I Want The Divorce - Short Fic
4 Will you give me a chance again?
Notas iniciais
Isabella olhava confusa para a escola primária à sua frente. Porque raio é que Edward marcou o encontro ali? Ela conhecia a escola, era claro visto que estudou seus primeiros anos escolares ali. Mas não tinha nada de romântico ali, sendo só uma escola. Ainda mais, estava a desfazer-se aos bocados. Já não havia mais nenhuma primária ali desde que fizeram uma nova. Além de que Edward fez um pedido estranho de levar um vestido todo branco que chegasse aos joelhos.
–Não te lembras, certo? — Edward perguntou ao chegar.
Isabella deu um pulo assustada com sua voz.
–É claro! Isto era ... a minha escola — a voz dela enfraqueceu ao longo da frase. Ela mergulhou nas memórias tentando captar alguma pista.
Um risinho soou ao seu lado.
–Se não fosse esta escola, não haveria este casamento fracassado.
Houve uma revolta nas suas memórias. Foi naquela escola que ela conheceu Edward, recordou.
–E foi neste mesmo dia que me conheceste — detalhou ele, olhando com uma intensidade para a escola.
Isabella ofegou quando aquela memória lhe bateu na cabeça como um tijolo.
15 de Setembro de 1989, à hora do almoço...
–Porque fizeste isso? — a menina de cinco anos questionou com os olhos cheios de lágrimas.
Seu vestido branco estava agora cheio de areia. Seu cabelo castanho não estava diferente. O rosto pálido tornou se vermelho de raiva. Quem é que ele pensava que era para destruir o seu castelo de areia para a boneca?!
–Ele era feio — respondeu ele, dando de ombros como se não tivesse importância. Isso irritou mais a menina.
Num impulso, ela levantou-se e gritou para a professora que ali passava.
–Professora! Professora! — a professora olhou para ela e viu seus olhos cheios de lágrimas não derramadas.
Notava-se a preocupação no rosto dela ao caminhar para eles.
–O que se passa, Bela? — ajoelhou-se à sua frente.
–Ele desmanchou meu castelo — choramingou e apontou para o menino.
–Edward! — ralhou a professora ao levantar-se.
Os olhos esverdeados olhavam para ela com inocência.
–Porque desmanchaste o castelo dela? — perguntou ao puxar Bela para si, colocando suas mãos nos ombros da menina.
–Porque era feio — respondeu outra vez com aquele ar de desinteressado.
–Pois, agora vais construir um igual! — e com isso saiu dali com um olhar zangado para o menino.
–Mexe-te! — mandou Bela, feliz com a ordem da professora.
Edward começou a refazer o castelo, mas não antes de mostrar sua língua a Bela.
No entanto, ninguém sabia que ele só desfez o seu castelo para conseguir a oportunidade de falar com ela.
Atualmente...
–Tu lembraste? — Isabella perguntou surpresa.
–É claro, como podia esquecer do olhar reprovador da minha primeira professora? — retrucou fingindo espanto.
Isabella sorriu.
–Foi no meu primeiro dia numa escola — murmurou, ainda recordando-se de outras memórias lá.
–Era o meu também, mas isso não te impediu de chamares a professora e de ter o meu primeiro castigo logo no primeiro dia — brincou com ela, contudo, seu rosto mudou — no entanto, fazia tudo de novo.
Isabella olhou para ele.
–Até mesmo teres me pedido em casamento? — perguntou irónica.
Ela viu um lampejo de raiva e mágoa nos olhos dele.
–Eu nunca me vou arrepender disso. Eu só mudaria a partir do momento em que começei a trabalhar — depois suspirou — ainda não percebeste o que eu queria dizer ao voltarmos aqui, ao ínicio de tudo, não é?
–Não consigo entender — ela negou com um dar de ombros.
Ele puxou por sua mão e entrou pelos portões da escola. Lembranças e sentimentos infiltraram-se no seu corpo ao ver os escorregas, bolas de futebol velhas e outros brinquedos ali.
Ele largou sua mão quando chegaram à frente da caixa de areia. O coração de Bella ficou mole ao ver um castelo muito parecido, senão igual, ao que ela tinha feito quando conheceu Edward.
Com um pontapé, Edward desfez o castelo. Depois olhou para Bella que estava com lágrimas não derramadas nos olhos.
–Ele era feio — deu de ombros tentando conter um sorriso.
Isabella começou a chorar enquanto ria. Foi a coisa mais romântica que já lhe tinham feito. Tentou parar as lágrimas mas as saudades e a emoção do momento davam lhe mais motivos para chorar.
Depois de alguns minutos de choradeira, Isabella secou as lágrimas com um lenço que Edward tinha no bolso.
–Posso falar agora? — perguntou ele, depois de ela secar as lágrimas. Ele olhava para ela com carinho e com ... amor. O coração dela parecia querer sair do seu corpo com tantos saltos.
Acenou com a cabeça, não confiando em sua voz.
–Queres saber porque te trouxe aqui?
Isabella sorriu. Ela tinha feito essa pergunta para si desde que ele marcou o encontro ali.
–Acho que isso é um sim — ele arriscou e continuou — Eu te trouxe aqui, porque foi aqui que começou nossa amizade, ou então inimizade — riu um pouco nervoso — aqui começaste a falar comigo, a criar laços, a rir das minhas piadas, a brincar comigo e, o mais importante a confiar em mim. Bella, eu preciso que confies em mim de novo. Eu sei que não mereço, eu sei que sou um idiota, um estúpido, um sem noção, um falhado mas eu sei que se me deres uma segunda oportunidade, eu vou lutar por ela, eu irei te mostrar todos os dias que fizeste a opção correta!
–E se perderes ela de novo?
Edward olhou um pouco inseguro para Bella antes de tirar um papel.
–Acho que isso ajuda.
Era um documento afirmando que se Edward trair Bella ou a magoar ao ponto de ela desejar o divórcio, ele o dará e deixará ela bater nele quanto quiser. Também declara que ela podia escrever traidor ou algum nome ofensivo num dos carros dele e ele teria de ir para o trabalho com ele. Isabella observou mais de perto para descobrir se aquilo era mesmo legal ou era uma brincadeira. O pior, era que era legal e não melhorou quando ela viu a assinatura dele abaixo.
Seus olhos esbugalhados e em choque levantaram se para Edwrad. Ele fez mesmo aquilo? Aquilo era mesmo legal e alguém podia fazer um tratado com aquelas ordens? Edward estava um pouco corado, quando Isabella olhou para ele.
–Eu realmente quando fiz isso, não estava muito bem — deu um sorriso amarelo.
Isabella deu um pequeno sorriso. Edward começou a enrolar as mãos nervoso. Ela gostava de o ver nervoso, inseguro, como ela fica quando ele olha para ela intensamente. É bom provar o próprio veneno, não é? Mesmo que ele não fizesse de propósito, incomodava-a o olhar.
–No entanto, vamos esquecer disso agora. Eu amo-te Isabella, e mesmo que eu tenha que lutar pelo a tua confiança e o teu amor eu vou. Eu irei ter teu coração de novo, eu consegui ele uma vez. Contudo, também o parti uma vez, mas eu vou ter ele de novo e desta vez vou cuidar bem dele, porque eu sei que não irei ter outra oportunidade. Podes fugir o quanto quiseres, podes te esconder, podes até lutar contra mim, mas não me vais impedir de tentar. Nem tu, nem um homem!
Suas narinas dilataram com raiva ao pensar em um homem ao pé dela sem ser ele ou seu filho.
Isabella tentou, tentou mesmo do coração ser dura, mas como ser dura se seu coração parece derreter?!
–Eu não te prometo nada, Edward, mesmo que eu te ama. Confiança total, é preciso muitos anos, muito carinho. Um coração é como se fosse vidro, e tu deixaste o meu cair no chão. Além disso, tu pisaste e cuspiste nele, vezes e vezes sem conta e isso não é algo que eu vá esquecer de um momento para o outro. No entanto, se começarmos devagar e juntarmos peça por peça, talvez consigas ele de novo intato.
Edward suspirou aliviado, pensava que iria ter que aguentar raiva de uma mulher, o que não é nada prazeroso. Porque, além de ter que ouvir aquilo tudo, ele tinha que aguentar o seu pau duro. Quem disse que uma mulher vermelha e raivosa não pudesse excitar um homem?
–E eu vou, vou consegui-lo de novo, intato. — ele disse com tanta firmeza que ela quase acreditou, mas até lá, ele tinha que fazer muito por isso.
Ele ajoelhou-se ao pé da caixa e começou a refazer o castelo com cuidado. Ela fez o mesmo.
–Com carinho e paixão — Edward murmurou para si mesmo.
Fim.
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