I Will Defend You

1 Capítulo Único


Notas iniciais
E aqui estamos nós, em menos de um dia. Puxa vida, eu estou tinindo hoje, UAU!
Enfim, aqui estamos com Medievalstuck, um AU de Homestuck em que ocorre na Idade Média! ~
Atenção, tem feelings aí embaixo, cuidado.
Boa Leitura! ~

O céu lentamente ficava negro no horizonte. O calor predominava naquele pacato vilarejo. A enorme lua que mostrava seu brilho, já voltava a aparecer, depois de... 12 Horas? 24 Horas? Não. Talvez Mais. Quem sabe? Talvez, os homens podem afirmar isso com clareza absoluta, mas, não seria agora e, muito menos, naquela época.

De qualquer forma, o vilarejo francês – chamado Saint Dominique pela realeza de lá -, nunca esteve tão animado e bem decorado como naquela noite. Uma enorme festança, promovida pelo rei, estaria prestes a começar. Tais comemorações, estavam deixando os moradores e, até mesmo, os homens e mulheres de prestígio... excitados, se possamos dizer assim.

Mas, não foi isso que aconteceu com um filho de um ferreiro respeitado por todos de St. Dominique. O nome? Jake English. Idade? 17 Anos. Pode-se considerar que ele era o sucessor da loja de seu pai. Ah, sim, o que aconteceu com ele. Jake se recusava – com todas as forças do mundo -, a ir até esta festa. Era apenas uma forma do Rei se tornar querido aos olhos dos vilarejos. Ele odiava a realeza, sem exceção de nenhum membro. Príncipes, Duque, Duquesas, Condes... eram apenas alcunhas e títulos determinados pela família real. O jovem estava deitado numa cama pequena em seu quarto pequeno, iluminado por duas velas, que já estavam se esvaindo. Ele bocejou, quando seu pai entrou no quarto, todo bem arrumado.

– Vamos, Jake! Levanta-te e troca a vossa roupa! Vamos para essa festa! – O pai do jovem deu um sorriso e acariciou sua própria barba e então, olhou para o filho. – Ei, não é um pedido. É uma ordem. – Ele cruzou os braços. – Olha, eu sei que você odeia a Reale–.

– Eu já entendi, pai. Eu prefiro mil vezes ficar aqui na loja do que ir com o senhor. Desculpe-me, mas, por favor, me deixe sozinho, só por essa noite. – Jake cruzou os braços e olhou para o pai, que balançou a cabeça negativamente.

– Certo, certo. Apenas não deixe nada de ruim acontecer com essa preciosidade aqui, certo? – Ele deu um tapinha na parede mais próxima. – É muito importante para mim... depois de você e de sua mã–... – Ele foi interrompido, quando Jake botou a mão no ombro de seu pai.

– Pai... não, por favor. Apenas... vá para a festa. Se divirta e, quando voltar, me conte tudo. Certo? – Ele sorriu, tristemente. – Cuidarei da loja com a minha vida, pode deixar! – Ele disse, determinado. – Sabes que eu sou bom em bestas, então, eu posso defender de olhos fechados!

– Sim, sim. – Seu pai sorriu. – Espero que sim! Ah, um arranhão em nossa casa, você leva uns dois cascudos, viu, garotão? – Ele deu um tapinha na cabeça de Jake e se virou, acenando para ele e então, saindo dos aposentos do jovem, o deixando sozinho. Um vento frio apagou ambas as velas, deixando Jake no total escuro. Ele suspirou e pegou seu avental, preparado para administrar aquela loja. Qual é, é apenas uma noite! O que de ruim poderia acontecer?

Jake desceu até o primeiro andar, ficando de frente para a porta de madeira. Suspirou determinadamente e foi para atrás do balcão, se sentando numa cadeirinha. Se balançou de um lado para o outro, esperando um freguês. Já era de se esperar: ninguém apareceria. Estariam ocupado demais naquela festinha feita pelo Rei. Ugh, só em pensar, já lhe dava nojo.

Seus pensamentos de como o Rei era um desgraçado foram interrompidos por um abrir da porta. Uma silhueta coberta por um capuz negro adentrou na loja e fechou a porta atrás de si, se escorando na parede. O jovem estava ofegante e seu rosto estava sombreado. Vai ver, era o efeito do capuz negro.

– Hey! – Jake se levantou da cadeira e caminhou até o rapaz. – Olha, sem querer ser chato, mas, você tem que bater na porta duas vezes antes de entrar na loja. – O moreno cruzou os braços. – Vou deixar passar, porque parece que você está correndo de alguma coisa ou de alguém. Está fugindo dos trastes da Guarda Real? – Ele deu uma risada seca e sarcástica, mas, ela foi interrompida pela luva esbranquiçada do jovem e sua mão, que, por sinal, era pequena. Jake ergueu a sobrancelha. – O quê?!

– Só fica quieto. – O jovem sussurrou. – Eles vão passar em 3, 2, 1... – Jake e o rapaz ouviram cavalos galopando ao longe. Ouviram conversas. – Guardas... ninguém merece. – O rapaz se espreguiçou. – Ah, desculpa por não ter batido e não ter me apresentado cordialmente. Meu nome é Dirk. Dirk Strider III. – Ele estendeu a mão e seu rosto tornou-se visível: uma pele clara, olhos alaranjados e um cabelo loiro.

– Ah, não. Você é o...

– ... Novo Sucessor ao Trono do Palácio de St. Dominique. – Ele permaneceu com a mão estendida, esperando que Jake fizesse uma reverência e beijasse sua mão.

– O que Vossa Realeza está querendo falar com essa mão solta? Não vou beijá-la ou fazer uma referência à vocês, membros da realeza. Odeio vocês, desculpa. – Jake cruzou os braços. – Veio aqui pra comprar algo ou só pra fugir daqueles guardas? Se veio para fugir dele, a porta está aberta e você pode voltar a sua vida de príncipe mimado.

– Ah, por Deus! – Dirk botou as mãos na cintura. – Compro todas as suas Espadas e você me deixa ficar aqui por uma noite, por obséquio. – Dirk tirou do bolso uma bolsa de veludo avermelhado, lotado de moedas de ouro. Tinham por volta de... 200. 200 Moedas.

– O QUÊ?! ESPERA, TODAS? Não, desculpa, você só pode estar de brincadeira comigo! Não tem tanta moeda aqu–... – Jake pegou o saco com apenas uma mão e ficou abismado. – Santo Deus... – Ele pousou lentamente o saco no balcão e olhou para Dirk. – Eu vendo.

– Ótimo. Onde eu posso repousar no momento, Ferreiro? – Dirk olhou para as escadas. – Ah, lá em cima? Ótimo.

– Espera, repousar? E meu nome não é Ferreiro! É Jake. Jake English. –Jake bufou e se sentou na cadeirinha novamente, de braços cruzados.

– Sir Jake, ótimo.

– Não, só Jake. Sem o Sir, por favor.

– Sir Jake.

– Eu já disse que é só Jake! – Ele bateu no chão com força. Estava ficando vermelho de raiva com aquele loiro convencido. Era impressão ou ele estava se achando só porque era um Príncipe?

– Eu sei que é só Jake. Estava fazendo isso para te irritar, Ferreiro. – Dirk deu um meio-sorriso e foi para os aposentos de Jake, analisando cada detalhe. – Para um ferreiro... o quarto é bem simples. Já dá para o gasto. Pelo menos por hoje. – Dirk suspirou e se apoiou na janela.

– Maldito seja, Strider! – Jake praguejou e voltou a encarar a porta de madeira. Ele se lembrou de alguém empalando sua mãe. As cenas se repetiam em sua cabeça. “Seja forte. Você é e sempre será o meu único e mais precioso bem, Jake. Proteja seu pai, cuide dos negócios como ferreiro, por mim.” Seus olhos lacrimejaram, não, ele não pode chorar. Não deveria. – Eu não posso me transformar em um amigo de um príncipe, que idiotice. Não depois do que os Strider fizeram com minha mãe.

Dirk suspirou, sentado em um degrau e olhando Jake abaixo dele. Ele se lembrava dele, de algum lugar próximo... de um tempo distante. As mesmas cenas também voltavam para a cabeça de Dirk. A cena de um garoto chorando, em um campo de... flores? Sim, um campo de flores. Dirk estava de joelhos, de frente ao garoto, que chorava descontroladamente. “Pare de chorar! Não é legal ver um garoto chorando!”. A voz de Dirk, quando pequena aparecia constantemente em sua mente. Olhou novamente para Jake, será que ele... ele... é ele? Dirk cerrou os punhos e se levantou, voltando para a frente do balcão.

– Jake, prepare sua besta. Venha comigo. – Ele pegou uma espada que estava próximo ao balcão.

– Eu não posso. Não vou deixar a loja sozinha só para ir a algum lugar com um príncipe! Por obséquio, Dirk! Vá se quiser, mas, depois, não entra aqui novamente.

– Se você não vem na forma calma... – Ele sacou a espada e botou a ponta no pescoço dele. – ... Vai pela forma difícil. Ou você vem, ou você perde a cabeça. Simples.

– Droga! – Jake se levantou e pegou a besta mais próxima, que estava pendurada atrás dele. Botou nas costas e caminhou até o lado de Dirk. – Vamos, Vossa Realeza. – Fez uma referência debochada para Dirk.

Ambos andaram um pouco. Jake deu um último olhar para trás: a loja estava fechada e bem trancafiada e, é claro, segura. Dirk caminhava calmamente, até chegar numa planície, um pouco afastada da cidade. As camélias pareciam brilhar com a luz da Lua. Outras flores também ficavam mais bonitas durante a noite.

– Você me fez sair da Ferraria só para vir num campinho de flores? Pelo amor, Strider! – Jake deu as costas, porém, foi impedido pelo loiro, que o puxou para a planície novamente, o jogando no chão. O mesmo ficou zonzo. – Por que fez isso?!

– Apenas fique acomodado aí. Já irei te dar uma coisa. – Dirk começou a fazer duas coroas de flores, com todas as flores que podia encontrar. Porém, se focou mais nas rosas e nas camélias. Então, depois de alguns minutos, já estava completa. – Venha cá. – Fez Jake se aproximar e botou a coroa na cabeça dele. – Lembra-se disso, English? “Um garoto legal como você não deveria chorar.” Lembra?

– Espera, você é... aquele garoto? Você que me fez a coroa de flores naquele dia? Espera, por que você não disse antes? – Jake cruzou os braços. – Ficaria bem mais neutro agora, principalmente com você. – Ele estalou os dedos e deu um pequeno sorriso. – Eu não consegui agradecer a você naquele dia, então... Obrigado. – Jake se levantou. – Mas, eu preciso ir. – Dirk segurou o braço dele.

– Não. Você vai ficar aqui, comigo. Vamos... apreciar essa bela noite. – Dirk segurou o braço de Jake com força. – Eu consegui fugir, pelo menos um dia daquele inferno real. Eu só quero relaxar, com alguém ou com um ferreiro chamado Sir Jake.

– É só Jake, pra sua informação. E eu vou ficar. Mas não por pena, pelo o que você fez comigo anos atrás. – Jake se sentou calmamente ao lado de Dirk. – Você tinha sumido. O que aconteceu?

– Meu pai foi obrigado a sair de Saint Dominique por causa dos corsários que estavam... em guerra. Precisavam de um braço firme para liderá-los. Então, é, eu e minha mãe fomos obrigados a ir com ele. Afinal, ele precisava de alguém para ser seu “porto seguro”, não é mesmo? – Dirk suspirou. – Queria ter ficado aqui, com os serviçais. Eles eram... muito... gentis comigo. Foram os primeiros a verem o meu “eu” verdadeiro, entende? – Dirk segurou as pernas e voltou a olhar a Lua. – Eu queria ter vindo aqui te ver de novo, mas acabei sendo proibido de sair por causa da festa. E, olhe eu aqui!

– Espera. Você saiu daqui quando tínhamos 7 Anos. Você ficou 10 anos fora. Por quê?

– Culpe meu pai, os corsários, os piratas, os espanhóis e os ingleses. Eles impediram que meu pai voltassem para cá. Lutas, confrontos e guerras. Tanto internas, quanto externas. Eu queria muito, mas... não podíamos.

– Ah, eu vejo. – Jake olhou para cima e olhou para Dirk, se levantando. – O que aconteceu? Vai voltar para o Palácio?

– Sim, eu irei. Eu preciso, já devem estar sentindo minha falta. – Ele botou o capuz novamente. – Obrigado. Por... ter me vendido as espadas. Eu irei buscá-las amanhã cedinho. Eu prometo.

– Certo. Comunicarei meu pai. – Jake sorriu.

– Ah. Antes de ir... você quer ir para a festa? Só vai acabar amanhã. Então, podemos conversar um pouco mais, não achas? – Dirk se aproximou de Jake. – Por favor.

– Eu... – Jake cruzou os braços. – Isso vai contra meus princípios... mas... vamos. Eu irei assim mesmo, com esses farrapos.

– O importante é que você vá. – Dirk sorriu e caminhou em direção ao Palácio. – Você vem ou não?

– Sim, estou indo. – Jake começou a caminhar ao lado de Dirk, com as mãos nos bolsos, enquanto conversava.

[...]

O Sol voltou a aparecer depois de horas. Jake só se lembra de uma longa conversa, que resultou em um beijo na bochecha, que depois resultou em um beijo bem mais longo. Ah, Deus. Ele olhou para o próprio cobertor e onde estava. Ah, não, isso não podia estar acontecendo.

– Você, só, pode, estar, brincando. – Jake tremia muito e olhou para o lado. Vendo Dirk. – Ah, não, o que eu fiz?! – Disse, ficando extremamente vermelho. Ouviu a porta bater e a voz de uma serviçal.

– Eu já vou... – Dirk disse, cobrindo o rosto com o travesseiro. Depois, se levantou e olhou para Jake. – Ah, você acordou. – Ele se espreguiçou. – Bom Dia.

– B-B-BOM DIA?! – Jake quase gritou, ainda corado. – Por Deus! Eu... nós... o que aconteceu ontem a noite?! Eu te conheci ontem e nós já... já... – Ele desviou o olhar. – Isso não é coisa que se deve fazer, não, não é!

– Errado, nos conhecemos há 7 Anos atrás e eu já gostava muito de você. Bem, por isso eu te dei um beijo antes de ir para a viagem com meu pai e minha mãe. Você não deve se lembrar, éramos crianças, afinal.

– Ah... aquele beijo. Na época, eu não tinha entendido nada, mas... agora eu vejo, acho. – Jake engoliu em seco. – Eu tenho que ir.

– Ah, até mais tarde. E antes... – Dirk se levantou e deu um beijo na bochecha do moreno, que corou rapidamente. – Hehe. – Ele coçou a cabeça.

– Você me paga, Strider. – Jake corou muito e então, se arrumou, abrindo a porta lentamente, para ver se a barra estava limpa, e então, correu de forma desesperado para a porta da frente, deu um último olhar para trás e sorriu, indo para o vilarejo de St. Dominique.

[...]

Passaram-se alguns meses depois daqueles acontecimentos. Dirk e Jake estavam bem – bem – apaixonados. E, aquilo levantava suspeitas, até que... um certo dia... o Rei acabou os pegando bem... “no flagra”, se podemos usar esse termo. Ambos foram condenados ao Calabouço Dominique.

– Jake... – Dirk estava usando farrapos e estava com sede. Sede, fome e estava bem vulnerável a doenças. – Eu só quero... te pedir desculpas.

– Pelo quê? Por termos feito aquilo? Por termos nos apaixonado? Por termos sido pegos pelo seu pai? Não, a culpa não é sua. Não me arrependo disso. – Ele sorriu, tristemente. – Não... é sério, eu posso estar passando fome, sede, quase morrendo... mas não vou ficar triste porque estou do vosso lado.

– Jake... – Ele tentou se aproximar, porém, foi impedido pelas correntes que seguravam seus braços e pernas. – Eu te amo... eu te amo muito, ferreiro.

– Eu também te amo muito, Príncipe. – Ambos tentaram se aproximar, porém, não conseguiram. Um guarda real bateu fortemente na cela de ambos.

– Vamos, está na hora do julgamento. – Ele disse, abriu a cela e os jogou para o corredor. – Levantem-se! ANDEM LOGO! Temos mais julgamentos para fazer hoje. – Ele retirou as correntes e as trocou por algemas. Eles se levantaram, e caminharam em direção ao ar livre, onde seria realizado o julgamento. O juiz discutiu com o réu e então, chegou ao veredicto, depois de horas e horas.

– Eu declaro então, que Dirk Strider III e Jake English: são culpados. E, como punição, irão para a fogueira.

Dirk se arrepiou. Jake podia ver que ele estava com medo. O pai de Jake estava no fundo, sentado, isolado e observando o julgamento. Ele estava péssimo. Já, apenas a mãe de Dirk estava a chorar. Seu pai, por favor, não demonstrava nenhum sinal de tristeza. Apenas... uma face dura, como se estivesse dizendo: “Mate-o sem dó”.

– Está tudo bem. – Jake sussurrou para Dirk, ainda olhando para o réu e seu pai. – Vai ficar tudo bem.

– Não vai e você sabe disso, Jake.

– Não ligo. Vou estar com você, em meio ao fogo. Mas, estarei com você. Ele sorriu.

O juíz discutiu com os guardas e então, decidiu apressar a punição para o mesmo dia. Então, mandou por volta de 3 mensageiros anunciarem na cidade que a execução ocorreria em praça pública, ao meio-dia. E, assim foi anunciado.

As horas se passaram rapidamente, até que o relógio bateu e começou a tocar em meio-dia. Dirk estava tremendo quando olhou para o guarda, abrindo a cela e os retirando de lá de dentro. Jake apenas manteve a cara séria e triste. Foram chutados, até que, quando saíram da prisão, foram rodeados por camponeses, horrorizados e irritados com eles. A única coisa que faltava era tacar comida neles, o que não foi feito. Andaram em direção a fogueira, que já estava montada. A única coisa que não havia sido feita, foi ser posta ao fogo. Subiram e ficaram lá, amarrados um ao outro. Suas mãos e dedos estavam totalmente entrelaçados e então, o padre Henrique, segurando um crucifixo em uma mão e uma tocha na outra, começou a rezar e falar em latim. Minutos se passavam e a multidão apenas queria que o fogo aumentasse e então, queimasse os dois hereges até a morte. E então... começou.

– Que Deus tenha piedade de vossas almas. – O padre fez o sinal da cruz e então, jogou a tocha na madeira. Fumaça começou a sumir e então, o fogo ficava forte e se expandia rapidamente.

– Ei, Dirk... – Disse Jake, com os pés já em chamas, o mesmo com Dirk.

– Sim, Jake?

– Eu te amo, Príncipe. Eu te amo muito. Mesmo que nós não vamos para o Céu, Paraíso, chame do que quiser. Eu ficarei do seu lado, para sempre. Eu irei te defender de todos os perigos. – A chama subiu rapidamente e ambos começaram a suar. – Dirk... antes que a gente morra aqui...

– Fale, Jake.

– Você quer... casar comigo? – Jake disse, o fogo subia, até quase consumir ambos.

– Mas é claro que eu quero, Jake! E-Eu quero muito! – Ele ficou avermelhado, e o fogo estava quase consumindo-os.

– Eu... – Eles falavam juntos. – Eu te amo muito. – Voltaram a dizer em uníssono.

O fogo consumiu o corpo dos dois. As mãos de ambos estavam juntas, junto de um sorriso. Quando o corpo de ambos se tornaram cinzas, a multidão se dispersou e o pai de Jake se ajoelhou na frente das mesmas.

– Sua mãe estaria orgulhosa de você, Jake. Por você ter feito suas escolhas. – Ele dizia, entre soluços. – Que ela esteja com você agora, meu filho. Descanse em paz. – Ele se levantou, indo para a loja de armas, seguindo um novo rumo.

“Que eles se amem em paz, no Paraíso.”

Notas finais
Ufa.
*Tired*
Gente, eu nunca fiz uma história tão, tão, tãão longa!
Se você leu, parabéns, você tem uma vontade muito grande de ler minhas one-shots, sério!
Enfim, obrigado por você ler, me sinto lisonjeado!
Um Beijo e até a próxima one-shot! ~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!