I Will Be There

1 Capítulo único


Notas iniciais
Hey!!
prestem atenção nas passagens de tempo (...) e de cena ***.
]Me perdoem por algum erro durante o capítulo.
Boa leituraaa! ♥

O amor não maltrata,

não procura seus interesses, não se ira facilmente, o amor nunca perece; porém, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.

- 1Coríntios 13:4

Paula Monroe

Amor... Quatro letras, uma palavra, popular e agradável. Mas e o sentimento em si, será que as pessoas que a usam e fazem juras em referia realmente sabem o que significa?!

Lembro me de quando era menor, no auge de meus dez anos, quando meus pais ainda eram casados, eram considerados um casal perfeitamente feliz, qualquer um poderia ver o 'amor' que sentiam um pelo outro, o modo como seus olhos brilhavam ao encontrar os olhares do outro, o que me fazia pensar se um dia me sentiria daquela forma com alguem, se seria amada da mesma forma que meu pai amara minha mãe enquanto era viva, se meu amado encontraria outro alguem depois, ou esperaria ate nos encontrarmos em algum outro "plano" de vida.

O que me levava a sonhar que sim; Porem, isso leva a uma outra questão, a mais importante nesse objetivo, descobrir e aprender o que é o verdadeiro amor.

E aqui estou, questionando meus conhecimentos sobre amor, por dois motivos. Primeiro: De algumas semanas para cá meu namoro não esta sendo um dos melhores, meu namorado, Justin, anda muito distante. E segundo, como se não bastasse essa situação na minha vida amorosa, terei que compor a musica principal para meu novo álbum... Que sera um tanto romântico. O que antes era fácil, mas que agora está sendo um desafio e tanto.

Suspirei e soltei a caneta que segurava sobre o caderninho que repousava sobre minhas pernas, relaxei no Sofá e encostei a cabeça nele enquanto observava o teto, esperando que a inspiração viesse ate mim, mas quem veio em seu lugar foi Jane, secretaria de meu pai.

- Paula, o senhor Monroe e o novo cantor já estão a sua espera. — ela disse sorrindo e retribui com outro e deixei o caderno no Sofá a acompanhando ate fora de minha sala.

- Então, como ele é? — quis saber.

- Bonito, educado... — disse e pegou um dos papeis em sua prancheta e me entregou.

Peguei e analisei o papel, que julguei ser o curriculum/ficha dele. Kendall Knight.

- Hm... Bonito não sei, nenhuma foto, talentoso talvez... — disse enquanto lia rapidamente algumas coisas sobre ele, fazia vídeos para o you tube com os irmãos mais velhos, fez algumas participações como ator, toca violão, 23 anos... — Solteiro.

-Sim, aparentemente... O que julguei ser um desperdício. — disse me fazendo perceber que pensei em voz alta, mas tentei disfarçar e rimos.

Jane era poucos anos mais velha que eu, o que nos faz ter uma boa relação de trabalho.

Chegamos ate a porta da sala dele, que era produtor, ela apenas gesticulou para que entrasse, se despediu e voltou para seu trabalho em seguida.

Dei três batidas na porta e entrei assim que escutei a voz de meu pai pronunciando um "Entre".

Kendall Knight

Estava na sala de John Monroe, um dos melhores produtores de Los Angeles, o que dava inicio oficialmente à minha carreira musical. John me explicava também tudo desde contrato à como funcionavam cada setor do prédio, o que me deixava ainda mais ansioso.

- Minha filha Paula... vai poder lhe ajudar quanto a conhecer tudo. — continuou de uma maneira leve, bem diferente do que esperava do homem. — Ela é cantora como deve saber, mas nas horas vagas é uma consultora... Gosta de me ajudar na escolha do que serão os novos jovens talentos, e ajudar os novos cantores na procura do que combina com o estilo de cada... — quando terminou sua explicação ouvimos três batidas na porta e com um sorriso John autorizou sua entrada.

- Senhor Monroe. — pronunciou se uma voz doce me fazendo virar para encarar a pessoa que adentrava a sala.

- Paula, querida... Este é Kendall Schmidt... Kendall esta é Paula. — o homem nos apresentou.

- Olá Kendall. — sorriu, um sorriso leve, singelo, tranquilizador.

(...)

Minutos após conversavam animadamente enquanto Paula mostrava o prédio da gravadora e cada um de seus setores para Kendall, quem os visse pensava que se conheciam há anos, ou até mesmo que fossem um casal.

- E claro, o melhor ficou para depois... — disse Paula animada enquanto parava na frente de uma porta. — Seu camarim... ou "sala", se preferir. — apontou para a porta o esperando que abrisse.

O rapaz abriu a boca para dizer algo mas foram interrompidos por alguém chamando o a moça, no que Kendall julgou um tom ríspido demais, ela se desculpou e pediu para que terminassem o "tour" depois.

***

- Posso saber o que estava fazendo toda animadinha com aquele cara?! — Justin vociferava enquanto andava de um lado para o outro em seu camarim, — já que também era um dos discípulos da Monroe records -, visivelmente furioso.

-Jus, meu amor, se acalma! — respondeu Paula suavemente enquanto o observava. — Não estávamos fazendo nada demais, eu mal o conheço. Só estava o mostrando o estúdio, a pedido de meu pai.

-Ah! Claro, seu pai também. — o rapaz revirou os olhos e parou se aproximando e ficando de frente para Paula. — Você sabe que o John é louco para nos separar e agora ta jogando você pra cima daquele tal de Kendall!

- O que?! Não amor... Eu só tava o ajudando, não precisa desse ciumes bobo, você sabe que eu te amo. — ela disse e segurou o rosto do rapaz entre as mãos enquanto o olhava nos olhos. — E meu pai sabe disso, e também sabe que nada que faça vai nos separar. — sorriu.

- Ah, é?! — riu irônico. — Faça me o favor hein.

- Jus, para com isso ta?! Olha o Kendall é um cara legal, quando o conhecer aposto que vai mudar de idéia.

- Eu não vou mudar de ideia... E olhe só, ele já ate conseguiu joga la contra mim.

- Justin, não precisa exagerar, amor. — riu. — Eu te amo. — Paula sorriu gentilmente e lhe deu um selinho demorado. — Não precisa se preocupar.

- Não o quero mais com ele. — Justin respondeu ainda serio.

- Para Jus! Logo vera que esse ciumes e desnecessário.

(...)

Dia seguinte...

- Posso entrar? -o loiro perguntou enquanto colocava a cabeça para dentro da sala, havia batido, mas a garota estava tão distraída que nem se quer escutou.

- Claro, Kendall. — sorriu se sentando ereta no sofá esperando o rapaz se aproximar.

- Atrapalhei? — perguntou apontando para o pequeno caderno que estava sobre as pernas da loira.

- Ahn... Não. — sorriu envergonhada. — Estava tentando compor, mas pelo visto a inspiração se cansou de mim. — disse o fazendo sorrir levemente.

- Compreendo. Ah! Posso ver? De repente posso ajudar. — disse educadamente fazendo a garota sorrir e o entregar o caderno para o garoto que sorriu lendo as poucas linhas que estavam escritas e pegou o lápis também rabiscando algumas palavras.

Uma semana depois...

- Hm, hm... Conheço esse sorriso. — a morena disse assim que entrou na sala da amiga que revirou os olhos ironicamente com o comentário.

- Sorriso de quem esta finalmente conseguindo terminar a musica, Iz... Apenas isso. — mostrou lhe língua e sorriu irônica. — Alias, é bom ver você novamente.

Riu. — É sempre bom me ver... Mas, vim à trabalho, tenho apenas alguns minutos antes da sessão começar, parece que a pessoa se atrasou.

- Vai fotografar quem hoje?

- Kendall Schmidt. — respondeu normalmente e riu percebendo um sorriso discreto no rosto da loira. — Pode acompanhar se quiser, você esta gostando dele... vai gostar ainda mais depois das fotos. — disse sorrindo descontraidamente.

- O que?! Eu não estou gostando dele, ele só esta me ajudando com a musica! E eu tenho namorado, sabe muito bem disso. — se explicou nervosamente, arrancando mais uma gargalhada da morena.

- Só sei que não é seu namorado que esta lhe arrancando suspiros, e sim o compositor bonitinho.

- Ta talvez, eu esteja gostando dele, mas como amigo. — disse fazendo a garota rir.

- Sei... Agora vamos, ele deve ter chegado.

***

- Então Kendall, o que ta achando de L.A.? — Iz perguntou enquanto editava as ultimas fotos.

- Legal, bem, pelo menos o que tive tempo de conhecer.

- E mulheres daqui? É comprometido? Ou alguma que tenha chamando sua atenção? — continuou o "interrogatorio" de forma animada e curiosa, fazendo Kendall se questionar se ela estaria dando em cima dele.

- Ah, não não. — riu. — Eu não estou dando em cima de você, tenho namorado. — concluiu como se lesse seus pensamentos. — Acho que me expressei mal... só queria saber se já está gostando de alguém em vista? — perguntou sorrindo disfarçadamente para Paula.

- Talvez. — Kendall sorriu desviando o olhar para Paula que corou sorrindo tímida.

- Nós a conhecemos? — dessa vez Paula perguntou curiosa.

- Sim. — respondeu simplesmente e sorriu terminando o assunto.

(...)

Paula esperava impacientemente e preocupada o namorado, que estava atrasado há quase uma hora, cansada de esperar, pagou a água que tomava saindo do restaurante em que havia marcado de jantar com Justin, se direcionando até seu carro e dirigindo ate a casa do namorado sem antes deixar mais uma mensagem em sua caixa postal, que já deveria estar cheia depois de tantas ligações.

***

- Justin?! — Paula chamou ao entrar na casa já que a porta estava aberta.

Sem resposta, continuou a procura do namorado, escutando ruídos e vozes vindas do andar de cima, comprovando que Justin estava ali, subiu as escadas se dirigindo ao quarto de Justin, onde depois desejou nem ter ido.

- JUSTIN? — gritou ainda paralisada com a cena, se namorado, ou ex, junto com outra garota aos beijos e amassos, os dois sem roupas.

Ao escutar a voz de Paula ele se afastou da outra o suficiente apenas para olhar em sua direção e a garota que mantinha um sorriso irônico e vitorioso no rosto.

Aquela não seria prima de Justin? — pensou Paula ao reconhecer a suposta "parente" do rapaz, que inocentemente havia sido apresentada meses antes.

- Pode me explicar o que está acontecendo aqui?! — exclamou indignada saindo do choque.

- Mesmo que ainda não percebeu? — perguntou ironicamente dando um sorriso cínico.

- E você admite assim? — Questiona chocada com sua frieza.

- Eu até inventaria uma desculpa, pediria para me perdoar, mas como posso dizer? Esto cansado de você, nunca a amei, apenas a namorei pelo que conseguiria com isso e agora que já me ajudou com minha carreira não preciso mais de você. — continuou com a mesma frieza de antes.

- Você me usou esse tempo todo?! — Refletiu ainda atônita e indignada, o olhando seriamente.

- Olhe pelo lado bom, pelo menos pra isso você serviu. — disse irônico arrancando risadas da amante.

- Eu amava você! Eu... como pode? Eu o odeio! ODEIO! — dizia indo até ele e descontando sua raiva nos tapas que distribuía pelo peito do rapaz que mantinha seu sorriso irônico.

Não querendo mais ouvir nenhuma palavra sua Paula virou se e saiu, sentindo finalmente as lágrimas invadirem seus olhos embasando sua visão enquanto várias lembranças dos momentos com o homem que dizia a amar invadiam sua mente, fez tudo no automático, quando deu por si já estava em frente a sua casa.

***

Quase uma hora depois Paula ainda chorava em seu quarto, nunca havia sido tão humilhada em sua vida, pegou o celular e sem se importar ligou para a única pessoa com quem se sentira confortável para conversar no momento.

- Paula? — Kendall atendeu segundos após, com a voz sonolenta.

- Oi Kendall, te acordei? — perguntou com a voz chorosa.

- Não, eu... Espera, você está chorando? — mudou seu tom, que agora parecia preocupado.

- Sim... — respondeu um pouco baixo, escutando um suspiro vindo do rapaz e alguns segundos em silêncio. — Kendall? Olha se eu acordei você me desculpa, pode vol... — disse envergonhada.

Afinal no que estava pensando? Ligar para ele quase 2h da manhã, enquanto provavelmente estaria dormindo e não iria querer ser acordado por uma garota chorona e problemática.

- Não, Paula... você está precisando de mim, eu só estava pensando em algo.

- Que seria? — sua curiosidade falou mais alto que a vergonha que sentia.

- Se arrume, daqui há alguns minutos a buscarei em casa, quero lhe levar em um lugar, então me diz o que aconteceu, ok?

- Tudo bem. -respondeu após um suspiro, se despediram e desligou o celular se levantando e indo olhar se ao espelho, cabelos presos em um rabo de cavalo, rosto inchado e vermelho, vestida com pijamas.

***

Olhou se mais uma última vez ao espelho após se trocar, o rosto continuava inchado como indícios das horas de choro, os cabelos continuaram presos, a diferença eram as roupas, vestia calça jeans e moletom, e nos pés calçava sapatilhas.

Pegou o celular que estava em cima de sua cama vendo a mensagem de Kendall avisando que estava a sua espera, o colocou no bolso e saiu com cuidado para não fazer barulho, ainda morava com o pai e não queria o preocupar.

Ao sair dos portões da casa avistou Kendall encostado em seu carro, vestia calça jeans, camisa mangas cumpridas xadrez e tênis, deu um sorriso fraco que foi retribuído pelo rapaz que logo foi surpreendido pela loira com um abraço apertado.

***

- Como sabia desse lugar? Se só chegou na cidade há poucas semana. — Paula perguntou maravilhada observando o lugar, era um dos pontos mais altos de Los Angeles, tranquilo e com vista privilegiada da cidade, abaixo deles poucos pontos iluminados e a tranquilidade da madrugada no lugar.

- Bom, digamos que eu me perdi, e acabei vindo parar aqui, acho que foi o destino. — disse arrancando risadas de ambos. — Gostou? — perguntou enquanto se sentando no capô do carro ao lado de Paula, a observando percebendo o quanto ficava linda a luz da lua.

- Eu amei! Kendz, esse lugar e perfeito, obrigada por me trazer aqui. — sorriu.

- Se sinta honrada, é a única pessoa que já trouxe aqui. — sorriu e passou o braço em volta da cintura de Paula a abraçando de lado, a fazendo sorri e retribuir o abraço encostando a cabeça em seu ombro.

- Kendall, sobre o por que da ligação... — disse depois de alguns minutos em silêncio.

- Se quiser contar. — ele a olhou compreensível.

- Eu quero... preciso. — respondeu quase inaudível, Kendall apenas a olhou de forma encorajadora a incentivando continuar, e ela por sua vez lhe contou a história, de como Justin havia a enganado durante meses a traindo com alguém que ele dizia ser sua prima, tinha até mesmo as apresentado antes, e como os flagrara horas antes.

Kendall estava com uma expressão indecifrável.

- Não chore, ele não merece que sofra por ele, que foi um idiota em fazer isso com você... — disse com a voz calma, porém seria, o que surpreendeu Paula. — Você é uma garota incrível, fofa, legal, inteligente, merece e vai consegue alguém melhor que ele. — concluiu beijando lhe a testa.

- Obrigada Kendall, você é perfeito. — disse Paula lhe surpreendendo.

- Você tem que acreditar em mim, mesmo que você não possa me ver lá, eu vou te pegar quando você cair. — Kendall respondeu em seu ouvido.

(...)

- Deveria ter o conhecido primeiro. — Paula dizia para Kendall, agora seu namorado.

- Eu não diria isso. — ele respondeu afrouxando mais o abraço, a olhando com um sorriso no rosto.

- Por que não? — a moça questionou o namorado visivelmente confusa. — Assim eu não teria sofrido.

- Mas não teria se dado a chance de diferenciar e viver uma paixão, para poder agora viver um amor verdadeiro.

Notas finais
Gostaram?
Espero que sim!
Mais uma vez, Happy B-Day Paula!
até a próxima one, people. bjuus da tia, Iz.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!