Notas iniciais
Vas happenin'?
Essa é minha primeira fic do 1D, espero que gostem.
Esse capítulo é só a introdução e não tem nada sobre a banda ainda, mas nos próximos capítulos eles já aparecem.

Eu estava voltando da escola, indo pra casa.

Entrei em casa e fiquei surpresa ao ver que minha mãe estava lá, esta que trabalharia 25 horas por dia se pudesse.

-Mãe! –Eu disse tirando meus fones de ouvido.

-Filha! –Ela disse me dando um abraço sufocador.

-Não foi trabalhar hoje mãe?

-Na verdade, eu pedi demissão do meu trabalho e...

-O quê fez? Você ficou louca?-Eu estava entrando em pânico.

-Calma minha filha. Eu recebi uma proposta ótima em outro país...

-Outro... País?!?

-Sim, sente-se aqui filha. -Disse ela indo em direção ao sofá.

Eu sentei ainda chocada.

-Eu recebi uma oferta de emprego irrecusável filha, eu já tenho tudo planejado você não precisa se preocupar com nada.

-Não me preocupar? É pedir demais não acha?

Ela riu.

-Se você deixar que eu explique senhorita, você vai ver que não precisa ficar assim.

Eu revirei os olhos.

-Eu conversei com algumas amigas minhas e uma delas tem uma filha da sua idade, e você vai morar com ela.

Eu abri a boca, em choque.

-Fecha a boca filhinha, se não entra mosquito.

-Você quer que eu fique como? Você acabou de me contar que eu vou ter que ficar sabe se lá quanto tempo longe da minha mãe e vou morar com uma desconhecida em um lugar qualquer!

-Quer uma água com açúcar filha? –Disse ela zombando de mim.

-Não! Eu quero a minha vida intacta! –Eu disse e subi para meu quarto, batendo a porta.

Eu me joguei cama.

Eu era muito preocupada com a minha mãe desde que ela descobriu ter câncer.

Éramos apenas eu e ela, eu cuidava dela e ela de mim. Como faríamos tudo sozinhas?

Eu não iria aguentar ficar nem uma hora longe da minha mãe.

Aquilo não ia dar certo...

Eu decidi descer de volta á sala e conversar com a minha mãe, quem sabe até fazê-la mudar de ideia.

Ela se levantou assim que me viu e abriu a boca para falar.

-Espera mãe, é minha hora de falar.

Ela assentiu um pouco desconfiada.

-Aonde você quer chegar com isso? Você quer o quê? Morrer longe de mim? Acha que a distância vai adiantar alguma coisa?

-Não minha filha...

-Então é o quê? Esse trabalho pode ser bom e tudo mais, mas eu sei que você tem algum motivo para não me levar junto.

Ela suspirou, com lágrimas nos olhos.

-Eu consegui um tratamento, um tratamento muito bom. Mas que vai demorar muito e talvez não adiante em nada. Filha, eu não quero que você desperdice sua vida esperando que eu melhore, sendo que isso pode não acontecer.

Eu senti uma lágrima escorrendo no meu rosto.

Eu a entendia, porém aquilo ia doer, ia doer muito.

-Você tem certeza que isso vai ser bom pra você?

Ela assentiu.

-Então tudo bem. –Eu disse e abracei-a. — Mas você tem que prometer que vai me contar tudo, viu? Eu te ligo sempre, não vai se esquecer de mim não.

Ela sorriu em meio ás lágrimas e eu fiz o mesmo.

-Quando partimos? –Eu perguntei secando as lágrimas.

-Amanhã.

-Mas já?

-Sim, quanto antes melhor, certo?

-Certo...

Eu tinha que me despedir de todos os meus amigos. E não tinha muito tempo.

Peguei minha bolsa e enviei uma mensagem á todos eles:

“Preciso de vocês na cabana, agora. Levem comida. Em”.

Eu corri em direção á cozinha e coloquei comida na minha bolsa. Logo fui até a porta.

-Emily! Aonde você vai? –Perguntou minha mãe.

-Despedidas. Não me espere para jantar. Tchau mãe! –Eu disse fechando a porta trás de mim.

Peguei minha bicicleta e pedalei até a cabana, que se encontrava na parte de trás de um restaurante abandonado.

Quando cheguei Jessica e Lucas já estavam me esperando.

Eles me olharam preocupados.

Eu olhei em volta:

-Cristina?

-Atrasada-Disse Jess.

Lucas se sentou na minha frente e pediu que eu contasse o porquê da minha urgência.

-Vou esperar Cris...

Ela chegou bem na hora, ainda ofegante.

Ela se sentou ao meu lado, todos me olhavam ansiosos.

Eu não sabia como começar.

Eu os conhecia há anos, não seria fácil deixa-los.

-Eu... –Eu respirei fundo. — Eu vou ter que mudar amanhã.

O silêncio permaneceu por algum tempo, e de repente todos começaram a fazer perguntas.

-Calma. Calma. Calmaaa!!

Eles se calaram.

-Minha mãe recebeu uma oferta de emprego e eu vou morar com a filha de uma conhecida dela.

-Não tem outra opção?-Perguntou Jess.

-Não... -Eu respondi.

-Você vai voltar? Vir nas férias? –Perguntou Cris esperançosa.

-Sim, claro. Vocês também podem ir me visitar, eu não estarei em outro planeta.

Jess e Cris assentiram e Lucas saiu da cabana. Ele indicou que eu o seguisse, meio hesitante, eu fui.

Ele se virou pra mim. Seu rosto expressava raiva e tristeza.

-Por que você vai fazer isso?

Notas finais
Espero que alguém tenha lido e gostado.
Por favor deixe uma review para mim =D
Malikisses.