I Wanna be With You.
22 Capítulo 22 - Maternity and Ruby Lucas.
Notas iniciais
Ah, férias de verão ... Quem não ama as férias de verão? Um casal com um bebê recém-nascido não.
Dormir uma noite inteira tinha, literalmente, se tornado um sonho distante.
Rachel quase não dormia por conta própria, sempre preocupada com a hora de amamentar a filha. Quinn se perguntava de onde vinha tanta energia de uma coisinha tão pequena como Charlie para berrar tanto. Shelby passou a dormir com tampões de ouvido; De acordo com ela, as duas tinham que aprender a cuidar de uma criança por conta própria, afinal, com a Broadway e sua carreira de atriz, não seria todo dia que ela estaria lá. Beth ficava fora a maioria das noites, quase nunca acompanhando Charlie e seus choros diários. Todas desconfiavam que a loira finalmente estava ‘desencalhada’, mas ninguém nunca chegara a perguntar para ela.
Charlie estava em casa a poucas semanas, e as duas revezavam os dias para cuidar da bebê até que pegassem o jeito, afinal, ser mãe não é algo que se aprende da noite para o dia – Principalmente para alguém como Quinn ... -
– Tem certeza que ficará tudo bem? – Indagou a judia, pela, no mínimo, milésima vez. –
– Rach, eu sei como cuidar de um bebê! E você não ficará longe por um ano, serão apenas algumas horas. – Assegurou a loira, sentada na cama, observando a pequena andar de um lado para o outro no quarto, nervosa. –
– Ok ... Mas lembre-se; Se ela chorar –
– É porque está com cólicas, então eu devo fazer movimentos circulares na barriga dela. Eu tenho que olhar a fralda dela a cada meia hora e se ela dormir é melhor ficar o mais quieta o possível, porque se ela for acordada ela vai chorar. Viu, eu também conheço a minha filha. – Respondeu a loira, cruzando os braços. –
– E caso qualquer coisa –
– Eu te ligo, ou pra sua mãe, ou pra Beth. Rach, vai ficar tudo bem. – Disse ela, abraçando a judia. –
– Eu só ... Estou preocupada. Fazem poucas semanas que Charlie nasceu e eu já vou ter que deixa-la com você. – Respondeu Rachel, afundando seu rosto no peito de Quinn. –
– Quase senti que você me acha incapaz de cuidar de um bebê. – Disse a loira, em falso tom de mágoa. –
– Não é isso! É só que ... Admita, você é um pouco atrapalhada e ... Juntando com Santana e Marley não daria uma cabeça. –
– Wow, obrigada pela fé. Olha, não precisa se preocupar, quando você voltar Charlie estará inteira e bem! – A loira a segurou pelos ombros, encarando os olhos de cor chocolate iguais aos de sua filha. –
– Não entenda mal Quinn ... É só que você com Marley e Santana nunca fazem coisas ... Boas. – Respondeu a judia, escolhendo as palavras. –
– Bah, nós somos um grupo de gênios! Agora vai lá com a sua mãe comprar ... Oque quer que vocês vão comprar! – Quinn depositou um selinho rápido em Rachel, antes de abraçá-la novamente. -
As duas sorriram uma para a outra, antes de saírem do quarto e descerem as escadas até a sala. Shelby segurava Charlie nos braços enquanto Beth trocava mensagens com alguém que ela se recusaria a falar se perguntassem quem era.
– Ok, vamos indo? – Indagou a Corcoran mais velha, entregando a criança para Rachel. –
– S-sim ... Vamos. – Respondeu Rachel, nervosa. Ela simplesmente não conseguia se desgrudar de Charlie, e agora passaria no mínimo três horas sem escutar o choro de uma criança. Era quase que uma experiência ‘nova’. –
A judia beijou a testa da bebê e a entregou para a mãe loira, antes de acompanhar Shelby.
– Qualquer coisa me ligue ... E pelo amor de Deus, não deixe Marley brincar de Superman com ela. Eu te amo. – Disse a pequena, beijando novamente Quinn antes de sair da casa. –
A loira suspirou; Parecia até que Rachel não confiava nela ...
Quinn ajeitou o bebê em seus braços e parou para encará-la; Charlie era sua cópia exata. Com os poucos fios de cabelos loiros e a pele pálida, poucos traços foram herdados de Rachel, apenas seus marcantes olhos de cor chocolate, em ainda um tom mais claro.
Sem que Quinn notasse, Beth se aproximou da loira, colocando uma mão em seu ombro e, consequentemente, fazendo-a se sobressaltar.
– Bem, eu vou indo. Cuide bem da minha sobrinha. – Disse uma até então calada Beth, depositando um breve beijo em Charlie antes de pegar a chave do seu carro e se retirar da casa. –
Talvez ela estivesse namorando ... Mas era estranho pensar isso. Beth simplesmente era muito ... Quieta ... Não, quieta não ... Beth era um tipo de lobo solitário, ou alguma coisa assim. Seu sarcasmo e sua cara fechada não ajudavam muito. Ela poderia ser atraente, mas era uma pessoa séria, um tipo de Santana nível dois. Uma pessoa assustadora ... Ao menos para Quinn ela era.
...
– Cara, é simplesmente uma versão sua em miniatura. – Disse a morena, encarando a criança loira. –
– É minha filha, oras. – Respondeu a loira, ajeitando o bebê dentro do carrinho rosa-claro. –
– É estranho pensar que você já é mãe ... É como pensar em uma Marley menos idiota. – Comentou a latina, recebendo um tapa fraco da morena. –
– Mas e aí, a Berry deve ser muito boa na cama pra você ter se reproduzido de primeira. – Disse Santana, passando a mão onde levara o tapa da morena, antes de descontar com um soco ligeiramente forte. -
– Santana! – Ralhou a loira. –
– O que? – Indagou ela, dando de ombros. –
– Vocês não acham que tão falando um pouquinho alto ... –
A morena mal conseguiu terminar a frase antes de um choro estridente acabar com o silêncio. Charlie acordou e deixou isso bem claro, para o lamento dos ouvidos das três. Sem, aparentemente, nenhum motivo, Santana teve um ataque de riso, fazendo Marley encará-la como se fosse louca ... Mais do que o normal.
– Do que está rindo? – Indagou Marley, tapando os ouvidos. –
– Quem mandou a Q não saber usar uma camisinha, agora ela vai se foder tendo que aguentar o choro dessa coisinha! – Respondeu a latina, dando tapinhas no ombro da loira. –
– Tomara que quando você tiver um filho ele seja duas vezes pior que Charlie. – Comentou Quinn, ninando a pequena em seus braços. –
– Valerie vai ser uma criança comportada. – Respondeu Santana. –
As duas encararam a latina; Valerie?
– Valerie? Como assim caralho? – Indagou a morena, franzindo o cenho. –
– Britt quer que seja o nome de nossa primogênita. Se a primeira for garota vai se chamar Valerie, e o segundo Fernando ou Sugar. –
– Espera, espera ... Santana Lopez fazendo planos para o futuro envolvendo uma família? ... Cara, vai nevar no Saara. – Disse Marley, recebendo um tapa da latina. –
As duas estavam quase saindo no soco quando a porta fora aberta com brutalidade por uma Beth que trazia consigo uma garota morena – Porém com algumas mechas do cabelo pintadas de vermelho forte — alta, e bem bonita, diga-se de passagem. As três encararam Beth, e a loira as encarou de volta por alguns segundos, semicerrando os olhos.
– ... Elas não voltaram ainda? – Indagou a loira. -
– Não. – Respondeu Quinn, encarando a amiga ... Ou algo assim, de Beth. –
– Hm ... – Murmurou ela, recebendo uma leve cotovelada da garota ao seu lado. –
– Ah, sim ... Essas são Quinn, Santana, Marley e Charlie, minha sobrinha ... Bem ... Essa é Ruby. – Disse a loira, apontando para a tal Ruby. –
– Olá. – Pronunciou ela, sorridente, dando um breve aceno para as três. –
– Olá. – Responderam, em uníssono. –
A Liga da Justiça matinha os olhos fixos na morena de mechas avermelhadas, e Beth percebeu isso. Assim que ela lançou um olhar assassino para Marley, a morena se encolheu no sofá.
– Perdeu alguma coisa aqui, Rose? – Indagou a loira, cruzando os braços. –
– ... Não? É, não, não ... Que isso ... – Respondeu uma Marley, sem graça, coçando ligeiramente a cabeça. –
Beth revirou os olhos; Quando os amigos estranhos de Quinn começaram a frequentar sua casa mesmo?
A loira murmurou algo como ‘Estaremos lá em cima’ antes de pegar a mão de Ruby e subir as escadas com a morena. As três se entreolharam, e Santana sorriu maliciosamente.
– Sua cunhada tem um bom gosto hein, oh lala! – Disse a garota latina, se abanando com as mãos. –
– Você tem mesmo que maliciar qualquer coisa? Elas podem ser só amigas ... –
– Por Deus Fabray, ela estava quase comendo a garota com os olhos! – Respondeu a latina. –
– ... Será que seu eu pedir para Kitty ficar ruiva ela aceita? – Indagou a morena, atraindo os olhares das outras duas. –
– Cala a boca. – Disseram, em uníssono. –
Marley deu de ombros; A partir daquele dia ela com certeza começaria a fantasiar com uma Kitty ruiva.
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Rachel atropelou Santana e correu até Quinn, tirando Charlie dos braços da loira em uma velocidade quase desumana, que só foi perceber que não carregava mais a criança quando viu Rachel segurando-a em seus braços.
– Hey, relaxa Hobbit, a sua namorada em miniatura está viva e inteira. – Disse Santana, arqueando a sobrancelha. –
– Oh, eu senti tanto a sua falta ... – A judia sussurrou para o bebê aos seus braços, derretendo o coração de Quinn. –
– Então ... Nós já vamos indo e ... Quinn, fala pra Ruby me adicionar no Facebook. Falou Rachel, Charlie, mãe da Rachel que eu esqueci o nome. Vamos, Sant. – Disse a morena, puxando a latina pelo braço até a porta. –
Rachel encheu o rostinho de Charlie de beijos, e Quinn sorriu abobada.
– Quinn ... Quem é Ruby? – Indagou a pequena, e a loira sentiu uma pontada de ciúmes em sua voz. –
– É a namorada ... Amiga ... Sei lá, de Beth. Ela está com sua irmã lá em cima. – Respondeu a loira, dando um selinho na judia. –
Logo Beth desceu as escadas com um sorriso de orelha a orelha, sendo seguida por Ruby. A garota alta passou por Rachel e lhe lançou um sorriso, antes de sair acompanhada pela loira.
Assim que Beth voltou, agora sozinha, Quinn e Rachel lhe encararam, pedindo silenciosamente por respostas.
– Hm ... Isso ... Ela ... É só uma amiga, ok? – Indagou a loira, antes de subir as escadas, apressada. –
– Ela não é só uma amiga, né? – Indagou Quinn, arqueando a sobrancelha. –
– Não, definitivamente não. – Respondeu Rachel. –
Quinn semicerrou os olhos; Beth namorando ... É, ela não esperava por isso. Era mais fácil ver Sam dançando balé do que a tão durona Beth namorando, mas cada um tem sua cara metade, não é mesmo?
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