I Want To Hold Your Hand
12 Tudo por nada
Notas iniciais
11- Tudo pra nada
- P.O.V. Blaine –
“É hoje.” Pensei após acordar na segunda feira de manhã. Tomei um banho rápido, me arrumei, coloquei gel no meu cabelo, tomei meu café da manhã e fui até meu caro. Após entrar nele eu coloquei a cabeça no volante e bati algumas vezes não muito fortemente. Eu iria me odiar pelo o que iria fazer. Mas eu precisava...
Dirigi até a casa de Kurt formulando tudo o que diria em minha cabeça. Como era difícil. Caramba.
Parei na frente da casa de Kurt e buzinei. Ele saiu de entro da casa com um lindo sorriso no rosto. Estava divino.
- Bom dia Blaine. – disse ele entrando no carro e me encarando com aqueles perfeitos olhos azuis.
- Bom dia. – respondi tentando ser um pouco seco. Ele então se aproximou para me beijar e não sei como, mas eu desviei e disse:
- Não. Kurt, chega. O que aconteceu foi só uma noite. Nada mais.
Eu não acredito no que acabei de dizer. A cena a seguir foi rápida demais. Vi Kurt tomando uma expressão surpresa, triste e magoada ao mesmo tempo, então seus olhos ficaram marejados e ele saiu do carro e correu para dentro de casa.
- Idiota. – sussurrei para mim mesmo e bati minha cabeça com força no volante. Sem me demorar lá, fui para a escola.
- P.O.V. Kurt –
Eu não acreditava. Não conseguia acreditar. Eu corri para dentro de casa me tranquei no meu quarto e comecei a chorar. Chorei muito. Blaine não podia ter feito aquilo comigo. Me enganado, me usado e me iludido. Eu fui um tolo. Então, uma música veio em minha cabeça, eu lembrei que tínhamos Glee Club na última aula, então resolvi limpar as lágrimas, me recompor e ir à escola. Não daria a ele o gosto de me ver mal. Eu iria seguir em frente, mas também iria mostrar que o que ele me fez não passou em vão.
Desci as escadas decidido e pedi para meu pai me dar uma carona. Blaine não iria sair bem nessa história. Não iria mesmo.
- P.O.V. Narrador –
Blaine chegou na escola e foi rapidamente recebido por Sebastian. Que ficou grudado nele até os armários.
- Pensei em você durante a viagem inteira. – falou o garoto a Blaine. – Por que não me ligou?
- Estive sem tempo. – mentiu Blaine. – Glee Club, inicio das aulas... Tudo muito corrido.
Os dois continuaram conversando e então Kurt chegou ao seu armário que pela primeira vez, odiou que fosse ao lado do de Blaine.
Ele o abriu, pegou seus livros e saiu como se não houvesse ninguém ao seu lado.
- Quem é esse? – perguntou Sebastian ao ver o olhar que Blaine, sem querer, laçara a Kurt quando o castanho caminhava para longe.
- Apenas um novo aluno. – respondeu o moreno com simplicidade.
- Nome? – perguntou o outro garoto.
_-Por que quer saber, Sebastian? Ele não é problema pra você, não se preocupe. – disse Blaine pegando seus livros no armário e se afastando, deixando Sebastian pensando no que acabara de ouvir.
“Não é problema...” pensou Sebastian. “Mas é melhor prevenir do que remediar...”
***
Kurt não prestou atenção em aula nenhuma. Via ele o tempo todo com um outro garoto. Provavelmente seu namorado que ninguém havia lhe contado que tinha para proteger o “amiguinho do gel”... Sua vontade era chegar em Blaine e lhe dar um belo tapa, mas tinha que se segurar.
Blaine também não prestava atenção na aula. Precisava se livrar de Sebastian e explicar tudo a Kurt antes que o garoto nunca mais falasse com ele.
E por fim, Sebastian também não prestava atenção. A única coisa que pensava era em como ter certeza se Kurt era ou não uma ameaça. Ele sabia que sim pelo jeito com que Blaine olhava para o castanho. Mas ele não iria deixar assim, não mesmo.
No almoço todos estranharam Kurt ter ido se sentar sozinho em uma mesa. Mas o deixaram após verem Sebastian colado em Blaine como se tivessem nascido juntos. Kurt sofria ao ver aquilo. Ele sofria por não estar lá amando o moreno. Por não estar perto dele. Pela primeira vez, Kurt Hummel estava decididamente apaixonado.
***
Última aula, Glee Club. Kurt já tinha em mente o que faria, ou melhor, o que cantaria.
Após todos entrarem na sala o Sr. Shue começou a falar:
- Pessoal, Sectionals! Temos que nos preparar.
Todos se animaram, principalemente Rachel. Então Kurt levantou a mãe e o professor lhe concedeu a palavra.
- Com licença, Sr. Shue, eu gostaria de saber se poderia cantar uma música. – o castanho falou lançando um leve olhar para onde estavam Blaine e Sebastian.
- Claro, Kurt. Venha. – respondeu o professor.
Kurt se levantou, caminhou até a frente, sussurrou algumas palavras para a banda e em poucos segundos a melodia de uma música começou. Kurt começou a cantar:
I've seen you twice, in a short time
Only a week since we started
It seems to me, for every time
I'm getting more open-hearted
(Eu o vi duas vezes, em pouco tempo
Só uma semana desde que nós começamos
Parece a mim, a cada vez
Eu estou com o coração aberto)
Já nos primeiros versos o castanho já encarava Blaine. A música era pro moreno, e ele deixaria isso bem claro, mesmo com o olhar mortal que Sebastian lhe lançou.
I was an impossible case
No-one ever could reach me
But I think I can see in your face
There's a lot you can teach me
So I wanna know
What's the name of the game
Does it mean anything to you
What's the name of the game
Can you feel it the way I do
Tell me please, 'cause I have to know
I'm a bashful child, beginning to grow
(Eu era um caso impossível
Ninguém poderia me alcançar
Mas eu acho que posso ver em seu rosto
Há tanto que você pode me ensinar
Então eu quero saber......
Qual o nome do jogo?
Significa qualquer coisa a você?
Qual o nome do jogo?
Você pode sentir do jeito que eu faço?
Por favor me fale, por que eu tenho que saber
Eu sou uma criança tímida, começando a crescer)
Kurt cantava com toda a sua emoção. Chegou a dar alguns passos em direção a Blaine, mas recuou perceber a expressão confusa e raivosa formada no rosto de Sebastian.
And you make me talk
And you make me feel
And you make me show
What I'm trying to conceal
If I trust in you, would you let me down
Would you laugh at me
If I said I care for you
Could you feel the same way too
I wanna know
What's the name of the game
I have no friends, no-one to see
And I am never invited
Now I am here, talking to you
No wonder I get excited
(E você me faz falar
E você me faz sentir
E você me faz mostrar
O que eu estou tentando esconder
Se eu confiar em você, você me decepcionaria?
Você riria de mim
se eu dissesse que eu o quero?
Você poderia sentir a mesma coisa também?
Eu quero saber......
Qual é o nome do jogo?
Eu não tenho nenhum amigo, ninguém para ver
E eu nunca sou convidada
Agora eu estou aqui, falando com você
Nenhuma surpresa que eu estou excitada)
Os olhos de Kurt já estavam começando a ficar marejados. A música expressava tudo o que ele sentia. TUDO. Então algumas pessoas começaram a acompanhá-lo na música.
Your smile, and the sound of your voice
And the way you see through me
Got a feeling, you give me no choice
But it means a lot to me
So I wanna know
What's the name of the game
(Your smile and the sound of your voice)
Does it mean anything to you
(Got a feeling you give me no choice)
But it means a lot, what's the name of the game
(Your smile and the sound of your voice)
Can you feel it the way I do
Tell me please, 'cause I have to know
I'm a bashful child, beginning to grow
And you make me talk
And you make me feel
And you make me show
What I'm trying to conceal
If I trust in you, would you let me down
Would you laugh at me, if I said I care for you
Could you feel the same way too
I wanna know
Oh yes I wanna know
(Seu sorriso, e o som de sua voz
E o modo que você vê através de mim
Tenho um sentimento, você não me dá escolha
Mas significa muito a mim
Assim eu quero saber......
Qual o nome do jogo?
(Seu sorriso e o som de sua voz)
Significa qualquer coisa a você?
(Tenho um sentimento, você não me dá escolha)
Mas significa muito,Qual o nome do jogo?
(Seu sorriso e o som de sua voz)
Você pode sentir do jeito que eu faço?
Por favor me fale, por que eu tenho que saber
Eu sou uma criança tímida, começando a crescer
E você me faz falar
E você me faz sentir
E você me faz mostrar
O que eu estou tentando esconder
Se eu confiar em você, você me decepcionaria?
Você riria de mim, se eu dissesse que eu o quero?
Você poderia sentir a mesma coisa também?
Eu quero saber...
Oh sim eu quero sabem...)
Então uma lágrima escorreu pelo rosto do castanho. Blaine o olhava preocupado e se sentia culpado. Queria gritar para todos ali que o amava. Mas não o fez para a segurança de Kurt.
The name of the game
(I was an impossible case)
Does it mean anything to you
(But I think I can see in your face)
That it means a lot
What's the name of the game
(Your smile and the sound of your voice)
Can you feel it the way I do
(Got a feeling you give me no choice)
But it means a lot, what's the name of the game
(I was an impossible case)
Does it mean anything to you
(But I think I can see in your face)
That it means a lot
(Qual o nome do jogo
(Eu era um caso impossível)
Significa qualquer coisa a você?
(Mas eu acho que posso ver em seu rosto)
Que significa muito
Qual o nome do jogo?
(Seu sorriso e o som de sua voz)
Você pode sentir do jeito que eu faço?
(Tenho um sentimento, você não me dá escolha)
Mas significa muito, qual o nome do jogo?
(Eu era um caso impossível)
Significa qualquer coisa a você?
(Mas eu acho que posso ver em seu rosto)
Que significa muito)
A música acabou e as garotas foram abraçar Kurt e todos os garotos olhavam Blaine o repreendendo.
- Você vai me explicar tudo isso AGORA! – exigiu Sebastian a Blaine.
- Não tem nada para ser explicado. – mentiu Blaine.
- Fala sério, esse garoto cantou uma música pra você. E uma música romântica. Vocês tiveram um caso né? – Sebastian praticamente afirmou.
- Não, Sebastian, eu não tive nada com Kurt. – tentou Blaine. – Não o machuque. Ele não fez nada.
- Por você. – falou o garoto falsamente, mas Blaine acreditou.
— Muito bom, Kurt. Você está bem? – perguntou o professor preocupado e o garoto assentiu com a cabeça, já recuperado. – Pois bem, vamos continuar. Sectionals!
***
Kurt iria a pé pra casa. Não era muito longe e precisava recompor seus pensamentos.
Ele estava saindo dos terrenos da escola quando uma mão segurou seu ombro. Quando se virou viu ninguém menos do que Blaine.
- Aonde vai? – perguntou o moreno querendo recobrar o erro.
- Pra casa. – respondeu Kurt seco. – Como você pode? – explodiu o castanho sem querer.
- O que? Ahn, Kurt, deixe-me explicar... – começou Blaine mas foi interrompido pelo maior.
- Você brincou comigo, é isso? Só estava me usando enquanto seu namoradinho não estava por perto? – o garoto só não gritou para não causar tumulto. Seus olhos começaram a ficar marejados e ele se virou e continuou andando, deixando para trás um Blaine sem reação, paralisado.
“Que idiotice que eu fiz!” pensou o moreno.
- Eu tinha razão. – falou uma voz atrás de Blaine. – Vocês realmente tiveram um caso enquanto eu estava fora.
- Se-sebastian? – assustou-se Blaine. – N-não é isso. Seb, por favor, não faça nada contra Kurt.
- Ah, quanto mais “Seb” mais tempo de vida o Porcelana ganha. – debochou Sebastian. – Me de o que eu quero Blaine.
Blaine gaguejou um pouco e não respondeu.
- Foi o que pensei. – falou o outro se virando e indo em direção a escola.
- Você não vai... – começou Blaine.
- Com certeza vou. – gritou Sebastian rindo do medo de Blaine.
Notas finais
Enfim, gostaram? Chorei escrevendo. Quero pediu muito obrigada a todos que estão lendo. Isso é pra vocês. Bom, continuem comentando, etc. E até o próximo capítulo. Beijos com Glitter :*
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