I Wanna be With You.
30 Capítulo 30 - New York.
Notas iniciais
– Sabe, cara, eu vou sentir a sua falta. – Disse a loira. –
– Sim, isso mesmo, eu fui aceita em Columbia e Rach em NYADA, legal né? Vamos nos mudar para lá amanhã! Todos vamos, na verdade ... Não ... Vai faltar você. –
A loira tinha as mãos nos bolsos da jaqueta branca, enquanto estava parada em frente ao túmulo de Finn. Ela não poderia ir embora sem se despedir de um de seus melhores amigos, não é mesmo? As lembranças com Finn podiam não ser todas boas, mas no final ele acabou se demonstrando alguém engraçado, fiel e até mesmo amavél.
Para muitos, ela estava falando sozinha, mas para ela, Finn prestava atenção em cada uma de suas palavras, rindo das coisas idiotas com seu sorriso de lado e arqueando as sobrancelhas quando o que ela dizia era realmente absurdo.
– Eu vou sentir sua falta, Orca. Sair no braço com você foi legal. – Disse ela, com um meio sorriso no rosto, se lembrando de todos os acontecimentos envolvendo o Hudson. –
– Charlie é uma ótima garota ... E eu vou me casar com Rachel, também! Sabe, eu fiquei com medo de que ela não aceitasse ... Veja o mundo não como é, mas como deveria ser ... Você vivia repetindo isso, não é? -
Lágrimas escorreram dos olhos verdes, enquanto ela lembrava da imagem de Finn ali, sorrindo animadamente para ela.
– As coisas não são as mesmas sem você, mas espero que esteja vendo tudo de onde quer que você estiver. –
Ela limpou o rosto com as costas das mãos e sorriu, antes de se virar de costas e sair andando calmamente.
– Estou vendo. – Uma voz assegurou. –
A loira fechou os olhos e sorriu tristemente; Talvez fosse uma voz em sua cabeça, ou Finn realmente estava ali, ela não sabia e muito menos queria saber, nem que só ela tivesse escutado aquilo, já era o suficiente para reconforta-la.
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Charlie estava atenta a televisão, observando cada movimento do soldado controlado por Quinn. O ego da loira inflava toda vez que Charlie demonstrava interesse pelas coisas apresentadas a ela pela mãe loira; Desde algum jogo novo a bonecos de pelúcia e Lego.
– Quinn, você deveria ter colocado-a para dormir a uma hora atrás! – Ralhou uma Rachel, descendo as escadas com o celular prensado entre o ombro e a orelha direita. –
– Vamos, é só uma hora a mais! Sem dizer que ela pode dormir no trem, né Char? – Indagou a loira, voltando o olhar a filha sentada ao seu lado. –
A pequena assentiu, sentindo seus olhinhos pesarem a cada piscada. Ela bocejou e se aconchegou a Quinn, arrancando um sorriso bobo da loira que nem se importou quando seu personagem morreu no jogo.
A judia se sentou no sofá ao lado de Quinn, pegando Charlie no colo e ninando-a enquanto tinha a atenção fixa em sua noiva.
– Quem era? – Indagou ela, sem tirar os olhos da televisão. –
– Britt, ela queria confirmar a hora de irmos. – Respondeu a judia, apoiando a cabeça no ombro da loira. –
Brittany foi aceita em NYADA junto de Rachel, enquanto Quinn e Santana em Columbia e Marley, Blaine, Kitty e Kurt em NYU. Amanhã seria o grande passo na vida de todos eles, que se mudariam para New York. Shelby e Judy fizeram sua parte, ambas comprando apartamentos vizinhos para os universitários dividirem; Quinn, Rachel, Charlie, Shelby, Judy Beth e Ruby em um, e Marley, Kitty, Santana, Brittany, Kurt e Blaine em outro.
– Finalmente chegamos a esse ponto, ahn? – Indagou a loira, beijando a têmpora de sua noiva. –
– Sim ... Muita coisa aconteceu em tão pouco tempo, mas finalmente estamos aqui ... – Respondeu a judia, fechando ligeiramente os olhos. –
Realmente, muita coisa aconteceu em tão pouco tempo que foi difícil processar, mas enquanto elas tivessem uma a outra nada seria impossível, era o que Quinn pensava.
– Sabe, eu te amo. – Disse a de olhos verdes. –
– Eu também te amo. – Respondeu a morena com uma voz levemente cansada. –
A pequena passou praticamente o dia todo correndo para lá e para cá, arrumando malas, fazendo inúmeras ligações, e também tendo um pequeno encontro com seu pai. Leroy Berry, um dos melhores advogados de Ohio, e também um pai levemente ausente na vida de Rachel. Se Rachel não o tivesse informado, ele nem sonharia que sua filha era mãe e estava noiva de uma Fabray.
– Sabe, acho melhor irmos para a cama, você vai acabar dormindo em pé se continuar assim. –
– Mas eu estou sentada ... – Sua voz saiu rouca e um pouco arrastada. –
A loira balançou negativamente a cabeça com um sorriso bobo no rosto, enquanto observava atentamente Rachel dormir com Charlie nos braços. Ela deitou cuidadosamente a judia no sofá e pegou Charlie no colo; Ela estava começando a ficar pesada.
– Uma de cada vez. – Murmurrou para si mesma. –
Ela subiu cuidadosamente as escadas, parando no quarto de Charlie. Diferente de qualquer outro quarto de uma garotinha de apenas um ano de idade, o quarto da garotinha loira era cheio de ícones nerds, como o escudo do Capitão América ou um boncedo do Superman de quarenta e cinco centímetros.
Ela colocou a filha no berço, onde em uma ação automática a pequena abraçou seu Charmander de pelúcia, derretendo o coraçaõ de Quinn a segunda vez naquela noite. A loira se apoiou no batente da porta e ficou observando a filha dormir, com um sorriso bobo no rosto. Ela ficou tão hipnotizada com aquela cena que se sobressaltou quando sentiu dois braços tornearem suas costas.
– Quinnie, eu estou com sono ... – A voz de Rachel quase nem chegou ao seus ouvidos. –
– Vamos para a cama ... – Pediu a pequena com a voz arrastada. –
– Vamos. –
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– Bom dia! – Desejou Marley. –
Quinn quase se irritou com a morena; Como ela poderia parecer tão disposta e feliz em uma manhã fria?
Santana estava em um estado meio acordada meio dormindo escorada a Brittany, que parecia tão animada quanto uma criança numa manhã de Natal. Marley e Kitty estavam quase espumando, mal viam a hora da viagem. Blaine tinha os cabelos despenteados e uma cara de sono, enquanto Kurt pendia levemente para o lado, praticamente dormindo em pé. Charlie dormia nos braços de Judy, ela e Shelby trocavam alguns olhares discretos que Rachel se dava ao trabalho de perceber, porém não falou nada. E Frannie, Sam, Beth, Ryder, Ruby e Belle vinham logo atrás, conversando. Frannie, Sam e Ryder ficariam em Lima, eles foram apenas para acompanhar e se despedir.
– Olá. – Respondeu quase secamente Quinn, com seu típico mau-humor pela parte da manhã. –
A loira deu uma bicada no café que Rachel a convenceu a comprar numa loja em frente a estação de trem, porém ainda parecia que ela poderia simplesmente dormir em pé a qualquer minuto.
– Bom que estamos todos dispostos. – Disse Kitty, referindo-se aos que quase dormiam em pé. –
– San, acorde. – Chamou amigavélmente Brittany, cutucando a namorada. –
A latina abriu lentamente os olhos, se assustando com todos que não estavam lá quando ela ‘dormiu’.
– Quando vocês ... ? – Indagou ao meio de um bocejo. –
– Nem eu sei. – Respondeu Quinn. –
– Estão empolgados? – Perguntou Frannie, sorridente. –
– Vou sentir a sua falta. – Respondeu a loira, coçando ligeiramente a cabeça. –
Sam abraçou as duas irmãs, com um pequeno sorriso no rosto.
– Você vai fazer falta, gêmea! –
– Não é como se eu fosse sumir do mapa, gêmeo. – Respondeu, novamente deixando evidente o mal-humor. –
Ele apenas revirou os olhos e deixou um beijo no topo da cabeça da irmã.
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Praticamente todos no trem dormiam. Kitty tinha a cabeça apoiada na janela, Brittany estava escorada em Santana e Kurt em Blaine, enquanto Rachel conversava paralelamente com Quinn, Shelby e Judy continuavam trocando olhares rápidos e Beth e Ruby dormiam em um abraço de lado.
– Pss, Quinn. – Marley chamou do assento de trás. –
– O que é? –
– E-eu vou chamar o Raul. – Disse a morena. –
Oh, Marley tem enjôos em trens e aviões, e só agora que ela foi lembrar, ótimo!
– Segura! –
– Não dá! –
– Se você vomitar em mim eu te mato! –
A morena entrou em um pequeno ataque de pânico; As janelas não abriam, Kitty estava do seu lado, Charlie do outro junto a Judy, e Quinn e Rachel na frente.
– Me desculpe por isso. – Ela puxou a toca da cabeça de Quinn, deixando a mostra os cabelos revoltos que a loira teve preguiça de arrumar. –
A voz de Marley sendo sufocada pelo som de algo sendo despejado pode ser escutada, e a loira franziu o cenho, uma certa expressão de nojo surgiu em seu rosto.
– Toma. – A morena que estava mais pálida que o normal devolveu a touca para a loira. –
– ... Pode ficar ... – Respondeu ela, com um certo receio. –
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Finalmente chegaram em seu objetivo, New York era incrivélmente grande comparada a Lima. Letreiros, cartazes e propagandas enchiam os arranha-céus mais altos da cidade que nunca dorme. Quando finalmente alcançaram a Broadway, Rachel, Shelby e Beth pareciam três crianças em uma loja de brinquedos, sempre andando de um lado para o outro, deixando o resto do grupo um pouco tontos.
Foi a vez de Quinn, Marley e Santana enlouquecerem ao adentrar a Forbidden Planet, uma das maiores e melhores lojas de quadrinhos em NY. Após algumas sacolas cheias de quadrinhos e outras de roupas e coisas que Rachel insistiu que precisava, acabaram indo para a nova moradia.
O apartamento era grande, um dos mais altos na região, e tudo nele parecia gritar que pessoas importantes residiam ali.
– Um belo alvo para um ataque terrorista. – Disse Santana. –
– Allahu Akbar! – Gritou Marley, abrindo o casaco como se fosse um homem-bomba. –
Todos na calçada pararam o que estavam fazendo e voltaram a atenção para a morena, que tinha um sorrisinho sem graça no rosto. Um silêncio embaraçoso tomou conta do lugar.
– Era brincadeira, gente ... –
...
– O lugar é grande! – Disse Brittany admirada com o tamanho do apartamento. –
– Eu passava os dias aqui quando vinha para alguma peça. – Informou gentilmente Shelby. –
– Agora somos vizinhas, que da hora! – Marley abraçou Quinn e Santana de lado, sorrindo abobadamente. –
– Você vai morar no mesmo lugar que Santana, isso não é legal. Quando ela e Britt resolvem ‘pegar fogo’ parecem que estão morrendo, nunca escutei ninguém gritar tanto em um ... Acasalamento. –
A latina deu um leve tapa na cabeça de Quinn, que soltou um ‘ouch!’ enquanto passava a mão pelos cabelos loiros.
– Eu não fico falando da sua vida pessoal na frente dos outros, perra! – Ralhou a latina, cruzandos os braços emburrada. -
– É, parece que não vai ser tão ruim assim ... – Comentou Marley, apenas observando o início de uma pequena discusão. -
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