I Will Fight For You
1 Part 1; And I will die for you
Notas iniciais
Mas agradeço desde já se for ler. Obrigado, você que está lendo isso porque foi a diante mesmo com os gêneros e avisos.
Oye, o tanoshimi, minna-san. Enjoy ♥
~le edit às 22h da quarta-feira~ Aqui está o link das músicas da tracklist que fiz. Caso alguém esteja com problemas para baixar, me avise (qualquer um, do tipo "4shared não me ama ~true story~"): http://www.4shared.com/rar/jrI0DJ1H/Ill_Fight_For_You_tracklist.html
Ele fazia parte do Eixo, era um soldado romeno. Eu era um dos Aliados, soldado americano.
Era noite do dia 16 de julho. Hitler havia ordenado o início do preparo para a invasão da Grã Bretanha, segundo fomos informados.
Nisso, haviam soldados romenos infiltrados em nosso grupo, passando-se por americanos apenas afim de extrair informação para o Eixo. Ninguém sabia, só haviam rumores.
Naquela noite, estava sozinho enquanto esperava o dia raiar. Mais uma noite que passava em claro não porque fora ordenado, mas sim porque não conseguia dormir. Não podia tirá-lo da cabeça por algum motivo, só não sabia o qual.
De súbito, alguém ocupara o lugar ao meu lado, respirando profundamente. Era ele, claro que era. Não era sua função ficar de vigia naquela noite, logo não sabia o que estava fazendo acordado comigo e perdendo suas energias para o dia seguinte. Eu já acumulava dias a fio sem dormir e pouco me importava, mas sabia que o rendimento dele era afetado quando não dormia direito.
— O que faz aqui?
— Sabe que não sou um Aliado — disse com simplicidade.
— Sim, sei. Por isso evito falar com você.
— Como sabe?
— Um de seus companheiros foi torturado até falar tudo que sabia. Em seguida o matamos.
— Quem o matou?
— Eu.
Ele respirou fundo e engoliu em seco, visivelmente desconfortável com o assunto.
— Por que continua aqui? Sabe que algo semelhante lhe acontecerá quando souberem para que lado você joga.
— Não vão descobrir. Só você sabe. Os outros que sobraram, os que não matou e não foram mortos, estão aos poucos ocupando lugar na cidade para o ataque de amanhã. Só restou eu e minha missão é matar o maior número possível de Aliados. A começar pelos americanos porque, oras, estou entre vocês — em seguida riu.
— Nesta hora, já era para ter lhe liquidado.
— Por que não o fez, então?
Apenas dei de ombros.
— Como foi matá-lo?
— Nada diferente do que já estou acostumado. Ele só gritou muito, deixou-me com uma dor de cabeça miserável — franzi o cenho e continuei a olhar a lua, nem um pouco absorto do perímetro, na verdade. Conseguia manter o foco em diferentes coisas ao mesmo tempo.
— Como pretende me matar?
— De um bom jeito. Morrerá por seu país.
— Urso Cinzento... — ele murmurou.
— Por quê?
— Não adianta esconder, okay? Sei quem é você e todos os seus feitos. Um dos únicos homens infiltrados em tropas inimigas que consegue cumprir com as missões que lhe são incumbidas, mata todos aqueles que se oporem a você e quantos mais precisar. Confesse, você é o Urso Cinzento.
— Para quê confessar algo que você já sabe?
— Diga algo!
— Por que está tão alterado, Frank? — só então olhei para ele.
Estava com as botas desamarradas, levemente abertas. A blusa que usava estava aberta, deixando o torso nu, mostrando claramente que perdera peso desde que chegara e era óbvio porque suas calças caiam um pouco, nada exagerado.
— Pelo menos vista direito o uniforme — murmurei neutro e voltei a olhar para o céu, de certa forma, perdido no brilho raro da lua e das estrelas.
— Por quê? Não deve cair em tentação? Oras, em tempos de guerra, nunca se sabe quando será o último dia, huh? Não quer... Aproveitar...? — ele chegou mais perto e sussurrou a última palavra em minha orelha, em seguida mordiscando o lóbulo.
— O que há? Disse que vou lhe matar antes que comece a agir. Como pode estar se comportando desta forma? Principalmente com alguém que mal fala com você e que, além disso, liquidou todos os homens que lhe acompanharam nessa missão suicida.
— Isso tudo pouco me importa, na verdade. Sinto algo por você e não quero mais controlar isto. Não quero o agente duplo, o major general que mata a todos e mais alguns só porque estão lhe impedindo de concertar o mundo. Eu deveria estar do seu lado, droga! Não aceito tudo isso de forma alguma, se estou no Eixo é só porque sou romeno. Queria estar lutando com você, e não contra você. Por favor, me tome nesta noite — ao começar a dizer tudo daquela forma tão acelerada e emocionada, puxou meu rosto de forma que o encarava. Podia ver lágrimas em seus olhos e aquilo, de certa forma, cortou meu coração. Em tempos de guerras, fomos treinados desde o começo a congelar os sentimentos. Menos ele, ele mostrava tudo e pouco ligava se aquilo o destruiria ou não. Cheguei a invejá-lo, já que há tanto tempo já não sabia mais o que era ter o coração aquecido por sentimentos tão nobres.
— Podemos esquecer isso, são apenas países. Sou um desertor, não respeito à bandeira e poderia nadar o Atlântico só para ter que sair disso tudo. Trai minha nação, trai meus superiores e o Führer. Não ligo! Por favor, não se importe também... Fique comigo, mesmo que vá me matar logo pela manhã, mas não quero morrer sabendo que tive mil chances de me confessar e não o fiz.
— Mas não sei se tudo isso pode ser recíproco. Ainda tenho alguma coisa em mente e mentir é algo que condeno.
— Ora, fique calado! — então ele praticamente gritou, tendo como resultado minha mão sobre sua boca, condenando aquele surto com um rápido olhar.
— Se houverem tropas inimigas ao redor, você acabou de matar a todos nós.
— Te iubesc [1] — sussurrou ainda tenho minha mão sobre seus lábios. Pegou-a com cuidado e beijou a fronte, logo em seguida lambendo meus dedos. Quando estava prestes a sugar um deles, impedi-o com um movimento rápido, em seguida afastando-me um pouco dele.
— Te iubesc! [1]
— Iwanaide! [2]
— Dakara, watashi wa... [3] — com um sorriso, proferiu as palavras com fluência. Ainda portava um leve sotaque característico de seu país de origem, mas não podia ser diferente.
— Espera... Como sabe?
— Você não é o único que sabe alguns idiomas extras, major general — sorriu novamente e abraçou-me, cingindo os braços por meu pescoço, ficando na ponta dos pés para fazê-lo. Sem reação, estava refém de suas mãos; se quisesse, poderia ter me matado com facilidade. — Ego mori tibi [4] — sussurrou.
— Não, não poderia — tentei afastá-lo, mas de repente estava sem forças e queria aquele toque quente contra meu corpo frio. As partes que foram danificadas, por descuido de outros, pareciam não doer mais.
Foi então que me perguntei se o que sentia, sobre não conseguir tirá-lo dos pensamentos e tudo mais, não poderia ser amor. Não sabia ao certo, apesar de me parecer errado. Tudo poderia ser apenas um novo plano, não sabia.
Abracei pela cintura com força e afundei meu rosto contra seu pescoço, aspirando aquele perfume natural dele que sempre me parecera tão bom. Quando fiz tudo isso, entreguei meu destino em suas mãos e pouco me importei com isso. Não queria saber se estava abandonando minha pátria, meu país, meus homens ou qualquer coisa, naquele momento a coisa mais certa foi deixar o muro cair e tomá-lo para mim, sem medo de que no dia seguinte ele fosse me apunhalar no peito ou algo do tipo. Como ele mesmo dissera: em tempos de guerra, nunca se sabe quando será o último dia.
Minhas mãos invadiram sua blusa aberta e pude sentir a musculatura de suas costas. Ele podia parecer pequeno e frágil, mas na verdade tinha forças para lutar a guerra sozinho, seja intelectual ou fisicamente.
Tirei sua blusa logo depois que ele tirara a parte superior de meu uniforme, deixando-o cair junto com sua blusa. Quando deitei-o na relva baixa, ele fechou os olhos e sorriu, tudo em questão de segundos. Quando abriu os olhos e me viu, sorriu novamente. Tomou uma de minhas medalhas entre os dedos ágeis e leu o que havia gravado ali.
— Então é de Jersey...
— Sabe que não deve ficar sem a sua.
— Hm — apenas murmurou e mordeu o metal frio com sensualidade. — Gosto de metal com sangue.
— Meu sangue.
— Sim, o Urso Cinzento é um suicida que se sacrifica por seus soldados — então tocou as partes de meu torso que estavam cobertas com ataduras e curativos. — Não vou tirá-los, deve estar doendo, mas um dia vou querer ver — e respirou fundo, entretendo-se com alguma visão particular. Não tive vontade de lhe perguntar com o que fantasiava. — Aliás, por que faz isso? Uma hora vão morrer.
— Sou o superior deles, prometi-lhes que voltariam para suas famílias e não pretendo quebrar com minha palavra.
Aqueles olhos claros pareciam, de repente, turvos.
— Se... Se eu fosse um deles, me protegeria?
— Salvei-lhe de ser morto pelos poloneses, não?
— E naquele dia, você já sabia de tudo?
— Claro que sim. Sabia de tudo antes mesmo de você chegar. Todos parecem estar sabendo dos romenos traidores. Ou talvez os bons da Romênia que estão defendendo com as cores de sua bandeira, com seu hino e idioma. Por isso Polônia quer sua cabeça numa bandeja de prata. Eu vou lutar por você.
Ante a esta declaração, ele ficou em silêncio, apenas me encarando. Algo em seu rosto não parecia certo. Estaria ele fraquejando ou vendo que seu plano não daria certo?
— E eu vou morrer por você — sussurrou com a voz embargada e lágrimas nos olhos.
Já não resisti mais e tomei aqueles lábios, calando-o e desejando que ele entendesse o que me fizera desde que chegara. Ainda não sabia se era ou não amor àquilo que sentia inflamar meu coração, mas estava disposto a descobrir.
Aos poucos, fomos reduzindo a intensidade do beijo, sentindo o ar fazer falta. Vi-o sufocar um gemido e sorri com aquilo.
— Tudo bem. Desde que não faça muito barulho... — sorri e livrei-me do restante de suas roupas.
Não queria que tudo aquilo fosse superficial, tampouco que fosse apenas uma mera lembrança tola de uma noite qualquer que ele cedera aos instintos. Queria que fosse algo que lembrássemos como o início de algo. Do quê? Não sabia dizer ao certo, mas queria que fosse algo grande e que nos envolvesse da melhor forma possível. No entanto, tinha de estar sempre atento ao meu redor, não sabia o que de repente poderia acontecer.
Com isto, senti o ímpeto de protegê-lo de tudo e todos, como fizera antes ao salvá-lo dos poloneses. Não sabia se teria a agilidade normal no ombro esquerdo novamente, mas aquilo não me preocupava. Aquilo fora por um bom motivo: Frank.
Após estar por completo dentro dele, senti seu corpo se retesar. Sua expressão fechou-se em dor e, desesperadamente, procurei uma forma de confortá-lo e fazê-lo esquecer da dor.
— Você não precisa suportar tudo sozinho. Estou aqui com você — sussurrei em seu ouvido.
Suas unhas lanhavam minhas costas, com certeza fazendo com que as bandagens se soltassem e os ferimentos se abrissem novamente. Pouco me importei se estava doendo ou não, se aquilo seria bom ou não, estava apenas me preocupando com ele. Tanto que, por final, aquilo já não me incomodava mais. Ao ouvir os gemidos contidos de prazer dele à medida que o estocava com virilidade, senti que estava tudo bem, que ele estava bem.
Naquela noite, fomos um sem nos importarmos com o resto do mundo.
Notas finais
[2] Iwanaide! - não diga isso em japonês
[3] Dakara, watashi wa... - então, eu vou... em japonês
[4] Ego mori tibi - eu poderia morrer por você em latim
~
ANYWAY, espero que tenham gostado do primeiro capítulo. Logo postarei o outro ~são três~
E tem uma pequena tracklist, para quem quiser. Depois adiciono o link e tudo mais (link tá lá nas notas iniciais, bjs~)
Desculpem os erros.
Reviews?
Kissus. Way.
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