I Want You
4 Quatro: Retaliação.
Notas iniciais
No mais, para os que não se importam, Boa Leitura.
;3
Quatro: Retaliação.
Te vejo errando e isso não é pecado
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Estava parada, com os olhos perdidos no horizonte enquanto Isane dava o laço no obi de sua yukata azul claro. A jovem parou em sua frente e sorriu, assim sendo Unohana retribuiu o sorriso. A capitã não provinha de uma das quatro casas nobres, mas sua família ainda tinha um nome a zelar, e por isso ela cuidava de sua aparência.
Não gostava quando seus cabelos estavam soltos, mas Juushirou os adorava, por isto, ela deixou a cascata negra recair sobre seu ombro esquerdo. Ela estava linda, segundo Isane. Quando se olhou no espelho imaginou Kenpachi a despindo daquela maneira despudorada que tanto a excitava, sentiu até o gosto daquele homem em sua boca. Fechou fortemente os olhos e recriminou-se por pensar nele. Ela sempre se perguntava como tinha tanta facilidade em se dar a ele, aquilo para ela era um mistério.
Voltou dos devaneios quando Isane lhe borrifou um pouco do perfume adocicado que usava. A jovem era tão prestativa. Ela sentiu de longe a Reiatsu dele, mesmo que ele a suprimisse ela conhecia bem demais aquela leve pressão. Cantou um leve entre quando ele bateu à porta. E Juushirou entrou e o perfume dele preencheu todo o local.
- Pronta Retsu?
Ela se virou para ele e percebeu que ele prendera a respiração por um momento. Sorriu oferecendo o braço para ele. Adorava quando ele se vestia de maneira formal, a camisa cinza com mangas dobradas até os cotovelos e o colete preto abotoado combinavam com a calça de corte italiano. E davam a ele um ar de sedutor. Unohana realmente tinha sorte.
- Estás magnífica como sempre. – ele disse beijando-lhe as costas da mão.
De braços dados eles caminhavam lentamente, curtindo a brisa noturna que soprava seus cabelos. Não demoraram muito para alcançar a parte alta do residencial da Seireitei, que era onde a casa dos Kyouraku encontrava-se.
Haviam muitos nobres na casa e Shunsui já bebia uma taça de um bom vinho seco, totalmente fora dos padrões daquele homem. Esperava sua Nanao-chan encostado ao portão da casa de sua família, já que a morena o proibira de buscá-la em sua casa. Ele tinha aquele sorriso frouxo no rosto, a camisa salmão aberta uns três botões mostrava a pele bronzeada do capitão, parecia que ele sempre sentia calor, as mangas arregaçadas no bom tom de desleixo que combinava com ele, o cabelo preso naquele rabo de cavalo baixo. Uma de suas mãos estava dentro do bolso da calça marrom escuro. E ele sorriu mais quando a viu.
Nanao era uma mulher bonita de fato, mas ela escondia muito de sua beleza em sua rigidez com o trabalho e seu semblante sempre sério, portanto quando ela aparecia assim, especialmente arrumada, era seu deleite particular. E ela ficava muito mais bonita quando seus cabelos negros eram soltos, como agora. O vestido preto era simples, mas ficava adorável nela, e Shunsui podia olhar bem para as pernas de sua adorada Nanao-chan, pena que o vestido cobria parte dos joelhos. Mas o colo alvo da moça estava a mostra, mas ela mantinha uma echarpe sobre os ombros. Sempre mostrando e ocultando seus atributos.
Ao longe eles puderam ver a Tenente Ise fugir das investidas de Kyouraku. Unohana se aconchegou mais na curva do braço de Ukitake e ambos se aproximaram. Formavam um belo casal, combinavam e muito em inúmeros aspectos eram o casal perfeito a olhos alheios.
- Shirou, Dai-senpai. – ele trovejou com sua voz grossa.
- Unohana Taichou, Ukitake Taichou. – foi a vez de Nanao os cumprimentar.
Retsu apenas sorriu um de seus belos sorrisos enquanto Juushirou apertava a enorme mão de Kyouraku.
- Boa noite Ise-san, Shunsui.
Shunsui os convidou a entrar, não sem antes agarrar o braço de sua Nanao como se realmente fossem um casal. Unohana achava aquilo tudo divertido. Eles se dirigiram para a grande mesa e tomaram seus assentos, cavalheiros, tanto Shunsui quanto Ukitake puxaram a cadeira para suas respectivas damas. Elas sentaram-se entre o moreno e o shiro. Unohana tocou o joelho de Juushirou com a ponta dos dedos enquanto ele lhe servia vinho, e então encontrou o sorriso mais belo nos lábios daquele homem, a cadeira ao lado de Juushirou foi arrastada e uma mulher loira sentou-se. Os olhos azuis dela combinavam com o vestido de veludo num tom de azul escuro, a maquiagem em seu rosto evidenciava a pinta que ela tinha abaixo do olho esquerdo.
- Juushirou?
Ukitake interrompeu o ato de servir Retsu para olhar quem o chamava de tão intima maneira. Assim ele deu ampla visão da mulher loira a Unohana. “maquiagem demais.” foi seu primeiro pensamento sobre a mulher ao lado de Juushirou. Para Unohana o conjunto, vestido, maquiagem e pinta soavam com um que de vulgaridade. E o bichinho verde do ciúmes mordeu forte em Unohana quando ela viu os lábios de Ukitake tocaram a pele muito maquiada.
- Ruka-chan! – Exclamou Shunsui do seu lugar que não perdia nenhum movimento.
Tentando soar indiferença, Unohana virou seu rosto e sorveu um gole de seu vinho, sem seguida, porém, segurou o cotovelo de Juushirou, dividido entre as duas, ele dava atenção a ambas. Haruka. Era o nome daquela mulher, Unohana descobriu quando Juushirou lhe ofereceu vinho. Algo nisso tudo estava errado, e muito, porque Unohana sentia-se sobrando naquela mesa. Mas, como era conhecida por sua compostura, puxou assunto com Ise-san, porém mantinha um ouvido na outra conversa.
O jantar foi servido e as conversas foram interrompidas, Nanao tentava fazer Shunsui parar de beber, pois ele já tinha muita cor em sua face. Ukitake ainda mantinha uma leve conversa com Haruka, e por falta de atenção, pegou a taça de Retsu e levou aos lábios.
- Shirou?
Ele virou-se com um certo ar de espanto no olhar, afinal ela nunca o chamava assim quando não estavam sozinhos.
- Este é meu vinho. – disse calmamente, segurando a mão dele.
Ukitake se tornara abstêmio desde que começara seu tratamento com Unohana Retsu. Ele sorriu docemente, deixando a taça na mão dela e voltando sua atenção para o prato. O som de uma leve discussão chegou aos ouvidos de Unohana e ela olhou discretamente para o lado em que estavam Shunsui e Nanao.
- Uh! Nanao-chan cruel, só mais uma!
- Kyouraku Taichou! – disse ela em tom moderado. – Está começando a chamar atenção!
- Que nada! – ele a respondeu. – estão todos se divertindo, olha só o sorriso de Shirou, cercado de duas beldades.
Ukitake corou fortemente e preferiu enfiar a colher em seu pudim que acabara de ser servido. Mas, Shunsui quando soltava a língua, não sabia medir palavras.
- Ele sempre foi sortudo, sabe Nanao-chan, primeiro foi a Ruka-chan, mas depois que a Dai-senpai... AI!
A tenente havia beliscado com as unhas a pele morena do capitão. Ela não havia entendido o clima pesado até então, mas sabia que Unohana não estava gostando nada da proximidade de Haruka e Ukitake.
- Shirou? – Shunsui chamou alisando a pele ferida. – Ruka-chan pergunta por você sempre que vem aqui.
A reiatsu sempre controlada de Unohana Retsu aumentou um ínfimo segundo, porém, as pessoas ali treinadas, conseguiram perceber que a mulher não estava nada confortável.
- Taichou, o senhor não quer me levar para conhecer seu tão falado jardim? – Nanao preferia lidar com Shunsui sozinha do que vê-lo criar uma cena.
- Claro, Claro Nanao-chan. – disse levantando e oferecendo o braço para sua morena. – Shirou em também certo?
- Retsu? – indagou.
- Adoraria. – disse antes de secar os delicados lábios. O que ela maia queria era livrar-se daquela loira incoveniente.
- Ruka-chan? – Shunsui convidou.
- Porque não? – Ela se levantou e segurou o braço de Ukitake antes que Unohana pudesse perceber. – Tem realmente muito tempo que não converso com Juushirou.
Unohana apertou os olhos e respirou fundo, ela realmente merecia aquilo, mas não era porque merecia que iria aceitar tão facilmente. Ukitake não pode dispensar o braço de Haruka, pois ele sempre fora um perfeito cavalheiro. E quando ele sentiu novamente a reiatsu de Unohana oscilar, decidiu-se por dar um pequeno troco. Golpe baixo? Sim, mas ele vinha sofrendo demais nesta história.
Unohana estava de pé, observando as costas de Ukitake quando sentiu seu braço ser agarrado. Shunsui era mesmo imprevisível, andava todo orgulhoso de si, pois ao seu lado direito estava a mulher a quem ele oferecia amores, e em seu braço esquerdo estava Unohana Retsu.
- Ela continua bonita. – disse Shunsui se referindo a Haruka. – Mas eu particularmente prefiro as morenas.
Unohana sorriu, o capitão da Hachi não perdia nenhuma oportunidade.
- Nanao-san sempre fugiu dos seus padrões Shunsui. – Unohana disse com sua voz melodiosa. – A propósito, prefiro o seu atual gosto.
- Uh! Temos torcida Nanao-chan!
- Unohana Taichou, por favor não dê corda as loucuras dele.
Shunsui riu com gosto, em seguida veio um silencio incomodo, fazendo Unohana olhar para frente e ver uma cena que fez o sangue de Unohana ferver. Haruka apoiava sua cabeça loira no ombro de Ukitake. “Despudorada.” Ela pensou.
- Ruka-chan sempre foi muito atirada, Shirou sofreu muito com ela. – Shunsui falava com muita tranquilidade. – Ela sempre foi muito conversada e... Ai Nanao-chan, assim você vai arrancar meu coro na unha!
O clima estava estranho e para tentar apaziguar um pouco a situação Nanao que era a mais comedida naquele atual momento, decidiu-se por puxar assunto com a tal Haruka.
- Haruka-san conhece Kyouraku Taichou há muito tempo?
No começo, estava indo bem, Unohana parecia menos tensa, agora ao lado de Ukitake, mas conforme a conversa foi tomando forma, o assunto tornou a ser o antigo relacionamento ente Haruka e Ukitake. Shunsui gemia a cada cotovelada que Nanao desferia nele, ele tinha uma boca incontrolável. Mais uma vez naquela noite a reiatsu de Unohana oscilou e Ukitake a olhou nos olhos.
- Não estou me sentindo muito bem. – Unohana disse. – Acho que foi o vinho.
Nanao cobriu a boca de Shunsui com um dedo indicador antes que ele pudesse falar qualquer coisa que pudesse piorar a situação, a contra gosto o abraçou para lhe falar ao ouvido.
- Se o Senhor falar mais alguma coisa eu juro que nem Unohana Taichou será capaz de te remendar. – e antes de se afastar, sentiu a mão pesada de Shunsui em sua cintura. – Está abusando de sua sorte Taichou.
Quando eles se separaram Nanao notou Unohana de pé, caminhando para a saída do grandioso jardim. Ela parou antes de cruzar a porta e olhou para trás.
- Boa noite a todos. – e olhou nos olhos de Ukitake. – Boa Noite Ukitake.
O orgulho de cavalheiro de Ukitake fez com que ele se levantasse e oferecesse para acompanhá-la. Unohana sorriu pequeno, mas seu sorriso perdeu o brilho quando Haruka se ofereceu para que Ukitake também a acompanhasse.
- Ficamos só nos dois agora Nanao-chan. – Shunsui falou.
- Acho melhor o senhor acompanhar Haruka-san, afinal...
- Não! – Haruka a interrompeu. – Eu não quero interrompe-los.
Unohana não esperou absolutamente nada, virou-se e saiu do jardim, com Ukitake e Haruka em seu encalço. Nanao levantou-se e deu um forte tapa em Shunsui.
- Estou indo embora. – e sumiu da vista do moreno.
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido em um mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Ukitake pediu delicadamente que Haruka esperasse do lado de fora da Yon Bantai, convencendo-lhe que apenas membros e pacientes poderiam adentrar. Ele seguiu Unohana e quando a alcançou segurou seus braços e a imprensou na parede.
- Qual problema Retsu?
- Nenhum Ukitake, pode ir agora. Obrigada por me acompanhar até aqui. – ela sorria, mas seus olhos expressavam dor.
Ele a soltou, detestava ver o rosto dela expressar dor. A beijou levemente e saiu. Unohana permaneceu parada ali apenas sentindo toda aquela raiva tomar conta de si, e foi gradualmente liberando sua reiatsu, mas quando ouviu o riso frouxo daquela loira, ela explodiu sua reiatsu de forma monstruosa. Não ia deixar barato.
Naquele momento, ela não se importava se enquanto caminhava sua reiatsu libera fizesse algum shinigami ‘menor’ desmaiar. Ela precisava extravasar toda aquela fúria que corroia seu ser. O Shinigamis que conseguiam manter a consciência perto dela, simplesmente abria espaço para que passasse. Logo estava nos domínios da Juuichi, abriu a porta dos aposentos dele e o encontrou com um sorriso largo no rosto.
Zaraki não esperou nada, avançou para cima daquela mulher, arrancando aquele monte de pano inútil que ela vestia. Beijavam-se daquela forma feroz que eles sabiam, ela o mordeu com força, cortando a pele fina dos lábios sentindo o gosto metálico do sangue em sua língua.
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
Kenpachi a escorava na parede, enquanto cravava-se profundamente nela, ouvindo os gemidos altos e lascivos que ela soltava. Ela arranhava as costas do capitão, ouvindo os guturais dele ela mordeu fortemente o músculo entre o pescoço e o ombro, fazendo ele gargalhar.
- Ah, adoro quando está toda fogosa assim.
- Cala a boca imbecil! Cala a boca e me fode!
Ela era realmente única em toda Seireitei, enquanto muitos olhavam para ela e viam toda aquela sobriedade com qual ela se vestia, Kenpachi podia ver o lado devasso dela, o lago mais gostoso de Unohana Retsu.
Quando ele a jogou sobre a cama e a virou de costas, ela sentiu uma pontada de dor em seu coração, mas foi o sentir novamente dentro de si que ela se perguntou se Ukitake não estaria fazendo o mesmo com aquela mulher vulgar.
Zaraki adorava quando ela ficava de quatro, ele puxou os cabelos longos e negros e a possuiu com força, a fazendoela perder a linha de raciocínio que conseguira. Novamente ela gemia descontrolada quando era lavada por mais uma onda de gozo.
- KENPACHIIII! – ela gritou.
Ela estava sobre o peito largo dele, se não conhecesse bem sobre anatomia, acharia que o coração dele abriria caminho entre as costelas e sairia de tão forte que batia. Ela não entendia como ele podia ser tão bruto e tão carinhoso, porque sentia os dedos dele percorrer os cabelos negros dela de leve.
- Achei que você fosse sumir da minha vida. – ele disse rouco.
- A premissa era; Você sumir da minha vida. – ela desceu a mão pelo abdômen dele e segurou com força sua virilidade. – Agora fica quieto que eu não terminei com você!
E ele realmente teve que olhar para entender que ela o envolvia com seus lábios sedosos e sugava-o como se isso pudesse salvar de qualquer coisa.
- Retsu... – ele resmungou. – Você não faz sentido.
Ele resfolegou quando ela o abandonou, mas acabou tendo que sorrir daquele modo enviesado quando viu a posição que ela assumia. Não pode mais reclamar quando ela com um delicado ‘cale a boca’ colocava-se sobre os lábios dele.
O remorso que viesse depois, neste momento, ela queria era extravasar toda aquela raiva que a loira Haruka causara nela, justo nela que era uma mulher tão ponderada.
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