era a raiva.
Não conseguia acreditar na frieza de como ele tratava aquele assunto tão sério, simplesmente deixando-se morrer por algo sem sentido. Não podia entender como ele conseguia pensar na teoria de deixar-me de um jeito tão vago, possivelmente acreditando que era a melhor saída.
Então, talvez, ele não me amasse de verdade, como um dia achei que amou. Tudo o que tivemos foi superficial e sem significado algum?
Mais do que tudo, com todo meu sentimento, o queria apenas para mim, não me importando com nada, como sempre fizera. Se já matei um americano antes, fora por ele. Pensava que aquela fora uma prova de meu amor por ele, algo que ele não levaria em conta levianamente. Sempre pensei que ele planejava passar o resto de seus dias comigo.
Aquela carta me derrubou.
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— Hey... — ele sussurrou no meio da noite.
Não falei nada sobre ter encontrado sua carta de suicídio. Deixaria-o pensar que estava tudo bem. Se era o que queria fazer, que se confessasse.
— Hm?
— Está sem sono?
— Isso tudo está me deixando apreensivo — tentava parecer o mais natural possível, dado a todos os acontecimentos que caiam sobre meus ombros.
— Que tal esquecer isso tudo e viver o agora? Na nossa pequena utopia. Lá, ninguém poderá nos tocar e tudo é perfeito — sorriu.
Não sabia até onde conseguiria ir com aquela farsa. Esperava manter tudo até o final, quando Robert desistisse de nós e Frank pudesse finalmente ficar bem — vivo, acima de tudo, e comigo.
Peguei-o pela cintura e o trouxe para mais perto de mim, sorrindo e esperando estar sendo sincero com isso.
No segundo seguinte, ele estava sobre meu corpo, pousando as mãos em meu peito e fincando as unhas na área, como gostava de fazer. Nunca deixava-me ficar sem marcas vermelhas ou até sangue, dependendo da força que usava. Agora, meus machucados de tanto tempo atrás já não passavam de marcas de uma história estranha que preferia esquecer.
— Não se arrepende de tudo que fez até agora? — sussurrou, olhando no fundo dos meus olhos enquanto rebolava contra meu baixo ventre, tendo minhas mãos em sua cintura.
— Claro que não — respondi, desejando acabar com aquela sua linha de pensamento antes que me delatasse. — Mas, por favor, não pense nisso agora. Não em nossa utopia — em seguida, sorri, puxando-o para perto e tomando seus lábios.
Naquela noite, eu o tomei pela última vez. Só não sabia disso.
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Out POV~
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Três dias após ter acontecido pela primeira vez, Robert voltou. Desta vez, da maneira apropriada. Ninguém poderia contestá-lo dizendo estar fora da lei e tampouco tinham o direito de lhe proibir de qualquer coisa.
Frank não estava em lugar nenhum, o que preocupou o mais velho, temendo que alguém pudesse tê-lo encontrado antes de sequer terem percebido o que estava acontecendo.
Enquanto as buscas na propriedade continuavam, Robert tentava a qualquer custo acabar com a vida de Gerard também, aproveitando dois por um.
— O que deu em você naquele dia? Por que matou Stanley?! Ele era um dos nossos! E para salvar aquele romeno maldito!
— Você não pode dizer nada, não passou tudo que passei para chegar até aqui! — esbravejou.
— Não ligo se você viveu um inferno próprio, todos nós vivemos para sairmos vivos daquela maldita guerra. E cá está você! Protegendo um farsante, um traidor de sua nação, que ainda por cima lhe corrompeu a mente! A troco de quê?!
— Você tem uma vida perfeita, esposa e filhos. Não sabe metade do que está dizendo. Se fiz o que fiz no passado, foi para construir meu presente com quem amo.
— Não... Não me diga que você e... Argh — em seguida, sacou sua arma, apontando-a para a testa de Gerard. — Por quê?
— Ninguém manda no coração, simplesmente aconteceu e eu não sabia.
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Estou aos poucos desistindo dos meus sonhos. E cedendo às pressões. Estou aos poucos sucumbindo. Me pergunto para onde foi aquela vontade de viver.
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Tendo escrito estas míseras palavras, tremeu escrever a que mais pesava em seu coração. Por fim, ao riscar adeus tremulamente no papel, deixou com que suas forças se esvaíssem. Ainda aproveitou um ímpeto de vida e cravou aquele pequeno bilhete no tronco da árvore de tronco seco em que se apoiava, deixando suas lágrimas quentes escorrem até o manto frio de neve, o qual, em breve, seria sua redenção.
Agora, com as costas escoradas onde seu bilhete estava, respirou fundo e sussurrou algumas vezes que tanto o amava, que não queria que a vida terminasse daquela forma e que jamais se esqueceria de qualquer coisa que fizeram juntos desde a noite do dia 16 de julho.
Segurando o punhal com ambas as mãos — trêmulas —, pensou que já adiara demais. Estava se machucando ao pensar em tudo que acontecera naquele breve tempo em que ficaram juntos. Para Frank, foi um tempo muito curto e queria mais, mas sabia que não seria possível. Eles o encontrariam, então seria pior para seu amor. Foi então que cravou a lâmina em seu peito, dando uma leve torção. Só não calculou que, ao deixar seu corpo inerte e sem vida cair no manto — agora vermelho — de neve, a outra carta cairia, a primeira. Aquela deveria estar junto a outra, mas não tivera coragem de mostrar a ele, então escrevera o breve bilhete.
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Ouvindo gritos atrás de si enquanto procurava por Frank, temendo que o pior houvesse lhe acontecido, corria na esperança de também afastar qualquer pensamento ruim que pudesse lhe acompanhar. Tentava firmar a ideia de que ele estava bem e protegido, de que não seguira em frente com o que dissera na carta de suicídio. Ficava tentando se afirmar que fora apenas um devaneio de Frank e que ele não continuaria com aquilo.
Ao longe, vislumbrou algo que não estava certo. Ao aproximar-se, já ignorando por completo se alguém lhe perseguia ou não, teve a sensação de já ter feito aquilo antes. No campo de batalha, quando se aproximara de um corpo pensando ser o de Frank, sentiu as esperanças morrerem, no entanto, elas logo voltaram quando viu que o menor estava bem, que resistira aos ataques. Porém, daquela vez, nada em si voltou. Frank estava morto; seguira em frente com a ideia do suicídio e sequer se despedira do maior.
Com o corpo sem vida nos braços, pouco ligando para o sangue que lhe manchava por completo mais uma vez, pegou a carta que já lera antes, relendo-a na esperança de que alguma coisa lhe apaziguasse os ânimos. Nada poderia fazer isso, bem sabia. Ao finalizá-la mais uma vez, já não podia mais impedir as lágrimas que há tanto tempo represava. Agora, todos seus sentimentos não poderiam ser impedidos pela barreira que construiu há tanto tempo que sequer se lembrava. Nada mais importava e nem fazia sentido.
Ao ler o pequeno bilhete cravado na árvore que sepultava o corpo de seu amor, teve a certeza de que nada estava bem.
Pegou o punhal rubro que o outro ainda empunhava e mirou contra seu próprio coração. Desejava estar com Frank, não importava onde. Céu ou Inferno, não importava. Sempre acreditou que nada disso existia, que ambos eram em Terra, naquela chacina e banho de sangue que vislumbrou por tanto tempo — tempo demais. Ficar naquele lugar horrível sem Frank seria o mesmo que permanecer onde não deveria. Queria ficar com ele em qualquer lugar. Sabia que a utopia deles não lhes abandonaria e viveriam em paz nela pelo resto da eternidade.
— Tudo se foi quando você partiu e disse adeus.
Pôde sentir o frio da navalha lhe perfurando de fora para dentro, sentir sua vida se esvair conforme o sangue quente lhe esvaia das veias.
Ficaria com Frank.
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Robert’s POV~
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Não sabia do que ele falava até ver aquela cena. Dois corpos sem vida na neve rubra. Pareciam padecer em paz, juntos, onde quer que fosse. Não conseguia entender porque não deixara de lado quando Gerard jurou amar o romeno. Agora, ambos estavam mortos. Só então tive a certeza de que poderiam estar juntos, da maneira que deveria ser, sem que ninguém os incomodasse. O paraíso próprio que talvez tenham procurado a vida inteira.
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Hey Way~
20.05.2012
Notas finais
Pronto, fiz drama.
Mas agora sério. Espero que tenham gostado da fic sobre tudo. Agradeço muito quem leu e postou review e até mesmo a quem apenas leu. Obrigado por terem lido essa coisa meia insana que resume um pouco a mente estranha da tia Way ~risos~
Review final?
Até uma próxima vez.
Kissus. Way.
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