I Will Burn You
1 One-Shot
Notas iniciais
I Will Burn You
1972. Foi um ano cheio de surpresas, eu diria.
Primeiro, Elizabeth, a matriarca da família Collins, contratou uma babá para seu sobrinho perturbado pelo fantasma da própria mãe, David. Seu nome era Victoria Winters. Percebi logo de cara que era uma mentirosa.
Eu era apenas a psiquiatra alcoólatra contratada para ficar por 2 meses porém a minha estadia se alongou por 2 anos.
Eu era uma mulher solitária, e acabei me apegando a esta família amaldiçoada. Uma mãe solteira, com um irmão cretino, uma filha rebelde e um sobrinho perturbado. Como resistir?
Depois, um estranho alegando ser um parente distante chega na mansão. Ele tinha hábitos estranhos. Ele era completamente estranho.
Pele pálida, cabelos negros, corpo robusto, dedos longos e finos. Alguns diriam assustador.
Este homem chegou para arruinar a minha vida.
Não direi em momento algum que ele me seduziu e me deixou, muito pelo contrário, ele era um legitimo cavalheiro. Nem mesmo parecia desta época. Tão educado que alguns diriam que era ‘careta’.
Era um homem cheio de segredos também. E eu desconfiava tanto que estava disposta a descobrir cada um deles. E eu o fiz.
Ele era nada menos que um vampiro, nascido em Liverpool, há alguns séculos atrás. Foi amaldiçoado e trancado num caixão por quase dois séculos por uma amante rejeitada.
Isso só o tornou mais fascinante. Física e psicologicamente.
Disse a ele que poderia tentar transforma-lo em humano de novo. E ele estava tão apaixonado que acreditou. Serei sincera, no começo tentei ser positiva e acreditar que poderia fazê-lo, mas depois percebi que não. Olhei sua imortalidade como algo bom. Um dom. E era mesmo, quero dizer, quem não queria ser jovem e bonita para sempre? Não faria mal compartilhar.
Um dia, disse a ele que a cada ano que passava eu ficava menos bela e mais bêbada. E era verdade.
Confesso que fiquei surpresa com o que ele me respondeu. Há muito tempo ninguém dizia que eu era bonita. Afinal, eu mal saia da mansão.
Naquele momento, eu cedi. Completamente. Mostrei-lhe a confidencialidade médico/paciente. Eu sabia que estava me iludindo, porque ele amava outra mulher.
Deveria ser apenas uma distração. Mas eu fui fraca. Eu me apaixonei.
Eu o amei em segredo, porque temi a rejeição iminente.
Então ele descobriu que usei o sangue dele apenas para me tornar imortal. Eu implorei por minha vida mas ele não ouviu. Ainda me lembro de suas últimas palavras.
“Não sou um bom homem e eu não perdoou”
Ele me matou.
Ou tentou.
Me jogou no oceano para fazer companhia aos peixes.
Sim, eu menti. Mas mentir e roubar sangue eram coisas que ele estava costumado a fazer.
Hoje, eu finalmente despertei da minha ‘soneca’.
E eu prometo, que eu vou queimar você.
Barnabas Collins, eu vou destruir você.
Nem que seja a última coisa que eu faça.
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