I Was Born To Love You
1 I Was Born To Love You - capítulo único
Notas iniciais
I Was Born To Love You — Queen
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POV Kate:
I was born to love you
Eu lia as palavras daquele livro como se fossem minha única fonte de vida, de alimento. Ele sabia bem escrever aquelas cenas de fome passional, de dois seres se tornando apenas um, e eu delirava a cada palavra que meus olhos liam, a cada palavra que meu cérebro absorvia. Sentia-me completamente maluca e cada vez mais apaixonada por aquele homem, céus, se é que é possível.
Virei a página, sentindo a curiosidade me consumir. Cada página virada era mais um por cento que eu começava a amá-lo ainda mais. Desde que vi suas primeiras palavras, aquilo era demais, eu sempre quis mais.
With every single beat of my heart
Meu coração batia cada vez mais rápido, e de repente me vi excitada com a simples menção ao sexo explícito que era explicado pela personagem principal – baseada em mim, que Deus me perdoe – com o seu acompanhante sexy – baseado nele.
Minha boca estava seca e minhas pernas cruzadas, facilitando um pouco a situação – pois a dor entre elas não era tão forte assim. Minha garganta precisava de um pouco d’água, mas eu me recusava a largar o livro naquela parte. Sentia como se fosse explodir de tanta excitação. Minha calcinha já devia estar completamente molhada àquele ponto. Maldito seja ele.
Yes, I was born to take care of you
Como eu estava de folga – algo não muito constante – por conta de uma gripe, pude pegar os livros dele, que eu ainda não tinha lido, para ler. Sentia-me completamente extasiada por cada vírgula, cada ponto final, cada ponto de exclamação e interrogação.
E...; alguém bateu à porta. Olhei para a porta enorme de aço bem à minha frente e guardei os livros na estante (na parte bem escondida) e pus o que estava lendo – depois de marcar a parte onde tinha parado – debaixo do meu cobertor felpudo.
Ajeitei os cabelos e fui até lá, abrindo-a. Surpreendi-me ao vê-lo ali, com um pequeno buquê de flores e uma garrafa de vinho nas mãos – ou melhor, nos braços.
– Boa noite, Beckett. – ele sorriu para mim – Posso entrar?
– Boa noite, Castle – dei passagem e fechei a porta – O que está fazendo aqui às... Onze?
– Resolvi cuidar de você. – ele disse, colocando as flores numa jarra e abrindo o vinho. – Onde ficam as taças?
Every single day
Sentei-me perto do livro – ainda escondido pelo cobertor e joguei-o sobre a estante para que ele não visse que me deleitava com sua escrita. Ele voltou à sala, sentando-se ao meu lado e me entregando uma taça de vinho.
Brindamos e começamos a conversar sobre o que havia acontecido na delegacia durante minha ausência – visto que este era nosso único assunto. A cada gole que eu dava, sentia que a lucidez ia se ausentar de mim por alguns momentos e tentei pedir a ele que fosse embora, mas era tão tentador tê-lo tão próximo e por motivos nada a ver com o trabalho. Era... Relaxante.
– O que estava fazendo antes de eu chegar? – ele perguntou.
I was born to love you
Senti-me encurralada e depositei a taça na mesinha, mordendo o lábio inferior. Vendo que não conseguiria fugir daquela pergunta, respondi algo que poderia ser verdade visto que meu sofá parecia de fato uma cama:
– Tentando dormir. – suspirei – E que ideia foi essa de vir até aqui quase à meia noite? Ficou maluco?
Ele riu e tornou a bebericar do vinho. Cruzei as pernas como se ensinam nas escolinhas, me sentindo uma criança de cinco anos novamente. Soltei os cabelos do coque malfeito e Castle ficou me olhando como se eu fosse uma das sete maravilhas.
– O que foi? – perguntei, desembaraçando os fios com os dedos.
– Nada – ele respondeu.
With every single beat of my heart
Assenti e voltei a mexer em meu cabelo. Os olhos dele passavam por mim em alguns momentos e voltei a pegar minha taça, deixando o vinho entrar em contato com os meus lábios rachados. Estava bem frio, mas naquele momento eu não sentia nada além de arrepios eriçando meus pelos da nuca.
– Castle – chamei –, tenho uma coisa que preciso te contar.
Ele olhou para mim e deixou a taça na mesa. Fiz o mesmo e olhei nos olhos dele, que tinham as pupilas dilatadas. Eu havia lido algo sobre como as pupilas dilatam quando a pessoa está com desejo, mas não achei que se aplicasse ao momento.
Aproximei-me dele e deixei nossos rostos a centímetros de distância, colocando uma mão em seu peito. Depois, sussurrei no ouvido dele, sendo bem clara:
– Não quero que isso seja algo que nos separe profissionalmente.
– Co-como assim? – ele gaguejou.
Yes, I was born to take care of you
Não o respondi. Colei nossos lábios, sabendo que aquilo era um dos efeitos do álcool sobre mim após ter lido tal cena de sexo explícito escrita por ele. Meu peito doía e meu corpo exalava calor, já não precisava das roupas quentes e cobertores felpudos.
Ele foi pego de surpresa e não se moveu. Separei-me dele e levantei, caminhando até meu quarto, sabendo que aquilo havia sido burrice minha. Idiota, pensei. Como ele poderia reagir àquilo? Sabia que talvez houvesse outra, e aliás, eu ainda estava com Josh, supostamente, apesar de nossa relação estar cada vez pior.
Every single day of my life
Bati a porta e me deitei na cama, de repente, sentindo frio. Meu cobertor estava na sala, e eu não ia voltar lá porque ele estava lá, e devia estar me achando super maluca àquele ponto. Mas a porta do meu quarto foi aberta, revelando a frestinha de luz que entrava pela porta.
– Kate? – ele me chamou, e não respondi. – Sinto muito por parecer estático, eu só... Não esperava aquilo.
Assenti, mesmo na total escuridão, e foi quando senti calor próximo dos pés. Ele estava sentado na ponta da minha cama, olhando-me deitada, na total desgraça.
– Quero que saiba que não estou com ninguém no momento – ele riu – e que não estaríamos com nenhum problema caso tentássemos.
Sorri, ainda que ele não pudesse me ver e me levantei, olhando diretamente em seus olhos. Eu não devia estar muito atraente: camisa larga dos Beatles, moletom cinza surrado e cabelos bagunçados, mas, pelos olhares indiscretos dele, não devia estar tão mal assim.
POV Rick:
You are the one for me
Ela estava com cara de sono, camisa larga de uma das minhas bandas favoritas e um moletom cinza nas pernas. Não estava maquiada e nem nada, mas continuava linda como sempre. Desde que a conheci, soube que era para mim, e agora tínhamos uma brecha para ficarmos juntos.
Puxei seu rosto para perto do meu e a beijei com volúpia, sentindo seus lábios se abrirem para que eu pudesse ter acesso ao que mais queria no mundo: ela, por inteiro.
Aprofundei o beijo, segurando nos cabelos dela e em sua nuca para que eu controlasse os movimentos e a intensidade do nosso beijo. Kate não reclamou, talvez estivesse cansada demais para ser tão durona e possessiva.
I am the man for you
Eu separei nossos lábios e a empurrei para que deitasse na cama. De princípio, ela me olhou como se não estivesse entendendo, mas puxei suas calças e ela sorriu maliciosamente. Pela primeira vez, eu tinha o controle sobre ela e poderia fazer o que quisesse com ele, desde que fosse prazeroso para ambos.
Ela me ajudou, puxando as pernas enquanto o moletom saía dela. A calcinha era preta de renda e eu podia ver o que se escondia debaixo dela pelo tecido transparente. Sorri para ela, que sorriu de volta e se espreguiçou.
Deitei por cima dela e comecei a beijá-la com voracidade, devorando seus lábios e chupando-os para dentro de minha boca, como se o mundo dependesse daquilo.
You were made for me
Comecei a retirar a blusa dela enquanto nos beijávamos e tivemos que separar nossos lábios para que isso fosse feito e ela reclamou. Eu ri e logo a blusa branca teve o mesmo destino da calça. O sutiã dela combinava com a calcinha – provavelmente um conjunto –, mas somente a parte de baixo era transparente.
Os seios dela não eram muito grandes – e nunca me importei se eram ou não, na verdade. Acho que sempre quis que fossem exatamente daquela forma. Combina muito com ela, digamos assim. Pus a mão sobre um dos seios, mesmo por cima do sutiã e senti que ela se arrepiou. Sorri e beijei o colo dela, dando uma trilha de beijos até o pescoço, onde permaneci por um tempo, mesclando beijinhos, mordidas e chupões, não necessariamente nesta ordem.
Depois, passei minhas mãos para as costas dela, procurando o fecho do sutiã. Quando o encontrei, ela me ajudou a retirá-lo (nunca fui bom com eles, os detesto) e eu confirmei o que mais queria: os seios dela cabiam direitinho em minhas mãos, sem sobrar nem faltar. Beijei cada um, envolvendo os mamilos com minha boca, chupando-os alternadamente.
Kate gemeu e eu me senti maravilhado por poder fazer isso, por ter o controle da situação. Ela segurou nos meus cabelos, impedindo-me de sair dali, e eu nem queria fazer isso, porque era bom demais sentir o cheiro dela entrando pelas minhas narinas voluntariamente, era bom dar-lhe prazer, fazê-la minha.
You’re my ecstasy
Continuei chupando os seios dela por mais algum tempo, deixando um espaço, bem próximo aos mamilos para chupões de mais tarde. Porém, depois disso, trilhei beijos até o umbigo dela, que se retorceu, impaciente para o que viria a seguir. Depois dali, não teria mais volta, então, voltei ao rosto dela, que estava se contorcendo de prazer e perguntei num sussurro:
– Tem certeza de que quer mesmo fazer isto? – e ela me olhou com os olhos verdes mais escuros, com as pupilas dilatadas.
Ela segurou meu rosto entre as duas mãos e me beijou fortemente, pressionando seus lábios contra os meus brutalmente.
– Não se atreva a parar agora – ela me ordenou – porque senão eu atiro em você.
Eu ri e voltei a beijar todo o corpo dela: pescoço, colo, seios, barriga e cheguei à barra da calcinha, a qual segurei e fui passando pelas pernas calmamente, sabendo que ela não se atreveria a parar com aquilo: ela gostava da tortura.
A calcinha foi para o mesmo lado de todas as roupas dela, amontoando um bolo de roupas. Sorri ao vê-la completamente nua, exposta e vulnerável. Não queria que mais nenhum homem a visse daquela forma, porque ela era minha, e de mais ninguém.
Aproximei meu rosto do centro dela, que latejava e pulsava, com o líquido escorrendo. Encostei o indicador ali e a vi fechando os olhos, mordendo o lábio inferior. Afastei seus lábios maiores, fazendo-a arquear as costas. Depois, lambi.
Ela gemeu meu nome baixinho e eu tive a confirmação: ela era minha a partir daquele momento e eu podia fazer do meu jeito.
Comecei mesclando lambidas e a penetrei com a língua diversas vezes, sentindo o gosto dela pela primeira vez. Meu coração estava acelerado e eu sabia que, àquela noite, nosso amor iria ser exposto para o mundo.
POV Kate:
If I was given opportunity, I’d kill for your love
A cada movimento que ele fazia com a língua, sentia minha lucidez abandonar meu corpo e mais uma onda de prazer perpassar minha espinha. Meu corpo tremia com as ondas de choque que perpassavam e eu não conseguia mais falar nada. Minhas cordas vocais estavam preparadas para gritar esta noite.
Porém, logo ele começou a não só trabalhar com a língua, mas também com os dedos. Me penetrou com um dedo, e depois com outro, enquanto sua língua massageava meu clitóris inchado. Gemi e arqueei as costas, sabendo que, esta noite, eu estaria submissa à ele de uma forma que nunca gostaria de estar.
Ele parou abruptamente, lambendo seus dedos e se espreguiçando. Olhei-o incrédula, o que o fez rir. Fechei as pernas automaticamente e ele retirou o casaco preto – presumi que fosse couro – e logo depois, a camisa branca de mangas ¾. Observei o tórax definido, mas meu ar todo se esgotou quando ele começou a desabotoar as calças.
Coloquei-me de quatro e caminhei até ele como um felino, desabotoando as calças eu mesma. Quando ela caiu ao seus pés, ele retirou a boxer preta que cobria o membro – já ereto e pulsante – dele, que esperava por mim.
Assim que fiquei cara-a-cara com ele, coloquei-o na boca. Castle segurou meus cabelos de lado e gemeu alto. Não me importei de ele me olhar naquele momento – eu estava fazendo algo para retribuir todo aquele prazer que ele havia me dado, e não havia por que esconder aquilo dele.
Retirei o pequeno – porém não – Castle da boca e lambi sua extensão, parando na glande, onde acariciei com os dedos, vendo sua expressão surpresa de puro prazer. O sorriso enorme dele foi algo recompensador, porém, não pude fazer muito, já que ele logo me pressionou contra o colchão novamente, entre minhas pernas.
So take a chance with me
– Castle... – gemi, sem saber o que fazer.
– Esta noite, você é minha. – não foi uma pergunta, foi uma afirmação, e seu tom de voz me deixou com medo.
Ele me invadiu tão rapidamente quanto saiu, somente para entrar com a mesma força e rapidez. Gemi alto e cravei as unhas nas costas dele enquanto ele repetia esse processo cada vez mais rápido. Eu não estava achando ruim, pelo contrário, estava até gostando. Senti os dedos dele em meu clitóris, massageando-o rapidamente enquanto ele me invadia com força e rapidez. Não me importei de não estarmos usando proteção, e ele também não pareceu se importar. Na verdade, nada mais importava.
– Oh, Castle! – gemi, sem me preocupar com os vizinhos àquela noite.
A risada rouca dele me deu mais medo, porém, senti que ele escorregava para dentro de mim com maior facilidade do que antes – aquilo estava mesmo me excitando, talvez por nunca ter sido tratada como uma verdadeira mulher, sendo cortejada e amada durante o sexo.
Let me romance with you
– Castle, oh... – eu gemi baixinho quando ele começou a desacelerar os movimentos.
Ele beijou meu rosto e fez carinho nas minhas bochechas enquanto saía e entrava em mim com lentidão. Depois, beijou meus lábios com suavidade, como se estivesse querendo que aquela noite não tivesse só a ver com possessão e sexo. Mas que fosse algo como possessão e sensibilidade, não apenas sexo, mas amor.
Nunca soube o real significado da frase “fazer amor”, mas acho que começo a entender no momento em que nossos olhos ficam na mesma altura e que ele me beija enquanto entra e sai de mim num ritmo completamente lento até que eu não aguente mais sem esconder meu rosto no vão entre os ombros e o pescoço dele.
Sexo tem a ver com possessão sobre alguém, e amor tem a ver com delicadeza e paixão. Claro que não deixa de ser sexo em momento algum, mas é algo mais delicado e sensível. Beijei o pescoço dele e ele deu um chupão no meio seio esquerdo, fazendo o mesmo com o direito logo depois. Gemi baixinho e contornei o corpo dele com as minhas pernas, dando-lhe mais profundidade nas estocadas.
Porém, ele não a quis. Continuou lentamente o ato de possuir cada pedacinho de mim, cada pensamento que ousava surgir em minha cabeça era dispensada pelo prazer avassalador que ele me proporcionava.
I'm caught in a dream, and my dream’s come true
– Castle, por favor – pedi, suplicante –, mais rápido.
Ele sorriu e me beijou, acariciando minhas bochechas lentamente, acariciando meus cabelos por um momento. E então, ele começou a se mover mais rapidamente, e eu arranhei suas costas por reflexo. Fechei os olhos e imaginei o que mais eu fantasiava com ele, mas não havia nada.
Eu não queria estar por cima, não queria comandar, queria ser possuída. Não queria que nada estivesse diferente. Meus sonhos com ele haviam se tornado reais.
– Kate... – ele sussurrou em meu ouvido, mordiscando o lóbulo da minha orelha, beijando minha testa em seguida.
POV Rick:
It’s so hard to believe this is happenning to me
Há três anos atrás, eu não ousava pensar que um dia estaria fazendo amor com Katherine Beckett, tendo-a completamente submissa à mim, mas meus sonhos se tornaram realidade. Aumentei a velocidade das minhas estocadas quando ela pediu, mas quis algo mais.
Levei uma de minhas mãos ao centro dela e acariciei seu clitóris com força, fazendo-a se contorcer debaixo de mim, gritando meu nome e gemendo alto. Eu sorri e mordi um de seus mamilos.
– Castle, não... – ela pediu, e eu olhei para ela, que tinha uma pontada de dor na expressão.
Beijei o seio logo após retirar meus dentes dele. Kate pressionou meu rosto ali, apertando-o contra o seio e apertando minhas nádegas com a outra.
– Sua safada – eu disse, mordendo a bochecha dela.
An amazing feeling comin’ through
Senti as paredes dela pressionarem meu membro e soube que ela estava perto, então voltei às estocadas lentas, demorando-me a entrar nela novamente. Eu quase saía dela a cada estocada e ela pressionou a mão ainda mais em minhas nádegas para me forçar a voltar com a velocidade anterior.
– Castle – ela gemeu com a voz estrangulada –, por favor!
Neguei com a cabeça e beijei o topo da cabeça dela, me movendo com leveza e lentidão, voltando a acariciar o clitóris dela, levando-a ao delírio. Ela arqueou as costas e gritou o meu nome altíssimo, ignorando qualquer um que estivesse tentando dormir. Beijei os lábios dela para abafar a voz alta, mas não deu certo.
Voltei a estocar com mais e mais velocidade enquanto ela arranhava minhas costas e cravava as unhas em meus ombros. Kate gemeu baixo e beijou meu pescoço, chupando minha pele para dentro de sua boca. Depois, ela mordeu o local babado e beijou-o em seguida.
I was born to love you
– Eu amo você – ela pausou e engoliu em seco – Castle, eu amo você.
Eu beijei a boca dela com volúpia, invadindo a boca dela com a língua antes mesmo que ela pudesse protestar, depois, saí de dentro dela. Kate olhou para mim como se estivesse confusa com tudo aquilo.
Virei-a de costas e pressionei-a contra o colchão. Ela era minha naquele momento e eu poderia fazer o que quisesse. Ela não tentou se levantar, mas ficou completamente imóvel esperando o que eu iria fazer a seguir.
Passei minha glande sobre a entrada dela, o que a fez gritar meu nome, mesmo estando pressionada contra o colchão. Os dedos dela puxaram os lençóis claros, segurando-os com tamanha força enquanto eu me colocava dentro dela novamente.
– Oh, Castle! – ela gritou, arqueando as costas.
Apoiei-me no colchão com os braços ao redor dela, estocando-a lentamente, indo aumentando a velocidade das estocadas conforme ela ia gemendo cada vez mais alto.
POV Kate:
With every single beat of my heart
Meu coração estava acelerado e minha garganta estava seca. Castle ia me invadindo cada vez mais rápido, cada vez mais forte. Arqueei as costas e gritei o nome dele novamente, sentindo-me completamente possuída por ele. Ele estava me levando ao delírio.
– Ah, céus – eu suspirei – Por favor, mais rápido!
Ele obedeceu, e pela primeira vez, não me importei de estar sendo submissa ou de estar suplicando por alguma coisa na hora do sexo, mas sentia como se eu devesse fazer aquilo, que aquilo era o meu papel. Porque eu sentia que nós fomos feitos um para o outro e que aquele era o meu destino desde sempre.
Yes, I was born to take care of you
Castle saiu de dentro de mim e sussurrou no meu ouvido:
– Você gosta? – ele perguntou, pressionando meu clitóris novamente.
– Gosto, gosto. – respondi, imersa em prazer.
Meus sentidos estavam remexidos e eu já não sabia mais o que pensar diante daquele mar de prazer em que eu estava mergulhada.
Every single day of my life I wanna love you, I love every little thing about you
Ele continuava as estocadas, e então meu celular começou a tocar. Castle se retirou de dentro de mim e eu me sentei, tentada a ignorar a chamada. Então, quando peguei o telefone, o nome de Josh estava implantado no visor. Arregalei os olhos, lembrando-me de que ele chegaria de viagem hoje.
Engoli em seco e ignorei a chamada. Castle se aproximou de mim e beijou minhas costas, acariciando meus cabelos. Depois, ele me perguntou quem era.
– Josh – respondi, e os olhos dele se arregalaram.
– Vocês ainda estão juntos – ele murmurou – Oh, céus. Fizemos algo errado!
Neguei com a cabeça e me aproximei dele conforme ele engatinhava para fora da cama. Segurei a cabeça dele entre as minhas mãos e beijei o rosto dele, mordendo o queixo e o lábio inferior dele.
– Eu amo você – suspirei, acariciando o rosto dele com o meu.
A barba malfeita espetou o meu rosto, mas continuei fazendo o mesmo movimento. Castle balbuciou algumas palavras desconexas e então voltou a me beijar, ficando por cima.
Desta vez, nós estávamos um de frente para o outro. Meu celular caiu no chão, mas não me importei. Só queria saber dele dentro de mim naquele momento.
I wanna love you, love you, love you
Sentia o triângulo entre as minhas pernas latejando e fechei os olhos ao senti-lo novamente pronto para entrar em mim novamente. Porém, ele ergueu o meu queixo com o indicador e pediu numa voz tenra:
– Olhe para mim, Kate.
Ergui o olhar para ele, e seus olhos tinham um ar resoluto e suave ao mesmo tempo. Ele inclinou a cabeça, abaixando-se para me beijar com ternura. Depois, senti seu corpo ficar tenso antes de ele deslizar para dentro de mim, suave e lento.
Mordi o lábio inferior ao senti-lo recuar. Fechei os olhos com força por querer mais rapidez, mas ele não iria ceder. Eu era dele e ele faria de mim o que quisesse aquela noite, eu sabia. Novamente, minhas coxas se apertaram em torno de seus quadris, e ele me beijou de novo.
– Olhe para mim – sussurrou no meu ouvido.
POV Rick:
Born — to love you, Yes, I was born to love you
Ela gemeu, grunhiu e gritou. A cada ruído que Kate fazia, ficava mais difícil controlar meus movimentos. Porém, quanto mais rápido me movesse, mais rápido perderia o controle – ou seja, aquele momento ia acabar antes do previsto, e eu não queria isso.
– Eu te desejei por tanto tempo, Kate. – sussurrei no ouvido dela, que gemeu em resposta – Você é tudo o que eu quero...
Agarrei uma de suas coxas com a mão e beijei seu pescoço, e ela só fez arranhar ainda mais as minhas costas. Por conta da janela aberta, nossos corpos ainda não estavam suados, mas haviam pequenas gotículas de suor se formando entre nós.
– Rick...
O som dela falando meu nome, ofegante, me pegou completamente de surpresa e me deixou no limite. Tive que começar a aumentar a velocidade, sentindo que ela começava a ter o segundo orgasmo daquela noite.
Quando ela fechou os olhos novamente e mordeu o lábio inferior, tentando abafar os gemidos – que viriam altos, fato – eu a beijei na testa, alternando as estocadas – lento, rápido, lento, rápido – e isso a levou ao delírio.
– Olhe para mim – pedi, novamente.
Born — to love you every single day of my life
Seus grandes olhos verdes se ergueram para me espiar. Era tudo tão surreal. Era com isso que eu tinha sonhado desde a primeira vez que ela havia revirado os olhos para mim, mostrando-me o distintivo há três anos atrás, e estava finalmente acontecendo.
Inclinei a cabeça para baixo para capturar os lábios dela e me movi para frente e me retesei, sentindo as paredes dela me apertando novamente. Quando recuei, olhei fundo em seus olhos. Seus joelhos apertaram ainda mais firme meus quadris e ela mordia o lábio inferior com mais força do que antes, mas suas unhas arranhavam minhas costas e suas mãos puxavam-me para mais perto. Quando fiz pressão dentro dela novamente, ela cerrou os olhos com força.
An amazing feeling comin' through
Eu ainda não havia tido o orgasmo, tentando prolongar aquilo o máximo que pude, mas também podia sentir que não conseguiria aguentar tanto tempo a mais.
– Kate – chamei, e ela abriu os olhos –, olhe para mim, por favor.
Ela engoliu em seco e assentiu, levando uma de suas mãos ao meu cabelo, puxando-o de leve, gemendo baixinho e arranhando meu peito com a outra mão. Gemi ao sentir que a mão que antes arranhava meu peito começou a me tocar enquanto eu saía dela.
– Você gosta disso? – ela perguntou, sorrindo.
Não respondi, mas a beijei com volúpia, puxando seus lábios para dentro da minha boca, sentindo o gosto dela novamente. Céus, como eu amo essa mulher.
I was born to love you with every single beat of my heart
Apoiei-me nos cotovelos e beijei seus lábios enquanto entrava e saía dela com calma, lentamente, sentindo que tínhamos todo o tempo do mundo para terminar de nos conhecer infinitamente. Eu a amava, com todas as qualidades e defeitos, e tenho certeza de que ela também me ama.
– Castle... – ela gemeu com a voz estrangulada.
– Shh... – murmurei, tocando seus lábios com o meu indicador.
– Castle, eu – ela começou, mas não terminou.
Os gemidos dela iam ficando cada vez mais altos e eu sorri comigo mesmo por ter esse efeito sobre ela. Meu maior desejo era fazê-la se render a mim, e eu fantasiei essa cena por anos, mas a realidade era muito, muito melhor.
POV Kate:
Yes, I was born to take care of you every single day of my life
Eu sentia que ele queria mesmo me torturar. Gemi mais alto, sentindo a extensão dele saindo de mim completamente. Olhei para ele confusa e ele deu uma risada abafada. Depois, beijou meu pescoço, voltando para dentro de mim.
– É uma sensação incrível estar com você, sabia? – ele sussurrou.
Eu sorri e o beijei de leve, sentindo que ele começava a acelerar novamente. Segurei em seus cabelos com as duas mãos, sentindo que eu estava tendo o segundo orgasmo naquela noite.
Yes I was born to love you every single day of my life
Respirando com dificuldade, olhei para os olhos dele e tive a confirmação: eu não precisava me segurar naquele momento. Puxei os cabelos dele com força e ele me estocou com força várias e várias vezes.
– Castle! – gritei – Ah!
Ele riu, uma risada rouca e possessiva, e eu tive certeza de que daqui a pouco teria mais outro momento de prazer contínuo. Uma das minhas mãos se segurou em seus ombros e a outra ficou em seus cabelos.
Go, I love you babe, yes, I was born to love you
De repente, arqueei as costas e senti que ele voltava a chupar um dos meus seios. Gritei o nome dele novamente, e ele me estocou com mais força, apertando um dos meus seios com força, e eu gemi.
Seus lábios buscaram cada centímetro do meu pescoço, e, quando achou o caminho até minha boca, afundei a ponta dos dedos nos músculos de seus ombros, me perdendo na intensidade do beijo.
Castle levou as minhas mãos acima da cabeça e entrelaçou seus dedos nos meus, apertando minhas mãos a cada estocada. Seus movimentos se tornaram mais brutos de repente e enfiei as unhas em suas mãos. Meu ventre se tensionava com uma força impressionante.
POV Rick:
I wanna love you, love you, love you, I wanna love you
Quando Kate ergueu o quadril de encontro ao meu e seus gemidos descontrolados se transformaram em um grito de pura satisfação, não consegui mais me conter.
– Kate – sussurrei, desesperado – Eu preciso... eu preciso...
– Não pare – ela implorou, enfiando as unhas mais fundo ainda nas palmas das minhas mãos.
Eu a penetrei novamente, e devo ter sido barulhento, porque ela cobriu minha boca com as mãos, rindo baixinho. Depois de inspirar fundo algumas vezes, eu a enchi de beijos e me permiti derramar dentro dela.
I get so lonely, lonely, lonely, lonely
Desabei sobre ela, tomando cuidado para não machucá-la. Ela fez pequenos círculos nas minhas costas com a mão livre, enquanto nós normalizávamos nossas respirações. Eu ainda não havia saído de dentro dela, e nem pretendia, tão cedo.
Kate beijou o topo da minha cabeça e continuou fazendo os círculos com a ponta do dedo, fazendo meus pelos se eriçarem com o toque. Levantei a cabeça e beijei os lábios dela.
– Esse foi um primeiro beijo e tanto – ela murmurou, com uma expressão cansada e satisfeita.
Eu ri e beijei seus lábios novamente.
– Eu amo você, Kate. – sussurrei em seu ouvido antes de adormecer com ela em meus braços.
POV Kate:
Yeah, I want to love you, yeah, give it to me
Quando Castle se deitou do outro lado da cama, abracei-o e esperei para ter certeza de que ele estava dormindo. Confirmei e retirei o som do celular, colocando-o dentro da gaveta do criado-mudo. Não teríamos surpresas esta noite, e nem na manhã seguinte, porque Josh não tinha a chave do meu apartamento.
Aconcheguei-me perto de Castle, que deitou de barriga para cima e me puxou para seu peito, ainda adormecido. Beijei o peito dele e deitei a cabeça em seu peito, aspirando seu cheiro. Não estávamos cobertos, e eu nem queria que estivéssemos.
Amanhã só o que eu queria ficar na cama até tarde com ele. Porque agora, o mundo se resumia a nós dois.
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