I Wanna be With You.
28 Capítulo 28 - Rach, will you marry me?
Notas iniciais
– Então, pra que essa reunião as pressas? – Indagou Frannie. –
Quinn decidiu que se queria continuar com a sua ideia do pedido de casamento, teria que compartilhar com sua família, por isso uma reunião rápida.
Sam encarava a irmã gêmea esperando que ela se pronunciasse, Frannie tinha as mãos entrelaçadas com as de sua noiva, Belle, e Judy apenas esperava que a filha caçula dissesse algo.
– E-eu ... Bem, só escutem. Eu decidi que quero pedir a mão de Rachel em casamento. Eu sei que ainda somos jovens, mas acho que é uma boa ideia. – Disse nervosamente Quinn. –
Frannie sorriu a 100 watts, Belle sorriu timidamente, Sam assentiu e Judy franziu o cenho, arqueando a sobrancelha.
– Quando isso, Lucy? – Indagou a matriarca. –
– Não muito depois de nos formarmos, mas pretendo fazer o pedido no baile. – Respondeu a loira, passando nervosamente as mãos nos cabelos curtos. –
– Acha que isso é o certo e será bom? –
– Tenho certeza, mãe. –
– Se essa é a sua decisão, eu não serei contra. –
Os três irmãos arquearam as sobrancelhas; Ainda era estranho ter uma nova Judy.
– É isso aí, parabéns Little Lamb! – Comemorou Frannie, abraçando Quinn tão forte que a loira jurou ter escutado alguns ossos se partirem. –
– Mas e então ... Tem alguma ideia para o pedido ou vai ser no tradicional mesmo? – Indagou o até então calado Sam. –
– Você não perguntou isso para a Quinn. – Respondeu Frannie, arqueando a sobrancelha para o irmão mais novo. –
O rapaz apenas deu de ombros.
– Bem, eu tenho uma ideia. – Disse a loira. –
A cada detalhe citado, o sorriso infantil de Frannie crescia, Sam franzia ainda mais o cenho assim como Judy, e Belle se perguntava em que família tinha se enfiado.
– Que da hora! –
– Pode contar comigo. – Disse Sam. –
– Acho que não preciso dizer da minha parte. – A irmã mais velha sorriu para Quinn. –
– Ok ... Bem, agora tem as fantasias. –
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– Eu não acredito que ela te fez vir primeiro só pra não estragar a surpresa do vestido. – Disse Santana em meio ao riso. –
O baile – Ao ponto de vista de Quinn – estava simplesmente um saco. Garotas usavam vestidos que suas mães usaram em seus bailes escolares, garotos usavam os ternos que seus pais usaram no casamento, um ou outro professor de tocaia para evitar bebidas alcoólicas e o clichê de sempre onde as Cheerios faziam pares com os jogadores. Tudo normal.
– Eu quero muito que aconteça algo haver com Carrie, a Estranha. – Disse Marley, com um sorriso maligno no rosto. –
Os quatro estavam vestidos praticamente iguais; Calça jeans, suspensórios e all stars. Blaine parecia um leprechaun.
– Hey, Rach vai ser a rainha, nada disso. – Rebateu Quinn. –
– Falando em Oompa Loompa, como vai a missão? – Indagou a latina. –
– ... Missão? –
– 007, Hitman ... Esquece. Tô falando do pedido, rubia tonta. –
– Oh! Tudo certo. – Respondeu a loira, indiferente. -
– Meu Deus ... – Escutaram Marley sussurrar. –
Alunos deram espaço como o Mar Vermelho para a Trindade Profana passar. Elas estavam simplesmente belíssimas com seus vestidos que marcavam as partes certas de seus corpos.
– Díos, você está deliciosa Britt-Britt! Mal posso esperar para quando a festa acabar. – Disse maliciosamente Santana. -
A latina abraçou a loira pela cintura, beijando-a lentamente.
– Jesus, Kitty ... – Foi a única coisa que Marley conseguiu falar, antes de ter seus lábios tomados por Kitty. –
– Vai fazer o que mais tarde? – Indagou a judia, antes de deixar um selinho de maneira quase tortuosamente nos lábios finos da loira. –
– Oh, isso é um segredo. – Respondeu ela. –
Não demorou muito e a música lenta começou. Rachel entrelaçou os braços no pescoço de Quinn, iniciado uma dança calma com a mais alta.
O coração de Quinn poderia sair pela boca a qualquer momento; Esse seria um dos dias mais importantes de sua vida.
...
Kurt e Blaine trocavam um beijo feroz no banheiro masculino; Fazia algum tempo que ambos haviam iniciado um relacionamento escondido, então momentos como esses eram comuns entre os dois.
– Eu te amo. – Sussurrou Kurt. –
– ... Nós temos um futuro? – Indagou Blaine. –
– Como assim? –
– Vamos nos formar, assim podemos ter um relacionamento que não afetará sua ... Popularidade, reputação. Temos futuro com isso? –
O castanho escondeu seu rosto na curva do pescoço do rapaz de óculos, beijando lentamente seu pescoço.
– Temos, temos sim. – Respondeu ele. -
– Então eu também te amo. Quero ter um futuro ao seu lado. – Sussurrou Blaine. –
Os dois ficaram abraçados por um certo período de tempo, apenas compartilhando o calor emanado de seus corpos juntos. Blaine levou a mão até o bolso de sua calça, pegando o celular que tinha um despertador marcado para aquela hora.
– D-Deus! Eu tenho que ir! –
– Por que? – Indagou o castanho, ligeiramente frustrado. –
– Eu tenho que pegar a fantasia no carro da Quinn! – Respondeu apressadamente o rapaz de óculos. –
– F-fantasia? –
– Faz parte do pedido! –
O de olhos azuis encarava-o como se pedisse silenciosamente por respostas.
– Quinn vai pedir Rachel em casamento! –
– ... Oh ... Meu Deus! – O Cheerio bateu palminhas e sorriu infantilmente. –
Ele puxou Blaine para um beijo, antes de deixar o rapaz sair correndo do banheiro.
– Faça um casamento acontecer! – Brincou ele, sorridente. -
...
– Quinn, para onde está me levando? – Indagou a judia. –
A loira tinha as mãos sobre os olhos castanhos, privando-a de sua visão.
– Apenas confie em mim. – Respondeu ela. –
Quinn então tirou as mãos dos olhos cor de chocolate, e quando Rachel foi abri-los, novamente a loira tapou-os.
– Não, fique de olhos fechados. –
– Mas ... –
– Fique. – Pediu novamente. –
A judia se deu por vencido e assentiu, logo se sentando com a ajuda de Quinn.
A loira respirou fundo e correu até atrás das arquibancadas, onde Santana, Marley, Sam, Blaine e Frannie esperavam-na já devidamente vestidos.
– E aí, preparada? – Indagou a latina. –
– Um pouco ... Acho que estou nervosa. –
– Quinnie, Quinnie, Quinnie ... Olha, quando eu pedi Belle em casamento parecia que meu coração iria parar, sei lá ... Mas veja bem, vamos nos casar daqui a quatro meses. Relaxa. -–Frannie abraçou-a de lado. –
– As alianças estão com você? – Perguntou Marley. –
Quinn passou as mãos sobre os bolsos até encontrar uma caixinha vermelha e aveludada.
– Tudo aqui. –
Todos assentiram, e a loira engoliu em seco; Seu estômago dava voltas e seu coração batia cada vez mais forte e rápido.
...
– Pode abrir. – A voz de Quinn finalmente foi escutada, um tanto abafada, talvez. –
Assim que a judia abriu os olhos, ela se deparou com uma tropa de Stormtrooper de Star Wars. Ela franziu o cenho e arqueou a sobrancelha, com um sorriso bobo no rosto.
– Ok, o que é isso? –
Um dos soldados de branco retirou o capacete, revelando ser Quinn. A loira se aproximou da pequena, sorrindo de orelha a orelha.
– Eu realmente não consegui pensar em um jeito melhor, por isso não ache estranho ... Mesmo que seja estranho. Rach, eu te amo tanto que morreria por você, você não se afastou de mim por eu ser anormal, me ajudou, me apoiou, me acolheu quando eu precisei, e o mais importante disso tudo, me deu seu amor e também nossa filha.
A primeira vez que eu me encontrei com você eu lembro de dizer que achava namorar nojento e chato, mas ... Bem, era mentira. Mas ... Nós já temos um relacionamento mais sério apesar de tudo ... Temos também a Charlie ... E eu não sei como dizer isso, mas ... Chegando ao ponto, Rach, você se casa comigo? -
A loira ajoelhou na frente da judia, abrindo a caixinha de veludo, onde haviam dois anéis dourados com os dizeres ‘Player 1’ e ‘Player 2’.
Rachel levou as mãos a boca, de seus olhos escorriam lágrimas de felicidade e seu coração poderia explodir a qualquer momento.
Frannie e Sam olhavam a cena maravilhados, Santana tinha os olhos marejados, Blaine sorria abobadamente e Marley já estava se acabando de chorar.
– S-sim! Sim, claro que sim! – Ela praticamente gritou. –
O sorriso de Quinn aumentou ainda mais – Se é que era possível –. A loira colocou a aliança de ‘Player 2’ no dedo anelar da judia e a pequena colocou a outra no seu dedo. As duas se abraçaram e compartilharam de um beijo demorado, sendo observadas pelos amigos.
– Eu te amo. – A loira sussurrou em meio ao beijo. –
– Eu também te amo. – A pequena respondeu. –
O momento foi cortado pelo terceiro soldado a direita que chorava feito louco. Todos retiraram os capacetes, e logo puderam ver que Marley parecia uma criança na qual o brinquedo favorito quebrou.
– Q-que orgulho, cara! – Foi a única coisa que ela conseguiu dizer em meio as lágrimas. –
– Isso é tão ... Tão ... – A frase morreu ao meio de um soluço. –
A latina deu um tapa leve na cabeça da mais alta, que ficou quieta na mesma hora.
– Deixa de ser corta clima, animal! – Ralhou Santana. –
– ... Desculpe. -
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Ambas estavam nuas e abraçadas na cama. Após o baile decidiram voltar para casa e talvez ter algumas horas fazendo brincadeiras, se é que me entendem. A judia tinha a cabeça apoiada no ombro da loira, com o rosto afundado nos seios da mais alta.
– Finalmente vamos para New York. – Sussurrou Rachel. –
– É mesmo ... Depois da formatura, certo? –
– Sim ... Estamos perto do aniversário da Charlie também. –
– É ... Nem acredito que aquela coisinha vai fazer um ano ... Ela tá crescendo rápido de mais, Rach! –
A futura diva riu e se afundou ainda mais contra a loira.
– Ela ainda vai sofrer muito na sua mão ... –
– Eu só sou meio protetora, grande coisa. – A loira defendeu-se. -
– Você quase atirou uma pedra em um recém-nascido só porque ele estava olhando a Charlie quando nós saímos juntas. –
– Continua sendo um garoto, e eu não gostei dele, aliás. –
– Era um bebê, Quinn! — Ambas riram. –
– É, tem razão ... Mas mesmo assim, ele que olhe pra minha filha de novo pra ele ver! –
A judia meneou a cabeça e riu.
– Você não tem jeito ... -
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