Notas iniciais
Eu ri tanto com os vossos comentários, a maioria, senão todas, quer matar o Edward ou então quer que ele sofra! Eu só espero que consiga vos satisfazer! Desculpem quaisquer erros encontrados.

Passado um mês...

Edward andava irritado. Seus funcionários pareciam estar mais inutéis do que nunca, Jéssica já não o conseguia satisfazer e, por último, tinha que tratar do divórcio. Pelo menos, seus pais ainda não sabiam do seu divórcio, nem o que aconteceu para ser proposto. Sabia que seu pai iria ficar desapontado e sua mãe triste.

Isabella sempre foi doce com sua família, mesmo quando, antes de saírem de casa, ele a maltratasse. Até seus irmãos, Emmett e Jasper, deixaram de falar com ele depois de saberem que ele tinha uma amante. Claro que Jéssica também tinha culpa em tudo isso, foi ela quem se insinuou para ele. Mas foi ele quem aceitou.

Pensava que Isabella nunca iria saber, porque foi só uma vez mas quando ficava stressado o sexo ajudava-o a relaxar, então a história de 'só uma vez' passou a todas as semanas. Além de que foi ele próprio quem falou a Isabella sobre sua amante.

Foi num momento de raiva quando Isabella começou a chorar e falava que seu casamento já não era o mesmo. Para acabar com aquela discussão, atirou-lhe à cara que tinha uma amante. Nunca a tinha visto, em toda a sua vida, tão pálida.

Ela nunca mais falou com ele sobre o casamento e, no interior de Edward, ele sentia desgosto por si próprio e por quem se tornou.

Sabia que, mais cedo ou mais tarde, Isabella iria pedir o divórcio, mas nunca pensou que fosse assim tão cedo nem que ela fizesse tanta falta.

Claro que ele não estava com saudades dela, nunca! Claro que nem notou o quanto a casa ficava vazia e escura sem ela, nem quanto tinha saudades do cheiro das bolachas ao acordar. E sentia falta muito menos dos sorrisos que o alegravam ao fim do dia, mesmo que não soubesse que isso fazia o dia melhor. Ele não sentia falta disso. Pelo menos era disso que ele se tentava convencer ao chegar a casa.

–O senhor Cullen precisa de algo? — Jéssica indagou maliciosa ao vê-lo sair do escritório.

–Se necessitasse de algo, tenho a certeza absoluta que ordenaria a pessoas competentes — respondeu frio antes de entrar no elevador deixando uma Jéssica muito irritada e chocada.

Chegou a casa poucos minutos depois. Suspirou ao entrar em casa.

–Senhor Cullen? — chamou a nova governanta de Edward enquanto caminhava até ele.

Ele contratou Rennée Swan logo depois de Isabella sair de casa sem lhe dizer nada.

Era uma senhora com os seus quarenta anos, baixa, um pouco rechonchuda e muito amorosa, como a sua mãe. Ela tinha um marido, Charlie e dois filhos gémeos já na Universidade.

Ela tinha as mãos atrás das costas e seus olhos evitavam olhar para ele.

–Sim?

–Fiquei em dúvida se devia lhe entregar isto ou não. Espero ter feito a decisão certa — disse embaraçada, pela primeira vez desde que Edward a conheceu. Era uma senhora muito desembaraçada que até já brigava com ele de vez em quando.

Quando isso acontecia, sentia-se de novo em sua infância, quando a mãe lhe puxava as orelhas por fazer maldades.

Franziu o cenho, estranhando sua atitude e olhou para suas mãos. Ao principio, não percebeu o que era. Quando olhou mais atentamente, entendeu seu embaraço, era um teste de gravidez, e o pior era que deu positivo.

–Porque está dando-me isso? Não devia guardar para apresentar ao seu médico ou ao seu marido, tenho a certeza que ele vai ficar muito feliz — disse confuso.

–Não, senhor — negou e deixou o teste na mesa.

–Eu encontrei isto em sua casa — franziu 'em sua casa'.

Por um momento, ficou parado sem raciocinar. Como podia ter ali um teste de gravidez se Bella ... Oh! Uma luzinha acendeu em cima da cabeçinha de Edward.

Ofegou com a descoberta.

–Espero que Deus me perdoe se isto não dê para o bem — a senhora murmurou e saiu deixando Edward, com seus pensamentos.

Ela não sairia daquela casa sabendo estar grávida dele, certo? Claro que sim, idiota! Da maneira que a tratava, não admirava que ela fizesse isto!

Edward estava sem cabelos de tanto os agarrar. Grunhiu de raiva. Raiva de si próprio, do trabalho, da sua obsessão e do seu comportamento. Como isto pôde chegar aos limites? Ele tinha de fazer algo, ele tinha de a conquistar de novo. Ainda a amava, mesmo que estivesse escondido debaixo de toda aquela frieza. E ele queria ela, as bolachas e o seu sorriso de novo, e não iria desistir, não até a ter na cama, até o seu casamento estar inteiro.

Este teste de gravidez era só o empurrão final para ele perceber o idiota que estava a ser.

Isabella iria ser dele de novo, não no sentido de casamento, mas sim o seu coração.

Mas primeiro de tudo, necessitava descobrir onde ela estava.

No dia seguinte...

Isabella vomitou pela segunda vez naquele dia. Já com três meses de gravidez, ela sentia-se cansada. Sua amiga, Alice, tentava a todo o custo tirar todo o desconforto que Bella podia sentir. Se não fosse ela, a este momento Isabella já estaria no hospital!

Alice era esposa de Jasper, irmão de Edward. Acolheu Isabella sem nenhuma irritação. Era o único lugar onde podia ir sem que Edward soubesse. Até iria para casa dos seus pais, mas eles morreram quando ela era nova.

Emmett e Rosalie também vinham visitá-la. Emmett parecia um bobão emocionado e ansioso pelo sobrinho. Na verdade, estavam todos.

Nesta altura estavam pior pois daqui a um mês poderiam saber o sexo do bebé. Os homens preferiam um menino, para ensiná-lo como engatar raparigas. Mas também não se importavam se fosse uma menina, para ensiná-la a se defender de rapazes abusados.

Isabella sentia-se feliz e depressiva ao mesmo tempo. Era como uma antítese. Quando falava com seu bebé, ficava feliz, o problema era quando o assunto se deslocava para o pai do filho dela.

Ela sentia tanta falta, falta do antigo Edward. Dos seus beijos e carinhos, dos seus sorrisos e, especialmente, dos seus olhos esverdeados. Ela adorava passar horas a nadar naquele rio verde e azul. Sempre disseram que quanto maior o sonho, maior a queda.

Ah, quanto lhe doeu a queda. Ao sair da casa de Edward chorou, e quando chegou a casa de Alice, chorou mais ainda em seu ombro. Passou tantas noites mal-dormidas, pouco comia e tudo parecia estar relacionado a Edward. Quanto mais pensava mais sofria. Imaginou suas novas amantes e como ele as acariciava. Como as beijava com ardor, o ardor que a beijava em adolescência.

Mas tudo não passou de imaginação.

Bella pensou com desgosto ao escovar os dentes.

–Estúpida — insultou-se e cuspiu com força para a bacia.

–Então, o que queres comer agora ao jantar? — Alice perguntou ao vê-la já na cozinha.

–Por mim qualquer coisa — deu de ombros.

–Por mim qualquer coisa — imitou-a com uma careta e um exagerado dar de ombros.

Bufou sabendo estar rabugenta.

–Desculpa, mas acabei de vomitar e só de pensar em comer, revira-me o estômago — desculpou-se sentando-se na cadeira.

–Hm, acho que vou pedir pizza e convidar todo o mundo — Alice concordou com a cabeça, satisfeita com sua ideia.

Antes de alguém dizer algo, a campainha tocou.

–Eu vou — Bella disse com a mão levantada como uma menina da escola e caminhou para a porta, arrastando os pés.

Abriu e fechou a porta pálida, no segundo depois.

–Quem era? — Alice gritou da cozinha.

–Ninguém — Ela murmurou desnorteada.

Vários toques de campainha começaram a soar impacientes.

–Não parece ser ninguém — Alice disse sarcástica ao entrar na sala.

Tirou Bella da frente da porta e antes que ela pudesse dizer algo, abriu a porta.

E fechou-a no minuto seguinte.

Virou-se para Isabella pálida e concordou com a cabeça.

–Sim, ninguém.

–Por favor, deixem-me entrar — Edward gritou do outro lado da porta.

As duas entreolharam-se e Isabella bufou, achando sua atitude infantil.

–Eu abro — ela disse confiante.

O problema é que a sua confiança foi abaixado quando viu Edward cara a cara. Quem ela queria enganar?! Ela não conseguia nem falar.

–Posso entrar? — Isabella ficou um pouco surpresa com a atitude dele, não parecia ser a atitude do Edward que ela deixou ao sair de casa.

–Não — disse rápida e fria.

–Não faz mal. Eu posso falar aqui — Isabella fez uma careta. Queria fechar-lhe a porta na cara e chorar no ombro de Alice. Como ele podia estar ali perfeito e tão confiante enquanto ela sentia-se fraca, quase a cair de tristeza.

–Antes do divórcio tenho um acordo — esperou por uma reação de Isabella mas ela permaneceu calada.

–Três encontros — Isabella percebeu que tinha de dizer algo.

–O que faz pensar que irei aceitar? — questionou sarcástica.

–Talvez o facto de carregares o meu filho dentro de ti e não quereres que te o tire — continuou calmo.

Isabella estremeceu e raiva pura entrou em seu organismo.

–Idiota, estupor, filho de uma bela mãe, estúpido, sem coração — gritou enquanto lhe socava o peito. Sua força se tornou cada vez mais fraca enquanto soluçava e se deixou ser abraçada por Edward.

Ele não lhe tiraria seu filho, certo? Seu abraço acalmou a fera dentro de si e chorou ali todas as suas noites mal dormidas e as saudades, ah, que saudades daquele abraço aconchegador e que a fazia sentir-se segura. Ele afagou suas costas ao beijar os cabelos avermelhados.

–É só três encontros — murmurou. Ela despertou da ilusão com a voz dele.

–Eu não vou deixar ser enganada por uma segunda vez — saiu bruscamente de seus braços e entrou para dentro de casa fechando a porta com força.

Edward tentava controlar a raiva dentro de si. Iria se tornar um homem melhor por ela e por seu filho.

Tocou a campainha de novo, e de novo, continuando sempre assim, tentando convencer Isabella de que não iria desistir.

–Ah! — gritou Isabella irritada ao abrir a porta — fazes o favor de parar? Não sou a única a viver aqui!

Edward tentou esconder o sorriso que persistia em sair. Ver Isabella irritada sempre foi algo que ele apreciava quando namoravam, e agora saber que ela estava grávida dele, dava-lhe uma imensa felicidade, além de uma possessividade que sempre sentia quando saia com ela.

–Só sairei daqui quando ouvir um sim da tua boca — insistiu e cruzou os braços.

Isabella bufou.

–Só três encontros? — perguntou desconfiada.

Ele confirmou com a cabeça.

–Saberei quando e onde eles serão?

Ele negou.

–Idiota — grunhiu — Prometes que depois de três encontros, darás-me o divórcio? — questionou.

–Prometo-te que depois de três encontros darei-te o divórcio, se o ainda quiseres — afirmou sorrindo.

–O que te faz crer que não irei querer, depois desses três misteriosos encontros, o divórcio? — indagou furiosa por sua confiança e ego.

–Porque depois desses três encontros, irás me amar de novo — finalizou e saiu sem dizer mais nada.

O problema é que ainda não te deixei de amar. Isabella pensou triste consigo mesma.

Notas finais
Espero que gostem e deixem comentários e talvez um recomendação, não?